sexta-feira, 21 de julho de 2017

COMPORTAMENTO DAS PESSOAS NA MAIOR PARTE DOS LUGARES DO PLANETA COM MENOS DE 30 ANOS MUDOU AO LONGO DOS ÚLTIMOS 5 ANOS SEGUNDO DETECTA PESQUISA DA VIACOM

Jovens confiam menos em políticos em 27 países: a pesquisa demorou dois anos para ser feita e um resumo das suas conclusões estão aqui para você conferir agora


A confiança dos jovens em políticos e líderes religiosos diminuiu acentuadamente nos últimos cinco anos, mas eles continuam em grande parte felizes, segundo um estudo global feito em vários países (no Brasil também) e sendo divulgado agora pela AFP. Em resumo, a conclusão desta pesquisa é que a confiança dos jovens em políticos e líderes religiosos  vem diminuindo acentuadamente nos últimos cinco anos, de toda forma, eles continuam em grande parte de alguma forma felizes com o potencial da realidade atualmente. A Viacom, a empresa de mídia americana por trás de canais voltados para os jovens, como a MTV e a Nickelodeon, entrevistou 28.600 pessoas on-line em 30 países sobre uma ampla gama de assuntos, temas e problemas que estão também na edição de hoje do site da revista Isto É. Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, traduzimos alguns tópicos deste levantamento e fazemos um resumo deste conteúdo para você. Confira a seguir.

Jovens confiam menos em políticos, mas continuam felizes (estudo)
Mitos contemporâneos neste estudo comportamental do jovem de hoje

Como são as pessoas com menos de 30 anos na atualidade?
A confiança dos jovens em políticos e líderes religiosos diminuiu acentuadamente nos últimos cinco anos, mas eles continuam em grande parte felizes, segundo um estudo global feito em vários países (no Brasil também) e sendo divulgado agora pela AFP. Em resumo, a conclusão desta pesquisa é que a confiança dos jovens em políticos e líderes religiosos  vem diminuindo acentuadamente nos últimos cinco anos, de toda forma, eles continuam em grande parte de alguma forma felizes com o potencial da realidade atualmente. A Viacom, a empresa de mídia americana por trás de canais voltados para os jovens, como a MTV e a Nickelodeon, entrevistou 28.600 pessoas on-line em 30 países sobre uma ampla gama de assuntos, temas e problemas que estão também na edição de hoje do site da revista Isto É. Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, traduzimos alguns tópicos deste levantamento e fazemos um resumo deste conteúdo para você. Confira a seguir.

Jovens brasileiros também foram pesquisados pela Viacom

Em um momento de turbulência política e conflitos religiosos, apenas 9% dos entrevistados disseram confiar em líderes religiosos, e apenas 2% disseram o mesmo dos políticos de seus países. Desde a última pesquisa, realizada em 2012, a confiança nos líderes religiosos agora em 2017 caiu 33 pontos percentuais, ao mesmo tempo em que diminuiu 25 pontos em relação aos políticos, entre as pessoas com 30 anos ou menos nos 27 países que foram entrevistados através dos dois últimos anos.


Jovens querem participar e têm visão dos direitos da cidadania
As opiniões, no entanto, variaram muito conforme o país em que a pesquisa foi feita. Na Nigéria, por exemplo, a confiança nos líderes religiosos cresceu e atingiu 32%. Mas em geral aumentou também a desconfiança das pessoas com menos de 30 anos em relação aos médicos, professores e até amigos, na maioria dos lugares do mundo. Em todos os países, as mães foram identificadas  como as pessoas mais confiáveis para a maioria dos jovens entrevistados. Sinal de que hoje em dia "ninguém confia em ninguém", comentou Christian Kurz, vice-presidente sênior para a visão global do consumidor da Viacom,


Levantamento mostra as tendências de comportamento e também de consumo 
Mesmo assim, nesse contexto de desconfiança e até de desilusão com a realidade, em especial, a dos políticos, por outro lado, a pesquisa descobriu que a porcentagem de pessoas que disseram que estavam felizes em geral foi praticamente inalterada, atingindo um  índice bastante alto de 76%. 


A moda mais ousada é uma das diferenças da juventude atual


De acordo também com Christian Kurz, a pesquisa mostrou que “o ser humano é um animal muito resiliente”. Existe um consenso na Psicologia contemporânea, atualmente, são considerados resilientes as pessoas que mantém boa capacidade de recuperação após passarem por dificuldades. Por exemplo, resiliente seria aquele que, mesmo quando perde o emprego, morre o amigo, a esposa pede o divorcio, ou vai mal na escola ou na faculdade, ainda assim, continua sua busca por soluções ou formas de adaptação às novas situações. É tão amplo este comportamento dos jovens atuais que fomos buscar uma definição deste conceito de resiliência: esta palavra vem do Latim e significa recusar, voltar atrás. Na Psicologia, significa voltar ao estado anterior. Em física Resiliência se refere a capacidade que um material tem em suportar grandes impactos de temperatura e pressão, sem deformar ao extremo, pouco a pouco conseguindo se recuperar e voltar à sua forma anterior. Na ciência da natureza e no comportamento socioambiental, resiliente é quem ou o que consegue recuperar o equilíbrio da ecologia do meio ambiente. Este é hoje, também segundo esta pesquisa internacional da Viacom, um dos conceitos mais típicos da atualidade humana e social.

Jovens não se sentem no controle da realidade hoje


Ao definir a felicidade, a maioria das pessoas jovens, tanto em 2012 como agora em 2017, apontaram que o ideal  no dia a dia é conviver com a família e os amigos ou amigas mais próximos. O segundo fator que os entrevistados apontaram como mais importante nesse momento, especialmente nos países mais desenvolvidos, foi ter tempo para as férias e o lazer ou o prazer. Em comparação com a pesquisa de 2012,  a maior parte dos entrevistados citavam até pouco tempo o dinheiro como até um ideal de vida. Para o pesquisador Christian Kurz nesse ponto ele percebeu uma mudança de atitudes das pessoas na sequência da crise econômica global, visto que muita gente mais nova passou a se sentir impotente diante dos acontecimentos: “Se você realmente não tem escolha, então procura se concentrar nas coisas que você controla, preferindo passar o maior tempo possível em situações que você controla e junto de pessoas que você realmente influencia, a felicidade é você estar no controle da sua própria realidade".

Quem é o jovem da atualidade?
Fontes: AFP
             www.istoe.com.br
             www.folhaverdenews.com

quinta-feira, 20 de julho de 2017

PESQUISADORES SE PREOCUPAM COM A DIFÍCIL SOBREVIVÊNCIA DE ESPÉCIES ANIMAIS QUE AINDA EXISTEM HOJE NA TERRA TODA E POR AQUI TAMBÉM

Estamos publicando em 1ª mão que metade dos animais que em um dia povoaram o planeta e também o nosso país já desapareceram segundo estudo de especialistas e esta extinção prejudica demais o equilíbrio ambiental da própria vida, até a espécie humana poderá nesse contexto de destruição desaparecer

 

O professor do Instituto de Ecologia da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) Geraldo Ceballos declarou ao jornal e site da Espanha El Pais que tem ocorrido uma extinção em média de duas espécies de animais selvagens por ano desde 1900. Basta esta informação para que o movimento científico, ecológico, da cidadania e da não violência alerte as autoridades em todos os países e por aqui também, no Brasil, onde ainda há muitas espécies sobreviventes, para que se providencie uma melhor estrutura de proteção aos animais, nativos ou não de cada país, em geral os animais são uma das maiores vítimas da violência na atualidade da Terra hoje em dia. Para avaliar a intensidade da perda de tantas vidas e da biodiversidade, este ecologista mexicano, com colegas da Universidade Stanford, estudou desta vez não o número de espécies extintas ou em risco de extinção, mas a redução das populações das espécies ainda existentes. Para isso, Geraldo Ceballos e outros pesquisadores especialistas no setor analisaram a situação de 27.600 espécies de vertebrados terrestres, entre aves, répteis, anfíbios e mamíferos. O ponto de partida para a pesquisa é o ano 1900. Para muitas das espécies não há dados confiáveis daquela época (nem agora), de modo que o estudo, publicado na PNAS, se apoia na evolução da distribuição geográfica de cada espécie, no espaço que ocupavam desde então e qual área ainda eventualmente ocupam hoje. Quantas espécies sobreviveram nestes últimos 117 anos?

 
Uma das espécies que sobrevivem na Ásia, o ameaçado Gibão

Entre as espécies nativas da África, as Zebras passam por sufoco





O veado dos pampas ocupa hoje 1% de seu território original
O Veado dos Pampas ocupa hoje só 1% de seu território original no Brasil


 


Para avaliar a intensidade da perda da biodiversidade, o ecologista mexicano, com colegas da Universidade Stanford, estudou desta vez não o número de espécies extintas ou em risco de extinção, mas a redução das populações das espécies ainda sobreviventes. Para isso os pesquisadores especializados analisaram a situação de 27.600 espécies de vertebrados terrestres, entre aves, répteis, anfíbios e mamíferos. O ponto de partida é o ano 1900. Para muitas das espécies não há dados confiáveis daquela época (nem agora), de modo que o estudo, publicado na PNAS, se apoia na evolução da distribuição geográfica de cada espécie: que espaço ocupavam então e qual ocupam hoje. Um terço das espécies (8.851) perdeu a maior parte de seu território original. Além disso, houve a extinção local de muitas populações e a redução da quantidade em quase todas as espécies. Estima-se que pelo menos a metade dos animais que existiram no passado já desapareceu. Quanto aos mamíferos, dos quais há dados mais confiáveis, quase a metade das 177 espécies estudadas perdeu até 80% de sua área geográfica. Em suma, a metade dos mamíferos perdeu 80% ou mais de seus territórios originais: isso deveria ser objeto duma ação sustentável de defesa da vida e de diminuição da violência contra animais. 


A Suçuarana no Brasil é uma das espécies que perdeu mais de 80% de seu território com o aumento de monoculturas como da cana de açúcar




A população de Leões se reduziu em 43% nos últimos 25 anos. O caso do Leão (Panthera leo) exemplifica o caminho para a extinção. Um animal que há alguns séculos era dono e senhor de amplas regiões do sul da Europa, Oriente Médio, sul da Ásia e todo o continente africano, hoje conta com uma exígua população em uma reserva indiana e apenas 7.000 exemplares em áreas muito dispersas ao sul do Saara. O pior é a velocidade de seu declínio: a população deste felino se reduziu 43% desde 1993, apenas um quarto de século. “Um total de 30% das espécies que estão perdendo população é das que são chamadas de comuns. Vão de mais a menos comuns até que se tornem espécies muito raras a caminho da extinção”, comenta o pesquisador Geraldo Ceballos. Pode ser que isso aconteça como o que ocorreu com algumas aves passageiras na América do Norte em suas últimas décadas ou ocorre hoje com os Bisões europeus e até os Búfalos americanos: “Se você tem hoje 10 indivíduos vivos, a espécie não é considerada extinta. Mas se há 10 Condores da Califórnia, já se perdeu a estrutura e a função que desempenhavam antes no ecossistema, a extinção das espécies selvagens é algo que prejudica todo o contexto do equilíbrio ambiental".


Espécies como a de Ursos fazem falta ao equilíbrio ecológico no Hesmifério Norte





Do ponto de vista geográfico, o declínio de populações nativas está se dando em todas as latitudes. Há um fato chamativo: embora o número de espécies em retrocesso seja maior nas zonas tropicais, nas áreas de clima temperado, onde há uma menor riqueza de espécies, o impacto qualitativo é maior. Os fatores que estão por trás do declínio de tantas espécies são muitos: perda do habitat, superexploração, impacto das espécies invasoras, poluição e mudanças climáticas. Todos têm as atividades humanas por trás. No século XIX devia haver por exemplo milhões de Veados dos Pampas (Ozotoceros bezoarticus) na América do Sul. Não se sabe a cifra, mas um indício de sua população atual é o dado de que entre 1860 e 1870 foram exportadas duas milhões de peles dos portos de Montevidéu e Buenos Aires. Hoje, existem apenas poucos milhares em zonas isoladas que representam 1% do território que este animal selvagem ocupava. A razão? Primeiro a caça, depois a exploração comercial da sua pele e depois a deterioração de seu habitat em favor das fazendas de gado.


A sobrevivência das últimas Tartarugas é vital para o equilíbrio da vida

A espécie mais resistente do planeta é o muito desconhecido Tartígrafo





Para o pesquisador Geraldo Ceballos, o tempo para reverter a sexta grande extinção está se expirando: “Tudo dependerá do que fizermos nos próximos 20 anos”, ele argumentou agora no El Pais e a sua entrevista está repercutindo em todo o planeta, também por aqui através também agora do nosso blog de ecologia Folha Verde News. No entanto, ele e outros pesquisadores da sua equipe estão até otimistas: “Da mesma forma que houve a retirada de Trump dos Estados Unidos do Acordo de Paris para se evitar o caos do clima e do ambiente, este retrocesso acabou por reativar a luta, percebo nas redes sociais, entre as pessoas mais sensíveis, em muitos países, uma crescente conscientização sobre o valor da biodiversidade”, comenta Ceballos. Se essa esperança não se concretizar em esforços coletivos, vai se tornar realidade o título do livro que este ecologista mexicano escreveu com seus colegas norte-americanos Anne Ehrlich e Paul Ehrlich, The Annihilation of Nature (A Aniquilação da Natureza). Temos que ir à luta para evitar este fato, que poderá ampliar mais ainda o caos do meio ambiente e a chance de extinção da vida até mesmo da nossa espécie humana. Se a natureza acabar, acabaremos todos nós.


Fontes: www.brasil.elpais.com
            www.folhaverdenews.com

quarta-feira, 19 de julho de 2017

EM SETEMBRO QUANDO VOLTAR O CALOR E A PRIMAVERA FINALMENTE A VOLTA DE MILTON NASCIMENTO AO AR

Será no Youtube e em TVs alternativas mas de toda forma é algo para se comemorar pela boa qualidade das músicas e do conteúdo cult de Milton Nascimento que está voltando agora como personagem de série de desenhos animados e como Bituca, o  apelido quando era criança este compositor e cantor antológico da MPB



Milton na gravação do clip para a série Mundo Bita


Pena que não seja já agora para aquecer este inverno na natureza e na televisão do Brasil, de toda maneira, já está programado o retorno do calor e da qualidade cultural da MPB para a próxima estação. Aliás, a série de desenhos infantis será chamado de forma bem mineira Trem das Estações, conforme nos está informando em primeira mão Felipe Ribeiro, diretamente de BH, através do site Terra: Milton Nascimento finalmente ganha mídia mesmo que sua volta seja através de personagem dum desenho animado, Mundo Bita, numa série também de clips musicais. "A garotada poderá assim usufruir a boa música e a mensagem positiva da Música Popular Brasileira", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. comemorando também esta notícia.



Bituca personagem e clip na série animada Trem das Estações


Símbolo da MPB, que não tem nada a ver com a baixa qualidade musical de hoje em dia no país também em baixa, a alta voltagem cult de Milton Nascimento vai ganhar uma versão animada ao participar do desenho Mundo Bita . Voltado para o público infantil, a animação mostrará o cantor em um clipe musical, cultural e educativo chamado Trem das Estações, que vai integrar a série Bita e a Natureza. O personagem de Milton será apelidado Bituca e, junto com o protagonista Bita, vai viajar comandando uma locomotiva através das quatro estações do ano.


As quatro estações do ano têm também um conteúdo ecológico nos desenhos

Milton que hoje mora em Três Pontas (MG) foi gravar em Juiz de Fora, perto de BH



Para quem não conhece, Mundo Bita é um desenho animado repleto de clipes musicais autorais e educativos. Na história, o Mundo Bita está localizado na Galáxia da Alegria, entre o Planeta Música e o Planeta Circo, e é conhecido por ser a casa de Bita, um simpático personagem de bigode laranja e cartola. A animação estará disponível nos seguintes canais: Discovery Kids, Netflix, TV Brasil e Youtube.  A previsão é a de que a série de desenhos com a participação de Milton Nascimento seja publicada no Youtube dia 1º de setembro e a expectativa é que o DVD Bita e a Natureza chegue nas lojas no mesmo mês, uma opção bem brasileira de lazer e cultura para a garotada, também, para escapar dos limites da mediocridade que predomina atualmente no mercado musical.  


Fontes: www.terra.com,br
             www.folhaverdenews.com

terça-feira, 18 de julho de 2017

AVENTUREIRO E AMBIENTALISTA O BIÓLOGO E YOUTUBER RICHARD RASMUSSEN AJUDA A CRIAR O FUTURO DA ECOLOGIA DA VIDA

O ecoturismo é a melhor ferramenta para defender as culturas originais e a ecologia do meio ambiente também por aqui no Brasil, argumenta Richard Rasmussen   

   
Declarações e imagens de Richard Rasmussen hoje aqui no Folha Verde News

Léo Gerchmann, através do jornal e site Zero Hora, nos informou que o ambientalista, biólogo e economista Richard Rasmussen, famoso pelas aventuras, expedições e documentários, além de programas de TV e postagens no Facebook e Yoputube passa por um momento de transição em razão das novas mídias e aposta no ecoturismo para ser uma ferramenta para a manutenção das raízes culturais e da ecologia da natureza. Rasmussen, 47 anos, esteve sábado em Porto Alegre (RGS) para um bate-papo sobre sua vida e sua trajetória na Fox Mitsubishi conforme matéria do Zero Hora, nossa fonte. Ele não se furtou nem mesmo de falar sobre o episódio em que foi acusado de ter pago a pescadores do Amazonas para abater uma fêmea grávida de Boto Rosa durante gravação, para forjar uma denúncia de abate daqueles animais (o programa foi ao ar no programa Fantástico da Globo ainda em julho de 2014 e até hoje polemiza). O biólogo nega que tenha feito qualquer pagamento e diz que sua proposta foi de mostrar a realidade de lá, alertando a população sobre a matança dos Botos e as agressões à vida natural da Amazônia. A seguir, um resumo de algumas das suas principais declarações feitas agora.


"Voltei da Costa Rica e agora estamos terminando a atual temporada de Missão América, da Net Geo, que estreia em outubro. Antes disso, em julho, estreia o Melhor da África. Temos esses dois programas, ambos nesta TV a cabo. Saí da TV aberta, porque a TV por assinatura tomou conta do mercado da comunicação e tem mais o DNA do que a gente faz. Agora, invisto também na parte digital, no Youtube, com vídeos de aventura e de amor pela natureza. Penso sim com amor na natureza, como biólogo e ser humano".


"Até o ano passado, não tinha nada nas mídias digitais. Sempre fui muito reticente às redes sociais e ao Youtube, porque o meu conteúdo é muito caro na sua produção e eu não entendia essa coisa de distribuí-lo de forma gratuita. Hoje, entendo de forma diferente. Nosso canal cresceu muito em um ano de investimento, hoje temos um núcleo importante lá dentro. A questão é que mudaram os moldes. O jovem de hoje não tem paciência, mudou muito. Estou há 14 anos na televisão, mas tem gente que não me conhece pela televisão e sim pelo canal, esse fato foi surpreendente para mim".


"Na televisão, você passa um ano gravando para a National Geografic, por exemplo. Quando vai ao ar, já é um material tecnicamente velho. No Youtube, não. Por exemplo, se estou trazendo hoje o material da Costa Rica, vou pô-lo no ar na semana que vem. Então, a resposta é muito mais rápida. Estamos aprendendo como trabalhar com as novas mídias".


"Como ambientalista, ando preocupado: Ah, estamos consumindo o nosso planeta aos poucos. Nosso país ainda engatinha nas práticas de conservação da natureza. Temos uma visão muito paternalista e estamos vendo a fauna se esvair. Temos poucos planos reais e efetivos sendo feitos. Não adianta você criar um parque nacional e deixá-lo lá largado. Parque é para as pessoas frequentarem. A gente tem o péssimo hábito de distanciar as pessoas da natureza. As pessoas são os fiscais da natureza. Têm de estar dentro dos parques, são eles que vão cuidar. É o que acontece na Costa Rica, onde o turismo está superevoluído. As pessoas que frequentam o parque têm consciência de como se deve frequentá-lo e são fiscalizadoras, acabam protegendo a ecologia".



"O ecoturismo é uma ferramenta linda. Primeiro, porque ela mantém as bases culturais. Você viaja para ver algo diferente, né? Você não viaja para ver algo ou alguém igual a vocês. Isso faz com que as raízes sejam mantidas e com que as pessoas que moram nesses locais tenham alternativas de trabalho e renda voltadas para a conservação. Até os  caçadores podem então virar guias, já que conhecem os animais, as plantas, tudo. Então, o turismo é ferramenta fundamental atualmente".



A polêmica do Boto Rosa
"Na questão do boto, eu dei a cara a bater. Tiver a oportunidade de fazer algo diferente (o documentário), que mudou a lei do país. Infelizmente, nem todo mundo gosta de mim. Ainda bem que a maioria gosta. Lá fora (no exterior), me chamam de herói. Aqui, fizeram uma reportagem, e eu entrei com uma ação, que agora estão respondendo, em especial quem não ouviu o outro lado. O filme está sendo aclamado lá fora e provavelmente seja o filme deste ano, e eu colaborei como filme. Ele põe o fator humano na balança do problema ambiental. Mas algumas pessoas são prejudicadas, sempre. O fato é que não sou um conservacionista de papelão, que sai na chuva e se desmancha. Não sou daquele que vai lá, diz "olha o bichinho, que bonitinho" e vai embora. Tenho várias ações, e essa se tornou algo muito grande porque mudou a legislação do país".




"Quero fazer pessoas olharem para si próprias e para o meio ambiente e entender que são todas uma coisa só e se sentirem responsáveis, isso é importante. É coração em primeiro lugar, depois é preciso pagar por um processo racional, e alguém precisa pagar a conta. Conservação custa, mas deve ser vista com outros olhos. Queremos que as pessoas observem isso. Na questão digital, que fui contra até o ano passado, hoje a gente tem 20 milhões de visualizações nas nossas redes sociais por mês. Isso é gigante. Então, estamos influenciando, todo mês, 20 milhões de pessoas. O trabalho que a gente faz é para que as pessoas sejam felizes, sejam bacanas, observem a natureza, curtam o seu planeta, curtam o dia a dia".

A gente considera que lutar pela natureza é praticar também a não violência

Confira também o vídeo postado aqui em nossa webpagina, bem como, as mensagens e outras informações aqui na seção de comentários do nosso blog que vai à luta pela não violência e pela criação do futuro sustentável, equilibrando ecologia com economia, informação com emoção em busca da alegria de viver, com todo amor à vida (Padinha)


Fontes: www.zh.clicrbs.com.br
             www.folhaverdenews.com

segunda-feira, 17 de julho de 2017

EFEITO TEMER: MESMO RETARDADO PL TERÁ COMO CONSEQUÊNCIA MAIS DE 138 MIL HECTARES DE DESMATAMENTO E UM CAOS NA NATUREZA DO PARÁ

IPAM lança nota oficial de crítica ao Governo que com o PL da grilagem (projeto de lei 8107) reduz a floresta de Jamanxin no Pará como um começo do caos na região

O que era reserva está virando um pasto: caos no futuro da vida na Amazônia?


A seguir, nosso blog de ecologia e de cidadania divulga na íntegra a nota oficial do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) : confira o texto de depois outras informações ou mais detalhes na nossa seção de comentários aqui no Folha Verde News.


Confirmando as piores expectativas da sociedade, o Governo acaba de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência que corta cerca de 350 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxin, uma das principais unidades de conservação do país, localizada no Pará. O projeto de lei (PL) 8107/2017, que substitui a medida provisória 756/2016, vetada mês passado pelo mesmo Michel Temer, anistia a grilagem e pode gerar um desmatamento adicional na região, até 2030, de 138.549 hectares, causando a emissão de 67 milhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. O Brasil estaria literalmente queimando US$ 335 milhões, tomando-se o valor de US$ 5 por tonelada de carbono que o Fundo Amazônia adota.


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Se passar, o PL representará mais uma confirmação de que o desmatamento fugiu do controle e que, paradoxalmente, tem o aval do governo. Em 2016, o aumento na taxa de desmatamento na região foi de quase 30% em relação ao ano anterior, tirando do Fundo Amazônia a possibilidade de receber aportes da ordem de U$ 200 milhões para 2018. Esse quadro lança uma enorme dúvida sobre a capacidade de o país cumprir sua promessa de redução de emissão de gases estufa feita ao mundo durante a Conferência do Clima em Paris, em 2015. Esse seria o momento de reforçar políticas de controle do desmatamento e barrar qualquer ação que estimule a derrubada. Sem qualquer senso de responsabilidade com as gerações futuras, o Governo toma direção contrária. "Essa medida mostra a total insensibilidade dos nossos governantes com os compromissos assumidos perante o mundo e seus cidadãos, transferindo, de forma injusta, a desmoralização do governo para o país como um todo”, diz o diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães.


Os únicos beneficiados são ruralistas do agronegócio que manda hoje no Brasil

 
Continua a nota oficial do IPAM - Em uma economia fortemente dependente do solo, uma legislação que promove desmatamento impacta todo o ciclo de recursos necessários para a agricultura e a pecuária. “Estamos diante de um momento em que o Brasil coloca conquistas históricas, que preservam nossos ativos naturais, em risco, algo que provocará perdas não somente na área ambiental mas também para os negócios. Já é mais do que comprovado pela ciência que florestas preservadas são fundamentais para o equilíbrio hídrico, sendo portanto vitais para a manutenção da produtividade agropecuária”, afirma André Guimarães.

A natureza do Pará e da Amazônia sendo destruída terá como efeito...
 

...um caos na ecologia e na economia de todo o Brasil


Estamos diante do governo mais ruralista da história, diz o IPAM




Fontes: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
              www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com
 

sábado, 15 de julho de 2017

BRASIL NA LIDERANÇA DE UM DOS RANKINGS MAIS NEGATIVOS DO MUNDO: A VIOLÊNCIA CONTRA AMBIENTALISTAS EM QUESTÕES DE TERRA

Brasil manteve liderança no ranking de mortes de defensores da ecologia e dos direitos a terras em 2016  segundo informa agora a Global Witness, que fez um levantamento em todo o planeta sobre ocorrências no ano passado

 

Este é um destaque negativo do Brasil que repercute em vários países


O Brasil continua no topo da lista dos países onde ativistas ambientais mais foram mortos em 2016, com 49 casos, segundo o levantamento Defensores da Terra, sendo divulgado pela organização não governamental Global Witness.  Maiana Diniz, da Agência Brasil,  detalhou ontem que em todo o planeta foram pelo menos 200 ativistas assassinados no período, cerca de quatro pessoas por semana. É o maior número de mortes de ambientalistas em questões de terras já registrados pela organização: "Muitos assassinatos não são nem relatados e nem ao menos investigados, é provável que o número real seja ainda muito mais alto”, adverte o texto da conclusão do relatório, que hoje também é uma das manchetes no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate. Por aqui no blog da ecologia e da cidadania  Folha Verde News questionamos se a Global Witness já tem um número deste tipo de violência agora neste ano de 2017: a informação da entidade é que infelizmente esta aumentando a intensidade deste problema e o pior, ele está se manifestando em cada vez maior número de países, como também já registrou o site alemão DW (Deutsche Welle).  



O Brasil lidera mundialmente com 49 casos em 2016 desse tipo de violência



O levantamento Defensores da Terra em resumo está concluindo que o fenômeno de violência contra ativistas está não só em crescente mas também se espalhando por todo país que tem conflito de terras no Oriente ou no Ocidente. . No ano passado, a organização da sociedade civil Global Witness já havia documentado assassinatos em 24 países. Um ano ano antes, em 2015, o levantamento detectou este problema em  16 países. E há ainda uma outra agravante segundo a organização: "A falta de processos também dificulta identificar os responsáveis, porém existem evidências muito fortes de que a polícia ou as Forças Armadas conforme o caso estavam por trás de pelo menos 43 assassinatos em vários países.


Índios  e ecologistas se manifestaram contra esta realidade em Brasília


A organização internacional e não governamental  avalia ainda  que cabe a cabe estado, conforme a legislação no setor, proteger os defensores de direitos humanos para que eles possam atuar com segurança: nesse ponto, o relatório lamenta que aqueles que defendem causas fundiárias e ambientais enfrentam riscos específicos e que aumentam cada vez mais porque desafiam interesses comerciais. É urgente uma ação governamental em cada país na proteção dos ativistas em questões de terras.


Uma das 49 ocorrências no setor em nosso país em 2016


De acordo com a Global Witness, a principal causa de morte dos ativistas em 2016 foi a defesa das  vítimas em conflitos contra a atividade de mineração, agronegócio e exploração madeireira. O setor de mineração permanece o mais perigoso, com 33 ativistas mortos depois de se oporem a projetos de mineração e petroleiros. Nesse ponto, fica clara a situação brasileira e o motivo pelo qual o o Brasil lidera o ranking mundial deste tipo de violência. O relatório ainda alerta também que assassinato é apenas uma das táticas para silenciar ativistas. Ameaças de morte, prisões, violência sexual e ataques legais também são recorrentes, segundo a organização que discute várias formas de pressão e de agressão às vítimas, em todo o mundo. Mais um detalhe: entre todas as vítimas de violência, 40% são indígenas e 60% são da América Latina. O Brasil lidera o ranking com 49 mortes, sendo seguido pela Colômbia, com 37 assassinatos, Filipinas, com 28, Índia, com 16 e Honduras, que lidera a classificação  como o país mais perigoso para ativistas per capita na última década, com 14 mortes. Líder em 2016, o Brasil também liderou o ranking de mortes de ambientalistas no levantamento que foi feito em 2015 e a tendência é que volte a "se destacar" no próximo levantamento sobre o número de ocorrências agora em 2017, onde os conflitos e a falta de respeito às leis e ao estado de direito seguem sendo o dia a dia na realidade fundiária e ambiental.

 
José Cláudio e Maria do Espírito Santo:10 denúncias contra serrarias e mortos em 2011



A população brasileira precisa acordar para esta realidade nos bastidores do Brasil agora


Fontes: Agência Brasil - Deutsche Welle
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

sexta-feira, 14 de julho de 2017

PARECE QUE FINALMENTE VAMOS ENTRAR NA ERA DOS CARROS ELÉTRICOS NO BRASIL DO QUE FOMOS PIONEIROS AINDA NA DÉCADA DE 70 SE NÃO HOUVER BOICOTE POR OUTROS INTERESSES AGORA


A Prefeitura de BH vai homologar uso de carro elétrico chinês para serviço de táxi em breve: movimento científico e ecológico brasileiro espera por este avanço em todo espaço urbano a bem do meio ambiente, da economia e da saúde da população

 







Este é o carro elétrico chinês BYD sendo testado em BH agora

Este o pioneiro Gurgel elétrico brasileiro fabricado já a 47 anos atrás


De família de Franca, João Amaral Gurgel Conrado lançou na década de 70 um bom carro elétrico pioneiro, através da sua empresa em Rio Claro, cidade também do interior paulista: houve um boicote da indústria do petróleo e a patente do veículo acabou sendo vendida para empresários dos Estados Unidos. A Gurgel perdeu mercado e nosso país, acabou perdendo tempo e rumo nessa história, que poderia ter colocado os brasileiros na liderança mundial destes carros alternativos. Quase 50 anos depois, na França, agora, o Presidente Macron está incentivando a fabricação e o uso todo tipo de veículos elétricos, por causa dos níveis altíssimos de poluição do ar em Paris e outras cidades francesas, um problema socioambiental que gera doenças respiratórias e cânceres. Aqui no Brasil, em São Paulo, em Salvador na Bahia e mais recentemente em Belo Horizonte têm sido testados ônibus elétricos de fabricação chinesa, com o mesmo objetivo, mas o processo de implantação de veículo à eletricidade, que não poluem o ar nem fazem ruídos além de terem uma operação mais econômica, o processo de se implantar virou novela. Claro que ainda prevalece a pressão por parte dos fabricantes de combustíveis como gasolina, diesel, até etanol. Mas agora, como nos informa Léo Rodrigues, pela Agência Brasil, Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, tenta avançar e acelerar este processo de desenvolvimento sustentável e de mobilidade urbana. A Empresa Municipal de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) está apresentando agora um veículo 100% elétrico que já está sendo homologado a rodar na cidade, também apto à prestação de serviço de táxi na capital mineira. O carro não emite carbono na atmosfera, este é o ponto fundamental deste avanço. 



Os carros elétricos chineses podem ser carregados em eletropostos...

...ou até mesmo numa simples tomada na casa do motorista


A notícia esperançosa é que o carro Made in China e da marca BYD já foi aprovado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte pelo menos para o serviço de taxi. Vinculada à prefeitura de Belo Horizonte, a BHTrans informou que a novidade se soma aos veículos híbridos que já estão em operação e funcionam simultaneamente a partir de eletricidade e combustão. De acordo com a empresa municipal, a iniciativa está alinhada com o plano de mobilidade da capital mineira e contribui para a construção de uma cidade mais sustentável. 


A China já desenvolveu também carros populares mais baratos...

...bem como caminhões e veículos utilitários elétricos





O veículo, modelo e6, fabricado pela empresa chinesa BYD, foi aprovado em testes realizados agora por técnicos da BHTrans, que avaliaram quesitos como conforto, segurança, velocidade entre outros. O carro tem uma autonomia de 400 quilômetros por carga da bateria, que pode ser numa tomada de força em casa ou em um eletroposto. O tempo médio para uma carga total é de duas horas em um eletroposto ou de seis horas co0m o carregamento feito em casa, o que pode variar, dependendo da voltagem utilizada. A bateria do veículo tem vida útil de 40 anos e 60 kWh de capacidade.

 
São Paulo já testa com sucesso novo estilo de ônibus elétrico agora



O valor de mercado de um BYD e6 zero KM pode chegar com impostos e taxas de importação até aproximadamente a 270 mil reais, mas a BHTrans promete oferecer desconto e linha de financiamento exclusiva para taxistas. Além disso, a fabricante BYD afirma que o veículo proporciona uma economia financeira de até 85% no gasto operacional, quando se leva em consideração os custos com combustível dos carros convencionais. Este é um fator superimportante, o carro é mais caro na aquisição mas muito mais barato na operação.

 
Este ônibus elétrico passou nos testes ecológicos e econômicos em Salvador (Bahia)



O Sindicato Intermunicipal dos Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Minas Gerais (Sincavir) já está encarregado pela BHTrans para a realização de testes operacionais com os carros elétricos chineses. A ideia é que os taxistas possam avaliar, no dia a dia, os benefícios da nova tecnologia e a economia na sua utitização. Só não pode virar outra novel sem fim. Em 2015, duas linhas de ônibus de Belo Horizonte fizeram testes com veículos elétricos. A medida ocorreu em caráter experimental e até hoje (12 anos depois dos testes bem sucedidos!) não há ainda nenhuma previsão de incorporação da tecnologia à frota de transporte coletivo em BH. Os ônibus elétricos testados, também da fabricante chinesa BYD, são de um modelo que já circula em Londres, na Inglaterra, e que iniciará, em breve, operações em Washington, nos Estados Unidos. Na França, este país estuda também a sua implantação em Paris e em outras cidades, para diminuir os altos índices de poluição do ar, bem como, os seus efeitos danosos à saúde da população.   


França, Estados Unidos, Inglaterra e China também já fabricam sofisticados carros elétricos a bem da ecologia, da economia, da saúde e do bem estar


Fontes: Agência Brasil - BHTrans
             www.folhaverdenews.com

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