terça-feira, 22 de agosto de 2017

A AMAZÕNIA TEM MAIS BOI DO QUE GENTE E PESQUISA POR SATÉLITE REVELA TAMBÉM RISCO CRESCENTE DE AUMENTAR MAIS O DESMATAMENTO A DANO DE TODO O BRASIL

Geografia da pecuária: Imazon em estudo inédito revela que Amazônia detém 40% do rebanho nacional o que dá uma perspectiva de aumento do desmatamento na região com cada vez mais florestas virando pastos ou também plantação de soja



A Amazônia não é mais das florestas e dos animais selvagens


O jornalista Eduardo Pegurier postou matéria no site O Eco aqui no Brasil e no El Pais no exterior sobre dados que os satélites mostram sobre o processo de desmatamento lá na floresta Amazônica. Ao vasculhar e documentar através dos anos a degradação e os vazios criados pelo corte raso da mata, a pesquisa do Imazon chega a um veredito: dois terços da área desmatada virou pasto. No chão, a contagem do gado mostra que a Amazônia é território mais de boi do que de gente. Há meses atrás, a quantidade de gado ali na região já chegava a 85 milhões de cabeças, em comparação a uma população humana de 25 milhões de habitantes, mais de três bois por pessoa. No município de São Félix do Xingu, que contém o maior rebanho do país, essa proporção chega a 18 para 1, uma goleada da boiada. Além do gado, existe a expansão da soja por lá, o que complica mais a situação.




Aumentam os desmatamentos com a expansão da pecuária



Os números são amazônicos: a Amazônia Legal abrange 61% do território do Brasil e contém 40% do rebanho nacional. O gado é mantido em cerca de 400.000 fazendas espalhadas pela região, com tamanhos que variam de alguns poucos até dezenas de milhares de hectares. Então, quando a ONG Imazon terminou um novo e detalhado levantamento sobre os frigoríficos da região, a grande surpresa foi encontrar um número pequeno: apenas 128 instalações destas empresas, pertencentes a 99 empresários que são responsáveis por 93% do abate anual, algo como 12 milhões de cabeças de gado.Já era sabido que os frigoríficos são o gargalo da cadeia de criação do gado. Mas o levantamento do Imazon é inédito porque revelou a geografia da pecuária na Amazônia, vista pela zona de influência destes 100 abatedouros. Para se ter uma ideia, ocupar a capacidade de abate anual de um único frigorífico de grande porte demanda uma área de pasto de quase 600.000 hectares, três vezes maior do que o município de São Paulo. O conjunto de frigoríficos analisados no estudo, operando a plena capacidade, demandaria uma área de pasto de 68 milhões de hectares (maior do que o estado de Minas Gerais). Essa quantidade supera a soma dos pastos hoje existentes na região, indicando que o futuro da atividade gerará mais desmatamento. Maior ainda porque além da pecuária há na Amazônia a expansão da monocultura da soja. 

Pior que a floresta além da pecuária enfrenta também a expansão da soja




Se entre 2016 e 2018 a taxa de desmatamento recente se repetir, 90% das novas perdas de floresta estarão dentro da área de influência de compra de 128 frigoríficos: esta análise na reportagem de  Eduardo Pegurier em cima de vários anos de pesquisa do Imazon está mostrando com clareza a influência de tão poucos frigoríficos sobre quase todo o rebanho amazônico, isso envolveu todo um trabalho de detetive e tecnologia de geoprocessamento. A primeira etapa foi obter os endereços de todos os frigoríficos de maior porte e confirmá-los usando imagens de satélite de alta definição, para verificar se naqueles locais havia instalações típicas da atividade, como currais e tanques de tratamento de água. A partir daí, os pesquisadores queriam responder a pergunta: qual era a zona potencial de compra de cada frigorífico? E dois, como essa zona potencial se relaciona com as áreas já desmatadas e as que estão sob maior risco de desmatamento no futuro próximo? O primeiro passo era descobrir a distância máxima que cada frigorífico alcançava nas compras de gado. Isso foi feito através de entrevistas telefônicas com os gerentes de frigoríficos e cruzamentos de dados. Havia casos curiosos, como um frigorífico no Acre, que não adquiria boi mais longe do que a 20 km das suas portas, e, no extremo oposto, no Amazonas, havia outro que comprava a mais de 1.000 km de distância, indo até Roraima, para compensar a falta de gado na sua região na época da seca. Baseado nas distâncias máximas, o segundo passo era estabelecer a área potencial de compra dos frigoríficos. Hora de voltar à tecnologia geoespacial. "O Imazon tem um mapeamento completo de estradas oficiais e informais na Amazônia, uma base que vem sendo atualizada desde 2008", conta Amintas Brandão Jr., um dos autores do estudo: "Rodamos uma análise espacial em que você insere no software as coordenadas do frigorífico e a distância máxima que ele compra, digamos, 100 km. Daí, o software sozinho percorre todas as estradas e rios navegáveis acessíveis àquele frigorífico até atingir os tais 100 km. Assim, conseguimos delinear uma zona potencial de compra. O  trabalho foi este, estabelecer a área de influência de cada frigorífico usando a rede de infraestrutura, a malha de estradas e rios navegáveis por onde o gado pode ser transportado.



Índices de desmatamento na Amazônia crescem devido à economia atual na região


O estudo da equipe de pesquisadores do Imazon gerou uma previsão de onde estarão as próximas áreas desmatadas na Amazônia. De novo, eles recorreram aos softwares de análise geoespacial. Eles dividiram a Amazônia Legal em quadrados com 1 km de lado. Para cada um deles, foi estimada a probabilidade de desmatamento baseada na presença de fatores que o estimulam, como disponibilidade de transporte por estrada ou rio, distância até mercados e potencial da terra. Criaram, assim, um mapa de probabilidade de desmatamento para toda a Amazônia Legal. Usaram a área desmatada nos três anos anteriores, 1,7 milhão de hectares (17 mil km2), como estimativa do total de desmatamento que poderá ocorrer no triênio 2016 a 2018. Em seguida, a partir do mapa de probabilidades, determinaram quais são as áreas com maior chance de ocorrência de novos desmatamentos. A última etapa foi sobrepor as zonas de influência de compras dos frigoríficos. A coincidência entre as duas áreas foi de 90%. Em outras palavras, se entre 2016 e 2018 a taxa de desmatamento recente se repetir, 90% das novas perdas de floresta estarão dentro da área de influência de compra de 128 frigoríficos.

A expansão ruralista na Amazônia tem duas frentes, a soja...


...e o aumento crescente da indústria de carne bovina


O estudo do Imazon criou um panorama detalhado da influência que os frigoríficos podem ter sobre o desmatamento. Com isso, já se tem um mapa, as tecnologias estão disponíveis para rastrear o gado da sua origem até o local de abate. Falta agora uma pressão consistente e punições para criadores e frigoríficos que compactuam com crimes ambientais, conclui a pesquisa. No caso da febre aftosa, o problema só se resolveu quando o setor percebeu seriam perdidos os mercados mundiais se não fosse feito um programa efetivo de vacinação. A pressão do mercado funcionou para os fazendeiros se organizarem e firmarem parcerias com o Governo. Agora, na questão do desmatamento, diante de todos estes dados, um bom começo seria uma nova rodada de aperto sobre o setor  ruralista liderada pelo MPF e pelo Ibama. Já se sabe onde está o centro da questão. O inimigo amazônico número um já tem uma cara, um endereço e uma razão, falta então somente coragem e determinação das autoridades para resolver a parada do desmatamento que já compromete demais o equilíbrio ambiental da Amazônia.  Há até uma equação que vai se formando nessa realidade gado + soja = mais desmatamento."Só uma gestão governamental de desenvolvimento sustentável, na região amazônica também, que possa equilibrar a economia com a ecologia, poderá  evitar um caos do meio ambiente brasileiro.


O MP bem como o movimento ecológico, científico e de cidadania...

...todos precisam agir rápido em defesa das florestas e dos rios da Amazônia


(Não se trata de proibir plantio de soja ou pastagens de gado mas que estas economias sejam feitas de maneira sustentável sem mais desmatamentos para sobreviver a ecologia da Amazônia, vital para o ambiente e o clima de todo o Brasil: na seção de comentários mais informações e mensagens)


Fontes: O Eco - El Pais 
             www.folhaverdenews.com

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PARTE DO INTERIOR DO BRASIL VIRANDO DESERTO E NEM COM AS CHUVAS DA PRIMAVERA A SITUAÇÃO PODERÁ SER REVERTIDA EM ALGUMAS REGIÕES COMO NA PARAÍBA

Em Brasília por exemplo não chove há 4 meses e isso sinaliza a secura que vai tomando conta do Cerrado com queimadas e surto de doenças respiratórias além de danos para a economia

 
O sertão não virou mar mas pode virar um deserto segundo pesquisadores



A seca e a degradação dos rios e das nascentes em Minas Gerais, a advertência de cientistas de que a Amazônia começa a virar uma savana e um levantamento recente do INSA são alguns dos sinais de alerta: a situação é dramática também em geral em várias áreas do Cerrado e em especial em pontos do Nordeste do país: na Paraíba a desertificação ameaça 94% das terras e já é vista como irreversível


A desertificação já pode ser vista como uma tragédia anunciada

Para confirmar as previsões negativas entre especialistas, a repórter Krystine Carneiro, do G1 da Paraíba, levantou a questão já quase trágica deste estado após ter acesso a um estudo do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a região mais afetada por este problema de grande dimensão que se espalha pelo Brasil: há uma certeza entre os pesquisadores de várias regiões, o processo de degradação ambiental torna as terras inférteis e improdutivas. Não precisa mais nada para que no país o movimento ecológico, científico e de cidadania seja ouvido e se inicie no Governo Federal e em todos os estados e municípios o mais rápida e profundamente possível uma gestão ambiental sustentável em busca do reequilíbrio da ecologia com a mesma urgência com que se busca uma retomada da economia.

Urgente programa nacional de desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental

Não se trata de previsões apocalípticas de ecologistas ou cientistas, mas já é uma constatação  até de órgãos oficiais do Ministério do Meio Ambiente, pelo que já constata o INSA os núcleos de desertificação do semiárido brasileiro compreendem uma área que chega a 68.500 km² em cinco estados: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Esse locais já atingiram níveis de degradação tão altos que já são comparados aos desertos, ecossistemas naturais característicos de zonas mais áridas. Dos 59 municípios que estão nesse perímetro, conforme a classificação dos próprios técnicos governamentais 28 são da Paraíba, localizados no núcleo do Seridó. Outra área em situação crítica do estado são os Cariris.  Outros 29 municípios da Paraíba estão em Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD), sendo 12 no Cariri Oriental e 17 no Cariri Ocidental.
  

Águas secando em Minas, no Nordeste, no Cerrado e até em alguns pontos da Amazônia
    


A violência da seca afeta demais a economia e a ecologia brasileira 


O site EcoDebate  já destacou também que os núcleos de desertificação do semiárido brasileiro compreendem uma área 68.500 km² em cinco estados: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Esse locais já atingiram níveis de degradação tão altos que são comparados aos piores desertos. Pesquisadores e ecologistas também perceberam que, desde 2010, a seca tem contribuído para a expansão de várias áreas de desertificação. De acordo com os números levantados por equipes do laboratório, áreas de entorno estão aumentando nos últimos anos: "Com elas se pode atingir um salto significativo nas áreas classificadas como degradação muito forte e forte nos próximos anos”, comenta ainda o especialista Humberto Barbosa. Além do solo, a desertificação ainda pode afetar a capacidade de rios e açudes que, com o desmatamento da mata ciliar, a camada infértil do solo é retirada e acaba sendo depositada nas áreas com água. O depósito de areia no Rio São Francisco tem diminuído a vazão dele em muitos pontos. Então a desertificação pode afetar a saúde do rio ícone do interior do Brasil. Há uma relação direta. Isso leva tempo, não vai ser breve, mas já vem acontecendo. O depósito de areia no açude de Boqueirão por exemplo já é muito grande e diminui a capacidade volumétrica do açude.


Este grande problema já afeta nascentes, rios e açudes de várias regiões do pais
O processo de desertificação é lento e tem início com o desmatamento de uma área, conforme explica o professor Humberto Barbosa. Esse espaço desmatado é abandonado ou ocupado com pastos e pecuária extensiva. Com isso, o solo fica mais exposto ao sol, água e vento devido à extração da floresta e a substituição por uma vegetação rasteira frequentemente manipulada de forma inadequada. Como consequência, o solo fica mais fragilizado aos agentes erosivos e perde sua capacidade de absorção de água e nutrientes, desencadeando um maior escoamento superficial. Assim, grandes quantidades de solo são levadas, causando assoreamento dos rios e açudes e, finalmente, o solo chega até o mar. “De lá fica difícil trazê-lo de volta”, explica ainda Humberto Barbosa. A última etapa, a perda da fertilidade e da capacidade produtiva do solo é a situação terminal. A partir daí, a terra deixa de produzir alimentos, a atmosfera se desidrata e se aquece, dificultando as chuvas, as reservas de água das profundidades do solo diminuem, as fontes se estancam e os rios se tornam intermitentes. Logo, a população local emigra, some, o deserto cada vez mais se forma.


Até em alguns pontos do sudoeste do Amazonas sinais deste grande problema


(Confira na seção de comentários do nosso blog algumas alternativas para se combater o processo de desertificação, que já é uma triste realidade no interior brasileiro)


Urge recuperar a ecologia das terras e das águas no Brasil agora



Fontes: INSA - G1 - em - IHU - EcoDebate
              www.folhaverdenews.com

domingo, 20 de agosto de 2017

O INTERIOR DO BRASIL PODE ACABAR VIRANDO DESERTO E NEM COM AS CHUVAS DA PRIMAVERA A SITUAÇÃO PODERÁ SER REVERTIDA EM ALGUMAS REGIÕES COMO NA PARAÍBA

O sertão não virou mar mas pode virar um deserto segundo pesquisadores



A seca e a degradação dos rios e das nascentes em Minas Gerais, a advertência de cientistas de que a Amazônia começa a virar uma savana e um levantamento recente do INSA são alguns dos sinais de alerta: a situação é dramática também em geral em várias áreas do Cerrado e em especial em pontos do Nordeste do país: na Paraíba a desertificação ameaça 94% das terras e já é vista como irreversível


A desertificação já pode ser vista como uma tragédia anunciada

Para confirmar as previsões negativas entre especialistas, a repórter Krystine Carneiro, do G1 da Paraíba, levantou a questão já quase trágica deste estado após ter acesso a um estudo do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a região mais afetada por este problema de grande dimensão que se espalha pelo Brasil: há uma certeza entre os pesquisadores de várias regiões, o processo de degradação ambiental torna as terras inférteis e improdutivas. Não precisa mais nada para que no país o movimento ecológico, científico e de cidadania seja ouvido e se inicie no Governo Federal e em todos os estados e municípios o mais rápida e profundamente possível uma gestão ambiental sustentável em busca do reequilíbrio da ecologia com a mesma urgência com que se busca uma retomada da economia.

Urgente programa nacional de desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental

Não se trata de previsões apocalípticas de ecologistas ou cientistas, mas já é uma constatação  até de órgãos oficiais do Ministério do Meio Ambiente, pelo que já constata o INSA os núcleos de desertificação do semiárido brasileiro compreendem uma área que chega a 68.500 km² em cinco estados: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Esse locais já atingiram níveis de degradação tão altos que já são comparados aos desertos, ecossistemas naturais característicos de zonas mais áridas. Dos 59 municípios que estão nesse perímetro, conforme a classificação dos próprios técnicos governamentais 28 são da Paraíba, localizados no núcleo do Seridó. Outra área em situação crítica do estado são os Cariris.  Outros 29 municípios da Paraíba estão em Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD), sendo 12 no Cariri Oriental e 17 no Cariri Ocidental.
  

Águas secando em Minas, no Nordeste, no Cerrado e até em alguns pontos da Amazônia
    


A violência da seca afeta demais a economia e a ecologia brasileira 


O site EcoDebate  já destacou também que os núcleos de desertificação do semiárido brasileiro compreendem uma área 68.500 km² em cinco estados: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Esse locais já atingiram níveis de degradação tão altos que são comparados aos piores desertos. Pesquisadores e ecologistas também perceberam que, desde 2010, a seca tem contribuído para a expansão de várias áreas de desertificação. De acordo com os números levantados por equipes do laboratório, áreas de entorno estão aumentando nos últimos anos: "Com elas se pode atingir um salto significativo nas áreas classificadas como degradação muito forte e forte nos próximos anos”, comenta ainda o especialista Humberto Barbosa. Além do solo, a desertificação ainda pode afetar a capacidade de rios e açudes que, com o desmatamento da mata ciliar, a camada infértil do solo é retirada e acaba sendo depositada nas áreas com água. O depósito de areia no Rio São Francisco tem diminuído a vazão dele em muitos pontos. Então a desertificação pode afetar a saúde do rio ícone do interior do Brasil. Há uma relação direta. Isso leva tempo, não vai ser breve, mas já vem acontecendo. O depósito de areia no açude de Boqueirão por exemplo já é muito grande e diminui a capacidade volumétrica do açude.


Este grande problema já afeta nascentes, rios e açudes de várias regiões do pais
O processo de desertificação é lento e tem início com o desmatamento de uma área, conforme explica o professor Humberto Barbosa. Esse espaço desmatado é abandonado ou ocupado com pastos e pecuária extensiva. Com isso, o solo fica mais exposto ao sol, água e vento devido à extração da floresta e a substituição por uma vegetação rasteira frequentemente manipulada de forma inadequada. Como consequência, o solo fica mais fragilizado aos agentes erosivos e perde sua capacidade de absorção de água e nutrientes, desencadeando um maior escoamento superficial. Assim, grandes quantidades de solo são levadas, causando assoreamento dos rios e açudes e, finalmente, o solo chega até o mar. “De lá fica difícil trazê-lo de volta”, explica ainda Humberto Barbosa. A última etapa, a perda da fertilidade e da capacidade produtiva do solo é a situação terminal. A partir daí, a terra deixa de produzir alimentos, a atmosfera se desidrata e se aquece, dificultando as chuvas, as reservas de água das profundidades do solo diminuem, as fontes se estancam e os rios se tornam intermitentes. Logo, a população local emigra, some, o deserto cada vez mais se forma.


Até em alguns pontos do sudoeste do Amazonas sinais deste grande problema


(Confira na seção de comentários do nosso blog algumas alternativas para se combater o processo de desertificação, que já é uma triste realidade no interior brasileiro)


Urge recuperar a ecologia das terras e das águas no Brasil agora



Fontes: INSA - G1 - em - IHU - EcoDebate
              www.folhaverdenews.com

sábado, 19 de agosto de 2017

NO MUNDÃO SECO DO INTERIOR DO PAÍS UMA LUTA PELAS ÁGUAS MOVIMENTA A NOVA GERAÇÃO DE ECOLOGISTAS DO BRASIL

A edição 2017 da Virada do Cerrado terá como tema a Água que anda em falta em Brasília ou também no sertão do nordeste e em todo o lugar que esteja secando por falta de gestão ambiental sustentável capaz de garantir o nosso futuro brasileiro e o da vida da nossa natureza


 

Recebemos aqui na redação do blog do movimento ecológico, científico e de cidadania várias mensagens de interesse e de apoio a esta matéria de divulgação da Virada do Cerrado, um evento fundamental para mudar e avançar a realidade do meio ambiente do Brasil. Confira nosso post.

 

Chuva Temporã é a força desse evento na seca hoje do Cerrado


O estagiário da Agência Brasil, Wendel Sousa fez matéria e nos informou que a programação da terceira edição da Virada do Cerrado foi apresentada lá no espaço de exposições Ulysses Guimarães, no centro de Brasília. Da mesma agência de notícias, depois Denise Griesinger também nos detalhou que o evento, que vai de 1 a 3 de setembro, realizará ações socioambientais, educativas, esportivas e culturais, tendo por objetivo integrar as regiões administrativas de toda a região de Brasília, Distrito Federal (DF) em prol da sustentabilidade. A nova edição deste ano já conta com 90 parceiros, entre entidades, organizações e órgãos públicos, tendo sido muito feliz e oportuno o seu tema, a Água: "No ano passado, cerca de 50 mil pessoas vivenciaram mais ou menos umas 500 atividades que foram acontecendo na Virada. Para essa edição de 2017, estamos focados no conteúdo que será transmitido para a população",  comentou André Lima, que secretaria o meio ambiente na capital federal e está sempre indo à luta pela Virada do Cerrado, que daqui 15 dias estará mexendo com a rotina de toda aquela macrorregião com atividades como um mutirão para limpeza de rios, seminários, rodas de conversas, plantio de árvores, corridas, shows, passeio  e caminhadas de estudantes nos parques de Brasília e cidades satélites. Para se ter uma ideia do evento, já há mais de mil atletas e esportistas em geral que se inscreveram na corrida deste ano. 


Clique e amplie esta imagem, cada nuvem sinaliza um pouco da programação

Equipe de apoio e de criação com André Lima da Virada do Cerrado 2017


A programação é bastante ampla e abrangerá Brasília, as cidades satélites e toda a macrorregião do Distrito Federal, invadindo Goiás. A Virada do Cerrado serve também como uma chamada cultural e ecológica para o Fórum Mundial da Água, que acontecerá ali mesmo em 2018. Tanto este evento destes próximos dias que vai até 3 de setembro, como também o fórum internacional do ano que vem, discutem a realidade de hoje e de amanhã, a necessidade de criação dum futuro sustentável no interior do Brasil. Tudo isso contribui demais para a discussão, reflexão e também mudanças ou avanço de atitude em relação à água, o recurso mais essencial para a natureza e a vida. Você pode digitar no Google Virada do Cerrado e aí entrar no site do evento e conferir na íntegra toda a programação. Conecte-se comeste evento de valor total para o movimento ecológico, científico e de cidadania:

Uma das equipes universitárias que se destacaram na Virada ano passado

Curta já aqui um resumo do que é e do que será a Virada do Cerrado   

 

Se trata de um programa multicultural, voluntário e colaborativo, uma grande mobilização para a educação ambiental promovendo ações continuadas, capacitações, sensibilizações e vivências que coincidem também com a Semana do Cerrado, realizando atividades socioambientais, educativas, esportivas e culturais, integrando todo o Distrito Federal em um movimento pela sustentabilidade, como uma vitrine de experiências positivas e melhores práticas a bem de toda a região, enfim, do desenvolvimento sustentável no interior do país. Na prática,vai se estar falando sobre e motivando a  educação ambiental para mostrar como o nosso Cerrado pode ser preservado, com a sua vegetação e as nossas águas, nosso ar e todo nosso ambiente saudáveis e em equilíbrio. Para isso, queremos todos juntos: crianças, jovens, servidores públicos, empresários, trabalhadores autônomos, ambientalistas, produtores rurais e culturais, estudantes e intelectuais, gente daqui e de fora, todos na Virada do Cerrado. 

 

Manifestações, performances, a Virada é uma ponte do Cerrado

 

Ponte do lago sul entre os problemas e a solução sustentável

O racionamento de água é um dos fantasmas de Brasília hoje


O evento vai virar e a Virada inclui rodas de conversa, música, oficinas, palestras, mutirões nos parques, feiras agroecológicas, caminhadas, corridas, bicicletadas, contação de histórias, circuito de ciências, gincanas, cinema ambiental, teatro, passeios ecológicos, performances livres. O tema de 2017 é Água, sendo que a parceria entre a população e a administração pública local no DF vem a ser  essencial para superar o grande desafio que todos temos hoje pela frente: "Entretanto, não vamos focar na crise, mas sim em soluções e boas práticas que podem ser realizadas para assegurar a disponibilidade hídrica", comentou ainda André Lima, organizador do evento:"As cidades satélites em torno de Brasília têm um papel importante na proteção e na sensibilização da população pela Água, pois têm também o poder de estimular soluções políticas e econômicas praticas que garantam o desenvolvimento urbano e o crescimento das áreas verdes, com uma gestão participativa e inovações tecnológicas", explica o release oficial do evento, que já anda divulgando por aí um slogan bastante estimulante para todos:
 
Pense a sua cidade! Pense o Cerrado! Vamos cuidar das Águas do Cerrado!
A Virada do Cerrado acontecerá entre os dias 01 a 03 de setembro de 2017.
Venha você também para a Virada!
Tem havido manifestações e performances pelo Cerrado

Pela vida do Cerrado

Brasília à noite do espaço

Virada e voz do cerrado

Em Brasília onipresente Juscelino, o fundador

Juscelino Kubistchek, fundação de Brasília anos 50

Brasília a busca brasileira de criar o futuro

Ceilândia, cidade satélite, favela Sol Nascente

Virada do Cerrado, 2017, luta pelas águas

Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CIENTISTAS EM PERNAMBUCO DESCOBREM SUBSTÂNCIA QUE PODE IMPEDIR PRODUÇÃO DO VÍRUS ZIKA (ELE PODE LEVAR TAMBÉM À MICROCEFALIA OU À MORTE)


A 6MMPr é uma substância que sinaliza tratamento de infecções do sistema nervoso 

 

Mais uma vez pesquisadores brasileiros mostram seu valor






A notícia ruim dias atrás era a constatação que até o pernilongos, insetos populares em todas as regiões do Brasil e por aqui também, podem transmitir Zica, porém, agora, para contrabalançar, aqui, uma informação positiva, que chegou ao nosso blog de ecologia através de matéria de Sumaia Villela, correspondente da Agência Brasil em Pernambuco, onde cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco já  descobriram uma substância que pode bloquear a produção do vírus Zika em células epiteliais e neurais. O estudo a respeito da 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) foi publicado na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, porém, esta descoberta não teve o merecido destaque na grande mídia brasileira, a gente aqui faz questão de destacar e de aumentar as informações sobre a 6MMPr, confira a seguir. 
 
 




A transmissão do Zika tem também causas ambientais






Em mais de 99% dos testes a produção do vírus diminuiu com a ação da 6MMPr, tendo sido usadas diferentes dosagens e vários tempos de reação, para confirmar o efeito positivo. A substância atua contra o tipo de Zika que circula no Brasil. Os testes foram realizados in vitro pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco.  Em mais de 99% dos testes a produção do vírus diminuiu com a 6MMPr, usando diferentes dosagens e tempos de reação.





O estudo também identificou que a 6MMPr é menos tóxica para as células neurais, uma boa notícia para futuros tratamentos de quaisquer infecções no sistema nervoso. "Diante das manifestações neurológicas associadas ao vírus Zika e os defeitos congênitos provocados pelo mesmo, o desenvolvimento de antivirais seguros e efetivos são de extrema urgência e do maior valor hoje em dia",  comentou o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena, pesquisando através da Fiocruz. A investigação da substância começou há um ano, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). O próximo passo da pesquisa será uma avaliação in vivo, ou seja, feita em um organismo vivo para confirmar em definitivo esta importante descoberta no Brasil, mesmo porque o Zika pode entre outros efeitos causar a Microcefalia, sendo uma infecção que pode levar a pessoa à morte, ainda mais em condições precárias de saúde e de meio ambiente como é a rotina em quase todo lugar do país.  


Uma luta científica, ecológica, da cultura da saúde e da vida

(Confira na nossa seção de comentários deste blog informações do médico infectologista Dr. Lívio Dias sobre a história deste vírus, as suas  formas de transmissão, além de outros detalhes)


Fontes: FioCruz - Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

Translation

translation