quarta-feira, 20 de setembro de 2017

TRUMP CRITICA BUROCRACIA DA ONU MAS NÃO CITA NEM FAZ AUTOCRÍTICA AO RETROCESSO CLIMÁTICO DOS ESTADOS UNIDOS NO CASO DO ACORDO DO CLIMA (SEU MAIOR VEXAME)


Mais de 128 países (os States também) se comprometem com reformas para uma ONU do século 21 mas este avanço só se efetivará com o cumprimento do Acordo do Clima que Trump renegou (mas terá que aceitar e voltar atrás segundo os especialistas, indo de volta ao futuro, veja aqui como está na real esta situação)

 

 

A posição de Trump contra o Acordo do Clima é um vexame internacional
Donald Trump mostra uma imagem agressiva e até retrógrada mas não tem nada de louco, faz isso como uma estratégia de ganhar mídia, alguns apoios internos e para tentar levar alguma vantagem, na verdade, ele não me parece um estadista e sim um cara esperto tentando defender os interesses da indústria petrolífera, do american way of life nas suas performances políticas até irresponsáveis, agora também na ONU", comentou a ecologista Monique Gerardy em manifestação em Genebra, junto à sede das Nações Unidas, contra o nacionalismo e o espírito bélico dos Presidente dos Estados Unidos, a declaração foi captada pela agência de notícias France Press. Por outro lado e num clima bem mais positivo, se comprometendo a tornar as Nações Unidas uma organização mais forte e eficiente, o secretário-geral, António Guterres, participou agora de uma reunião de alto nível sobre a reforma desta importante organização global, contestada no discurso de Trump, que no entanto, participou e até apoiou esta iniciativa. Para não ficar incoerente com as suas bravatas, ele argumentou que a Organização das Nações Unidas foram fundadas sob "objetivos nobres", mas que "nos últimos anos não alcançou seu pleno potencial". 
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre a reforma da organização durante encontro na sede em Nova Iorque ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e a chefe de gabinete de Guterres, a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti (à esquerda). Foto: ONU/Mark Garten
Donald Trump "tentou se comportar"  na reunião para dimensionar a "nova ONU"


Nesta reunião presidida pelo secretário geral da ONU, Antônio Gueterres, registrada nesta foto aí em cima, pouco divulgada na grande mídia, além de Trump, aparece à esquerda a chefe de gabinete Guterres, que é brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti, uma das organizadoras deste evento paralelo à Assembleia Geral, importante para todos os países.
"Alguém me perguntou recentemente o que é que me tira o sono. E a resposta é simples: burocracia. Estruturas fragmentadas, procedimentos bizantinos e regulamentos intermináveis. Alguém com o objetivo de prejudicar a ONU não teria conseguido encontrar melhor forma do que impor algumas das regras que nós próprios criamos”, reconheceu Guterres numa autocrítica inteligente e motivadora de mudanças e avanços na instituição. O secretário geral se referiu ao estatuto dos Estados Unidos como maior contribuinte do orçamento da ONU para dizer que “a reforma é também para todos os contribuintes que pagam pelo trabalho crucial que fazemos”. Porém, Donald Trump não mostrou a mesma grandeza de posicionamento, ao não fazer nenhuma autocrítica à sua posição retrógrada de retirada americana do Acordo do Clima de Paris, compromisso global que define metas conjuntas para amenizar os efeitos das mudanças climáticas, assinada oficialmente pelos Estados Unidos como nação. Ao tentar justificar este posicionamento muito criticado de retirar os Estados Unidos do tratado sobre o clima, Trump deixou a entender que a retirada do país implica numa luta por uma revisão dos termos do acordo e a busca de um formato que seja, na visão de Trump ou dos seus interesses, mais justo para os americanos. Enfim, parece um jogador de cartas trapaceando ou um negociador de mercado mas não tem nada a ver com a posição dum estadista, que deveria respeitar o acordo assinado oficialmente pelos Estados Unidos e também a sua importância para o reequilíbrio do clima e do ambiente, que se mostram cada vez mais caóticos, assim como a política Trump. 

Donald Trump parece hoje uma caricatura de si mesmo

A retirada dos States do Acordo de Paris pelo presidente Donald Trump não terá na prática efeito real: o tratado climático será renegociado diretamente com empresas e com os governadores norteamericanos, uma vez que é um compromisso assumido oficialmente pelos Estados Unidos junto a outros 195 países. A União Europeia já defende claramente  essa perspectiva ao insistir em que o acordo climático é definitivo e que, numa eventual ausência do presidente americano,  a UE irá lidar diretamente com empresários e governadores para implementar os objetivos do texto, um compromisso internacional. Um dos comentários mais contundentes nesse sentido foi feito pelo comissário europeu para a ação climática, o espanhol Miguel Arias Cañete: "A luta contra a mudança climática não pode depender da opinião pessoal de um presidente de um país ou outro. Quando uma nação assina um tratado internacional, precisa e deverá  cumprir com suas obrigações", afirmou Cañete, terminando a sua fala num tom de ironia: "Tenho certeza de que o presidente Trump não leu os artigos deste acordo. Não há nada para ser renegociado". Até alguns membros de alto escalão da burocracia europeia já foram também ouvidos em Bruxelas, em matéria da agência de notícias Reuters, deixando claro que vão debater com as grandes empresas americanas como serão cumpridas as metas do Acordo de Paris. Tanto que megaempresas como Facebook, Apple, Ford e Microsoft criticaram a decisão de Trump, em demonstração de seu isolamento nacional e global. Governos europeus também discordaram publicamente dessa medida, entre eles o alemão e o francês, que são grandes líderes na atualidade. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que Trump "não pode e não vai conseguir impedir todos aqueles entre nós que se sentem obrigados a proteger o planeta".  A França, por sua vez, afirmou que vai redobrar seus esforços para limitar as emissões de carbono. Por sinal, os Estados Unidos respondem por quase 20% de todas as emissões mundiais de carbono, um dos países mais poluidores do mundo, terá que voltar atrás no retrocesso de Donald Trump que já virou um vexame. A declaração foi comentada pelo ambientalista francês Nicolas Hulot, que dirige o Ministério do Ambiente: "O acordo não está morto. Pelo contrário. A França, em vez de reduzir suas ambições, vai revisá-las para cima e incentivar diversos outros países". O presidente francês, Emmanuel Macron, já havia reagido ao anúncio de Trump em uma mensagem gravada em inglês, dizendo que o governo norteamericano cometera "um erro para os interesses de seu próprio país, do seu povo e do futuro do planeta. Não cometam um erro com o clima. Não há plano B porque não há planeta B", disse Macron, que circulou uma campanha nas redes sociais com o lema "Make Our Planet Great Again", ou "torne nosso planeta grande outra vez", uma referência crítica ao slogan de Trump, "Make America Great Again".
Outros líderes como Arnold Shwarzenegger crescem em cima do vexame Trump

Há também uma questão legal e formal. A intenção de Donald Trump de sair do Acordo do Clima só poderá se concretizar somente em 2020, já que, até lá, por força do próprio acordo, ninguém pode sair. O único documento necessário para a exclusão é uma carta, mas ela só pode ser enviada a partir de 4 de novembro de 2019 (três anos após a ratificação do acordo). Os States só poderão efetivamente sair do acordo um ano depois do pedido, ou seja, em 4 de novembro de 2020, um dia após a próxima eleição presidencial americana. O último e mais agressivo movimento para se livrar dos compromissos climáticos, diz Márcio Astrani, coordenador de políticas públicas do Greenpeace, seria a saída da Convenção-Quadro da ONU para Mudanças Climáticas. "Seria uma coisa extremamente radical, porque com isso os americanos ficariam também de fora de toda e qualquer discussão internacional e o processo levaria pelo menos um ano". Enfim, não está fora de propósito a classificação de vexame o retrocesso ambiental de Donald Trump. Nem ele mesmo foi capaz de defender esta posição agora na Assembléia Geral da ONU. Tudo não passará de um pesadelo duma noite de verão que não virou tempestade. 


Megalomania de Trump não funciona nem dentro de sua casa (os Estados Unidos)


Carlos Nobre, pesquisador da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, diz que a saída dos States tem um efeito somente simbólico: "As emissões americanas vão continuar a ser reduzidas. Não na mesma velocidade que poderiam ser. Não é uma coisa que está na dependência só da posição pessoal de Trump". Segundo o pesquisador, o que deve haver nos Estados Unidos é uma diminuição nos investimentos na pesquisa para baratear o custo de energias renováveis. A decisão de Donald Trump não mata o acordo e nem vai conseguir ressuscitar uma retomada do carvão ou de outros fósseis. Além do mais, países como China, Japão, também a UE não vão perder essa oportunidade de assumir esse enorme vácuo que os americanos estão deixando com relação a tecnologias limpas", diz ainda Carlos Nobre. Além de vexame internacional, o retrocesso ambiental de Trump é um tiro no próprio pé e poderá fazer os Estados Unidos perder muito dinheiro. Ou seja, a luta de Trump contra o acordo do clima e do ambiente já nasceu na prática morta, serve apenas para aterrorizar, bem ao estilo do atual presidente dos States. 
Fontes: France Press - Reuters
             www.nacoesunidas.org
             www.brasilagro.com.br
             www.folhaverdenews.com

terça-feira, 19 de setembro de 2017

UM GRANDE E IMPORTANTE RIO QUE JÁ NASCE MORTO POR FALTA DE GESTÃO AMBIENTAL GOVERNAMENTAL E SUSTENTÁVEL EM MINAS E NO CORAÇÃO DO BRASIL



A agonia do Rio Piranga, o principal formador do Rio Doce: confira aqui o drama destas águas registrado pelos ecologistas e cientistas Fábio José Gomes e Elidiane da Silva como uma forma de se buscar uma outra realidade sustentável por ali assim como é urgente em todo país

 

Aqui um marco na divisa entre as águas e a poluição entre Minas e o Espírito Santo

 
Um processo sustentável de despoluição é urgente para salvar o grande Rio Doce 
 
 
O rio Piranga tem sua nascente na serra da Mantiqueira, no município mineiro de Ressaquinha, a 1.220 metros de altitude. Quando chega ao município de Rio Doce (MG), na divisa com Ponte Nova (MG), o Piranga recebe as águas do ribeirão do Carmo e passa a se chamar rio Doce até a foz no oceano Atlântico na localidade de Regência, município de Linhares no litoral do Espírito Santo. Seus principais afluentes são os rios Xopotó e Turvo Limpo. Segundo o IGAM, a Bacia Hidrográfica do Rio Piranga abrange 69 municípios, que apresentam problemas como: poluição, redução da recarga do lençol freático, inadequação de estradas rurais, extrativismo ambiental através do desmatamento, produção de carvão, extração de pedra e areia e uso inadequado dos recursos naturais em geral. Esses problemas se agravam com uma fiscalização ineficiente, falta de mobilização da população e desestímulo dos produtores rurais em relação ao cuidado com o meio ambiente. Os problemas da bacia são muitos, no entanto, esta denúncia de Fábio José Gomes (engenheiro florestal, Universidade de Lavras, UFLA, especialista em Ciência do Solo) e Elidiane da Silva (engenheira agrônoma também pela UFLA, também Mestre em Ciência do Solo) traz à luz apenas a questão da poluição por esgoto, um dos problemas mais visíveis e chocantes do rio Piranga. O esgoto sanitário é lançado ao rio sem nenhum tipo de tratamento quando permeia pelas zonas urbanas dos municípios de Piranga (MG), Presidente Bernardes (MG), Porto Firme (MG), Guaraciaba (MG) e Ponte Nova (MG). Na cidade de Piranga (MG) a situação fica mais crítica ainda quando o rio recebe as águas, na verdade efluentes de esgosto doméstico, indistrial e de mineração do córrego das Almas. Não são águas, mas a morte, que está acabando com o Piranga e o Rio Doce desde as suas nascentes. 

Figura 1. Encontro das águas poluídas do ribeirão das Almas com as do rio Piranga, Piranga (MG), 2014. Fonte: Foto de Leonardo Alves (2014)
Encontro da poluição das Almas com o Rio Piranga: ponto 1 a ser revitalizado




O sentido desta matéria aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, reproduzindo postagem  da TV Meio Ambiente e do site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate é o de exigir que se faça uma gestão governamental de alcance ambiental e sustentável por ali na divisa entre Minas Gerais e o Espírito Santo, a bem não só da ecologia da natureza e da saúde da população, mas também da economia que pode fazer prosperar através dum programa de desenvolvimento sustentável nesta região de importância pro interior do Brasil. 


O desastre da mineradora Samarco acabou por matar o grande Rio Doce

Isso numa região com um potencial hídrico fora do comum


(Confira mais informações na seção de comentários deste blog de ecologia, assim como mensagen e opiniões, participe da luta para despoluir nossas águas) 


Amargo Rio Doce exportando poluição oroi Oceano Atlântico


Fontes: www.tvmeioambiente.com.br
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SECA MONSTRO VERSUS PRIMAVEIRA QUE ESTÁ PARA CHEGAR: SUDESTE JÁ TEM PRIMEIROS SINAIS DE CHUVA QUE INEXISTEM PORÉM NA MAIOR PARTE DO PAÍS

Chuvas no centro do país devem demorar mais para chegar, prevê MCTIC e o movimento ecológico e científico questiona uma atualização sustentável na gestão do clima e do meio ambiente no Brasil

 

Conforme já havia alertado antes matéria da Agência Brasil, as chuvas na área central do Brasil, que normalmente começam na segunda quinzena de setembro, devem demorar mais para chegar neste ano. Além disso, a tendência é que o volume de precipitação em setembro, outubro e novembro ocorra abaixo da média histórica. A previsão é do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Segundo o coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, esse quadro é causado pela falta de umidade no ar aliada ao baixo volume de chuvas na região amazônica nos últimos meses, responsável por criar os sistemas de precipitação que chegam a essa parte do país. Claro que as queimadas vêm agravando este cenário de desequilíbrio climático e ambiental. 



Queimadas monstruosas agravam a situação de estio

Por causa da falta de umidade, setembro deve registrar temperaturas altas, quadro que deve se estender até que ocorram as primeiras chuvas. Na última semana, a Defesa Civil do Distrito Federal declarou estado de emergência, por causa do baixo índice de umidade relativa do ar, que chegou a 11% em média, a 8% em algumas áreas do Cerrado e do semiárido, no norte de Minas Gerais e em alguns pontos do interior paulista. 


Primavera vem graças a Deus e à natureza somente
Estas informações foram reafirmadas por órgãos ligados à área de climatologia, hidrologia e desastres naturais, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). Especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) têm procurado fazer esta advertência técnica. Por sua vez, lideranças do movimento ecológico, científico e de cidadania tem questionado que falta ao país como um todo e nas variadas regiões uma gestão ambiental governamental sustentável, capaz de mudar a estrutura de nossa realidade. Urgente atualizar e avançar a gestão pública do clima e do ambiente. 

Não existe educação ambiental nem fiscalização suficiente para controlar queimadas



Primeiros sinais de chuva muito isolada mas só em algumas regiões de São Paulo
O Brasil já deveria ter desde já plano para evitar enchentes da Primavera e Verão

Bruno Maon está postando no site Climatempo que enquanto BH já está a 100 dias sem nenhum sinal de chuva, assim como Brasília, a cidade de São Paulo completa 27 dias sem chuva. A última vez que choveu de forma significativa foi entre 20 e 21 de agosto, com 28 mm acumulados na estação meteorológica do Mirante de Santana, segundo dados do INMET. Além da ausência de chuva, o ar muito seco tem incomodado. Na última sexta-feira (15) a estação do INMET registrou a menor umidade relativa do ano: entre 10 e 19%, às 15h, conforme a região. Como a brisa marítima deve soprar sobre a zona sul da capital e da Grande SP a partir do meio da tarde, afastando as nuvens mais carregadas dessas áreas, a expectativa é que as primeiras pancadas ocorram entre as zonas norte e leste da cidade e da região metropolitana. Pelo interior do estado, as regiões com maior probabilidade de chuva são só as de Sorocaba, de Avaré e de Itapeva. Embora ocorram de forma bem rápida e isolada, essas pancadas podem vir até com moderada intensidade e acompanhadas de trovoadas em alguns pontos. É a Primavera tão esperada e necessária (também para diminuir viroses respiratórias nas cidades, onde a Saúde Pública não consegue dar conta do problema). "Só Deus mesmo e a natureza podem nos trazer a Primavera, não vejo gestão governamental nesse sentido", comenta por aqui o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que edita este nosso blog Folha Verde News.


(Confira na seção de comentários do nosso blog mais informações e também mensagens)





 Fontes: www.ambientebrasil.com.br 
               www.climatempo.com.br 
               www.folhaverdenews.com 

domingo, 17 de setembro de 2017

CIENTISTAS ADVERTEM QUE DESEQUILÍBRIOS DO CLIMA E DO AMBIENTE VÃO TRAZER MAIS FURACÕES, TUFÕES, SECAS, ENCHENTES E OUTROS DESASTRES NATURAIS (TAMBÉM NO BRASIL)

Cientistas relacionam a incidência de desastres ambientais e climáticos mais destrutivos ao aumento da temperatura global e a esta atual estrutura da civilização

 
Cientistas alertam sobre aumento de eventos extremos no clima e no ambiente

 

A ocorrência este mês de dois furacões em um prazo de uma semana em países do Caribe e da América do Norte, reacende agora o debate sobre as mudanças climáticas e trouxe novas críticas, por exemplo, ao posicionamento do Governo Trump. A maior parte da comunidade científica norteamericana relaciona a incidência de furacões mais destrutivos ao aumento da temperatura global. Um estudo chamado Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos Estados Unidos (CSSR), que reúne cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica  (NOAA), da Nasa e de mais 11 agências federais dos Estados Unidos afirma que a atividade humana e do atual padrão da economia (poluição, combustíveis fósseis etc) contribui para aumentar mais agora a temperatura global e, consequentemente, a incidência de furacões e de outras catástrofes que já podem ser agendadas, não só no Atlântico Norte, também no oceano Pacífico que já ocorrem e até em áreas do planeta onde não há história de eventos assim tão destrutivos, como é o caso do Brasil. Acompanhe um  resumo dos debates e das advertências dos mais variados pesquisadores do clima do meio ambiente nestes dias.  








Furacão Irma sobre o Caribe, o mais forte registrado no Oceano Atlântico
Cientistas estão prevenindo e alertando sofre furacões mais fortes ainda
 

O relatório é parte da Avaliação Nacional do Clima e começou a ser feito durante o mandato de Bill Clinton, ainda em 1990.  Em junho, o estudo foi publicado pela comunidade científica, que então encaminhou o relatório para a Casa Branca. Até hoje, a administração atual dos USA nem ao menos se pronunciou sobre estes estudos.As conclusões batem de frente com a ideologia defendida por Donald Trump, de que não é possível comprovar que o aquecimento global é consequência da interferência humana ou da atual estrutura econômica dos países. A Union of Concerned Scientist (UCS, a sigla em inglês para a União dos Cientistas preocupados com o clima), lembra que "para as comunidades costeiras, as cicatrizes sociais, econômicas e físicas deixadas por grandes furacões, como o Irma agora recentemente, são e serão ainda mais devastadoras". Os cientistas reafirmaram que os furacões são parte natural do sistema climático. Lembraram, no entanto, que as pesquisas recentes sugerem  o aumento de seu poder destrutivo, ou intensidade, desde a década de 1970, em particular na região do Atlântico Norte. Não só os furacões no Atlântico estão se intensificando, os tufões do Oceano Pacífico também estão atingindo a Ásia de maneira mais feroz. Estes pesquisadores do climea e do ambiente afirmam que os oceanos absorveram  93% do excesso de energia gerada pelo aquecimento global entre 1970 e 2010. Dessa maneira, já é possível observar a intensificação da atividade de furações em algumas regiões do planeta. 





água do mar invade a cidade após passagem do furacão Irma
Países menos estruturados e populações mais pobres sofrerão mais os efeitos
 

O furacão é um fenômeno formado pelo aquecimento das águas oceânicas. Temperaturas marítimas superiores a 27º graus causam a evaporação da água que sobe aquecida em forma de vapor até as nuvens. O contato do vapor quente e do ar frio da atmosfera provoca correntes de ar que se descolam em movimento circular e formato de cone. Os níveis do mar também estão subindo,  porque com os oceanos mais quentes,  água do mar se expande. Essa expansão segundo a UCS, combinada ao derretimento do gelo na Terra, causou um aumento médio global de aproximadamente 8 polegadas (20 cm)  do nível do mar,nestes últimos 30 anos. A tendência esperada é de aceleração desse processo nas próximas décadas. Níveis do mar mais elevados na região costeira e a água mais aquecida poderão proporcionar furacões e outros eventos cada vez mais destrutivos  aumentarão quanto maior for o desequilíbrio do clima e do ambiente. O impacto econômico será sentido massivamente, como vem ocorrendo nos últimos anos. afetando milhares de pessoas. Só nos Estados Unidos, 100 milhões de pessoas vivem em municípios litorâneos, cerca de um terço da população total. Furacões mais potentes causaram perdas humanas, perdas econômicas para o Estado, a iniciativa privada e a população em geral. Agora nos Estados Unidos,  o impacto do Harvey foi bastante sentido pelas indústrias petrolíferas da costa do Texas. O abastecimento comprometido deixou os preços da gasolina mais altos e e a falta do produto foi sentida durante a passagem do furacão pela Flórida. Foi preciso que o governo do estado garantisse abastecimento nas estradas para a população que tentava deixar as áreas atingidas e que não conseguia abastecer os carros nos postos das rodovias. Este é um dos sintomas do agravamento da situação, segundo levantou também a repórter Leandra Felipe, da Agência Brasil e no site de assuntos socioambientais EcoDebate.  Já se começam a questionar efeitos climáticos e problemas econômicos também em nosso país. 


 As atuais enchentes no Rio Grande do Sul...

...ou em países do Oceano Pacífico dimensionam o desafio





Há também uma longa matéria no site de Geografia e estudos do clima Portal São Francisco. entre outras informações, a principal evidência do aquecimento global vem de comparações de temperaturas desde 1860. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. De 1945 a 1976, houve um ligeiro esfriamento global que fez com que os cientistas suspeitassem que iria ocorrer um esfriamento global. O aquecimento ocorrido não foi igual em todo mundo, ou seja, hoje se acredita que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Os estudos indicam que a variação da irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000. Outras evidências que nos mostram a variação das temperaturas é a cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, o aumento do nível dos mares, o aumento das precipitações. Os satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% ultimamente. Estudos mostram que a maior intensidade das tempestades está relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores podem vir a ser responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furacões e de outros eventos extremos que já começam a ser agendados em várias regiões do planeta. 

Secas extremas ou enchentes além de ciclones e tempestades


No Brasil, um dos setores que mais contribui para a geração de gases do efeito estufa (GEE) tem sido a agropecuária. No setor de agricultura e agropecuária, a pecuária é o sub-setor com maior emissão de GEEs (corresponde a 18% do efeito estufa) devido a digestão do gado bovino. Uma redução no consumo mundial de carne bovina é uma das medidas possíveis para conter o efeito estufa. Como mudar ou diminuir o comércio e o consumo de carne? Os GEEs poderiam ser transformados em biocombustível para atenuar os efeitos de desequilíbrios no clima e do ambiente? As secas no nordeste brasileiro ou em to semiárido do Cerrado, as enchentes noi sul do país, são efeitos agora da complicação crescente do setor ambiental e climático até por aqui na América do Sul?


Mudar a atual estrutura e evitar eventos extremos extremos do clima e do ambiente


Os estudos científicos já mostram que os  principais gases causadores do efeito de estufa, o dióxido de carbono (CO2), metano (Ch2) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos) precisam ser melhor controlados com urgência. Atualmente as suas concentrações estão só aumentando. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação ou pelos desmatamentos (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera). A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em períodos como entre 1910 a 1945, 1976 a 2000 e agora. Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão diminuindo e do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes. São evidências mas os Estados Unidos, um dos maiores poluidores do mundo, está na contramão das conclusões e alertas dos cientistas.

O clima da Terra está quase atingindo um ponto de viragem?

 
A situação está cada vez mais grave nos últimos 30 anos


A temperatura da Terra, com o rápido aquecimento global dos últimos 30 anos, está agora a passar pelo nível de temperatura mais elevado do Holocénico, o período de clima relativamente estável que existe há mais de 10 mil anos. A subida de temperatura em um grau Celsius tornará a Terra mais quente do que foi no último milhão de anos. A atitude de alheamento perante as emissões de CO2 produzidas pelos combustíveis fósseis, que na última década aumentaram 2 por cento ao ano, será responsável por um aquecimento adicional de 2 a 3 graus Celsius. Este drástico aumento implicará mudanças que praticamente darão origem a um planeta diferente. O clima da Terra está quase atingindo, mas ainda não ultrapassou, um ponto de viragem além do qual será impossível evitar alterações climáticas de longo alcance e de consequências indesejáveis. Estas alterações compreendem não apenas a perda do Ártico como nós o conhecemos, com tudo o que isso implica para a vida selvagem e para as populações indígenas, mas também prejuízos em muito maior escala devido à subida do nível dos mares em todo mundo. O nível do mar subirá primeiro lentamente, porque as perdas das orlas marítimas da Gronelândia e da Antárctica devido à aceleração das correntes de gelo são quase compensadas pelo aumento da queda de neve e pelo espessamento dos lençóis de gelo, que engrossarão os lençóis de gelo interiores. Mas à medida que o gelo da Gronelândia e do Oeste da Antárctica amolecer e for lubrificado pela água resultante da fusão, e que os bancos de gelo de sustentação desaparecerem devido ao aquecimento do oceano, a balança irá inclinar-se para a perda de gelo, provocando assim a rápida desagregação dos lençóis de gelo. A história da Terra alerta que, com um aquecimento de 2 a 3 graus Celsius, o novo ponto de equilíbrio do nível do mar poderá incluir não apenas a maior parte do gelo da Gronelândia e do Oeste da Antárctica, mas uma percentagem do Leste da Antártica, aumentando o nível do mar em 25 metros. Não havendo mudanças estruturais, nos próximos anos e décadas os habitantes das zonas costeiras terão de enfrentar inundações irregulares associadas a tempestades e outros eventos extremos. Os cientistas já advertem as autoridades governamentais, ecologistas já lutam por uma nova realidade, com um novo equilíbrio sustentável entre a economia e a ecologia, porém por mais claro que sejam os alertas da natureza os interesses para se manter tudo como está hoje têm sido mais fortes.

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(Confira na seção de comentários do blog mais algumas informações e também mensagens e opiniões sobre o tema de hoje no nosso blog da ecologia e da cidadania)



Fontes: www.portalsãofrancisco.com.br
              CSSR - NOAA - Nasa - 
              Agência Brasil
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com 

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