sábado, 25 de março de 2017

NESSA CRISE DA CARNE MADE IN BRAZIL A PECUÁRIA É CITADA TAMBÉM POR CONSUMO EXCESSIVO DE ÁGUA A DANO DO AMBIENTE E DA PRÓPRIA VIDA


Produção de carne ou de outros alimentos e até de celulares pode reduzir demais as reservas de água (é o fantasma da água invisível como você pode conferir aqui) 

 



O fantasma da água invisível já abala toda a produção industrial



Grande parte da população desconhece a chamada água invisível, usada em processos como a produção de carne ou de alimentos em geral e até de celulares, um excesso de consumo deste recurso natural que pode reduzir ainda mais as reservas hídricas em tempos de crise de abastecimento que algumas regiões do Brasil e do planeta sofrem. Camila Boehm, da Agência Brasil, comenta que as ações cotidianas e campanhas  para economizar água envolvem, geralmente, hábitos como diminuir o tempo no banho, fechar a torneira na hora de escovar os dentes ou usar balde em vez de mangueira para lavar o carro ou a calçada, regar a horta e o jardim. É que cada pessoa consome diariamente de 2 mil a 5 mil litros de água invisível usada na produção em vários setores, de acordo com alguns dados da ONU sendo divulgados nesta semana pelo Instituto Akatu. Para chegar a esse volume de todo uso da água, os pesquisadores analisaram toda a cadeia de produção de bens de consumo. Uma única maçã, por exemplo, consome 125 litros de água para ser produzida, segundo a Waterfootprint, rede multidisciplinar de pesquisadores e empresas que estudam atualmente o consumo de água nos processos produtivos diante da escassez hídrica que ameaça regiões intereiras de quase todos os países. Nesse momento de mea culpa da carne made in Brazil (caos comercial devido à operação A Carne É Fraca), mais um ângulo crítico nessa questão que virou novo drama nacional (também pela repercussão internacional no mercado): a pecuária também é responsável por consumo alto demais de água. "Para cada quilo de carne bovina, são gastos mais de 15 mil litros de água. Essa quantidade se refere à água e alimentação utilizadas para o gado até que ele atinja a maturidade e também a tudo que é gasto no processo do frigorífico, como limpeza e resfriamento do ambiente", informa o Instituto Akatu, organização não governamental que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo mais consciente das pessoas e mais sustentável em todos processos industriais que usam água. 
 


Até os celulares estão na alça de mira do excesso de consumo de água!...

Mapa que esclarece bem fantasma da água invisível



O pior é que esta sobrecarga de água invisível não está somente na produção de alimentos. De acordo com pesquisa da Mind your Step, feita a pedido da Friends of the Earth, entidade mundial de proteção do meio ambiente, não é só a pecuária, a produção por exemplo de um smartphone consome em torno de 12.760 litros de água (isso equivalente ao volume total  que um caminhão pipa transporta em média). Tem mais. Para se fazer uma calça jeans, são consumidos 10.850 litros de água durante toda a cadeia produtiva. O volume é suficiente para suprir o consumo de uma residência média no Brasil por mais de três meses, segundo o Akatu. (A quantidade enorme contabiliza desde a água gasta na irrigação do algodoeiro, material usado para fabricar o tecido, até a água da confecção da peça, todo o processo produtivo). Segundo os especialistas que fizeram este relatório, as empresas precisam melhorar os processos de produção para conseguir usar a água de forma mais eficiente e sustentável. Do ponto de vista empresarial, é fator  por demais preocupante ser dependente desse recurso que é cada dia mais escasso. E essa preocupação não deve ser só das empresas. As políticas públicas, os governos devem contribuir para evitar este desperdício hídrico e garantir a preservação dos mananciais, protegendo nascentes, combatendo desmatamentos,  cuidando das nascentes, limpando os risos, restaurando a ecologia perdida das águas: Além isso ainda, cada pessoa e cada família também podem fazer a sua parte, buscando consumir tão somente o necessário, evitando o desperdício desse recurso tão essencial para a própria", destaca o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar. "Cá entre nós só com uma estrutura sustentável de economia, equilibrada com a ecologia, conseguirá atingir este ponto de recuperação da água, que escassa vai eliminando cada vez mais nossa chance de futuro, em todo lugar da Terra", comenta por aqui ao resumir este relatório de suma importância o nosso editor de conteúdo daqui do Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, traduzindo de forma mais popular a mensagem de alerta dos cientistas e dos ambientalistas daqui e de todo o mundo. 

O desmatamento leva também à escassez de água


Confira também aqui a seção dos comentários do nosso blog com mais informações nesta pauta de grande atualidade para todos


A tragédia da agua é mais um fator neste drama atual da carne

 Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com
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sexta-feira, 24 de março de 2017

BRASIL TAMBÉM PODERÁ RECUPERAR A ECONOMIA SE PASSAR A USAR DE FORMA INTELIGENTE E SUSTENTÁVEL OS NOSSOS RECURSOS NATURAIS

Segundo o mais recente levantamento da ONU os recursos naturais podem injetar 2 trilhões de dólares na economia dos países até 2050


A ONU informou a repórteres e ecologistas por e-mail que o uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo atualmente poderia injetar 2 trilhões de dólares na economia global até 2050 e além do mais, compensar os custos de uma ação ambiciosa contra a mudança climática. Em comunicado oficial, o chefe da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim citou uma nova pesquisa do chamado Painel Internacional de Recursos,  que reuniu um grupo de especialistas de gestão sustentável de recursos naturais. "A ONU está comunicando afinal o que o movimento ecológico, científico e de cidadania vem propondo há anos, sem ser ouvido pelas autoridades governamentais em seus países: o mesmo tem acontecido há décadas no Brasil, um país privilegiado em recursos hídricos, minerais, florestais, capazes de tirar qualquer nação da crise que abala o cenário econômico da atualidade, por aqui também", comenta ao editar estas informações o nosso editor de conteúdo aqui do blog Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que recebeu este comunicado, "como uma confirmação e uma esperança de futuro mas também como um alerta". De acordo com o levantamento dos especialistas, a população mundial deve crescer 28% até 2050 e usar 71% mais de recursos por pessoa. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa, minerais e outros materiais vai subir de 85 bilhões para 186 bilhões de toneladas por ano no mesmo período. Não fazendo este uso dos recursos da natureza de forma sustentável e inteligente, este desgoverno poderá criar um caos socioambiental nos próximos 20 anos na Terra.

Energias limpas evitam o caos socioambiental e geram futuro sustentável 
A energia geotérmica é convertida em eletricidade e usada para aquecer estufa de plantação de tomates e pimentas na Nova Zelândia. Foto: ONU/Evan Schneider
 Uma das formas de energia limpa já desenvolvidas é a geotérmica
  

Um resumo das informações sendo divulgadas agora pela ONU 


O relatório Eficiência de Recursos: Potencial e Implicações Econômicas aponta que o investimento em uma ação climática ambiciosa causaria uma queda de 3,7% na PIB global per capita até 2050. No entanto, segundo o documento, o uso mais sustentável de materiais e energia não apenas cobriria o custo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, mas também adicionaria 2 trilhões de dólares na economia global até 2050. "Fazendo um uso melhor dos bens naturais do planeta, é possível injetar mais dinheiro na economia para criar empregos e aprimorar meios de subsistência, além de criar os fundos necessários para financiar uma ação climática ambiciosa”, argumentou em cima dos dados da pesquisa Erik Solheim. Outras conclusões apontam para ganhos econômicos assimétricos pela eficiência de recursos e extração menos agressiva de algumas indústrias como mineração e extração. Além dos benefícios econômicos, a análise mostra que a eficiência e ação climática reduziriam o uso global de recursos ecológicos em cerca de 28% até 2050 em comparação com tendências atuais que estão acabando por complicar muito a situação de praticamente todos os países, em especial, os que têm recursos naturais como o Brasil. 


Erik Solheim destaca os recursos hídricos como vitais para essa virada

O ecoturismo é uma das formas ecológicas de avançar a economia

 Por aqui no Cerrado e na Canastra a energia da natureza


Fontes: www.nacoesunidas.org
             www.folhaverdenews.com

quinta-feira, 23 de março de 2017

13 MILHÕES? É POUCO PARA REVITALIZAR AS SUBBACIAS DO RIO SÃO FRANCISCO QUE COMEÇA NA SERRA DA CANASTRA EM MINAS GERAIS


Rio que é o mar do interior do Brasil clama por despoluição e revitalização sem o que não poderá cumprir sua função ecológica nem servir água ao Nordeste do país na tal transposição: urgente menos política e mais ação ambiental


O São Francisco nasce aqui perto na Serra da Canastra e cruza 7 estados

É o rio mar de todo o povo do interior brasileiro


O Governo de Minas Gerais pelo menos está tentando disparar um processo para revitalizar o Rio São Francisco, que nasce no sudoeste mineiro, bem perto daqui do nordeste paulista, depois, passa por 7 estados antes de desaguar no Oceano Atlântico: as ações de revitalização das sub-bacias buscam estimular um avanço desse sentido, mas os outros estados banhados pelo Velho Chico também precisam investir e o Governo Federal, que promete lançar o plano Novo Chico, destinando 7 bilhões até 2026 para revitalizar toda a Bacia Hidrográfica do São Francisco, precisa agilizar o processo, este rio já vive em algumas regiões uma situação limite. Segundo estudos especializados já feitos no Brasil, a revitalização em toda a Bacia exigirá um total de 30 bilhões de reais! Enfim,13 milhões sendo investidos agora pelo Governador de Minas são praticamente simbólicos diante do tamanho deste desafio, mas de toda forma, é uma atitude exemplar e objetiva, quem sabe possa vir a estimular outros governadores e o Presidente da República fazerem esta recuperação histórica do universo das águas do interior do país. Renovar ou recuperar a ecologia do Velho Chico é o caminho para garantir futuro ao Brasil, que não existirá sem estas águas. 


Tem a mesma dimensão o futuro do país e deste rio


O que o Governo de Minas está começando a fazer na Bacia do São Francisco
 

Já começou em Minas uma proteção das nascentes da Bacia do São Francisco


O primeiro passo, segundo informação dos técnicos de Minas Gerais que nos contataram aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, é a redução da velocidade de escoamento das águas da chuva. Dessa forma, poderá se amenizar a intensidade dos fenômenos erosivos e o carreamento de sedimentos e solo para os cursos d'água, o que tem provocado assoreamento. Além disso, as ações buscam garantir a infiltração da água no solo. "O que eu fizer para conservar o solo resultará diretamente na qualidade e quantidade de água", explica Rodrigo Carvalho Fernandes, superintendente da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas. A terceira etapa do programa inclui a proteção de 479 nascentes por meio de cercamento, para evitar a entrada de animais e o pisoteio do solo, permitindo assim a revegetação natural. Também serão preservados 217 quilômetros quadrados de matas ciliares e de topos de morro. "Nos locais de mais declividade, a cobertura vegetal do solo é fundamental, pois é onde o escoamento ocorre mais rapidamente", argumenta Rodrigo. Uma outra medida prevista é a construção de mais de 22 mil bacias de captação, conhecidas como barraginhas, que recebem água das chuvas e contribuem para a sua infiltração. Serão criados também 1.268 quilômetros de terraços, nos quais obstáculos possam vir a reduzir a velocidade do escoamento. Haverá ainda adequação ambiental de 137 quilômetros de estradas que ligam as áreas rurais aos municípios. Além de todas as instâncias, estados e esferas do Poder Público, hoje se tornam necessárias parcerias com a iniciativa privada. Mesmo porque revitalizar o São Francisco vai ajudar a um refortalecimento de toda a economia brasileira. O Brasil interior tem que assumir esta tarefa de dimensão nacional mesmo: os investimentos na revitalização das subbacias do Rio São Francisco e afluentes em Minas Gerais são importantes pois no estado ocorre o maior aporte de águas deste rio. Ele passa ainda por Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, onde deságua no mar, cada vez com menos volume de água e com mais poluição.



O São Francisco tem sofrido as maiores secas da história da ecologia no país

Já começa em alguns pontos do rio a faltar peixes e vida nas águas

 
Fontes - Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com

quarta-feira, 22 de março de 2017

GRANDE PARTE DAS PESSOAS VIRANDO VEGETARIANAS HAVERÁ IMPACTO POSITIVO NO AMBIENTE, NA VIDA HUMANA E NA SAÚDE PÚBLICA

Saudável além de mais barato e acessível o alimento vegetariano tende a conquistar mais adeptos o que ajudará a uma realidade mais sustentável ou mais equilibrada entre a economia e a ecologia conclui a BBC Future que levanta esta pauta a partir da operação brasileira A Carne É Fraca e também da necessidade urgente da busca de menos emissões de CO2 que podem, levar a um caos do clima


Imagem do movimento Vegan, movimento crescente entre jovens 


"As proteínas são, em grande parte, associadas ao consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo, ovos ou peixe, mas, há várias alternativas para os que seguem a alimentação vegetariana ou a vegana também. Lentilhas, soja, grão de bico, amêndoas, amendoins ou ervilhas são apenas alguns dos alimentos para serem consumidos como proteínas vegetais  e cujos preços são muito, muito mais acessíveis do que os da carne. Quinoa e soja (em forma de Shoyu ou de Tofu) são dois grãos, por exemplo, que contêm todos os aminoácidos essenciais para uma dieta saudável" (informação que está na BBC Future na edição de hoje e que resumimos aqui para você).

O que aconteceria se o mundo inteiro virasse vegetariano?

 

, da BBC Future, realizou uma longa reportagem, com todos os detalhes que naseu a partir da crise da carne brasileira, sendo embargada em vários países importadores deste agroproduto, inclusive a União Européia, A matéria que está tendo uma grande repercussão internacional, começa comunicando que há uma série de motivos pelos quais as pessoas se tornam vegetarianas. Algumas se dizem contrárias ao sofrimento dos animais, enquanto outras tentam manter um estilo de vida mais saudável. Tem razão os vegetarianos, segundo esta reportagem: reduzir a ingestão de carne traz muitos benefícios à saúde e ao planeta. E quanto mais novos adeptos, mais essas vantagens são reproduzidas em escala global.Mas e se todos nós resolvêssemos nos tornar vegetarianos?...As consequências poderiam ser dramáticas para milhões - ou até bilhões - de pessoas. Andrew Jarvis, do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), com sede na Colômbia argumenta que "em países desenvolvidos, o vegetarianismo traria vários tipos de vantagens para a saúde pública e para o meio ambiente. Mas nas nações em desenvolvimento, esta virada de consumo poderia até ser mais complicada". 

Uma pesquisa feita pelos especialistas do CIAT


Este Centro de Agricultura analisou a hipótese de todos os habitantes da Terra mudarem sua dieta, carnívoros virando vegetarianos da noite para o dia. Primeiro, eles observaram o impacto nas mudanças climáticas. A produção de alimentos responde por algo entre 25% e 30% de todas as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo homem em todo o mundo. E o grosso disso vem da pecuária, dos desmatamentos e queimadas que transformam florestas em pastos. Apesar disso, o impacto de nossa alimentação sobre o clima é frequentemente subestimado. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma família de quatro pessoas acaba sendo responsável pela emissão de mais gases de efeito estufa por comer carne do que por dirigir dois carros todos os dias. Mas, em geral, são os veículos motorizados - e não bifes - que mais aparecem como vilões nas discussões sobre o aquecimento global: "Muitas pessoas não pensam nas consequências que a produção de alimentos tem sobre o clima", diz Tim Benton, especialista em segurança alimentar da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "Mas se consumirmos um pouco menos de carne hoje em dia, deixaremos um mundo um pouco melhor para nossos filhos e netos". Por sua vez, Marco Springmann, pesquisador no programa Future of Food, da Universidade de Oxford, tentou quantificar esse argumento, construindo modelos computadorizados que simularam o que aconteceria se todos os seres humanos se tornassem vegetarianos até 2050. Os resultados indicam que, graças à eliminação da carne vermelha da dieta, as emissões ligadas à produção de alimentos cairiam 60%. E se o mundo todo passasse a ser vegano - sem consumir nenhum produto de origem animal - a queda seria maior ainda, em torno de 70%. Marco Springmann procura destacar a importância que as emissões relacionadas à produção de alimentos terão nos próximos anos e para o futuro da vida.


 

Alimentação vegetariana = mais florestas e mais biodiversidade (Você pode conferir mais algumas informações na seção de comentários aqui no nosso blog da ecologia)

 

 
Seja na China ou...
...no Brasil...cresce a onda vegetariana

 

 

 

Fontes:  BBC Future -  www.folhaverdenews.com 

terça-feira, 21 de março de 2017

DADOS DA FUNDAÇÃO ABRINQ E DO IBGE REVELAM QUE 17 MILHÕES DE CRIANÇAS BRASILEIRAS VIVEM NA MAIOR POBREZA


Estudo mostra que 40% das crianças até 14 anos no Brasil vivem na pobreza o que pode e deve ser evitado num país relativamente rico apesar de todos os pesares

 

Os dados do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, documento que faz um panorama da situação infantil no país, estão sendo divulgados pela Fundação Abrinq. O estudo foi feito utilizando dados de fontes públicas, entre elas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): em resumo, a informação é que cerca de 17 milhões de crianças até 14 anos (o que equivale a 40,2% da população brasileira nessa faixa etária, como destaca Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil)  elas vivem em domicílios de baixa renda. No Norte e no Nordeste, regiões que apresentam as piores situações, mais da metade das crianças (60,6% e 54%, respectivamente) vivem com renda domiciliar per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. Desse total, 5,8 milhões vivem em situação de extrema pobreza, uma tragédia que acontece quando a renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo. Dados completos podem ser consultados no site www.observatoriocriança.org.br









Falta de saneamento dificulta combate ao Aedes Aegypti e ao vírus Zika
Cenário assim é comum para mais de 40% das crianças brasileiras




Esta já é a 4ª edição, ampliada e aprofundada deste estudo com 23 indicadores sociais, divididos em temas como trabalho infantil, saneamento básico, mortalidade e educação. A publicação também apresenta uma série de propostas referentes às crianças e que estão em tramitação no Congresso Nacional. A pergunta que não quer calar: quando afinal se tomarão medidas governamentais de verdade para mudar esta realidade? Este questionamento é feito por Helopisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq: "Ao retratarmos a situação das crianças no Brasil, também apresentamos a Pauta Prioritária da Infância e Adolescência no Congresso Nacional. O conteúdo revela as principais proposições legislativas em trâmite no Senado e na Câmara dos Deputados, com os respectivos posicionamentos da Abrinq baseados na efetivação e proteção de direitos da criança e do adolescente no Brasil".



17 milhões de crianças sofrem no presépio da falta de condição de vida


Um dos conteúdos do documento é a violência contra as crianças e adolescentes. Segundo o estudo, 10.465 crianças e jovens até 19 anos foram assassinados no Brasil e isso só em 2015, o que correspondeu a 18,4% dos homicídios cometidos no país naquele ano. De lá para cá a situação melhora aqui, piora ali, em mais de 80% dos casos, a morte de crianças ocorre por uso de armas de fogo. O Nordeste concentra a maior parte desses homicídios (4.564 casos), sendo 3.904 por arma de fogo. A publicação também mostra que 153 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes chegaram ao Disque 100,  sendo que em 72,8% das ligações a denúncia se referia a casos de negligência, seguida por relatos de violência psicológica (45,7%), violência física (42,4%) e violência sexual (21,3%).



Crianças brasileiras em situação de risco num país relativamente rico




Foram reveladas também condições de trabalho infantil que estão mais precárias. Embora tenha diminuído o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho escravo na faixa de 10 a 17 anos (redução de cerca de 659 mil crianças e adolescentes ocupados em 2015 em comparação a 2014) houve aumento de 8,5 mil crianças de somente 5 a 9 anos trabalhando. O universo de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalhavam já chegou a somar 2,67 milhões de pessoas. Mais de 60% delas são do Nordeste e do Sudeste, mas a maior concentração deste problema ocorre no Sul do Brasil. O estudo mostrou também dados mais positivos, como a taxa de cobertura em creches do país, que passou de 28,4% para 30,4%, o que ainda é distante da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, de chegar a 50% até 2024. Que plano é esse? A população precisa ser informada melhor, a mídia discutir abertamente e assim os políticos e governantes serem pressionados a agir a tempo de evitar a consumação duma tragédia humana no Brasil. 



Fontes: www.observatoriocriança.org.br
             Fundação Abrinq  -  IBGE
             Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com 

segunda-feira, 20 de março de 2017

MILHARES DE PROFESSORES E ESTUDANTES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E NA REALIDADE DA VIDA HOJE NO PAÍS


Dados da pesquisa Prova Brasil mostram que mais de 22 mil professores foram ameaçados por estudantes no período de um ano em todas as regiões brasileiras




A realidade da vida invade as escolas




Fomos informados aqui no blog da cidadania pela Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil, que mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionam em variadas regiões do país. Os dados são uma conclusão do questionário da Prova Brasil, aplicado desde 2015 a diretores, alunos e professores do 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país. As informações estão completas e organizadas na plataforma QEdu www.qedu.org.br  e as respostas aos questionários mostram que há um cenário de violência nas escolas. As agressões não ocorrem apenas com professores e funcionários, mas também entre os próprios estudantes. A maioria dos professores (71%), o que equivale a 183,9 mil, disse ter ocorrido agressão física ou verbal de alunos a outros estudantes. Mais de 2,3 mil professores afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo e mais de 12 mil disseram que havia alunos com armas brancas, como facas e canivetes. Muitas vezes, havia nas aulas estudantes que tinham bebido, segundo 13 mil professores, ou usado drogas, de acordo com 29,7 mil. Segundo o pesquisador da Fundação Lemann, Ernesto Faria, muitos desses conflitos vêm de fora da escola: "O desafio não é tão simples porque a violência, muitas vezes, não está ligada à vida escolar mas a problemas locais na região. É importante não pensar a escola como uma caixinha sozinha. A escola vai ter que envolver a comunidade e pensar que tipo de parceria deve haver", explica Ernesto Faria. Ao todo, 262,4 mil professores responderam aos questionários. Embora, percentualmente, os índices de violência não sejam tão altos, quando olhados em números, segundo o pesquisador, são muito preocupantes. Ele argumenta que é preciso olhar o quanto o ambiente escolar é ou não agradável, como vai a relação de professores e alunos, sendo ainda necessário pensar em gestão em sala de aula, em disciplina, em trabalho com habilidades socioemocionais. "A realidade invade a escola e as pessoas, isso então significa, que é preciso mudar e avançar a vida para diminuir a violência", comenta por sua vez o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Silva Padinha aqui do Folha Verde News, o blog do movimento ecológico, científico e de cidadania ligado justamente nessa luta, para a criação dum futuro sustentável e feliz, também para estudantes e professores.

 
Um índice alto de violência entre adolescentes e até crianças

Alguns conseguem movimentar a galera positivamente

No Rio estudantes de arte fazem protesto diante da violência de hoje


A escola pública e municipal Armando Ziller na periferia de BH, numa região com alto índice de violência é um oásis: veja porque na seção de comentários aqui no blog
 

Esta luta de cidadania tem tudo a ver com nosso blog


Fontes: Agência Brasil 
             www.qedu.org.br
             www.folhaverdenews.com 
 

domingo, 19 de março de 2017

MAROLO OU ARATICUM DO CERRADO É UMA SUPERFRUTA DA ÉPOCA AGORA SENDO TAMBÉM UMA ÁRVORE ADEQUADA À ARBORIZAÇÃO URBANA POR AQUI

Nas ruas e estradas também daqui do nordeste paulista e sudoeste mineiro é hora do Araticum (também chamado de Marolo): ele rende bem segundo o povo do Cerrado


Araticum-do-cerrado
O Araticum ou Marolo é um fruto nativo e típico do Cerrado


Povo do Cerrado faz a venda na beira das estradas daqui também

Maior que a Fruta do Conde ou Pinha, menor do que a Jaca

Rica em ferro, potássio, cálcio, vitamina C, vitamina A, vitamina B1 e B2


"O Marolo rende bem", fala Josué Silva, que trouxe cerca de 100 frutas da região de Brasília (DF) para vender nas ruas de Franca (SP), que fica a meio caminho entre o Cerrado e a Mata Atlântica. Ele quer dizer que compensa vender por aqui, com o preço variando de 10 a 20 reais a unidade, mas também, que pesando de 1 a 2 quilos, cada fruta dá para abastecer uma família com seus bagos e sementes. Paula Loredo Moraes, pesquisadora, explanando sobre vegetais comestíveis, me havia dado a dica sobre esta fruta com propriedades extraordinárias, além de saborosa: ela é tão comum em todo o bioma Cerrado e também nas regiões menos úmidas da Mata Atlântica, que as pessoas em geral nem dão bola para ela. É mato. Mais uma desinformação da nossa gente e da mídia sobre a nossa natureza, o Brasil ainda não descobriu o Brasil: pensei nisso nesse sábado, é mato sim, mas uma fruta original, gostosa, com propriedades medicinais, segundo pesquisas feitas na Unicamp e na UCG (Universidade Católica de Goiás). Pensei nisso, quando na saída de Franca (SP) para Claraval (MG) de moto com o amigo goiano Di Pereira dos Anjos, a gente encontrou vendedores humildes junto à Avenida Presidente Vargas, em frente à escola estadual Caetano Petraglia, nessa época agora o povo das fazendas faz um dinheirinho extra vendendo os grandes frutos do Araticum ou Marolo em especial à beira das estradas vicinais, exportando esta maravilha do Cerrado.








O araticum-do-cerrado (Annona crassiflora), da família Annonaceae, é uma fruta nativa do Cerrado, um dos biomas brasileiros, sendo popularmente chamada de Marolo, Cabeça-de-Negro ou Bruto, em algumas regiões de Minas Gerais. Outros frutos que pertencem à família Annonaceae têm forma parecida com o Araticum-do-Cerrado, como a Ata, também conhecida como Pinha ou Fruta-do-Conde. O nome Araticum vem do tupi e significa “fruto mole”. A sua prima Fruta do Conde veio do Oriente via Portugal, contam historiadores que as primeiras mudas foram plantadas pelo Conde Miranda, na Bahia, em 1626, originando daí o seu nome. Ela é mais conhecida e usada no Sudeste que o Araticum sertanejo. No entando, é menos famosa na literatura, escritor inovador da linguagem brasileira de romance, Guimarães Rosa escreveu sobre ela, confira a seguir.


"O quanto em toda vereda em que se baixava, a gente saudava o buritizal e se bebia estável. Assim que a matlotagem desmereceu em acabar, mesmo fome não curtimos, por um bem: se caçou boi. A mais, ainda tinha araticum maduro no cerrado” (Guimarães Rosa no livro Grande Sertão: Veredas)


A árvore do Araticum se adapta à arborização urbana
 


Araticunzeiro é o nome de árvore, o pé do Araticum, que pode atingir até 8 metros de altura, em média do tamanho duma laranjeira. Sua floração ocorre de setembro a novembro, sendo sua frutificação nos meses de novembro a março. Essas árvores possuem polinização entomófila, sendo os principais polinizadores os besouros. Não apresentam grande quantidade de frutos, mas em compensação apresentam frutos de até 2 kg ou mais. O Araticum-do-Cerrado é um fruto grande, que apresenta polpa adocicada, rica em ferro, potássio, cálcio, vitamina C, vitamina A, vitamina B1 e B2. Com relação às polpas ocorrem dois tipos de frutos: o Araticum de polpa rosada, mais doce e macio; e o de polpa amarelada, não muito macio e um pouco ácido. Na época de sua frutificação (agora, por sinal) são comuns o seu consumo e várias iguarias feitas com o Marolo pelo povo das fazendas, das roças, do Cerrado, vendedores ambulantes oferecem as frutas em feiras ou em beira de estradas. Alguns varejões (como o dos Irmãos Patrocínio em Franca) já oferecem o Marolo a seus clientes. Na culinária, o Araticum-do-Cerrado é a espécie mais bem aproveitada da família Annonaceae. Além de seu consumo in natura, também são produzidos, a partir dele, bolachas, geleias, sucos, licores, bolos, sorvetes, doces, entre várias outras receitas. As folhas e sementes do Araticunzeiro são utilizadas para conter a diarreia, induzir a menstruação, além de serem usadas no tratamento de úlceras, cólicas, câncer de pele ou reumatismo. Enfim, uma árvore e um fruto preciosos, mas que infelizmente estão sendo arrancados em razão do desmatamento monstro que vai "avançando" por todo o interior do país. Como a semente demora muito para germinar (em torno de 300 dias), hoje já se corre o risco de não haver mais essa árvore, típica do Cerrado, sem o cultivo humano. Algumas fazendas já fazem plantações comerciais do Araticum ou Marolo. "O fruto do cerradão não tem igual nem no gosto nem na cura, sara até reumatismo", opina o vendedor Josué Silva que vendeu um lote de mais de 100 frutas em menos de um dia por aqui na região: "O povo da cidade gosta, todo ano trago". De acordo com as mais recentes pesquisas, além do mais, esta fruta do Cerrado tem mesmo propriedades medicinais, como oxidantes, capazes de fazer a prevenção de doenças degenerativas. As sementes têm uso medicinal, para combater diarreia. A fruta é cientificamente rica em ferro, potássio, cálcio, vitamina C, vitamina A, vitamina B1 e B2. Mas não passa de mito que seja afrodisíaca. Na verdade, fortalece em geral a pessoa. No sertão se diz, deixa o cabra bruto. 


Araticum, o coração do Cerrado se abre para o povo das cidades




Fontes: www.poderdasfrutas.com

             www.folhaverdenews.com

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