segunda-feira, 23 de outubro de 2017

BRASIL AGORA TEM MAIS UMA MANEIRA PARA DEFENDER OS RECURSOS NATURAIS: A QUESTÃO É SE VAI USAR AS INFORMAÇÕES PARA MUDAR E AVANÇAR COM ESTE ATUAL GOVERNO RURALISTA

Nosso país tem um indicador da ecologia para medir seu patrimônio natural mas esta ferramenta só vai funcionar caso implante uma gestão de desenvolvimento sustentável 




Em meio a índices para medir o crescimento econômico, taxas de emprego, desemprego e inflação, o Brasil terá também a partir de agora um índice ecológico tipo um sistema para mensurar o patrimônio natural. Será o Produto Interno Verde (PIV) que levará em conta recursos como florestas, águas e fontes de energia: a informação chegou a nosso blog através da Yara Aquino, repórter da Agência Brasil. Nesta semana, o Governo Federal sancionou um projeto de lei que já havia sido aprovado pelo Congresso e agora virou lei, o país terá que fazer o cálculo do PVI.  "Isso pode aumentar as chances de sustentabilidade na gestão governamental, para equilibrar a ecologia com a economia, porém, não significa que na prática acontecerá este avanço, uma vez que quem dá as cartas atualmente no país são os políticos ruralistas, priorizando o agronegócio a qualquer preço, que é o chama chamado desenvolvimentismo", comentou aqui no Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o ecologista e repórter Antônio de Pádua Silva Padinha: "De toda forma, pelo menos existe teoricamente este instrumento positivo, a questão é se ele será usado de verdade".



Cada uma das milhões de nascentes deverão ser cadastradas (e consideradas)


Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, "o PIV fará parte de um extenso sistema macroeconômico de contas do país, sendo que para obtê-lo, será necessária uma descrição detalhada dos recursos naturais como florestas, água e fontes de energia, tudo para tornar possível mensurar o impacto das atividades produtivas e do crescimento econômico do país sobre esse patrimônio ecológico. Com base em tais informações, poderão vir a ser traçadas estratégias de desenvolvimento sustentável". O levantamento das riquezas naturais será feito em parceria entre o IBGE e órgãos de cada setor como a Agência Nacional de Águas (ANA) ou o Serviço Florestal Brasileiro e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entre outros. Desta forma, o PIV vai refletir a economia, o que é gerado no ano, porém, considerando o quanto se consumiu não só de máquinas e de equipamentos, mas o quanto se consumiu de recursos naturais, o que é uma informação-chave para o planejamento e para uma gestão ambiental do Brasil, algo que não é feito e faz falta demais na atualidade. 


O ecoturismo e todas formas de desenvolvimento sustentável cabem no PIV

Até hoje não se conhecem bem os impactos ambientais no país. Esse sistema é para prover o país de uma descrição bastante extensa dos recursos naturais, de que maneira eles são afetados pelo desenvolvimento econômico, ou seja, permitindo uma visão melhor no caso da implantação duma forma sustentável de desenvolvimento. Como exemplo prático, o presidente do IBGE citou a água. Para Roberto Olinto, é fundamental saber o estoque de água disponível no país, como ela é consumida pela atividade econômica e pelas famílias e de que forma o impacto do crescimento se dará sobre o esgotamento ou a ampliação desse ativo natural. Nesse sentido, a conta da água é o item para entrar na composição do PIV que está em estágio mais avançado.


No meio urbano e rural a vida poderá ser melhor planejada


A Lei 13.493, que criou o PIV, determina que o cálculo do índice seja formatado em ampla discussão com a população, cientistas, ecologistas, economistas e órgãos públicos. Prevê também que seja calculado pelo IBGE e divulgado anualmente, se possível. Por envolver aspectos tão abrangentes e complexos, não é possível definir uma data para o início da divulgação do PIV, ressaltou Roberto Olinto. No Congresso Nacional, a maioria dos deputados e senadores não querem nem ouvir falar em ecologia ou em desenvolvimento sustentável porém esta ferramenta atualizada para a administração pública foi uma sugestão do Ministro do Meio Ambiente, o Zequinha, José Sarney Filho (PV), que lidera a Frente Parlamentar Ambientalista, talvez, pensando no futuro próximo do país. 


O Ministro do Meio Ambiente sugeriu o PIV ao Presidente da República


O ministro Zequinha destacou a importância do índice para fortalecer o projeto de gestão ou as ações de desenvolvimento sustentável no país: "O Brasil só tem a ganhar com essa lei, porque nos dá um norte visível de que estamos caminhando para essa economia de valorização do bem ambiental”. E completou que é preciso com urgência lutar para que essa política que valoriza o bem ambiental seja adotada globalmente e também no Brasil, também para se evitar o caos do clima e do ambiente, já antecipado com toda uma onda de desequilíbrios, como secas, enchentes, furacões, tufões, surtos de doenças.

As ocorrências do clima e do ambiente exigem urgente o PIV também no Brasil

A lei que criou o PIV detalha ainda que é importante formatar um modelo de cálculo que torne possível a comparação com iniciativas semelhantes desenvolvidas por outros países mais adiantados nesta questão socioambiental. O projeto de lei foi apresentado ainda em 2011, na justificativa, fundamenta que para calcular as riquezas do país como ocorre no Produto Interno Bruto (PIB), não pode ser deixada de fora a biodiversidade, visando sua valorização e preservação. Inicialmente, o projeto usava a nomenclatura "PIB Verde" para o novo índice a ser ainda produzido, agora a ferramenta de gestão ganhou a sigla PIV, que é um sinônimo, cá entre nós, de futuro para a nação. Isso quando este país for uma nação de verdade. Se a lei nasceu há 6 anos e só agora começa a ser efetivada, quem sabe daqui uns outros 6 anos o Brasil já esteja utilizando este índice de sustentabilidade, antecipando ou agilizando a criação do nosso futuro.

Cada córrego é importante para medir o PIV e gerir o ambiente brasileiro

 Fontes: Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com

domingo, 22 de outubro de 2017

MUTIRÃO DE SITES INDEPENDENTES E INOVADORES SE UNEM À AGÊNCIA PÚBLICA E AO GOOGLE NEWS LAB PARA O FESTIVAL 3i

Pela primeira vez no Brasil oito organizações nativas digitais que estão avançando o jornalismo online se juntam para trazer um festival de olho no futuro e na liberdade da informação que é algo fundamental hoje para toda a população também




A Pública, juntamente com o Google e os sites Agência Lupa, Brio Hunter, JOTA, Nexo, Nova Escola, Ponte Jornalismo e Repórter Brasil estão juntos para a realização do superimportante evento de mídia na atualidade difícil do Brasil, o Festival 3i - Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente.  O evento acontece agora em 2017 no Rio de Janeiro nos dias 11 e 12 de novembro, abordará entre outros temas, financiamento independente e sustentabilidade, modelos de negócio, tecnologia aplicada ao jornalismo, polarização nas redes sociais e fact-checking. Entre os convidados internacionais, estão o norte-americano Glenn Greenwald, fundador do Intercept Brasil, a inglesa Claire Wardle, do Cross Check, projeto que reuniu organizações para checar os presidenciáveis na França, a norte-americana vencedora do prêmio Pulitzer Angie Holan, do Politifact, maior site de checagem do mundo, José Luis Pardo, do projeto En Malos Pasos, que cobre violência em sete países no continente, Martin Pellecer, diretor do site guatemalteco Nomada, e a portuguesa Mariana Santos, diretora da rede Chicas Poderosas. Também participarão do festival o ator Gregório Duvivier, que apresenta o Greg News no canal HBO, primeiro jornal satírico da TV brasileira, Ana Estela de Sousa Pinto, repórter especial da Folha de São Paulo, Pablo Ortellado, pesquisador da USP, Marco Tulio Pires, coordenador do Google News Lab no Brasil, Luis Roberto Alt Ferreira, do Design Thinking Brasil e Pedro Doria, fundador da Newsletter Meio.

A violência no Rio e em todo o país estará também no debate de conteúdos


"Bem que o Festival 3i poderia ter convidado também José Simão, que faz humor político na Folha e na Band News com muito talento e liberdade, poderia ajudar também a popularizar este evento que de toda forma é superimportante e que vamos apoiar também aqui em nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, ele pode avançar a mídia brasileira, carente além do mais de criatividade e de ousadia", comentou o editor aqui do Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Ainda mais importante esta iniciativa porque em 2018 teremos eleição no país e do jeito como tudo segue, a gente não sabe quais serão os limites da comunicação brasileira, a maioria dos políticos não querem que a mídia avance muito porque ainda eles terão que recuar", argumentou ainda  por aqui Padinha, que em nossa webpágina considera este festival histórico e oportuno. Para Natália Viana, codiretora da Agência Pública "será o primeiro festival que vai focar nas questões essenciais para quem está empreendendo no jornalismo brasileiro e a ideia é, antes de tudo, inspirar as novas gerações".

O 3i quer motivar a nove geração para um jornalismo mais inovador

Ao longo dos últimos três anos, o cenário de mídia tem vivenciado um crescimento na quantidade de sites, assim como na sua influência, o que permite falar de uma nova geração de jornalistas empreendedores, com cultura e necessidades próprias. Um levantamento feito pela organização norte-americana Sembramedia conseguiu mapear com detalhe 100 meios na América Latina. A pesquisa constatou que 62 destes veículos foram fundados por pelo menos uma mulher, um padrão diferente da imprensa tradicional. O estudo avalia que essas organizações têm aumentado em quantidade, qualidade e impacto nos últimos anos, vencendo prêmios significativos como o Pulitzer, o Gabriel García Marquez e o prêmio de excelência da Online News Association.

O financiamento coletivo é fundamental para o avanço da APública...

...que é fundamental hoje para a liberdade de informação

Além de cobrir temas como narcotráfico, política e corrupção, esses novos sites também dedicam especial atenção a temas que quase não têm cobertura pela mídia tradicional, como minorias e direitos humanos.  Ao lidar com essas questões, os novos veículos passam a questionar os tradicionais limites entre ativismo e jornalismo, tema do debate levantado pela Ponte: “Queremos discutir se ainda cabe ao jornalista buscar a verdade ou só lhe resta ser parte da guerra de narrativas”,  questiona Fausto Salvadori.  Apesar disso, o maior desafio de todos é a sustentabilidade financeira, aponta o estudo. "Ter um profissional preparado para administrar o negócio pode fazer a diferença entre conseguir avançar ou não conseguir tirar os planos e os projetos do papel", argumenta Felipe Seligman, fundador do site Jota. A leta J de jornalismo, jornalismo de verdade...

Nosso blog deverá propor debate sobre a urgência da pauta ambiental na mídia

Em 2018 (ano eleitoral) aumenta o perigo da manipulação da massa

Outro problema relatado pelos entrevistados são as pressões de anunciantes governamentais, auditorias ou processos judiciais que são usados como forma de intimidação. 46% dos sites analisados sofreram ameaças ou violência por conta do seu trabalho, e 50% relataram terem sofrido cyber ataques: "Ao que tudo indica, 2018 será marcado pela intensa polarização eleitoral. No Festival 3i, juntamos jornalistas que convivem com essa realidade todos os dias, há meses, eles podem nos dar dicas objetivas e valiosas sobre como fazer um bom jornalismo nesse cenário. Algo imperdível", destaca por sua vez Cristina Tardáguila, fundadora e diretora da Agência Lupa. O 3i pretende ser um espaço de encontro e reflexão, fortalecendo cada atuação, ampliando a rede de apoio e troca de conteúdo e experiência, e portanto, ajudando a fortalecer o jornalismo no continente e torná-lo mais diverso e representativo: "Discutiremos não apenas o interesse público como objetivo final mas como educar redações, sociedade e mantenedores para zelar pela independência editorial”, diz Wellington Soares, editor de Nova Escola. O evento coletivo mostra que hoje há uma diversidade de iniciativas de jornalismo em termos de natureza, nicho e escala, todas elas inovando de alguma maneira: "O que fica claro é que o ecossistema do jornalismo está cada vez mais diverso, com múltiplos atores, essa vai ser uma característica do futuro da indústria”, diz Paula Miraglia, diretora geral do site Nexo.

Na sociedade de consumo a informação livre é um valor essencial

Parte da inovação que se busca ocorre também na relação com a audiência. Um dos diferenciais das novas iniciativas é uma relação mais aberta com o público, com olhar mais atento para métricas mais qualitativas: "Em resumo, falaremos sobre quais os desafios e as estratégias mais inovadoras para garantir engajamento do público com o conteúdo gerado pelos novos veículos", diz Breno Costa, do BRIO. O festival é voltado para jornalistas, empreendedores em geral, donos de startups, comunicadores e estudantes. Os ingressos já começaram a ser vendidos nesta semana, através da página do Sympla, onde você pode também baixar  a programação completa do 3i, um festival latioamericano e participativo. E então, participe você também. 

Falta de gestão governamental do clima e do ambiente no Brasil é pouco enfocada pela mídia tradicional dos jornais, revistas, rádios e TVs


(Mais alguns detalhes do Festival 3i na seção de comentários deste blog e também mensagens ou opiniões,  confira e participe você também)


O movimento de cidadania e a luta dos voluntários também merecem enfoque

Fontes: www.apublica.org
             www.folhaverdenews,com

sábado, 21 de outubro de 2017

NÃO É SÓ O BRASIL: O PLANETA EM ALERTA PARA EVITAR UM CAOS DO CLIMA E DO MEIO AMBIENTE (FALTA TAMBÉM É UM GOVERNO AMBIENTAL)

Desequilíbrios do clima unem o mundo, passando por cima de barreiras políticas, territoriais, de cor, de raça ou de credo (tudo por amor à natureza e à vida ou na luta para se evitar um caos) ou em resumo, é uma união na desgraça


Emergência, resgate, socorro, SOS...

...urgente também a prevenção também no caso das secas

A gente aqui no blog da ecologia Folha Verde News recebeu por e-mail a informação da matéria de Nathália Clark nos sites ambientais 350.org e Coesus: fica difícil mesmo explicar a uma criança que não precisamos ter medo da chuva, quando ouvimos que mais de 1,2 mil pessoas morreram por conta das cheias e inundações causadas por tempestades no Nepal, na Índia, em Bangladesh nestes últimos meses. Como dizer que não precisamos temer o vento nem ter medo da natureza quando vemos ciclones como o Harvey nos Estados Unidos, o furacão Irma no Caribe ou o tufão Maring nas Filipinas que deixaram dezenas de mortos e feridos, além de milhões desabrigados em apenas alguns dias? Como tentar levar a vida normalmente, como se nada estivesse fora da ordem, quando, no Brasil, nada menos do que 1296 cidades estão em estado de emergência devido à seca monstro ou também por outro lado, enchentes? Como convencer os habitantes do Hemisfério Sul de que eles não serão afetados pelos eventos que acontecem no lado Norte do planeta e viceversa, uma vez que todos esses desastres estão, sim, todos conectados entre si? Como seguir chamando fenômenos assim de naturais, eximindo nossas autoridades públicas e nós mesmos de qualquer responsabilidade, quando sabemos que as ações antrópicas e a falta de gestão governamental ambiental são as principais intensificadoras do aquecimento global a desequilibrar o clima e o meio ambiente? Como dizer que o mundo está são quando continuamos explorando, vendendo e queimando combustíveis fósseis mesmo todos nós sabendo que eles são os maiores emissores dos gases que provocam o efeito estufa na atmosfera? Essa é a questão que deveria ser de prioridade na realidade aqui, agora no Brasil também e em toda a Terra.

Os desafios que acontecem aqui embaixo...

...começam lá em cima (e também na falta de governo ambiental)

A causa comum dos desastres que estão acontecendo nesse momento em todos os cantos do mundo é uma só: as alterações do clima e do ambiente, que a mídia em geral chama de mudanças climáticas. Com a intensificação das emissões, principalmente do gás carbônico, o clima do planeta fica mais quente, desregulando o regime de chuvas e afetando o nível e a temperatura do mar, e causando impactos socioambientais irreversíveis. Isso explica a seca monstro que acontece também nesta primavera por aqui em nosso país, até em regiões que eram até pouco tempo bem temperadas. E nós humanos temos, sim, uma parcela significativa de culpa nisso tudo. Os governos ainda mais. Direta ou indiretamente. Seja pela ação, daqueles que insistem em usar fontes poluidoras para produção de energia, ou pela inação, daqueles que não impedem que isso aconteça.

A responsabilidade não é exatamente da natureza...

...para resumir é um desgoverno ambiental no país e no planeta
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Isso vem rolando em vários países hoje e no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Integração Nacional, desde o início do ano um quarto dos municípios brasileiros já pediu socorro ao Governo Federal devido às fortes chuvas no Sul do país e a uma das secas mais severas já registradas no Nordeste e até no Sudeste. A maior parte das situações emergenciais (71%) é por conta de seca ou estiagem. Os outros 29% têm como causa tempestades, inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos que tumultuam a vida da população e a ecologia da natureza. 

Enchentes e secas monstro em várias partes do Brasil

O que era equilibrado e temperado já cria cenário do caos


Em maio, as chuvas em Maceió mataram oito pessoas e deixaram milhares desabrigadas. Já em Fortaleza a seca afetou 900 mil habitantes. A capital, Brasília, que passa por racionamento de água e já completou 100 dias sem chuva, está em estado de emergência desde fevereiro. Na Paraíba, 196 das 223 cidades sofrem com a estiagem. No total, o Ministério da Integração contabiliza mas não informa ter aplicado medidas preventivas ou saneadoras de forma sustentável e estrutural, apenas contabiliza ter repassado 200 milhões às cidades em situação de emergência, para ações de socorro, assistência humanitária, restabelecimento de serviços e recuperação de estruturas danificadas. Como se vê, os eventos do clima e do ambiente não excluem ninguém, em nenhuma parte do nosso país (assim como em todo o nosso planeta).. A Argentina, que abriga uma das maiores reservas de Gás de Xisto do mundo, na região de Vaca Muerta, na província de Neuquén, também tem sofrido com os impactos das alterações no clima. Em março, uma intensa onda de calor chegou a matar dezenas ou centenas de bezerros que nem mesmo foram contabilizados pelas autoridades na província de La Pampa. Segundo veterinários que avaliaram animais mortos em uma das fazendas da região, eles sofreram ataques cardíacos provocados pela exposição contínua às elevadas temperaturas que chegaram a 40 graus numa época cuja média costuma ser 16 graus centígrados.

Rajadas de vento também alertam sobre agressões à natureza

Um planeta mais quente, com oceanos mais aquecidos ainda agora tornam mais prováveis eventos de intensificação rápida e rara, aumentando as ocorrências de desastres extremos, tornando corriqueiro o que antes era ocasional ou sazonal. Não é natural que milhões de pessoas sofram as consequências das ações de apenas alguns, que priorizam o lucro e não o bem-estar das populações. Não podemos naturalizar a morte. Seja de familiares, vizinhos ou do mundo tal qual o conhecemos. "Temos que demonizar o desequilíbrio do clima e do meio ambiente para ver se aqui e em todo país se implantem gestões sustentáveis da realidade socioambiental", comenta nosso editor de conteúdo deste blog, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, ao editar esta matéria de grande valor.

Caos do clima e do ambiente faz o sofrimento da população

Negar ou ignorar a ciência não nos prepara física, psicológica ou financeiramente para lidar com os desastres e desafios do clima e do ambiente que temos sofrido todo dia em diversas regiões do país e do globo. Para frear essas catástrofes, devemos parar agora a indústria fóssil, impedindo que ela continue a colocar o carvão, petróleo e gás (também o gás de xisto, arrancado do subterrâneo de reservas de água), parando de colocar estes erros acima da sobrevivência da própria humanidade. Isso significa que não pode haver mais nenhum poço para exploração desses combustíveis, sejam eles novos ou já tradicionais. Significa também que os governos mundiais e nacionais têm que assumir a responsabilidade pelas mudanças climáticas, criando e colocando em prática políticas de resiliência e adaptação para todas as cidades, além de iniciar uma transição urgente para fontes renováveis de energia, que sejam justas, livres e acessíveis em todos os setores da economia. E isso tem que ser feito já. Antes que tarde demais seja o caos.


Problema não é a natureza mas o desgoverno ambiental e a violência humana

(Confira na seção de comentários aqui neste blog mais informações e mensagens deste SOS clima e ambiente)


Fontes: 350.org 
             COESUS
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SECA MONSTRO PARECE ESTAR COM HORAS CONTADAS PELO MENOS POR AQUI NO SUDESTE PARA QUE COMECE ALGUMA PRIMAVERA AINDA QUE TARDE


Duas frentes frias no estado de São Paulo mas no Mato Grosso do Sul ao invés de chuva por enquanto veio só tempestade de poeira até agora nessa primavera seca  a dano da ecologia e da saúde da população (e a culpa não é bem da natureza)


Chuva pode virar temporal em umas regiões do Sudeste mas parece que agora vem

Climatempo e Inmet já detectaram as chegadas de duas frentes frias ao mesmo tempo por aqui no Sudeste do país, isso é bom e mau ao mesmo tempo, estamos desesperadamente esperando todos que comece a chover nesta primavera seca demais, porém, ainda nesta sexta, no fim de semana, na semana que vem, parece que finalmente as chuvas estão chegando, pena que precedidas de rajadas de vento entre 60 e 90km/h (tempestade de poeira) e/ou acompanhadas de temporais em algumas regiões. O contraste entre o calor de 40 graus e baixa umidade do ar com as frentes frias pode gerar alguma violência no tempo, a temperatura deve ficar um pouco mais amena, os meteorologistas reafirmam que neste ano as chuvas serão escassa. Então, apesar da ventania com pó antes ou de temporal durante a chuvarada destes próximos dias e noites, pelo menos vai chover um pouco. 


 Por aqui ela ainda não chegou
 
Deve chover mais no Rio Paraná região que tem ainda incêndio em matas


Vai chover mais a oeste de São Paulo, nas barrancas do Rio Paraná, algo que é providencial porque por ali ainda persistia até hoje o incêndio ao longo do Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, ameaçando destruir as poucas matas ciliares na região, salvas por estas chuvas agora, porque não tem havido mesmo nem ali nem aqui nem em lugar nenhum do Brasil uma gestão governamental do clima e do ambiente, para prevenir problemas como focos de fogo ou de doenças respiratórias nas cidades, nem para prevenir nem para dar socorro à natureza ou à população, esta sofrendo os limites e erros da saúde pública, constantemente em tempo ruim. Bem, mas por quase todo o Sudeste já se ensaiam chuvas, as duas diferentes frentes frias chegando já causam aumento da nebulosidade, trazendo ventos de origem polar. desde ontem. Choverá?


Satélites e radares mostram que dessa vez a chuva vem

Com a expectativa de pancadas de chuva e destes ventos com poeira no ar, a temperatura cairá em relação ao calorão de agora, mas a sensação ainda é de calor nesta sexta-feira. O dia fica abafado, porém a temperatura não chega a valores que estavam entre 33 e 40 graus por quase todo o país. Onde chover um pouco mais forte pode haver desbarrancamentos em estradas mas aí, a culpa não é da natureza e sim da tal falta de gestão do clima, do ambiente e de vários setores da nossa realidade, carecendo de medidas governamentais sustentáveis para mudar a situação do tempo e da nossa vida. 

Já está tudo secando e então que venha a chuva

A passagem das frentes frias deixa áreas de instabilidade sobre São Paulo e nuvens carregadas crescem por toda a macrorregião no decorrer do dia e da noite. Até a noite há condições para chuva em todas as regiões paulistas, inclusive na Grande SP. As pancadas de chuva mais fortes devem ocorrer especialmente à tarde e à noite na maior parte do estado e em especial a partir de sábado. Há mesmo risco redobrado de raios e de rajadas de vento de 60 km/h a 90 km/h. Já se registra um crescimento das nuvens de chuva pelas imagens de satélites. Agora finalmente parece que vem a chuva, em meio a esta escassez hídrica ou seca monstro. 

As chuvas de agora vencerão a primavera seca destes dias?

Nascentes e córregos, rios e população clamam para que venha a chover

Depois de muitos dias com calor de quase 40°C, a temperatura está caindo também no litoral, ruim para pegar praia mas bom para equilibrar um pouco mais o clima nesta virada de semana. O ar refresca com a entrada de ventos do quadrante sul, de origem polar, além da nebulosidade e da chuva. Ontem, por causa do efeito de aquecimento adiabático, o calor foi intenso no litoral. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou na Baixada Santista, a temperatura média de 38°CO sul de São Paulo foi a região mais quente ontem. A maior temperatura no estado foi de 39,5°C no Vale do Ribeira. A sensação de 40 graus à sombra tem sido geral em todas as regiões do Sudeste. Satélites e radares meteorológicos mostram o deslocamento e a intensidade de áreas de chuva que agora parece que vem. O tempo fica muito instável nos próximos dias e há risco de mais temporais em muitas regiões de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, mas ao menos a primavera passará a ser um pouco menos seca se realmente chover neste fim de semana e na semana que vem. Importante demais porque se a primavera não ocorrer a partir deste final de outubro, o verão também poderá chegar desequilibrado em novembro ou dezembro, enfim, mesmo com eventual violência de temporais, bem vinda a chuva. 



Por enquanto a chuva da primavera é só uma miragem aqui nesse deserto


Fontes: Climatempo - Inmet - INPE
             www.folhaverdenews.com

 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ÍNDIOS QUEREM QUE O MEC MELHORE A QUALIDADE DE EDUCAÇÃO NAS ALDEIAS (NAS TRIBOS ESTÁ PIOR AINDA QUE AQUI NAS CIDADES)


Lideranças indígenas reivindicam mais recursos para educação nas comunidades que eles enxergam como um direito de cidadania de todos no Brasil que ainda não é levado em conta pela autoridades públicas





Wendel Sousa e Juliana Andrade, da Agência Brasil, nos informam que representantes de etnias indígenas de dez regiões brasileiras acabam de entregar hoje ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério Público Federal (MPF) um documento em que defendem a aplicação de recursos para melhorar a qualidade da educação especial para os povos indígenas (assim como para crianças e jovens da rede pública nas cidades, ela ainda é muito falha). Este documento foi discutido no 3° Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, que está sendo realizado no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB). O evento contou com a participação de 450 pessoas entre representantes e líderes de 18 etnias, algo que torna a reivindicação mais importante. A reivindicação é representativa, mas a pergunta que ficou no ar: ela será ouvida pelas autoridades?

Brasília - O índio Anastácio Peralta - Guarani Kaiowá - Mato Grosso do Sul, participa do 3 Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (José Cruz/Agência Brasil)
Um dos líderes indígenas historiou os erros da educação nas tribos






“O país sempre teve dificuldades de oferecer políticas públicas para o índio, não somente na área da educação”, critica o índio Anastácio Peralta









Esta crítica aí foi feita pelo coordenador da organização comunitária indígena Aty Guasu, Anastácio Peralta, do Mato Grosso do Sul e da etnia Guarani Kaiowá. Segundo ele, só na cidade de Dourados  cerca de 600 crianças e adolescentes indígenas estão sem escola:"Estamos lutando mais uma vez, agora junto ao Ministério Público, prefeituras e lideranças para que tenhamos professores e salas de aula para todos jovens e crianças das tribos, isso é o principal deste encontro aqui em Brasília". Aém da reivindicação de investimentos na educação nas aldeias, outro assunto abordado foi a migração de índios para a cidade a fim de cursar universidade. “Para que nosso povo possa vir até a cidade para fazer um curso de nível superior, é preciso que haja talvez um esquema de transporte ou então uma estrutura que receba os índios estudantes nas cidades, além de algum recursos para manter esses alunos no tempo de estudo fora da sua aldeia", ressaltou Anastácio Peralta Kaiowá.



Uma das mesas do debate  do Fórum de Educação Indígena


Promover o debate e estimular a participação da população indígena no processo de concepção, implementação e avaliação das políticas nacional, estaduais e municipais de educação voltadas às comunidades fazem parte também dos objetivos doeste fórum de muito valor para mudar e avançar a própria condição de vida dos indígenas no Brasil, algo que tem preocupado também a ONU e a Anistia Internacional. "Nos últimos anos estamos vivendo uma situação particular que é muito pouco debate com os cidadãos e cidadãs em geral e menos ainda com as comunidades dos índios, as decisões são tomadas, praticamente na esfera política, os políticos precisam respeitar os direitos da cidadania brasileira, também dos povos indígenas", alertou o professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Gersem Baniwa, especialista em educação indígena. Estava presente e informando a situação do seu povo também o educador Xavante Gaspar Waratzere, formado em História pela Universidade do Mato Grosso (UNT), também com uma visão bem crítica da realidade educacional no país, mais ainda nas aldeias em todas as regiões.


No total o fórum mobilizou 400 índios de 100 povos da floresta

A educação é o canal pro índio avançar mais a cidadaniano Brasil


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

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