quinta-feira, 25 de maio de 2017

A MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL NA AMAZÔNIA SERÁ ALGO REALMENTE SUSTENTÁVEL? O FALSO SUSTENTÁVEL DEVE SER UM PRÓXIMO PROBLEMA DO PAÍS

O projeto Matriz está sendo anunciado oficialmente como  pioneiro no país em piscicultura, fruticultura, ciência, tecnologia mas especialistas criticam que  há mais boas intenções do que fundamentos de que ele será mesmo um desenvolvimento sustentável sendo então mais um discurso político do que um programa com base científica que possa avançar mesmo a realidade da Amazônia: pode ser que esteja é nascendo é o problema do falso sustentável avaliam algumas críticas

Arte de Abel Rodrigues sobre a natureza no Amazonas

O Estado do Amazonas pode e precisa diversificar sua economia e levar desenvolvimento para além de sua capital, que concentra as empresas da Zona Franca e quase 80% do PIB (Produto Interno Bruto) estadual, informa o jornal Folha de São Paulo. A dependência da chamada ZFM fez este estado perder l bilhão e meio de reais em receitas no ano passado com a crise econômica brasileira, que provocou a queda das vendas dos principais produtos lá fabricados (como os eletrônicos). O fundamental é que esse desenvolvimento em direção ao interior não seja uma ameaça ao ambiente. O Amazonas é o estado mais preservado do país, 97% de sua área florestal está intacta. Isso é um patrimônio para a nação e toda a humanidade, uma vez que ajuda a estabilizar o clima do país e do planeta, além de poder abrir um novo tipo de economia ecológica. Conciliar desenvolvimento com preservação sendo assim sustentável, este conceito levou à Matriz Econômica Ambiental, fruto de dois anos de discussões entre autoridades, cientistas e ambientalistas. O resultado é uma série de leis, programas de incentivos e projetos de infraestrutura com o objetivo ou o sonho (segundo críticos) de impulsionar potencialidades da região, como a piscicultura, a fruticultura e algum tipo de  produção mineral. "A exploração de alguns minérios está por trás desta Matriz Ambiental", questiona o ecologista Orlando Morais que claramente duvida do projeto governamental.  Ele diz que há no papel o compromisso de não derrubar sequer uma árvore ou de não poluir as águas, "mas isso acontecerá mesmo na prática?". A meta é que os novos investimentos levem renda para todo o Amazonas e ainda ajudem a manter o ecossistema, segundo o governo do estado lá. Ao mesmo tempo, colocaria o Amazonas na liderança da produção mundial de peixes de água doce, de frutas e de alguns minérios, sem prejudicar o equilíbrio do meio ambiente amazônico. Será isso possível ou todo o projeto tipifica o falso sustentável que é uma das novas ameaças ao equilíbrio ecológico do bioma mias importante do Brasil? Esse questionamento ou esta polêmica já está em pauta.


Matriz Econômica Ambiental  gera polêmica antes mesmo de se efetivar

Um dos projetos da Matriz Econômica Ambiental seria mineração de cobre?...


O jornalista Jefter Guerra já nos tinha informado através do Portal Amazônia que após o lançamento deste projeto, ele continuava a gerar polêmica. A Matriz foi colocada como política de estado, pelo governador do Amazonas, José Melo no início do ano a membros da  Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), alternativa que é a principal proposta econômica para toda a região amazônica e também para a Zona Franca de Manaus, mas o tema ainda gera opiniões diversas entre a sociedade civil, representantes de ONGs, pesquisadores e ambientalistas, algumas bases de construção de um modelo que atenda de forma sustentável as necessidades econômicas do governo estadual geram dúvidas. A proposta se baseia em um investimento de R$ 450 milhões na piscicultura e fruticultura, em ciência, em tecnologia e até na recuperação da Rodovia BR-319. O governador José Melo destrinchou as principais propostas da Matriz previstos para este ano, argumentando que "elas fomentarão a implantação de uma nova economia sustentável focada no desenvolvimento de projetos voltados para as riquezas naturais do Amazonas". O governador fez questão de reforçar que ambos os modelos econômicos, tanto o atual, movido pela indústria, quanto o proposto por ele, vão trabalhar em conjunto. "Primeiro, a Zona Franca de Manaus é muito importante para nós, mas ela precisa de um irmãozinho para que tenhamos um modelo econômico mais equilibrado. É aí que entra a Matriz, com uma exploração sustentável de todos os recursos que a natureza nos deu", foi esse o tom do discurso do governador José Melo. 
  
 
Alguns elogiam mas por exemplo cientista da Ufam faz críticas

Há alguns indícios que terras indígenas estão no mapa do projeto Matriz


Na visão do presidente da  Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea) Munir Loureço Silva Júnior, há uma relação direta entre as pesquisas universitárias e a Matriz. "O conhecimento científico produzido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) é fundamental para a implementação deste projeto, sobretudo porque todo o desenvolvimento de segmentos produtivos prioritários se baseia em adoção de tecnologias". Lourenço acredita ainda que essa relação possa gerar resultados com investimentos na piscicultura, fruticultura, ciência, tecnologia e na recuperação da Rodovia BR-319: "Acredito sim, porque a piscicultura assim como os demais segmentos da atividade rural para serem competitivos pressupõem o uso de tecnificação, isso para que se obtenha produtividade e rentabilidade". Munir Lourenço disse ainda que o modelo preconizado visa atingir o ponto de equilíbrio entre produção e sustentabilidade, provando que, com tecnologia e conhecimento é possível produzir alimentos na Amazônia sem provocar danos ambientais. Para o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, a pesquisa e a tecnologia podem ser os eixos integradores do desenvolvimento sustentável da nova matriz econômica e ambiental do estado: "Pretendemos fortalecer os cursos de Engenharia Naval e Tecnologia em Produção Pesqueira e avançar em Engenharia de Minas e Geologia. Se a situação econômica melhorar nesse ano, vamos oferecer esses cursos no vestibular para passar a funcionar  em 2018".  Um dos críticos do projeto é o cientista político da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Luiz Antônio, preocupado com a ecologia do bioma. Ele reconhece que o papel da universidade é realizar pesquisas (produzindo assim novos conhecimentos), oferecer ensino de qualidade (garantindo a excelência na formação acadêmica na graduação, pós-graduação e desenvolver um conjunto complexo de ações de extensão universitária que vai de ações do Hospital HUGV, passando por dias de campo e formação instrucional à setores da sociedade). "A Ufam tem cumprido estas tarefas, formamos anualmente agrônomos, cientistas sociais, engenheiros de pesca, engenheiros florestas, biólogos, ou seja, há profissionais qualificados no mercado, muitos deles até compõem os quadros funcionais de órgãos públicos hoje em dia", admite Luiz Antônio. Este cientista político ressalta ainda que esta Universidade tem centenas de estudos em diferentes áreas de conhecimento acerca da realidade amazônica, inclusive análises críticas de outros projetos como a atual Matriz Econômica Ambiental: "Já surgiram outros que pretendiam impulsionar o desenvolvimento do Amazonas com a preservação ambiental e a exploração equilibrada dos recursos ambientais, porém, estas metas ficaram no papel, o principal das nossas críticas está no fato de se elaborar programas e projetos que não passam de manifestos de intenções, sem quaisquer bases sólidas em dinâmicas econômicas, potenciais produtivos, gargalos das cadeias produtivas etc. Foi assim com o Terceiro Ciclo (Amazonino Mendes) ou a Zona Franca Verde (Eduardo Braga). Estes programas não dialogaram com os agentes sociais (associações de produtores, movimentos sociais etc) nem consultaram as universidades e institutos de pesquisa e o mais importante, os recursos anunciados nunca saíram do papel e quando saem não dão conta de atender as reais necessidades dos produtores rurais e também da nossa natureza". As críticas do cientista continuam e se referem também à recuperação da BR-319, ele acredita que não haverá qualquer elemento de desenvolvimento da região na medida em que não há quaisquer projetos de produção sustentável ainda em curso: "O máximo que poderemos experimentar é a ampliação de oferta de produtos agrícolas vindos dos estados vizinhos (Rondônia, Mato Grosso, Acre) e do Sudeste, o que em si pode até vir a ser positivo a alguns tipos de consumidores mas implicará uma pressão sobre os preços praticados pelos produtores rurais localizados em Manaus e entorno. Poderá haver ainda o risco de avanços sobre os estoques de madeira e grilagem de terras", concluiu Luiz Antônio, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele citou também o desmatamento crescente segundo dados do INPE. 


Desmatamentos e até casos de seca na Amazônia preocupam pesquisadores

 
Aqui, um resumo oficial da chamada Lei da Matriz

A Matriz Econômica Ambiental na visão oficial do governo estadual é "uma política de estado estabelecida pela lei n°4.419 e foi construída com base nas contribuições apresentadas pelas próprias secretarias de governo, bem como sociedade civil e organizações não governamentais, algumas ligadas à área ambiental, além dos agentes parceiros das áreas da pesquisa e academia. Foram realizadas diversas oficinas tendo como pauta os eixos da matriz, tais como a piscicultura, atividade de base florestal, fármacos, biocosméticos e mineração". Informam que foi coletado das contribuições de todos os participantes envolvidos as melhores sugestões com quais se elaborou esta lei. Mas continuam no ar as críticas, como do cientista da Ufam e de outros ecologistas, que no mínimo duvidam de alguns pontos e até do conteúdo ou da eficácia da Matriz. Nós aqui do blog da ecologia e da cidadania voltaremos a debater esta pauta em breve. E acompanhe na nossa seção de comentários algumas mensagens sobre o projeto que já nasce cheio de possíveis problemas, dúvidas e polêmicas. Na prática ele seria o falso sustentável?  Por se tratar da Amazônia, este projeto precisa ser debatido por todos os especialistas do país.
 
O ecoturismo é uma opção sustentável mas não está no mapa da Matriz

Fontes: Jornal Folha de São Paulo
              www.portalamazonia.com
              www.folhaverdenews.com

quarta-feira, 24 de maio de 2017

ESSE PAÍS JÁ ERA E PRECISAMOS CRIAR UM BRASIL DE VERDADE EM TODOS OS SETORES E NESSE SENTIDO É ESSENCIAL UMA TV PÚBLICA QUE NÃO EXISTE AINDA

Qual será o futuro da TV pública no país? A gente espera que nós consigamos criar um tempo de liberdade também de informação, ética, sustentabilidade e cidadania, também nas comunicações pós esta geração corrupta de políticos: o país carece mesmo de avançar o nível de informações da população e a força cultural da mídia, daí a necessidade de mudar e avançar uma TV pública e nesse enfoque o sistema EBCTV Brasil NBR  pode ter a chance de vir a ser a televisão da nação que ainda precisamos criar nesse país hoje um caos em quase todo setor

 
A TV Brasil NBR poderá vir a ser uma televisão pública de verdade?


 
 
O sistema de comunicação já tem toda tecnologia falta a liberdade política e cultural



A partir de notícia na Agência Brasil, assinada pela editora Luana Lourenço e pela repórter estagiária Júlia Buonafina, a gente aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News fomos informados que a partir desta semana as recepções satelitais da NBR vão ter um novo parâmetro de sintonia: esta mudança, segundo a direção de Operações, Engenharia e Tecnologia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vai melhorar a qualidade da imagem e do som, aproveitando melhor a estrutura digital e o vácuo que existe no país, onde não existe até hoje uma verdadeira TV pública, algo essencial mas que inexiste na história de mais de 50 anos da televisão brasileira. Tecnicamente, a  sintonia até estes dias tinha uma condição técnica que tornava a recepção mais difícil, com qualidade mais precária, o que gerava imagens e sons abaixo da necessidade atual da comunicação contemporânea, as inovações tecnológicas já feitas nestes dias já podem dar ao telespectador uma imagem e áudio melhores, a rede poderá ampliar o seu alcance a todo o território nacional e a expectativa depois deste caos da corrupção com eventuais avanços no sistema político e na gestão brasileira, tudo isso junto poderá gerar uma nova realidade em televisão no país. Voltando à notícia da Agência Brasil de hoje, Nilson Roberto da Silva, da Gerência de Relacionamento de Rede da EBC, informou que "as retransmissões do sinal por satélite são feitas a partir da identificação da igualdade de frequências entre os dois sistemas, as  retransmissões do nosso sinal por satélite são feitas a partir de agora duma identificação que indica onde podemos ser sintonizados e esta posição (identificação no satélite) é um serviço que a EBC contrata para disponibilizar para a população o nosso sinal da NBR”. O que é certo é que até o dia 25 de maio, a frequência programada da TV NBR continua sendo a 3632 MHz. Depois disso, as recepções satelitais desta rede de televisão deverão ser reprogramadas para uma nova sintonia: 3753 MHz. "A gente que luta por mudanças e avanços no Brasil já está na expectativa de que esta nova tecnologia seja acompanhada de maior liberdade de informação, para termos a opção duma rede de TV pública de verdade, para concorrer e até vencer as redes comerciais com uma programação de lazer, esporte, cultura, brasileira, tudo o que faz muita falta na atual televisão em nosso país", comenta por aqui o editor de nosso blog, o ecologista que é também autor premiado de TV e repórter Antônio de Pádua Silva Padinha: "Está na hora de mudar e avançar a estrutura política mas também das comunicações brasileiras". Confira na seção de comentários mais informações sobre esta pauta, críticas à atual NBR e EBC também sonhos e projeto objetivo duma nova TV  realmente pública no Brasil, a bem, das novas gerações e até da criação do nosso futuro como povo e nação.
 
 
 
Urgente uma nova estrutura política no Brasil e também uma TV pública de verdade
 
Mudar a atual realidade exige um avanço também nas comunicações
 
Todas elas e mais as TVs a cabo também precisam mudar e avançar
 
Ricardo Mello voltará a dirigir a NBR como quer o STF?
 
 
Fontes: Agência Brasil
 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

MAIS DE 58% DA POPULAÇÃO APROVAM EM REFERENDO ENERGIAS LIMPAS COMO SOLAR E EÓLICAS (SÓ QUE ESTE AVANÇO FOI NA SUIÇA)

    
Suíços aprovam a Estratégia 2050 em referendo e querem mais energias renováveis e sem usinas nucleares neste país que já se destaca como um dos mais avançados do planeta
 
Imagem que os suíços divulgam hoje resultado do referendo 2050
 
Aqui no Brasil, nem mesmo se consulta a população sobre a estrutura energética e as decisões têm sido prejudiciais à economia e à ecologia, como megausinas hidrelétricas ao invés de pequenas em maior quantidade, causando menos sequelas socioambientais e não ameaçado com desequilíbrios até áreas de reserva como o Pantanal e a Amazônia, além de continuar sem razão os investimentos em usina nuclear, aumentar a dependência de petróleo e energias fósseis e até mesmo admitir a exploração do Gás de Xisto, altamente destrutivo dos aquíferos, ameaçando as nossas águas subterrâneas, um recurso natural imprescindível para o desenvolvimento sustentável e a garantia de vida ao futuro. Porém, exemplarmente, não é o caso da Suíça.  Os suíços aprovaram neste domingo referendo, por 58,2% dos votos, a chamada Estratégia 2050, que visa a reduzir bem o consumo de energia, aumentar a eficiência energética, promover as energias renováveis e  a economia mais ecológica, inclusive, também, proibindo a construção de novas usinas nucleares. A informação é da Agência EFE e esta notícia está sendo divulgada com prioridade no site socioambiental EcoDebate e aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania, em variadas edições indo à luta por energias limpas como a Solar e a Eólica, que poderiam colocar o Brasil, já hoje, numa posição de liderança mundial, o que não acontece por falta de gestão e de visão errada por parte das autoridades políticas, que parecem ter outros interesses. No caso positivo da Suíça, neste país que já é do chamado 1º Mundo, apenas quatro regiões, Argóvia, Glarus, Obwalden e Schwyz, rejeitaram a nova lei e a nova estrutura energética em que o governo da Suíça começou a trabalhar depois do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011: com o apoio agora na maioria das regiões, os suiços vão deixar a era atômica para trás e estabelecer as bases do futuro, um ambicioso projeto de transformação energética que com certeza inicia mudanças e avanços em toda a Europa. Mais detalhes desta informação na seção de comentários em nosso blog, confira.


No Brasil várias opções possíveis como a energia geotérmica...

...placas solares flutuantes, energia solar e eólica...

...um país líder em recursos da natureza mantém uma estrutura energética retrógrada
 

Fontes: EFE
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com
 

domingo, 21 de maio de 2017

A NOROESTE DE MINAS GERAIS ACONTECE ATÉ JULHO UMA ROMARIA EM DEFESA DOS RECURSOS HÍDRICOS E DO DIREITO DA POPULAÇÃO ÀS ÁGUAS

Frei Gilvander Luís Moreira lidera a 20ª Romaria das Águas: luta e evento são o destaque também no site EcoDebate e aqui no blog da ecologia e da cidadania hoje um resumo das principais informações deste movimento do maior valor em busca dos direitos do povo do campo e do desenvolvimento sustentável no interior do Brasil

Tema: povos da cidade e do sertão clamando por água, terra e pão. Lema: povos, rios, veredas e nascentes são dons de Deus em romaria e resistência. Este anúncio original sintetiza o conteúdo da 20ª Romaria das águas e da terra que está acontecendo no noroeste mineiro na região de Paracatu, Minas Gerais, sob a liderança de um padre ecologista e líder de cidadania, Frei Gilvander Luís Moreira, da Ordem dos Carmelitas, bacharel em Filosofia e em Teologia pela UFPR e doutor em Educação pela FAE, da UFMG, líder da Comissão Pastoral de Terra (CPT)  no interior do país. Há quatro décadas, ele vem organizando romarias da terra e mais recentemente das águas também, ainda mais agora que a questão hídrica alcança uma importância estratégica para a sustentabilidade no Brasil e em todo o planeta. A gente aqui no blog Folha Verde News vai enfocar com mais detalhes a questão das águas nesta primeira matéria sobre as Romarias do Frei Gilvander. Confira um primeiro resumo desta luta socioambiental a seguir.


Frei Gilvander Luís Moreira, líder da Romaria das Águas em Minas


As fontes de água, que eram abundantes, estão sendo dizimadas pelo agronegócio e pelo hidronegócio, que Frei Gil chama de capitalistas do campo. Barragens construídas em nascentes de córregos, voltadas para a irrigação das terras dos grandes empresários, têm secado córregos de água que serviam aos moradores locais, o que provocou crise hídrica gravíssima naquela região. Sob a liderança do Comitê de Defesa da Bacia do Rio Urucuia (COMDHRU), "o povo camponês de Buritis fez vigília durante nove meses na nascente do Córrego Barriguda (a cerca de 50 km da cidade de Buritis, MG), para denunciar a injustiça agrária e hídrica vivida no noroeste de Minas, as dificuldades impostas aos moradores locais e alertando para a necessidade de se lutar para a superação da crise hídrica desde a sua raiz, o Rio Urucuia, um dos principais afluentes do Rio São Francisco", nos informa o texto de Frei Gil Moreira, que continua na sequência deste post. Antigamente, se esperava vir a chuva para plantar, mas agora os empresários do agronegócio plantam várias vezes por ano. E para isso captam água das lagoas, dos córregos, dos rios e do lençol freático via poços artesianos. Só que a captação está beneficiando apenas alguns proprietários e empresas, deixando milhares de famílias camponesas na dificuldade: "Assim, a miséria está se alastrando no campo e na cidade aqui no noroeste de Minas", escreve Frei Gil para explicar o que vem acontecendo por ali. O que acontece ali nesta região é que os grandes fazendeiros praticantes da agricultura empresarial têm avançado na consolidação de seus projetos de irrigação, de forma abusiva. Ocorre que se tornou rotina na região a construção de barragens nas cabeceiras dos principais córregos, em nascentes e lagoas, com o objetivo de captar água para a irrigação. Isso funciona com uma quantidade gigantesca de água sem que eles sejam autorizados ou licenciados pelos órgãos ambientais. E esses córregos são responsáveis pelo abastecimento dos rios Urucuia, Preto, Paracatu e outros afluentes do rio São Francisco. Autoridades do poder público e dos órgãos ambientais estão sendo cúmplices dessa devastação que cria problemas ecológicos e sociais de grande alcance com sofrimento para a maioria da população. Autoridades não fiscalizam e concedem licenças ambientais que na prática são usadas para se captar muito mais água do que o permitido legalmente. A 20ª Romaria das águas e da terra de Minas está denunciando isso: "O caminho justo e ecologicamente sustentável é a reforma agrária, a agricultura familiar agroecológica em comunhão com  a preservação ambiental, algo que precisa ser mudado através de lutas coletivas em nome da responsabilidade socioambiental de todos", conclui Frei Gilvander Luís Moreira, doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais, um líder da terra e das águas  no dia a dia da vida, consagrado pela sua luta a favor da ecologia e da criação do futuro sustentável no interior de Minas e do Brasil.  


A Romaria vai à luta pelas águas do noroeste de Minas Gerais

Córregos e nascentes secam nos afluentes do São Francisco por causa do hidronegócio

Manifestação em BH pelas direitos às águas do povo mineiro do campo 
  
             www.freigilvander.blogspot.com.br
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

sexta-feira, 19 de maio de 2017

AO CONTRÁRIO DO QUE PENSAM OS QUE PEDEM A VOLTA DOS MILITARES AO GOVERNO ALÉM DO MAIS ELES PRATICARAM MUITOS CASOS DE CORRUPÇÃO

Debate com jornalistas independentes faz análise e conta  as histórias de corrupção na Ditadura Militar: o caminho da democracia parece ser o mais indicado para o Brasil sair do impasse atual e reencontrar a ética e a cidadania na política

O Brasil busca hoje um governo com ética, cidadania, sustentabilidade e paz
Aos 53 anos do golpe militar de 31 de março de 1964, que garantiu um governo ditatorial até cerca de 1988 no Brasil, com milhares de casos de tortura, censura, perseguições, a corrupção foi também uma marca deste período de exceção, a participação de grandes empreiteiras foi o tema principal do debate na Casa Pública, no Rio de Janeiro agora quando o país busca novos caminhos e alternativas para o impasse da atualidade. Segundo a conclusão dos debatedores, o governo dos militares foram os anos mais complicados da história brasileira, sob o ponto de vista da corrupção. Uma informação que chega a ser surpreendente para muitos, que sem saber do fato, vêm pedindo nas ruas a volta dos militares ao comando político do Brasil. Uma das diretoras da Agência Pública, que tem como objetivo o jornalismo investigativo e mais imparcial, Marina Amaral foi a condutora do debate, que foi denso e tenso, mas não deixou de responder a dois dos seus mais importantes questionamentos: como se engendrou a corrupção no período de exceção? Quem corrompia? Como este fenômeno tão atual hoje acontecia naquela época?
Participaram o ex-editor do jornal Movimento, Raimundo Pereira e o historiador Pedro Campos, que explanam suas visões e abriram as suas informações sobre este tema que preocupa a todos na realidade brasileira hoje em dia. Campos, autor de Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988, coloca em foco o crescimento e a consolidação das principais empresas do setor de construção pesada no Brasil, entre elas a big three Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, investigadas na operação Lava Jato, da Polícia Federal. No enfoque aventura jornalística, Raimundo Pereira conta como foi driblar a censura para relatar os casos de corrupção no período. "A campanha anticorrupção contra o Jango Goulart serviu para derrubar um governo que apesar dos pesares era legítimo e o golpe de 64 foi um desastre, um de seus instrumentos de mobilização foram as denúncias de corrupção". A corrupção corrompeu a luta contra a corrupção...

Raimundo Pereira, Marina Amaral e Pedro Campos: liberdade e crítica no debate


A seguir, o blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News resume o debate de muita importância na atualidade em dois pontos mais agudos e você pode depois ter outros detalhes do evento e das informações na nossa seção de comentários aqui nesta webpagina que nos último 7 anos está chegando a cerca de 500 mil visualizações, segundo medição oficial do Google. Confira os dois momentos que expressam bem o conteúdo principal deste evento de pesquisa histórica e de jornalismo. O diálogo na sequência é entre a diretora da Agência Pública e o ex-editor do jornal Movimento, uma exceção de visão crítica ou independente e um oásis de liberdade através da então chamada imprensa nanica ou alternativa (que tinha também outros veículos, como o jornal de humor O Pasquim) naqueles tempos que o Brasil só agora começa a rediscutir. A grande mídia naquela época, como agora também, com exceções, nem sempre cumpre a missão de informar com imparcialidade ou com liberdade crítica todos os acontecimentos.


Hora de buscar novas alternativas de união nacional e avanço da Nação aos cacos hoje em dia


Marina Amaral – Como o jornal Movimento enfrentou o desafio de fazer uma cobertura crítica ao governo militar na época da censura da imprensa? E quais os escândalos que vocês conseguiram investigar?
Raimundo Pereira  O Movimento foi censurado desde a edição número 1. Quando chegou o cara da Polícia Federal e avisou que o jornal seria censurado, perguntei como eles poderiam censurar se ainda não sabiam que tipo de linha editorial a gente iria seguir. E se fosse um jornal que elogiasse o governo? Ele riu. Mas o jornal foi censurado até a edição 154. E a censura da ditadura militar foi discriminatória nesse período, pois nenhuma notícia importante que afetasse pessoas do regime militar ou tivesse a ver com o regime passava. Quando a censura caiu, em junho de 1978, começamos a fazer um trabalho de apresentação da corrupção. A primeira edição foi com o Paulo Maluf, que na época divergia com o regime, pois queria ser candidato de qualquer maneira.  Fizemos o número 171 com a ajuda de militares dissidentes, por exemplo. É uma edição que ficou famosa e vendeu muito em banca, com oa manchete “Geisel no mar de lama”. Esta edição tratava de abusos e corrupção no governo militar, com informações passadas para a gente por esses militares dissidentes. Fizemos várias denúncias de escândalos durante todo o período, tudo registrado no livro de autoria das aqui presentes Mariana Amaral e Natalia Viana, que conta a história do Movimento e tem um DVD com todas as edições do jornal Movimento.
Mariana Amaral – Pedro, o que você pode dizer para a gente sobre os governos militares e as empreiteiras?
Pedro Campos Eu pesquisei as empreiteiras durante a ditadura para o meu doutorado em história na UFF (Universidade Federal Fluminense) e conclui uma tese que se tornou o livro Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988 (Eduff, 2015). Na pesquisa, eu precisei voltar para um período anterior à ditadura, porque essas empresas – a maior parte delas e as maiores, que hoje compõem a big three, a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht – foram fundadas anteriormente ao regime, na década de 1930, 1940 e 1950. Naquele momento, havia um movimento da economia brasileira de deslocar o eixo de acumulação do capital do campo para a cidade e havia toda a demanda de uma infraestrutura para esse desenvolvimento urbano e industrial que vai ser contratado pelo Estado e realizado por empresas privadas. Essas empresas nascem já com esse objetivo, essa função de dotar o país de infraestrutura para essa nova forma de acumulação. São empresas de cunho familiar, como o próprio nome indica. Até hoje a Odebrecht é controlada pela família Odebrecht, a Camargo Corrêa, pela família Camargo e Andrade Gutierrez, pelas famílias Andrade e Gutierrez. Essas empresas cresceram muito no período Getúlio Vargas, mas ganham patamar nacional na gestão de Juscelino Kubitschek, na segunda metade da década de 1950, quando a gente tem dois grandes projetos principais: a construção da nova capital federal, a nova Brasília, e também as rodovias previstas no plano de metas, as grandes estradas de rodagem como a Belém-Brasília. Várias empreiteiras de diferentes estados vão se reunir nessas obras, vão se encontrar, mas essas construtoras tinham um cunho local. A Camargo Corrêa era tipicamente paulista, a Andrade Gutierrez só tinha feito obras em Minas Gerais até esse período, principalmente quando JK foi prefeito de BH, e fez obras para o município de Belo Horizonte e depois para o governo daquele estado. Essas empreiteiras vão se organizar em escala nacional no período Kubitschek. A minha pesquisa é muito voltada para tentar entender como esses empresários atuam, como eles se organizam e em que medida eles agem no aparelho do Estado. E fui verificar que esses organismos nos quais eles atuam funcionavam com algumas finalidades. Primeiro o cartel, com divisão de obras, acerto de concorrências e previsão da divisão do lucro em cada empreendimento. Muitas vezes eles acertavam previamente situações como: “Eu faço a obra, mas vou contratar vocês para fazer parte da obra”. Subcontratação. (E por aí vai o debate que em suma demonstra por A + B que o governo comandado por alguns militares corruptos não foi diferente do que viria a ser marca dos políticos da atualidade brasileira,  você pode ter todos os detalhes de mais esta tragédia nacional na íntegra do debates postados na Agência Pública, outros dados e fatos ou mensagens por aqui na nossa seção de comentários). Tim tim por tim tim, se você tem estômago fraco ou está extenuado de corrupções, a gente aqui poupa os mais sensíveis que estão cada vez mais escandalizados com o Brasil. Há contudo chances de outros caminhos, acima das diferenças partidárias até, hoje a nova união nacional passa a ser a busca dum governo brasileiro com ética e cidadania, sem corrupção e injustiças.

 
A história vem se repetindo no país e a luta contra a corrupção acaba se corrompendo
 
E os caminhos de solução acabam é criando mais problemas

O mar de corrupção passa também pela falta de gestão socioambiental


No meio do caos podem nascer saídas e nova união nacional?

Fontes: www.apublica.org
             www.folhaverdenews.com 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO PODE TAMBÉM GARANTIR INTERNET E BANDA LARGA PARA TODAS REGIÕES DO PAÍS (ENFIM UMA BOA NOTÍCIA VINDA DE BRASÍLIA...)



O Satélite Geoestacionário do Brasil foi lançado de centro espacial da Guiana Francesa levará Internet de banda larga até em áreas hoje carentes de tecnologia como da saúde e educação bem como para estudantes sem recursos em toda região brasileira e é claro para a comercialização empresarial, confira detalhes aqui

 
O chamado SGB já está no ar

 
O lançamento na Guiana Francesa foi um avanço para o Brasil


Nestes dias, a Voz do Brasil deu notícias sobre o Satélite Geoestacionário lançado na semana passada a partir da Guiana Francesa e que vai levar Internet rápida para todo o país, garantindo o acesso à banda larga até mesmo em áreas não comerciais como saúde e educação. "O ideal é que a web possa ser acessada gratuitamente por todo e qualquer cidadão ou cidadã em todo o país", comentou por aqui ao editar esta matéria o nosso editor de conteúdo do blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, Antônio de Pádua Silva Padinha. "A banda larga é essencial para todos atualmente em qualquer país, sendo essencial para a informação, para a vida cultural e para a economia dos países e das pessoas", argumentou ainda o ecologista Padinha. Ele também lembra que  por conta de sua dimensão continental, o Brasil  não tem ainda hoje condições de levar banda larga a todos os cantos do país e, além do mais, como se trata hoje dum produto de consumo, a maior parte da população brasileira não tem recursos para contratar serviços de Internet. Em seu noticiário a Agência Brasil procurou destacar que na área da saúde, o satélite vai permitir que hospitais e postos de saúde até em locais mais afastados ou remotos possam ter acesso à rede mundial de informação por computadores, permitindo o intercâmbio de informações entre os profissionais e melhorando o atendimento a pacientes ou a atuação dos médicos. Os médicos vão poder conversar com os outros equipamentos públicos de todo o Brasil. Da mesma maneira positiva, na educação, hoje no país já temos identificadas 7 mil escolas que poderão receber banda larga gratuitamente através desse satélite geoestacionário. Uma outra vantagem é que o equipamento será totalmente comandado pelo Brasil. Este detalhe é da maior importância, também estratégica, atualmente diversos satélites estão atuando no espaço territorial brasileiro, mas eles são de multinacionais, propriedade de empresas de outros países. Agora, pode ser que, dependendo da implantação duma gestão democrática e de cidadania no país, este novo sistema de tecnologia de ponta seja colocado a serviço de toda a nossa população. Precisamos estar atentos e cobrar a melhor utilização deste Satélite Geoestacionário. O seu projeto foi desenvolvido numa uma parceria entre os ministérios da Defesa com o da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, orçado inicialmente em 700 milhões, o custo atual chegou a quase 3 bilhões de reais. Segundo assessores dos dois ministérios que participaram deste projeto, o custo não é barato, mas em compensação ele deve ser considerado um investimento. Valerá a pena se qualquer brasileiro tiver condições de receber Internet e banda larga em sua casa seja onde ela for, em toda cidade ou até numa floresta do Brasil, que com esta tecnologia poderá também exercer sua soberania nacional. Há um sentido comercial neste projeto, parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para oferta de banda larga, a ser comercializada especialmente para regiões mais distantes ou para empreendimentos empresariais.
 
 
 Aqui, o momento em que o Satélite Geoestacionário era lançado


 
A Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços gratuitos pelo menos nos setores de saúde e educação, comercializando outra parte para gerar concorrência na oferta  e na exploração de Internet por exemplo em empreendimentos empresariais. A concretização do primeiro satélite do Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB) estava prevista desde de 2012 e só agora o avanço foi conseguido. Ele é considerado fundamental para as telecomunicações do Brasil em geral e, em particular, para a comunicação estratégica do sistema de defesa nacional. Desde a privatização da Embratel, os serviços de satélite utilizados oficialmente pelo país são fornecidos por empresas privadas e agora finalmente vai superar essa dependência. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), oito satélites geoestacionários possuem autorização para operar no Brasil: seis deles são explorados pela empresa Star One, pertencente à Embratel, um pela Telesat Brasil; e outro pela Hispamar. Os satélites são vitais para todos os serviços de comunicação, até por exemplo para o funcionamento dos canais por assinatura, TVs abertas, telefonia e Internet em banda larga, além de rastreamento, atividades de defesa nacional, monitoramento e pesquisa ambiental também, enfim, um instrumento fundamental na atualidade. Enfim, uma boa notícia vinda de Brasília.



O alcance do Satélite Geoestacionário estratégico pro Brasil

Internet gratuita de banda larga para todos no Brasil seria o melhor


Fontes: www.portalcorreio.com.br
             Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

quarta-feira, 17 de maio de 2017

AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE PRECOCE DE ADOLESCENTES E DE JOVENS NO BRASIL E NO PLANETA INTEIRO

A Organização Mundial da Saúde da ONU fez levantamento e a causa mortis nº 1 nesta faixa de idade é a violência em variadas formas de manifestação na realidade: confira aqui um resumo da pesquisa e das soluções sugeridas pela OMS: se trata duma questão urgente mesmo porque mais de 3 mil adolescentes e jovens morrem por ano em todo o mundo
Marina Webtzel, fez esta reportagem na Basiléia na Suiça para a BBC que está levantando a discussão deste fato em todo o mundo, também por aqui no Brasil, onde já há uma certeza, estatisticamente, a violência interpessoal tem sido a principal razão pela qual pessoas entre 10 a 19 anos perdem a vida precocemente no Brasil, segundo estes novos dados da OMS da ONU. A informação vem de um estudo global sobre mortes de adolescentes e de jovens, os cálculos são de que 1,2 milhão deles morrem por ano no mundo, algo em torno de três mil caos por dia.  As principais causas de mortes indicadas por esta pesquisa, no caso de adolescentes brasileiros de 10 a 15 anos, são, nesta ordem: violência interpessoal, acidentes de trânsito, afogamento e doenças, como leucemia e infecções respiratórias. Já jovens na faixa de 15 a 19 anos morrem em decorrência de violência interpessoal, acidentes de trânsito, suicídio, afogamento e  também, infecções respiratórias. A OMS repassou esse ranking de causas, levantado por cada região ou país onde o estudo foi feito. A conclusão é que no contexto geral, 1,2 milhão de mortes acontecem precocemente por ano, no que se refere ao Brasil e outros países das Américas com maiores índices de baixa renda 43% das mortes de adolescentes e de jovens são atribuídas à violência. 



O Global Acceleration Action for the Health of Adolescents (Ação Global Acelerada para a Saúde de Adolescentes) é o títilo desta pesquisa que não avalia países individualmente, mas áreas econômicas do planeta. O Brasil está inserido na categoria países de renda baixa-média das Américas. "O Brasil se insere exatamente no perfil desta região planetária", comentou Kate Strong, especialista da OMS para o monitoramento da realidade de crianças e jovens. Em nosso país e nestes países deste bloco, a principal causa da mortandade infantojuvenil é chamada de violência interpessoal, este conceito de violência interpessoal segundo conclusão do estudo é bastante amplo, pois engloba desde a preponderante agressão relacionada às gangues e ao narcotráfico até o feminicídio, incluindo assassinatos, brigas, bullying, questões ligadas a drogas e alcoolismo, violência entre parceiros sexuais e abuso emocional, classifica o documento. E de acordo com os números desta edição atual do relatório, publicado pela iniciativa mapadaviolência.org.br, a situação é preocupante. "A principal vítima da violência homicida no Brasil é a juventude", afirma o documento nacional, no site do Mapa da Violência. Confira mais dados e mais detalhes na nossa seção de comentários aqui mesmo no blog da ecologia e da cidadania. 

O documento aponta soluções que podem evitar mortes precoces  como estas

Acidentes de trânsito...

Violência interpessoal....

Alcoolismo precoce ou drogas...

Sugestões de políticas públicas podem ter um maior impacto nas estatísticas. Um exemplo é a recomendações da implementação de leis e campanhas de conscientização pelo uso do cinto de segurança. Em 2015, acidentes de trânsito mataram 115 mil jovens de 10 a 19 anos no mundo todo. O Brasil é citado no documento como caso bem sucedido no combate a mortes no trânsito. "Entre 1991 e 1997 o Ministério da Saúde do Brasil registrou aumento dramático na mortalidade de jovens em acidentes de trânsito", afirma o documento. Apesar de o trânsito ser um problema universal, há marcantes diferenças entre as regiões quanto às causas de óbito. Nos países de renda baixa-média da África, doenças transmissíveis como HIV-AIDS, infecções do sistema respiratório, meningite e diarréia são os principais vilões e não os acidentes de trânsito. A anemia, doença causada pela deficiência de ferro no sangue, também é um mal muito comum, que atinge milhares de jovens no mundo todo tanto em países pobres e ricos. O suicídio, ou a morte acidental causada por atitudes auto-destrutivas, foi a terceira causa detectada de mortalidade de adolescentes, totalizando 67 mil mortes. Em sua maioria, as vítimas são adolescentes mais velhos.Em regiões com boas condições econômicas como a Europa, o suicídio também aparece entre as principais causas. Cortar a si mesmo é o tipo de autoviolência mais comum observado no continente. A estimativa global da OMS é de que até 10% da população adolescente mundial cometa algum ato de violência contra si. Nestes casos, as sugestões para diminuir os índices de mortes precoces são para as autoridades fazerem mais investimentos e dar mais atenção especial às pessoas mais inexperientes, nesta fase da vida grandes frustrações e incertezas despontam: "jovens normalmente tomam responsabilidades de adultos como cuidar de irmãos menores, trabalhar, ter de abandonar os estudos, casar cedo, praticar sexo por dinheiro, simplesmente porque precisam dar conta das necessidades básicas de sobrevivência. Como resultado, eles sofrem de desnutrição, acidentes, gravidez indesejada, violência sexual, doenças sexualmente transmissíveis e transtornos mentais", resume o documento. Melhorar a forma como o sistema de saúde atende aos adolescentes é apenas uma parte da solução", na avaliação de Anthony Costello, médico da OMS. Entre as políticas básicas que os países devem tentar implementar para diminuir o risco de mortes precoces estão: programas de orientação sexual nas escolas, aumento da idade mínima para consumo de álcool, obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos automóveis e de capacetes para ciclistas e motociclistas; redução do acesso a armas de fogo, aumento da qualidade da água e melhoria da infra-estrutura sanitária, estas duas últimas soluções entram pela realidade socioambiental dos países que, em muitos casos, é por si só uma forma de violência.

A autodestruição aumenta também entre adolescentes e jovens
 
No Brasil há ainda a violência policial contra garotos pobres e negros diz a Anistia Internacional


Fontes: BBC
             www.mapadaviolência.org.br
             www.folhaverdenews.com

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