sábado, 13 de novembro de 2010

Junta Militar de Mianmar liberta Nobel da Paz Suu Kyi

Hoje é um dia histórico para a democracia e a não-violência
As autoridades militares em Mianmar, sob pressão da ONU,  acabam de libertar a líder e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi da prisão domiciliar neste sábado.
Assim que as barricadas cercando sua casa foram removidas, a ativista apareceu diante de cerca de 3 mil partidários que se aglomeravam em frente a sua casa em Yangun, a maior cidade do país.
Segundo o correspondente da BBC em Bangcoc, Alastair Leithead, Suu Kyi recebeu de simpatizantes uma flor no cabelo, que é sua marca registrada, ao cumprimentar a multidão.
Fontes em Mianmar informam também que a Nobel da Paz já falou com seu filho mais novo, que vive na Tailândia, pelo telefone. Ele ainda não conseguiu um visto para voltar ao país.
Neste sábado, terminou a pena mais recente de Suu Kyi, de 18 meses. Nos últimos 21 anos, ela permaneceu presa por um total de 15 devido à sua luta pela democracia em Mianmar.
Horas antes, seu advogado Nyan Win disse que ela não aceiterá "liberdade condicional", caso seja proibida de exercer atividades políticas.
A junta militar que governa o país restringiu suas viagens e sua liberdade de associação durante breves períodos de liberdade anteriores, e exigiu que ela deixasse a política.

Líder da democracia

Suu Kyi, de 65 anos, deveria ter sido libertada em 2009, mas uma nova condenação de 18 meses foi anunciada após o caso de um americano que atravessou a nado o lago Inya até sua casa dizendo que iria salvá-la.
Agora em Mianmar, o povo comemora a libertação de Aung San Suu Kyi como um sinal de que novos tempos possam estar chegando a seu país, após quase meio século de ditadura militar, enquanto que, em todo o planeta, a opinião pública e a própria ONU celebram a vitória da não-violência e o avanço político.

Fonte: BBC

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