sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A não-violência avança em Mianmar pós-50 anos de ditadura?

Regime ditatorial autoriza libertação de Aung San Suu Kyi



As autoridades militares de Mianmar já assinaram a ordem de libertação da líder opositora Aung San Suu Kyi, indicaram à Agência Efe fontes do seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND).
San Suu Kyi viveu sob prisão domiciliar durante 15 dos últimos 21 anos.
De acordo com as fontes da LND, a Nobel da Paz será transferida ao longo do dia à antiga sede do partido, onde já estão concentradas por enquanto por dezenas de seguidores da "Dama", como Suu Kyi é conhecida por seus partidários, torna-se uma líder política com cada vez maior força em seu país.
A maioria dos ativistas veste camisetas com o lema: "We stand with Aung San Suu Kyi" ("Nós estamos com Aung San Suu Kyi", em tradução livre), pois a lei birmanesa proíbe a exibição da sigla da LND após o partido ter sido dissolvido, há alguns meses.
"Disseram-nos que Suu Kyi pode chegar entre as 16h e a meia-noite (no horário local). Há muita excitação e confusão", assinalou uma militante do partido, líder do movimento de cidadania no país que lutava pela liberdade de Suu Kyi.
Polícia, por sua vez, reforçou a segurança nos dois controles montados nos acessos à residência da Nobel da Paz.
Em frente à antiga sede da LND, há dezenas de agentes à paisana equipados com aparelhos para comunicação e câmeras de vídeo, com as quais gravam todos os que passam pelo local.
Em virtude desta situação, muitos opositores preferem permanecer em pontos próximos, mas afastados das forças de segurança, que receberam na última hora o reforço de três caminhões com policiais antidistúrbio.
A libertação da ativista não foi confirmada pela Junta Militar, que nega a entrada de jornalistas estrangeiros em Mianmar, governada pelos generais desde 1962. Uma boa notícia em 50 anos...

Fontes:  Agência EFE 
              UOL
              http://folhaverdenews.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Daqui do Brasil a gente torce por este avanço, torce e anseia por algo assim no país, uma evolução que quebre a estrutura da velha política e adiante o futuro da não-violência e da paz.

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