quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SUÇUARANA ELEITA SÍMBOLO DA ÚLTIMA NATUREZA PAULISTA

Onça suçuarana é eleita animal silvestre símbolo de SP



A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que a onça suçuarana (Puma concolor capricorniensis) – também conhecida como onça parda – foi escolhida animal silvestre símbolo da cidade. O felino recebeu 16.689 votos de um total de 84.140. As ações da prefeitura voltadas à proteção e educação ambiental será identificadas com uma figura estilizada da onça. Além disso, o órgão desenvolveu um personagem chamado Suçu para trabalhar a questão da biodiversidade junto às escolas.
A onça suçuarana foi escolhido por meio de uma votação on-line entre junho e setembro deste ano, onde concorreu com 14 candidatos.
Os animais que disputaram o título foram escolhidos por técnicos da Divisão de Fauna com a colaboração de professores e pesquisadores do Museu de Zoologia da USP, do Instituto de Biocências da USP, do Instituto Butantã e das ONGs Salve-Brasil e Centro de Estudos Ornitológicos.
Segundo a secretaria, a eleição começou concentrada entre aves, enquanto a onça ocupava a quarta posição, semana a semana. No último mês, começou a ganhar posições e venceu o concurso, seguida pelo bentevi, sabiá-laranjeira, joão-de-barro e periquito-rico.

Também em nossa região sobrevive a Suçuarana


Características – A onça parda é o maior felino registrado atualmente em São Paulo e o segundo maior do Brasil. Foi encontrada em duas áreas da zona sul: Fazenda Capivari e Parque Estadual da Serra do Mar. Trata-se do felino com maior distribuição no continente americano: do norte do Canadá ao sul da Argentina e do Chile -Terra do Fogo).
No Brasil, ocupa todos os tipos de biomas: Amazônia, caatinga, cerrado, mata atlântica, Pantanal e campos sulinos. Ela possui uma grande capacidade de adaptação aos diferentes ambientes e climas.
A suçuarana mede entre 86 cm e 154 cm de cabeça e corpo, e a cauda mede entre 63 cm a 96 cm. Seu peso varia de 29 kg a 120 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. Possui coloração uniforme parda.
Tem hábitos solitários, terrestres e noturnos e alimenta-se principalmente de mamíferos de médio porte – como quatis, catetos, tatus e capivaras – e vertebrados de pequeno porte. Nas áreas rurais, aproxima-se de habitações humanas e alimenta-se de animais de criação. Essa proximidade faz com que seja alvo de perseguição e contribui para a redução de sua população. A espécie é considerada vulnerável no Estado.

Eleita e não empossada

Aqui em Franca, por iniciativa do movimento ecológico, com o apoio do jornal Diário, nos anos 80 foi realizada uma votação para a escolha do Símbolo Ecológico da cidade: a Suçuarana teve bastante votos, também as Abelhas (Mel, uma das riquezas de nossa natureza), sendo a vencedora disparada uma flor nativa e típica daqui, Orquídea. Na época foi sugerido um slogan, Franca, a terra das orquídeas. Mas nem a Câmara Municipal nem a Prefeitura, que foram oficialmente comunicadas da eleição, formalizaram o símbolo. Talvez, aghora, com uma maior conscientização de nosso povo, quem sabe possamos repetir a votação e/ou simplesmente oficializar as orquídeas, esta planta flor, como nosso ícone. Este assunto passa a ser discutido junto a lideranças da ecologia e da cidadania. O que você acha? Envie a sua opinião para o e-mail navepad@netsite.com.br
Nesta ocasião, por volta de 1989, foi feita uma sugestão por parte de pessoas da população que participaram do concurso que Franca tivesse nas árvores urbanas de rua implantadas orquídeas nativas, embelezando a paisagem, valorizando nossa natureza, simbolizando o amor de nossa gente pela ecologia. Até hoje o assunto foi esquecido, quem sabe, talvez, possa renascer agora quando muito mais pessoas estão alertas para as questões ambientais.

Fontes:  Ambiente Brasil
              Folha.com

Um comentário:

  1. Nosso blog Folha Verde News está empenhado em fazer valer esta luta por uma símbolo ecológico também por aqui, no sentido de se valorizar nossa última natureza, assim como fez agora (20 anos depois) em São Paulo.

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