terça-feira, 16 de novembro de 2010

Usina de Belo Monte pode levar seca à região Volta Grande do Xingu

Pareceres do Ibama ameaçam início das obras de Belo Monte 


Foto Agência Estado  região da Volta Grande do Rio Xingu dará lugar ao lago da hidrelétrica de Belo Monte



A usina de Belo Monte, principal projeto do governo federal para o setor energético, pode ter o início de sua construção adiado por conta de decisão do Ibama. O instituto divulgou dois pareceres contrários às obras, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo”.
A equipe encarregada de analisar o pedido de licença para as chamadas instalações iniciais da hidrelétrica no Xingu apontou duas falhas no processo. Em uma delas, o consórcio Nesa (Norte Energia S.A.) não cumpriu as precondições impostas pelo Ibama para a instalação do canteiro da usina.
Além disso, os empreendedores teriam subestimado o número de migrantes que seriam atraídos para a região de Altamira (PA) para a obra. "Restam condicionantes e ações antecipatórias (...) cujo não atendimento compromete o início da implantação das instalações iniciais", diz o parecer de 20 de outubro, segundo a reportagem da “Folha”.
Em novembro de 2008, o Ibama concedeu licença de instalação parcial para a construção do canteiro e das obras iniciais da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. A licença de instalação definitiva só foi assinada em junho de 2009.
No entanto, o Ministério Público Federal no Pará diz que acionará o governo na Justiça. Seria a décima ação contra Belo Monte em dez anos. “Licença fracionada não existe na lei brasileira", diz o procurador Felício Pontes Júnior. "O canteiro é a obra."
Além do Ibama e da Justiça, ONGs também atuam contra o início das obras. Segundo ativistas ecológicos, várias comunidades estão ameaçadas pela obra, por conta do epidemias e do aumento da pobreza na região, por causa do fluxo migratório de trabalhadores que serão atraídos pela obra.
Belo Monte deve alagar uma área de 516 quilômetros quadrados. O que preocupa os ambientalistas não é o tamanho do lago – considerado por alguns até pequeno – mas o desvio do curso do rio, que poderá deixar seca a região conhecida como Volta Grande do Xingu.

Fontes: brasil@eband.com.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Cientistas brasileiros especializados em energia já concluiram que ao invés de grandes usinas hidrelétricas, a melhor alternativa seria um número bem maior de pequenas e micro usinas, com menores impactos ambientais e uma distribuição regional de energia.

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