sábado, 25 de dezembro de 2010

PV pode vir a ser a alternativa para a Presidência da Câmara Federal?

Há um vácuo político e na briga Maia (PT) X Rabelo (PCdoB) pode surgir uma terceira via

Aldo Rabelo acabou por prejudicar decisivamente a sua imagem com o apoio declarado e parcial ao lobby ruralista no recente episódio de mudanças para neutralizar o Código Florestal. Já o gaúcho petista Marco Maia, o preferido da Presidente Dilma, está sendo apontado em um novo escândalo político, que começa a ganhar espaço na mídia nestes dias e poderá detonar definitivamente até janeiro.

Ruralismo demais poluiu a imagem de Aldo Rabelo

A briga de foice no escuro...


A surpresa ou exceção, Ministra Ana de Hollanda tem apoio da cidadania...


Neste universo, nos bastidores do Congresso Nacional já se fala em uma terceira via para a candidatura à Presidência da Câmara Federal. Os defensores desta proposta argumentam que uma candidatura alternativa será de muito valor neste momento em que a maioria dos Ministérios está sob o poder do PT, alguns deputados da base aliada de Lula e Dilma Roussef também se mostram insatisfeitos e estão se abrindo a uma articulação nova. Este contexto lembra a eleição de Severino Cavalcanti, que de repente ganhou força na divisão dos interesses e na época com o apoio do chamado "baixo clero" ou da maioria silenciosa dos deputados federais.
A classe política brasileira está carente de credibilidade (basta ver o superaumento dos salários dos políticos) e neste momento precisa de alguém à frente da Câmara dos Deputados com "ficha limpa", que consiga algum apoio do movimento de cidadania, da opinião pública, da sociedade civil. Somando-se esta necessidade ao desequilíbrio PT X PMDB e outros partidos aliados, pode ser aberta uma brecha para um candidato alternativo, dificilmente teria êxito um parlamentar do PSDB, concorrente direto do Governo, porém, neste espaço vácuo um líder do Partido Verde pode quem sabe talvez vir a ser a bola da vez. O PV poderá aglutinar forças dissidentes, garantir melhor imagem ao Congresso e à classe política, ampliar a governabilidade ou a moral do Estado...Esta possibilidade pode vir a ser concreta se a Bancada Verde encontrar um líder com estas características híbridas, diplomáticas, com este perfil político de colocar o interesse da Nação acima de quaisquer grupos ou interesses. De quebra, conquistando esta posição, os Verdes poderiam reforçar seu posicionamento a favor de manter leis básicas do Código Florestal, atualizar o estado brasileiro com a proposta do desenvolvimento sustentável, que falta ao atual governo que se declara desevolvimentista, e ainda promover um equilíbrio de forças na Câmara Federal. Entre os 15 deputados federais do PV eleitos, com certeza pode estar o nome da vez.
Por enquanto nos bastidores da política, após o fim do recesso parlamentar, este assunto poderá ganhar destaque na mídia, a depender também da posição que o PV tomar. Com a palavra, também o PV.
A este respeito, vale ler a notícia a seguir, publicada pelo blog de Oswaldo Bertolino, ligado ao dia a dia da política em Brasília. Oportunidade histórica para o PV e para o avanço do Brasil? (Antônio de Pádua Padinha) 

Da briga de foice no escuro pode nascer a luz?

Diante da insatisfação dos deputados da base do governo com o Ministério da presidente Dilma Rousseff, um fantasma ronda a eleição para a presidência da Câmara, marcada para o início de fevereiro. Trata-se do risco de surgir uma terceira força aproveitando o racha dos partidos governistas. Foi assim que o folclórico Severino Cavalcanti acabou eleito presidente da Casa em 2005 e dois anos depois, ao receber mensalinho de um empresário, jogou o Congresso em uma de suas piores crises da década. Com a crescente legião de parlamentares irritados com a hegemonia do PT de São Paulo, que já levou a melhor fatia do Ministério de Dilma, o episódio pode se repetir. Na disputa estão seis parlamentares, mas a lista pode subir, dependendo das negociações que ocorrerão.
A divisão do PT já fez uma vítima. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), depois de criticar o movimento sindical, foi alijado como candidato governista à presidência da Casa. Vaccarezza (também com imagem arranhada no caso de urgência precipitada na votação do Código Florestal) se sentiu traído pelos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS), que decidiram apoiar o vice-presidente Marco Maia (PT-RS), presidente em exercício da Câmara. Maia recebeu sinal verde de Dilma. “Marco, eu estou plenamente atendida com sua eleição”, disse Dilma ao parlamentar, no dia de sua diplomação. Apesar do apoio da presidente eleita, ele não terá vida fácil. “Hoje existe insatisfação no PT e no PMDB com as decisões de cúpula e isso acaba criando raízes nos outros partidos da base”, diz o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), outro candidato à presidência da Câmara.
O vice-presidente da República eleito, Michel Temer, faz tudo para barrar as candidaturas alternativas. Com essa preocupação, ligou há dez dias para o senador eleito Aécio Neves (PSDB). “Aécio, qual é o seu dedo nisso aí? O que eu posso fazer para arrefecer outras candidaturas?”, perguntou Temer. “Não vou me intrometer na eleição da Câmara”, desconversou Aécio.

Fontes:  O Outro Lado da Notícia
              http://folhaverdenews.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Um assunto meio que indigesto agora no pós-Natal, porém, de interesse da Nação e também, do PV.

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