terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ajuda de príncipe no trabalho voluntário na região serrana do RJ

Bisneto da Princesa Isabel comporta-se como um cidadão qualquer no mutirão de solidariedade
De chapéu e máscara na fila dos mutirantes da solidariedade...
Em Nova Friburgo, o Príncipe Dom João de Orleans e Bragança é simplesmente João. Ou, um voluntário a mais no socorro a desabrigados da tragédia que arrasou 5 cidades e a região rural da zona serrana do Rio. Ele tem sido , além de empresário, um ecologista. Não entra na discussão de Monarquia ou República, está mais ligado em atuar no movimento de cidadania, como um a mais. Pode vir a ser um aliado do PV e das lutas verdes que vêm por aí. Acompanhe aqui a  reportagem de Fabíola Ortiz, especial para o Uol Notícias, a seguir.
Discreto, um integrante da família real Orleans e Bragança, bisneto da princesa Isabel, decidiu ajudar como voluntário na distribuição de donativos para famílias desabrigadas e vítimas de chuvas e deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Aos 56 anos, Dom João de Orleans e Bragança resolveu colocar a mão na massa e se solidarizou com a população afetada pela catástrofe que abalou o Rio de Janeiro. O trineto de Dom Pedro 2º disse que fez questão de cancelar seus compromissos nos últimos três dias para se dedicar à ajuda humanitária.
“Minha família tem um histórico de serviço ao Brasil por patriotismo. Tenho uma vida comunitária e faço por consciência cívica. Isso é orgulho de ser brasileiro”, disse o príncipe Dom João, que prefere ser chamado apenas de João: “Não tem dinheiro que pague as boas ações. Fazer um bem sem querer nada em troca. É bonito ver as pessoas se mobilizando, tanta gente sendo solidária”, ressaltou.
Muito amigo do presidente da organização não-governamental Viva Rio, João de Orleans e Bragança disse que foi chamado pelo amigo para ajudar na mobilização.
“Vim porque o Rubem (César Fernandes) me disse da necessidade de braços para ajudar. Sou mais um no meio de um movimento emocionante”.
Apesar de sua cautela, muitos voluntários já sabiam que tinham um membro da família real como colega de trabalho na hora de descarregar os caminhões que chegavam repletos de doações a Nova Friburgo, cidade que concentra o maior número de mortos pela catástrofe até o momento.
João de Orleans e Bragança decidiu ir à Teresópolis no sábado (15) para ajudar na base do Viva Rio na cidade. No domingo, visitou o Batalhão da Polícia Militar em Niterói, que serve também como ponto de arrecadação e embarque de caminhões para a região serrana. Na segunda-feira, Dom João esteve em Friburgo para ver de perto a situação da cidade e visitar algumas vítimas das chuvas.
"No sábado comprei mantimentos para 200 refeições, desmarquei meus compromissos e estou levando meu carro à disposição. Vou fazer trabalho braçal lá”, descreveu.
Dom João disse ainda esperar que sua ação sirva de exemplo e de motivação para que mais pessoas ajudem. Além do trabalho de voluntário, o membro da realeza aproveita também para fazer registro fotográfico da ação humanitária na região serrana.
Atualmente, Dom João divide seu tempo entre o Rio de Janeiro e Paraty. Empresário e nos momentos livres também fotógrafo, ele atua como articulador na coordenação de projetos ambientais. E disse que quer evitar em Paraty o que ocorreu na região serrana: "Sou mais um ecologista".
Dom João se diz favorável à remoção de pessoas que vivam em áreas de alto risco e critica os políticos que “deixaram fazer ocupações irregulares e agora vão a esses locais prestar condolências”.
Para Dom João, é preciso “encarar a remoção de frente”. “É um desgaste político, mas tem que fazer. É um crime deixar as pessoas construírem casas nas encostas”. No Brasil há um total de 5 milhões de pessoas que moram em encostas e em situações variadas de risco de vida.

Fontes: UOL
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Dom João de Orleans e Bragança ou simplesmente, João. Um cidadão a mais indo à luta. Luta verde, por sinal.

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