sábado, 29 de janeiro de 2011

AUMENTA MOVIMENTO CONTRA MEGAUSINA NO RIO XINGU

11 motivos para dizer não à Usina Hidrelétrica de Belo Monte


O Ministério Público Federal no Pará entrou com ação na justiça para cassar a exdrúxula autorização prévia, concedida contra as leis e o bom senso, pelo Ibama: é o primeiro passo para interromper esta loucura desenvolvimentista a qualquer custo. As tragédias ambientais no planeta e agora também no Brasil estão clamando por uma gestão sustentável de nossa natureza e de nossa economia. A seguir, críticas à construção da megausina de Belo Monte, reunidas por Mauê Martins, do site do Movimento Marina Silva, que reúne lideranças da ecologia e da cidadania indo à luta para evitar a destruição de nosso futuro. Nesta próxima segunda-feira tomam posse em Brasília os 17 parlamentares do PV, recém-eleitos, liderando a Bancada Verde que poderá vir a ser um instrumento jurídico e político para levar adiante esta luta de interesse nacional e até planetário. Mesmo porque, também os cientistas brasileiros, através da SBPC, que se reúne novamente em breve, desrecomendam esta aventura irresponsável em termos de ecologia e de economia: no sentido de criação de energia elétrica, a SBPC recomenda várias pequenas e micros usinas e não megaempreendimentos que arrebentam o último equilíbrio, já sutil, de nossa natureza, além de levarem ao extermínio os pais do Brasil (indígenas de várias etnias na área do Xingu, como Kaiapós, Xavantes, Kraós) e contaminarem a biodiversidade, arrasando a condição de vida de últimas espécies nativas amazônicas, vegetais e selvagens, que podem vir a ser vitais para o ecodesenvolvimento da nossa própria Nação. Quem ganha com a megausina de Belo Monte? ...Essa é a questão...(Padinha)

RESUMO DAS 11 RAZÕES PARA O NÃO

1. A UHE Belo Monte é uma obra faraônica que gera pouca energia. A quantidade de matéria a ser utilizada na construção de canais é comparável ao canal doPanamá. O projeto geraria apenas 39% dos 11.181 MW de potência divulgados, devido à grande variação da vazão do rio.
2. Impactos irreversíveis na fauna, na flora e na biodiversidade da região são destacados pelos especialistas que analisaram o Estudo de Impacto Ambiental.
3. A sobrevivência dos 24 grupos indígenas que dependem do rio Xingu estará em risco com a extinção ou diminuição intensa das espécies de peixe – seu principal alimento.
4. O MME, o IBAMA e o governo federal violaram direitos humanos ao não realizarem as Oitivas (consultas) Indígenas, obrigatórias pela legislação brasileira e pela Convenção 169 da OIT, que garantem aos indígenas o direito de serem informados sobre os impactos da obra e de terem sua opinião ouvida e respeitada.
5. A enorme imigração de trabalhadores atraídos pela obra, subestimados pelas empresas como sendo em torno de 100 mil pessoas, aumentará a pressão sobre as terras indígenas e áreas protegidas e haverá desmatamento e a ocupaçãodesordenada do território.
6. A Licença Prévia foi emitida pela presidência do IBAMA apesar do parecercontrário dos técnicos do órgão. Alguns técnicos pediram demissão, outros se afastaram do licenciamento e outros ainda assinaram um parecer contrário à liberação das licenças para a construção da usina.
7. As medidas condicionantes alardeadas pelo Ministério do Meio Ambiente não apenas não compensam os danos irreversíveis que a usina imporia ao rio e às populações, como não representam nenhuma garantia legal de que o empreendedor irá se responsabilizar pelos danos causados.
8. O processo de licenciamento está sendo anti-democrático: as audiências públicas não tiveram condições para participação popular, especialmente das populações tradicionais e indígenas, as mais afetadas.
9. Os impactos de Belo Monte são muito maiores do que aqueles estimados e, em muitos aspectos, irreversíveis e não passíveis de serem compensados pelos programas e medidas condicionantes propostas.
10. Hidrelétricas não são energia limpa: elas emitem metano, um gás de efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC).
11. As empresas interessadas na construção - Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Vale, Votarantim, GDF Suez e Alcoa - querem aumentar a tarifa a ser cobrada pela energia produzida. O BNDES e Fundos de Pensão estatais pretendem entrar com créditos e investimentos – ou seja, no fim das contas, quem pagará por esta obra absurda  (mega-crime ambiental)  seremos todos nós!

Salve a àgua boa do Xingu! Apoie os direitos indígenas e o livre curso dos rios.
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-...
Assine a petição para acabar com a mostruosa barragem de Belo Monte na Amazônia!
http://tinyurl.com/PareBeloMonstro


Rio Xingu ainda vivo e forte por enquanto

Aves, índios e povo ribeirinho vive dos seus peixes

Bancada Verde do Congresso avançará esta luta

Mauê Martins, ecologista

24 tribos indígenas sobrevivem junto ao Xingu

Fontes: http://www.movmarina.com.br/
             http://www.redepv.ning.com/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Vamos nos unir, no Pará, em todo o país, em Brasília, no Congresso, temos que mostrar a força de nossa Nação em defesa da ecologia, nosso fator nº 1 de avanço rumo ao futuro da vida de nosso povo, nossa terra.

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