sábado, 15 de janeiro de 2011

Na 2ª feira Cultura debate situação de guerra nas serras do Rio

Jaime Lerner, urbanista com visão ecológica, debate como poderia ter sido evitada a tragédia 
Nos últimos dias o Brasil acompanhou com tristeza o desenrolar da imensa calamidade que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro. Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cidades conhecidas pelos recursos naturais, pelo lazer e pelas belas paisagens, sofreram aquela que já é considerada a maior catástrofe urbana do Brasil. Em meio à perplexidade e ao desespero das populações atingidas, o poder público, mais uma vez, chegou tarde. Veio tentar remediar o que poderia ter sido evitado; socorrer quem não precisava ter sofrido; enterrar os inocentes que não deveriam ter morrido.
Sim, todos sabem quem são os inocentes. Mas e os culpados? Há culpados? O Roda Viva dessa segunda-feira não poderia deixar de debater as questões que a tragédia do Rio levanta. Como planejar o crescimento racional das cidades? Como evitar que desastres anunciados venham a acontecer? Como regulamentar a ocupação das encostas? Como educar os governantes e a população e impor limites à ocupação desordenada de áreas de risco? Para ajudar a pensar em respostas a estas questões, o programa da Cultura vai receber no centro da roda o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, três vezes prefeito de Curitiba, duas vezes governador do Paraná, considerado entre os 10 melhores profissionais de seu setor em todo o planeta. Hoje, afastado da política, Lerner é um respeitado consultor internacional, que dispensa maiores apresentações. O debate pode indicar alternativas para a gestão ambiental do país e ampliar a força da prevenção deste tipo de desastre, cada vez mais ficando comuns na realidade do Brasil, para o sofrimento da população.
Participam como convidados entrevistadores: Paulo Moreira Leite, jornalista; Milton Jung, jornalista da Rádio CBN; Gilberto Scofield, repórter especial do jornal O Globo e Daniel Bergamasco, editor de cotidiano do jornal Folha de S. Paulo. Apresentação: Marília Gabriela. Transmissão simultânea via Internet.

Fontes: TV Cultura SP
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

Milhares de desabrigados tiveram que deixar suas casas

Lerner tem uma visão crítica da gestão ambiental dos governos 

Entre mortos e desaparecidos na região serrana do Rio mais de mil pessoas
Mônica Cardoso, 38, chora ao ter de abandonar sua casa em Córrego Dantas, área de risco na zona rural de Nova Friburgo: o risco de um desastre na região serrana do Rio de Janeiro, como o que ocorreu nesta semana e já deixou pelo menos 547 mortos, havia sido apontado desde novembro de 2008 em um estudo encomendado pelo próprio governo do Estado, informa Evandro Spinelli. A situação mais grave, segundo o relatório, foi identificada exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.
Folhapress


Área atingida é maior que a cidade de SP

Oito municípios localizados em 2,3 mil km² tiveram deslizamentos; 550 mortos
estadao.com.br

Governo libera R$ 100 milhões para cidades castigadas pelas chuvas

Metade da verba será repassada na segunda-feira; desastre no RJ já é o maior envolvendo chuvas e deslizamentos no Brasil. Até que ponto governos federal, estadual e dos municípios são responsáveis?
BBC

Especialistas divergem sobre impacto de La Niña sobre enchentes


Meteorologistas do Brasil e de organizações internacionais estão divididos sobre uma possível ligação entre as chuvas que afetaram o Sudeste brasileiro e os temporais que provocaram enchentes na Austrália e Sri Lanka. Apesar de concordarem sobre o motivo direto das chuvas no Sudeste – a concentração de massas de ar úmidas, comum nesta época do ano – eles discordam sobre se as chuvas podem ser conectadas diretamente ao fenômeno climático La Niña, tido como causa das chuvas torrenciais na Austrália e no Sri Lanka.
Luiz Cavalcanti, chefe de previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), acredita que o La Niña seria responsável também pelas chuvas no Brasil.
‘É fenômeno recorrente, que aparece a cada 5 ou 7 anos, e que também aconteceu no ano passado, com um efeito parecido’, disse. La Niña acontece quando a temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico fica mais fria do que o normal. Por causa da dimensão da massa de água, a queda de temperatura modifica a circulação atmosférica naquela região.
O fenômeno cria uma variação de intensidade nos ventos que, consequentemente, altera a distribuição das massas de ar quentes e frias em todo o mundo.
Ghassem Asrar, diretor do Programa Global de Pesquisa sobre Mudança Climática, diz que a ligação entre o fenômeno La Niña e as chuvas mais fortes na Austrália e na América do Sul é conhecida. Mas ele diz que a intensidade dos eventos tem se mostrado mais grave do que o inicialmente previsto, e aparenta ser maior do que a de eventos anteriores ocorridos nos dois continentes na última década.
‘Todos esses casos que estão acontecendo agora, incluindo o Brasil, tem características de fenômenos ligados ao La Niña.’
‘O que ainda estamos tentando responder é se a intensidade desses eventos está sendo influenciada pelo aquecimento global ou não’, finalizou Asrar.
AmbienteBrasil

Um comentário:

  1. O movimento ecológico e de cidadania indo à luta diante desta tragédia no Rio e em outras regiões do país ou com iniciativas de solidariedadade em socorro às vítimas ou debatendo alternativas para se evitar que voltem a acontecer estes problemas da maior gravidade e violência.

    ResponderExcluir

Translation

translation