terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sem querer estragar a festa: a verdade no dia do aniversário de São Paulo

Apesar da aura mítica, Bandeirante era assassino do sertão

Nos 457 anos de São Paulo, uma equipe do site Uol, formada por repórteres como Ricardo Mioto, Sabine Righetti e Giuliana Miranda, além de fotos de Alexandre Shinoda, pesquisa e procura ir em busca da verdade da história, fugindo do mito e do marketing, para ser fiel à realidade e ajudar no resgate da historia,  o primeiro ponto é conhecer a sua formação, o passado, isso com certeza ajudará a criação do futuro São Paulo.
Ainda que estradas, avenidas e palácios levem seus nomes, os Bandeirantes eram mais assassinos do que heróis desbravadores...
É o que mostram os relatos sobre esses responsáveis pelo frutífero negócio de trazer índios do interior do país para a escravidão no século 17.
Segundo o relato de Jesuítas, "na longa caminhada até São Paulo, chegam a cortar braços de uns [índios] para com eles açoitarem aos outros". Mais: "matam os velhos e crianças que não conseguem caminhar, dando de comida aos cachorros".
Nomes como Raposo Tavares, Fernão Dias Paes Leme e Domingos Jorge Velho com frequência apareciam associados à violência e a assassinatos.
Não foi apenas moral a ilusão criada sobre os bandeirantes, porém. Até suas roupas são retratadas de maneira errada. Não usavam, por exemplo, botas, nem que o destino fosse muito longe: o próprio Jorge Velho foi descalço de São Paulo ao Piauí. A aparência corpulenta e a pele alva das pinturas também não são reais.
"A maioria era filho de branco com índia, com a pele mais escura", diz Manuel Pacheco, da Universidade Federal da Grande Dourados. "A alimentação era restrita. O Bandeirante gordo dos quadros é muito improvável."
Esse mito dos bandeirantes foi consolidado após décadas de "marketing", para não dizer, "outros interesses".
A imagem heroica foi incentivada com a ascensão dos cafeicultores paulistas à elite econômica do Brasil, no fim do século 19. A partir de 1903, essa orientação foi incorporada à política, e o governo estadual passou a bancar obras de arte que apoiassem essa aura mítica. O ppoder épico do dinheiro...
Com o passar dos anos, o mito foi sendo incorporado a outros grupos, que queriam se associar a essa imagem de coragem. Entram aí os constitucionalistas de 1932, o governo Vargas e até a Ditadura Militar, que vigorando entre 1964 e 1986, influencia profundamente a cultura brasileira e paulista até a atualidade.

Hora de resgatar a verdade da história

Desenho de Manuel Borba Gato


À esquerda o mito, à direita a realidade dos Bandeirantes

É ficção e "marketing" o Borba Gato na avenida Santo Amaro em São Paulo: imagem fora da realidade



Fontes: Uol
       http://folhaverdenews.blogspot.com/

2 comentários:

  1. E para atualizar este enfoque crítico de São Paulo, podemos dizer que a maior cidade da América Latina, talvez a mais rica do Brasil, não tem saneamento básico. Não há nem tratamento mínimo de esgoto até no Palácio dos Bandeirantes, ocupado há 16 anos pelos políticos amigos de Geraldo Alckmin. A realidade não mudou tanto em 457 anos.

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  2. Assassino é teu pai, verme. Deve ser oriundo das partes de cima do mapa, para postagens tão racistas e de ódio ao Povo e História paulistas.

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