terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BANCADA VERDE TOMA POSSE HOJE COM MUITOS DESAFIOS

Imparcialidade em Belo Monte: Marina Silva reafirma posição na questão da megausina do Xingu


Nesta terça-feira, 1º de fevereiro, os deputados federais eleitos pelo PV tomam posse, recompondo com mais força a nova Bancada Verde, que tem muitos desafios neste início de legislatura no Congresso Nacional, a questão de Belo Monte, o problema do Código Florestal, a urgência de uma Reforma Política, a situação climática do país, assuntos também como das 50 tribos de índios isolados e ameaçados por madereiras nas áreas mais remotas do Brasil, fronteira com Peru, Venezuela, Bolívia...Enfim, a pauta é muito intensa e extensa. Há informações de que o ex-deputado federal verde José Paulo Tóffano assessorará a liderança da Bancada do PV no Congresso, na tentativa de agilizar as providências. Há também a escolha do novo Presidente da Câmara Federal, infelizmente já previamente definida, o melhor teria sido o Partido Verde ter lançado uma candidaturas alternativa, teria apoio do chamado "baixo claro", segundo avaliaram analistas políticos que cobrem o dia a dia em Brasília.
Dentro deste contexto, uma das últimas mensagens de Marina Silva como senadora (Pela Imparcialidade em Belo Monte) surge como a voz do bom senso. Aliás, a inteligência, o know-how de atuação no Congresso e a fidelidade aos ideais verdes da ex-senadora e eterna ecologista, nos levam a afirmar que Marina Silva será uma luz extraordinária para os parlamentares do PV avançarem as lutas que a Nação está precisando resolver, em tempo de avançar nossa realidade rumo ao ecodesenvolvimento. (Padinha)

A mensagem de Marina Silva pode acelerar suspensão da licença prévia pelo MPF?

O bom senso e a lucidez de Marina ajudam PV e o Brasil
"O licenciamento ambiental de Belo Monte torna-se cada vez mais controverso. Tanto pela dimensão da obra e dos impactos que ela provoca, quanto pelo comportamento dos dirigentes que estão conduzindo o processo. Basta lembrar que a licença prévia foi concedida há cerca de um ano, logo após a demissão do diretor de licenciamento, que alegou, à época, não suportar as pressões que recebia. Agora, essa licença parcial de instalação é liberada poucos dias depois da demissão do presidente do órgão.
O que vem ocorrendo é que a concessão de uma licença parcial de instalação, antes uma exceção utilizada para obras emergenciais e para trechos de rodovias e ferrovias, tornou-se, nos últimos anos, usual e freqüente. Obras importantes e com grande impacto ambiental, como Angra 3 e as hidrelétricas do Madeira, também receberam, assim como Belo Monte, licenças parciais antes que fossem cumpridas todas as exigências estabelecidas na licença prévia, as chamadas condicionantes.
A licença prévia para Belo Monte foi concedida sob o argumento de que foram estabelecidas 40 condicionantes capazes de reduzir ou compensar os impactos da obra. E estes não são poucos. Na bacia do Xingú vivem 28 etnias indígenas que ocupam cerca de 20 milhões de hectares (40% da área da bacia). Na região há 440 espécies diferentes de aves, 259 de mamíferos e 387 de peixes. A obra provocará o deslocamento de pelo menos 20 mil pessoas de suas casas (população maior que a de 73% dos municípios brasileiros – Censo 2.000) e outras 100 mil pessoas podem migrar para a região, equivalente a toda população de Altamira, a maior cidade da região. Só a terra retirada para escavação dos canais representa 210 milhões de metros cúbicos, pouco menos que o volume retirado para a construção do Canal do Panamá.
O projeto de Belo Monte vem sendo questionado nos últimos 20 anos por seus impactos sociais e ambientais (e no último ano também por sua viabilidade econômica, que depende de isenções tributárias, créditos subsidiados e forte participação de empresas estatais e de fundos de pensão). O projeto foi alterado, mas sua viabilidade ambiental continua sob suspeita, porque os legítimos questionamentos da sociedade não são esclarecidos. E agora, com essa licença parcial, além dos graves problemas já mencionados, aumenta a percepção de estar ocorrendo um açodamento político injustificável e pouco transparente que só serve para por em cheque a credibilidade do órgão que deve zelar pela proteção dos recursos ambientais do país", escreve Marina Silva.

Fontes: minhamarina.org.br
             movmarina.com.br
             folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. Ontem, tanto aqui na Folha Verde, como nos sites do Movimento Marina Silva e pessoal da ecologista do PV, esta mensagem sobre a imparcilidade em Belo Monte chegava truncada, o texto estava bloqueado ou...será a censura de novo? Agora invandindo a Internet também? Esperamos que não, a bem do Brasil.

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