segunda-feira, 23 de maio de 2011

Manifestação verde em SP critica mudanças na legislação ambiental

Um “cortejo fúnebre” acompanhado por um grupo de percussão, artistas circenses, faixas de protesto e mamulengos percorreu no domingo em alguns trechos do Parque do Ibirapuera, para chamar a atenção para o Dia Nacional da Mata Atlântica, que será comemorado no dia 27 próximo, mas principalmente, os manifestantes fizeram também críticas às possíveis alterações ruralistas no Código Florestal e na legislação ambiental brasileira, uma previsão dos debates que devem acontecer com calor nesta semana na Câmara Federal em Brasília. A manifestação foi organizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio de dezenas de outras entiudades anbiebntalistas e tanbém do PV, ali representado por Marina Silva e outras lideranças do Partido Verde.
Segundo o diretor da fundação, Mário Mantovani, o tema gerador e deste ato público foi a história da legislação ambiental brasileira, que está em situação muito crítica, ameaçada por interesses eleitorais, já que é um ano eleitoral e também, claro pelo lobby dos ruralistas e dos agrotóxicos: “Então, aqueles que não conseguiram seus intentos durante o ano, como, por exemplo, aquele que queria acabar com a Lei dos Crimes Ambientais e não conseguiu, se viraram agora contra a legislação e querem fazer um novo código ambiental brasileiro, disfarçado na luta do Código Florestal”, afirmou Mantovani.
Três caixões foram levados ao Ibirapuera, cada um deles, segundo a SOS Mata Atlântica, simbolizando o que estará em risco com as alterações na legislação ambiental brasileira. O primeiro representava a própria legislação; o segundo, o clima e a água, já que, na opinião dos ambientalistas, uma flexibilização da lei pode levar a mais desmatamentos; e, por último, a biodiversidade, pois, com florestas menos protegidas, muitas espécies poderiam entrar em extinção. “Se eles [congressistas] conseguirem fazer isso, vão conseguir fazer o enterro desses temas. Os caixões são um símbolo do enterro que estão preparando contra aquilo que foi uma grande conquista social”, disse Mantovani, que considera as possíveis alterações na lei um “ataque”.
Mais de mil ecologistas na manifestação no Ibirapuera

Marina destacou os principais pontos da luta ambientalista no momento do país

Com certeza, a principal manifestação foi a da ecologista Marina Silva, ex-candidata a Presidente do Brasil, ex-Senadora e atualmente a maior líder nacional do movimento socioambioental: ela em síntese explicou que levará aos parlamentares da Câmara e do Senado, bem como à ministra do Meio Ambiente, demais ministros e à Presidenta Dilma Rousseff uma carta em legítima defesa dos recursos naturais do país. O ato colocou na rua e mobilizou mais setores da população ali representados para uma posição de bom-senso em relação a eventuais mudanças no Código Florestal  --  não é preciso destruir a ecologia para fomentar a economia rural  -- e antecipa também o debate nacional sobre a necessidade de uma gestão ambiental ou da implantação de um Desenvolvimento Sustentável. A fala de Marina foi acompanhada por cerca de mil cidadãos e cidadãs em torno dela, junto ao monumento dos Bandeirantes, depois a mensagem e a sua força de cidadania e de amor à Nação se espalhou por todo o Parque Ibirapuera, lotado no domingo de sol, especialmente por pessoas de todas as idades, muitas crianças, que amam a natureza, ali dentro da maior cidade da América do Sul. Assim como esta reportagem de Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil, publicada também pelo EcoDebate, vários sites de notícias,jornais, rádios e TVs documentaram a manifestação, nacional e internacionalmente, jogando mais pressão em cima dos deputados federais que podem ir à votação do Código Florestal nesta semana (talvez, ainda na terça ou quarta-feira) de maneira afoita, porque o relatório está cheio de erros, limites e influenciado em excesso pelos ruralistas e seu lobby, a quem os recursos naturais e as leis ambientais representam mais um problema do que uma solução. Na realidade, os recursos naturais são também a base essencial para o avanço da própria economia rural brasileira. (Padinha)

Fontes: Agência Brasil
              Eco Debate
              http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Um avanço para a luta nacional por uma sustentabilidade no Código Florestal e na vida da Nação, necessidade essencial de agora.

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  2. Pós-manifestação ambientalista do domingo a Nação está jogando uma pressão maior em cima dos ruralistas: todos de olho nos parlamentares...

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  3. Uma estratégia muito feliz esta de todos os ex-ministros da área ambiental juntos manifestarem a sua preocupação quanto aos prazos de votação e em especial quanto ao conteúdo das mudanças no Código Florestal, destinadas mais a servir os interesses de um único setor do país, os ruralistas e os que fazem o seu lobby no Congresso, entre eles, as grandes empresas de agronegócios e as indústrias de agrotóxicos. Uma atitude a serviço não só da ecologia mas de toda a sustentabilidade no desenvolvimento da Nação, a bem da maioria da população.

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  4. Histórico: dez ex-ministros do Meio Ambiente entregam, daqui a pouco, carta à Dilma contra #CódigoFlorestal dos ruralistas.

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  5. ESTADO DE MINAS DIVULGA DOCUMENTO DOS EX-MINISTROS DE MEIO AMBIENTE
    Ex-ministros entregaram carta aberta para Dilma contra Código Florestal: Rubens Ricupero, Marina Silva, Carlos Minc e Paulo Nogueira Neto se uniram, apesar das divergências, para tentar impedir possível retrocesso.

    Agência Estado

    Publicação: 23/05/2011 11:34Atualização: 23/05/2011 12:00




    Ex-ministros e secretários especiais do Meio Ambiente, responsáveis pela política ambiental do governo nos últimos 37 anos, divulgaram nesta segunda uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff e ao Congresso Nacional, na tentativa de impedir a aprovação do acordo fechado entre a base governista e a oposição para a reforma do Código Florestal.

    Saiba mais...
    Câmara deve votar mudanças no Código Florestal nesta terçaManifestação em SP mobiliza cerca de mil pessoas contra novo Código Florestal PMDB instala armadilha no Código FlorestalAgricultores anunciam confederação nacional para pressionar governo "Agiremos na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural", diz a carta, referindo-se à aprovação da reforma na legislação ambiental nos termos do acordo fechado por deputados, à revelia do governo. A votação está marcada para amanhã no plenário da Câmara.
    A carta defende que o agronegócio expanda suas atividades por meio de padrões de "qualidade, produtividade e competitividade ainda mais avançados". O documento alega que as expectativas de enfraquecimento do Código Florestal foram suficientes para "reavivar tendências preocupantes" da retomada do desmatamento na Amazônia.
    O manifesto lembra ainda que o país tem ameaçado o papel de protagonista no debate de redução das emissões de gases de efeito estufa às vésperas de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
    Fonte: www.em.com.br

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  6. NOVO CÓDIGO FLORESTAL É PERVERSO, DIZEM EX-MINISTROS DE MEIO AMBIENTE
    MÁRCIO FALCÃO
    DE BRASÍLIA
    Dez ex-ministros do Meio Ambiente se uniram nesta segunda-feira contra o texto da reforma do Código Florestal que deve ser votado amanhã (24) pela Câmara.

    Em carta aberta à presidente Dilma Rousseff e ao Congresso, o grupo diz que a proposta a ser analisada significa um retrocesso na política ambiental brasileira, que foi "pioneira" na criação de leis de conservação e proteção de recursos naturais.

    Segundo os ex-ministros, a votação do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana é prematura.

    "Não vemos, portanto, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural", dizem os ex-ministros na carta.

    Assinaram o texto: Marina Silva (PV), Carlos Minc (PT), Sarney Filho (PV), Rubens Ricupero (sem partido), José Carlos Carvalho (sem partido), Fernando Coutinho Jorge (PMDB), Paulo Nogueira Neto (sem partido), Henrique Brandão Cavalcanti (sem partido), Gustavo Krause (DEM), José Goldemberg (PMDB).

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