sábado, 18 de junho de 2011

ABAIXOASSINADO CONTRA CÓDIGO FLORESTAL RURALISTA

O DOCUMENTO TERÁ APOIO DA CNBB

A exemplo da campanha da Ficha Limpa, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai incentivar um abaixo-assinado contra o atual texto do Código Florestal, que está agora em tramitação no Senado. Os bispos católicos criticam dois pontos da proposta: a mudança nas regras para as APPs (Áreas de Preservação Permanente) e a chamada anistia aos desmatamentos antigos.Os ambientalistas precisam também ter a inictiva de fazer abaixoassinados e a Igreja Católica dentro da Campanha da Fraternidade poderá ajudar na coleta de assinaturas nas várias regiões do país.
“Anistiar é um problema. Não é possível que todo esse desmatamento seja esquecido”, afirmou dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB e bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT) à repórter Larissa Gumarães.
As agressões à natureza continuam em todos os biomas sendo que recursos naturais e produção rural podem conviver sem problemas desde que legislações como o Código Florestal e programas de Desenvolvimento Sustentável ajudem
A lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, veta a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz). A regra foi resultado de iniciativa popular que obteve em um abaixo-assinado 1,6 milhão de assinaturas, a maior parte delas captada em paróquias de todo o país. “Se não fosse a Igreja, a Ficha Limpa não teria tantas assinaturas. Gostaríamos de fazer um pouco de pressão agora”, disse dom Steiner.
O secretário-geral da CNBB criticou o fato de a votação na Câmara dos Deputados ter sido influenciada pelo “jogo político”, onde predominaram interesses e lobbies que não exatamente dos da Nação.
Questionado sobre o motivo de o abaixo-assinado não ter sido organizado antes da votação do Código Florestal na Câmara, ele respondeu: “Não esperávamos que a Câmara tomasse a atitude que tomou.”
Mortes no campo - A CNBB criticou ainda o governo pela falta de “medidas preventivas”, que poderiam ter evitado as recentes mortes de líderes extrativistas na região Norte do país. “O governo já tomou algumas medidas cabíveis, mas não pode agir somente quando acontecem esses fatos dolorosos”, disse o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB.

Fontes: www.amnbientebrasil.com.br
             folha.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com
 

Um comentário:

  1. Nas várias regiões do país os ambientalistas e pessoal do PV devem procurar Bispos e Dioceses com esta informação, para ajudar a coleta de assinaturas para o(s) abaixoassinado(s) dos católicos e/ou para propor a realização de um em locais onde esta providência não está acontecendo: este tipo de pressão mostrará ao Senado, ao Governo, aos ruralistas e seus apoiadores no Congresso, que vários setores do Brasil e pessoas de diferentes profissões e regiões estão lado a lado com as propostas de um Desenvolvimento Sustentável, também no meio rural, tornando possível - também com o apoio de uma legislação ambiental como um Código Florestal mais avançado - uma economia no meio agropecuário que zele pela preservação da ecologia: esta luta mostra uma nova conciência verde se formando na Nação, temos que fazer com que ela avance e assim ajude a criação do nosso futuro.

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