quarta-feira, 1 de junho de 2011

APESAR DE TODOS PESARES IBAMA DÁ LICENÇA PARA BELO MONTE

Aproveitando vácuo com todos pensando no Código Florestal e o Ibama libera as obras no Xingu 
 
Renato Andrade, da Agência Estado informa que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu nesta quarta-feira a licença de instalação para a hidrelétrica de Belo Monte (PA). "O licenciamento foi marcado por uma robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais",comentou o portavoz do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Como a essência do projeto tem problemas socioambientais e até de viabilidade econômica, o comentário soou como mais uma provocação para abrir uma nova polêmica.

Daniel Eudja/ AE
Daniel Eudja/ AE
Local onde poderá ser a megausina no Rio Xingu

A usina segundo o projeto inicial será construída pela Norte Energia (Nesa) no rio Xingu. A hidrelétrica terá capacidade de gerar até 11.233 Megawatts (MW) de energia. Na média, entretanto, a geração será bem menor: 4.419 MW. De acordo com o Ibama, a garantia de vazões na chamada Volta Grande do Xingu suficientes para manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas são um dos "ganhos socioambientais" incorporados à construção da usina.
"Outro ganho teria sido implementação de ações em saúde, educação, saneamento e segurança pública firmadas em Termos de Compromisso entre a Nesa, prefeituras e governo do Estado do Pará", afirma o Instituto.O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, concederá uma entrevista coletiva, a partir das 15 horas, para comentar a decisão.
Compensação
O Planalto divulgou há pouco um plano de R$ 500 milhões para o desenvolvimento socioeconômico da região de Altamira no Pará, onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte. Esse recurso será aplicado pelo Consórcio Norte Energia, responsável pela obra. Apesar de convocar uma coletiva com a participação de três ministros para falar do repasse dos recursos, o governo não deu detalhes da aplicação do dinheiro e do início dos investimentos. Participaram da entrevista os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Miriam Belchior (Planejamento).

 - Cá entre nós, numa obra deste porte e com impacto tamanho, por que não participou do anúncio a ministra do Meio Ambiente (Izabella teixeira), que é ou deveria ser a instância indicada neste caso?...-

A ministra Miriam Belchior observou que o valor total dos investimentos em ações de compensação é de R$ 3,2 bilhões. Ela explicou que esses recursos serão aplicados até o final das obras. Miriam disse que sua assessoria apresentará, depois, o cronograma de repasse dos recursos e dará detalhes dos investimentos que, segundo ela, vão focar na ampliação de escolas e postos de saúde, apoio à segurança pública e melhoria na área de saneamento. A ministra anunciou ainda um mutirão de representantes do governo para prestar serviços diversos aos moradores das cidades da região, como emissão de documentos.
Lobão disse que esse "atendimento" não será hipotético, mas real. Ele deu essa declaração ao responder a uma pergunta sobre se o mutirão do governo tinha o mesmo formato dos Acisos, que eram mutirões feitos pela Ditadura Militar na Amazônia na época dos combates a guerrilhas. Lobão foi um aliado no Congresso do Regime Militar. 
Fontes: www.estadao.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. MPF, Assembléia Legislativa e Governo do Pará, OAB, cientistas da SBPC e ABC, Cimi, movimento socioambiental (mais de 100 endidades) lideradas pelo Xingu Vivo, ecologistas e engenheiros, variados setores da população, cada vez aumenta mais o número dos que criticam e querem uma revisão estrutural em Belo Monte. No entanto, na contramão da ciência e do bom senso, e em contracorrente à tendência mundial de preferência por energias renováveis como a Eólica e a Solar - o Governo insiste neste projeto de megausina hidrelétrica, assim como também, em termelétricas e em nucleares. E nós que lutamos pelo Desenvolvimento Sustentável, como faremos para enfrentar tantos desafios?...Código Florestal em Brasília, Belo Monte no Xingu, Reforma Política, onda de corrupção governamental e policial, aumento da violência de todos os tipos...Enfim, precisamos mesmo crescer e multiplicar nossa estrutura de ação para tornar possível ou viável o futuro da vida no país da natureza. Ainda, por enquanto, país da natureza.

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  2. Teremos que nos desdobrar e mais ainda nos multiplicar em cada vez mais frentes de luta, enquanto a mudança fundamental não for feita: esta é o Brasil ter uma gestão contemporânea, voltada para o Desenvolvimento Sustentável. Enquanto isso não for feito, teremos que ficar correndo atrás. Ou seja, pelo menos em 2014 temos que leger um ou uma Verde Presidente do país, já nas eleições de 2012 temos que conquistar mais municípios para fortalecer nosso avanço, antes que tarde demais. Antes que tarde demais, o novo, a nova realidade. ..

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  3. UM DOS PROBLEMAS GRAVES DE BELO MONTE SEGUNDO OPINA O JORNAL O ESTADO DE SP

    Obra polêmica, principalmente pelos seus impactos socioambientais, que continua a provocar protestos das populações ribeirinhas e de indígenas, a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estado do Pará, enfrenta agora problemas de engenharia financeira. Cinco construtoras já desistiram de participar do consórcio Norte Energia, liderado pela Chesf, subsidiária da Eletrobrás, vencedor do leilão realizado em abril de 2010. A razão é o custo do empreendimento, inicialmente estimado em R$ 19 bilhões, depois revisado para R$ 29 bilhões, e que agora se estima em R$ 35 bilhões. Tudo faz crer que a participação privada na obra será mínima, com um uso bem maior do que o previsto de recursos públicos.



    Segundo uma fonte citada por O Globo (26/5), "está todo mundo em pânico" com os números consolidados para investimento e já se fala em "novas benesses" do governo. O noticiário não identifica quais, mas tudo indica que seriam mais financiamentos a um custo bastante inferior aos de mercado. Pelo que foi noticiado na época do leilão, o BNDES deveria financiar 80% dos investimentos em Belo Monte, o que significaria R$ 15,2 bilhões. Sendo a obra orçada agora em US$ 35 bilhões, os financiamentos do banco corresponderiam a R$ 28 bilhões nos próximos cinco anos, prazo estimado da construção da nova usina. A questão é saber se haverá recursos para tanto.

    A Chesf, porém, não parece preocupada com a saída de empresas do consórcio. "Nós, concessionários, preferimos não ter construtoras (pequenas) no grupo", declarou José Ailton, integrante do conselho de administração da Norte Energia. Segundo José Ailton, há muita gente interessada no projeto. O fato é que, com a desistência das construtoras, fica aberto no consórcio um rombo de 7,25% de participação, sem contar os 9% que ficaram com a Vale do Rio Doce, que tomou o lugar da Bertin. Como a Vale, outros potenciais usuários da energia de Belo Monte poderiam também ingressar no grupo.
    ial.
    Fonte: www.estadao.com.br

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