segunda-feira, 20 de junho de 2011

BELO MONTE E CÓDIGO FLORESTAL: MANIFESTAÇÕES EM DUAS CAPITAIS

Cerca de 300 em São Paulo e 300 no Rio de Janeiro foram às ruas pela causa ecológica

Assim como domingo no Rio, um grupo participou neste domingo, 19, de um protesto contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, aproveitando os momentos de semáforo fechado, eles apitavam e exibiam cartazes para os motoristas em frente ao MASP, Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista.O índio Kunue Kalapalo, membro de uma das tribos do Alto Xingu, disse que "a luta é contra a destruição do patrimônio natural do lugar onde nasceu, eu não quero perder tudo que eu tenho lá, eu não quero que acabem com os índios e com a natureza".
O protesto também tinha como alvo o Novo Código Florestal, que aguarda discussão no Senado Federal. E como falou Cíntia Guido, que também é contrária também a Usina de Belo Monte, "ela vai inundar uma grande parte de floresta, vai mexer com os índios do Xingu, desequilibrar o meio ambiente de toda uma grande parte das Amazônia. Eu acho que não há mais a necessidade de grandes usinas hidrelétricas, a tecnologia já tem alternativas mais sustentáveis".
O projeto inicial previsto no PAC do governo Lula, previa que a construção da Usina de Belo Monte tivesse começado no segundo semestre de 2010. Mas em todo o país foram realizados centenas de protestos contra o projeto que representa uma verdadeira devastação da região: "É necessário lutar contra o Belo Monte e impedir que o consórcio inicie suas obras na região, além de termos a garantia de um Código Florestal que respeite as leis ambientais e não destrua os recursos naturais só prá favorecer os grandes agronegociantes".


Fontes: www.jusbrasil.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. Em pleno domingo em vez de descansar ou só curtir cerca de mil cidadãos e cidadãs, contando as que protestaram em São Paulo e no Rio, foram à rua para alertar sobre as questões da megausina de Belo Monte e do Código Florestal, que está prestes a ser votado no Senado. E pelo que os manifestantes falaram, dá prá se ver que aumentou muito a consciência nacional sobre os dois fatos, a população começa a ter noção de que há alternativas de energia mais viáveis ecologicamente e mais ecológicas para serem construídas no Xingu, na Amazônia. E que as leis ambientais não podem ser esquecidas a favor apenas dos grandes produtores de agroprodutos, podendo haver um equilíbrio entre a proteção dos recursos naturais e um aumento na economia rural, ou seja, gestão sustentável.

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