quarta-feira, 29 de junho de 2011

JA EXISTE UM ROTEIRO PARA A SAÍDA OU AFASTAMENTO DE MARINA DO PV


Ela se ausentará da vida do Partido Verde por cerca de dois anos
Resumo da matéria da Agência Estado: - Em reunião com militantes do Movimento Marina Silva, ontem à tarde, em São Paulo, a ex-senadora Marina Silva começou a comunicar a apoiadores e simpatizantes que deve deixar mesmo o PV na semana que vem. Ela ficará à margem de siglas partidárias até 2013, quando será articulada uma nova legenda - destinada a dar sustentação à sua provável candidatura presidencial em 2014. O rompimento teria efeito político e ajudaria a preservar o patrimônio político da ex-senadora, que saiu da eleição presidencial de 2010 em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos. Na prática, porém, não causa danos imediato à atual estrutura do PV: já está acertado que todos os parlamentares eleitos que apoiam Marina devem permanecer ligados à sigla pelo menos até as eleições de 2012. Aqueles que tiverem cacife para disputar cargos de prefeito ou de vereador terão o apoio dela. Até a articulação do novo partido, em 2013, Marina ficará sob o guarda-chuva de um movimento que deverá se chamar Verdes e Cidadania. Ele também abrigará a maior parte do grupo que se filiou com ela ao PV em agosto de 2009. Dele fazem parte os empresários Guilherme Leal, que concorreu ao cargo de vice-presidente, e Ricardo Young. Este último, mesmo disputando um cargo político pela primeira vez, saiu do pleito para o Senado em São Paulo com 4,1 milhões de votos, ficando na quarta posição. Marina viajou para a Alemanha, onde manterá contatos com representantes de partidos verdes europeus. A volta está programada para quarta-feira da semana que vem. A data do evento público no qual será anunciada a saída ou suspensão temporária de atividades no PV deve acontecer na quinta ou sexta-feira da próxima semana.
Um dos líderes do Movimento Marina Silva, Eduardo Van dern Bosch

Marina numa posição alternativa


Resumo da FolhaPress: - De saída ou suspensa temporariamente e por vontade própria do PV, a ex-senadora Marina Silva liberou seus aliados a buscar abrigo até em outras legendasse for o caso. Marina liberou as filiações após ser pressionada por aliados que temiam sair do PV e ficar sem legenda para disputar cargos de prefeito ou vereador no ano que vem. Outros seguidores foram autorizados a permanecer no PV numa espécie de afastamento branco, sem rasgar a carteirinha partidária.
"A orientação é que cada pré-candidato busque abrigo no partido que lhe assegurar espaço na eleição", disse Maurício Brusadin, ex-presidente do PV em São Paulo.
Ontem, Marina se reuniu com integrantes do Movimento Marina Silva, que apoiou sua campanha à Presidência, e prometeu respeitar os acordos que forem fechados em cada Estado. A tendência é que os "marineiros" se dispersem em várias legendas, sem distinção ideológica. Em São Paulo, já houve convite do PPS, que faz oposição ao governo federal. Em Pernambuco, o grupo é ligado ao PSB, que integra a coalizão de Dilma. Marina pretende subir no palanque de prefeitáveis ligados à causa ecológica ou que defendam o Desenvolvimento  Sustentável, a luta que marca a sua trajetória política.
Fonte: http://folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Saída ou "afastamento branco" do Partido Verde, vejo nesta situação uma alternativa para contornar as várias circunstâncias eleitorais e políticas, porém, evidentemente, de toda forma isso causará prejuizos tanto à Marina Silva como ao PV. Faltou um diálogo nacional dos Verdes, a decisão coletiva seria menos traumática, mas um dos problemas é a postura imutável do Presidente e de parte da excetiva nacional, outra a pressa de uns ou outros e ainda há que considerar que há em certos setores do Brasil interesse muito grande em desestabilizar ou fragilizar as lutas ambientais em pauta no momento no Congresso. A luta pelo Desenvolvimento Sustentável, que inclui democracia e ética na política, poderá continuar no movimento verde de cidadania. Contudo, é algo meio que complicado para a população brasileira entender, uma engenharia política alternativa, que foge da rotina.

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  2. Este posicionamento,já dado como certo pela mídia, embora a própria Marina Silva mantenha uma silêncio por respeito ou por estratégia, mostra a falta de diálogo e de uma decisão coletiva dos Verdes sobre os seus problemas. Esta posição, definitiva ou provisória, causa prejuízos à Marina e também ao PV, prejudicando com certeza e em parte as lutas ambientais em pauta no país, apesar da força que tem o socioambientalismo, independente de partidos. O Partido Verde perde força como instrumento político, o Movimento Marina Silva aumenta a sua importância nas lutas pelo Desenvolvimento Sustentável, mas este vácuo de mais de dois anos poderá representar um rombo e até um caos político. A mim me resta pedir a Deus pelos ideais de nossa lutas e que os políticos no Brasil, por exemplo, os dirigentes partidários, possam um dia estar ao nível das idéias dos militantes e até dos eleitores. A reunião online nesta noite via a Transição Democrática e a RedePV diante deste contexto, dado como certo por dois grandes jornais paulistas, também se esvazia e se transforma tão somente num protesto.Eduardo Van den Bosch, um dos coordenadores do Movimento Marina Silva: todas as entidades de cidadania terão a partir de agora uma responsabilidade maior com as lutas verdes, caso o vácuo do PV (anunciado pela mídia como situação já definida) se concretize.

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