quarta-feira, 22 de junho de 2011

MAIS UM EFEITO COLATERAL DAS MEGAUSINAS HIDRELÉTRICAS

Sina de Belo Monte: desmate cresce na região

O município de Altamira, no Pará, para onde está projetada a construção da hidrelétrica de Belo Monte, foi o campeão de desmatamento na Amazônia em maio. Os dados são da ONG Imazon e podem refletir uma pressão sobre a floresta devido à expectativa de construção da usina, que recebeu licença de instalação no começo deste mês, embora haja posicionamento contrário do MPF, da OAB, do movimento socioambiental, de cientistas, dos indígenas do Xingu, do Cimi e até de setores da OEA.
O SAD, sistema de monitoramento de desmatamento via satélite desenvolvido pelo Imazon, detectou um crescimento da devastação amazônica de 72% no mês passado em relação a maio de 2010. Em toda a região foram perdidos 165 quilômetros quadrados de floresta.
Houve, porém, queda em relação a abril, quando o corte raso sofreu uma explosão de 362% e chegou a quase 300 quilômetros quadrados.
Altamira desmatou sozinha 22 quilômetros quadrados no mês. Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, a expectativa da construção de Belo Monte é o fator que melhor explica o dado.
“O desmatamento está concentrado perto da sede, e não em outras regiões do município”, afirmou. Altamira é o maior município do mundo em área.
Em segundo lugar na lista de desmatadores do mês de maio está Porto Velho, que também abriga mega-hidrelétricas (Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira).

Energias como a Solar e a Eólica não desequilibram o meio social e ambiental


O Inpe divulga nesta quarta-feira (22) as estatísticas de desmatamento do sistema Deter, que usa imagens dos mesmos satélites que o sistema do Imazon, mas um processamento diferente. Os dados podem mostrar queda no desmatamento em maio?
Segundo Veríssimo, é cedo para comparar as tendências entre os dois sistemas, porque as metodologias são diferentes e a cobertura de nuvens na Amazônia ainda está alta – foi de 47% em maio. “Mas acho que vamos terminar o ano [os dados são coletados de agosto a julho] com tendência de alta, mais perto de 8.000 quilômetros quadrados do que dos 6.000 do ano passado”, disse o pesquisado, preocupado com estes dados.

Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             Cláudio Ângelo/ Folha.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Mais uma razão para o Governo e empreendedores iniciarem imediatamente a implantação de parques de energia Solar e Eólica, por exemplo, que não tem nem este nem outros efeitos colaterais e ambientais. Além do mais, elas podem ser como cientistas da SBPC já divulgaram acopladas a pequenas e até médias usinas hidrelétricas, que não causam tantos desequilíbrios como é o caso da megausina de Belo Monte, que ameaça desestabilizar toda a macrorregião região do Xingu na Amazônia.

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  2. Esta crise energética e política no país, causando debates e discordâncias de variados setores da população sobre os projetos governamentais de megausinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, só será resolvida com uma gestão de desenvolvimento sustentável, o caminho do Brasil para o futuro.

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