quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marina Silva divulga nota da CNBB sobre o Código Florestal

  Católicos devem fazer abaixoassinados em todo o país

No último dia 17, em Brasília, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o novo Código Florestal brasileiro, que está em trâmite no Senado, e sobre a crescente violência contra pequenos agricultores e assentados no norte do país.
Leia aqui a nota sobre o Código Florestal e a sobre os atos de violência na região Amazônica.
Código Florestal
“Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica”, afirmaram os bispos na nota sobre o Código Florestal.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, manifestou a preocupação da Igreja com os impactos e as consequências do novo Código Florestal, que atingirão diretamente as pessoas e o meio ambiente, podendo decidir o futuro, não apenas dos brasileiros, mas da humanidade como um todo. “Sem um cuidado real com a natureza, com as florestas e com as águas nós não teremos futuro. E nós, da CNBB, estamos preocupados com essa relação”, disse o secretário.

Marina lidera um movimento socioambiental que mobiliza também pessoas de variadas religiões e tendências

Dom Leonardo destacou ainda a criação de um Fórum, organizado por entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Agência Brasileira de Imprensa (ABI) e a própria CNBB dentre outras entidades, para participar diretamente da reformulação do Código Florestal no Senado, levantando questionamento e debatendo alternativas.
“Todos sabem que há a intenção da sociedade civil em criar um Fórum para acompanhar a discussão no Senado. Esse Fórum está disposto a criar um abaixo-assinado para pressionar o governo a vetar pontos que especialistas em meio ambiente afirmam serem perigosos, como a flexibilização da lei que altera o regramento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a anistia das multas e penalidades pelas ocupações e desmatamentos em áreas de agropecuária e de alta relevância ambiental. Como Igreja, incentivaremos os fiéis a aderirem a esse abaixo-assinado, pois o novo código florestal não pode faltar com o equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia”, disse dom Leonardo, lembrando a atuação da Igreja em outros abaixo-assinados, como o da criação da chamada Lei da Ficha Limpa, que recolheu mais de um milhão de assinaturas em todo o Brasil.
O Conselho Permanente deliberou que a Presidência da CNBB crie uma Comissão, formada por bispos e especialistas, para acompanhar toda a discussão do Código no Senado. O secretário defendeu a participação da Igreja no debate e a necessidade de fazer pressão sobre o Senado. Dom Leonardo lembrou, ainda, que os cientistas não foram chamados ao debate.
Sobre o abaixo-assinado, o presidente, cardeal Raymundo Damasceno, explicou que “cada diocese, cada paróquia mobilizará seus fiéis, à sua maneira, para recolher as assinaturas”.
Violência no norte
Sobre a violência na região Amazônica, que nos últimos meses vitimou vários trabalhadores rurais, pequenos camponeses e lideranças de assentamentos, o presidente da CNBB disse que o governo brasileiro deve tomar todas as medidas cabíveis para evitar os confrontos que estão ocorrendo e proteger as pessoas que estão “marcas para morrer”.
“O Governo deve intervir para que essas mortes, que ocorrem principalmente na região Amazônica, cessem. Não é possível que ainda haja lista de ‘marcados para morrer’. É claro que o Governo Federal já tomou algumas iniciativas, como o envio da Força de Segurança Nacional, mas essas medidas devem ser tomadas preventivamente, antecipadas ao fato, e não após a tragédia acontecer”, destacou dom Damasceno, lembrando o assassinato do casal de ambientalistas no Pará e de agricultores em Rondônia.
Dom Damasceno ressaltou que a nota divulgada pela CNBB, sobre a violência no norte, serve para chamar a atenção do Governo e é um alerta para evitar mais mortes na região. “É uma situação dolorosa para as família, em primeiro lugar, e para a Igreja, defensora da vida, que não tem preço”.

Fontes: site da CNBB
             http://folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Caba a nós ecologistas ou Verdes de verdade realmente divulgarmos posicionamentos como este da CNBB e iniciativas como os abaixoassinados que os católicos farão em várias regiões do país, no sentido de unirmos força para a superação dos grandes desafios ambientais do momento (como este do Código Florestal), chegando num instante de crise no PV. Não podemos neste instante nos omitir do conteúdo principal de nossas lutas, mesmo tendo que resolver problemas dentro de nossa casa PV.

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  2. Vamos todos nós ambientalistas, Verdes de verdade à luta pela não-violência que em suma é a ecologia humana ou ainda, a condição humana de vida. Digo isso porque saiu agora no site jurídico Última Instância algo que tem a ver com conflitos no norte do país citados pela CNBB.

    Depois de ataque, índios passam a andar em grupos para se proteger no MS Após atentado contra cerca de 30 índios da etnia terena no último dia 3, em Miranda (MS), os principais líderes indígenas da região passaram a andar em grupo para tentar evitar novos ataques. "A gente não anda armado, mas agora, se alguém quiser matar um, vai ter que levar outros quatro juntos", afirmou Lindomar Ferreira, 36, da aldeia Mãe Terra. A informação está em http://ultimainstancia.uol.com.br

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