sexta-feira, 24 de junho de 2011

MARTA NO MUNDIAL DA ALEMANHA E NO DISCURSO DE DILMA


Seleção feminina busca seu primeiro grande título




Todos esperam que Marta marque muitos gols e abrace todo o Brasil
Marta e suas companheiras têm uma missão bastante complicada na Alemanha a partir deste próximo domingo, 26 de junho. Jogando na casa de um de seus maiores rivais, a Seleção Brasileira de fut-feminino tentará conquistar o título ainda inédito da Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, evitar que as anfitriãs cheguem ao tricampeonato da competição oficial da FIFA. Enquanto isso, no Brasil e em Brasília, algo que até já virou charge, um parlamentar na tribuna do Congresso, admirador da Presidenta Dilma Rousseff, comparou o Mundial de 2011 com a Eleição de 2014 e das duas guerreiras, falando sobre o predomínio cada vez mais crescente das mulheres no esporte e na política...
Na última participação da equipe verde-amarela no Mundial da China, em 2007, as meninas do Brasil terminaram com a medalha de prata depois de perderem por 2 a 0 para as alemãs, apesar de uma atuação quase impecável das brasileiras no jogo final, que rendeu a elas mais aplausos do que as próprias campeãs da competição. Um ano depois, a Seleção voltou ao mesmo país para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim e se vingou da Alemanha nas semifinais, quando aplicou uma goleada por 4 a 1, de virada. No entanto, o algoz das brasileiras dessa vez foi a seleção dos Estados Unidos, que acabou derrotando a equipe verde-amarela na decisão e as meninas do Brasil, de novo, ficaram com a prata. Nos últimos sete anos, a seleção bateu na trave por três vezes nas principais competições internacionais de futebol feminino. Tudo começou com o feito histórico em 2004, quando chegaram desacreditadas à Olimpíada de Atenas e conquistaram a medalha de prata, perdendo a final para os Estados Unidos. Depois, em 2007, as brasileiras venceram as americanas na semifinal, mas não resistiram às alemãs na decisão e ficaram de novo com o vice. No ano seguinte, mais uma derrota na final, e mais uma medalha de prata. Cansadas de ficar sempre no ‘quase’, Marta e suas companheiras querem surpreender na Alemanha e conquistar o ouro inédito na casa das atuais bicampeãs, a Seleção da Alemanha. “Está mais do que na hora de conseguirmos esse título”, disse a jogadora eleita cinco vezes a melhor do mundo, à revista ESPN do mês de junho.
A maior dificuldade das brasileiras nesse período preparatório para a Copa do Mundo foi a falta de jogos contra equipes de maior expressão no futebol feminino. Desde o término da Olimpíada de Pequim, a seleção disputou três competições oficiais: duas edições do Torneio Internacional da Cidade de São Paulo (campeã em 2009 e vice em 2010) e o Campeonato Sul-Americano (campeã em 2010), que é classificatório para a Copa do Mundo.
Dessas competições oficiais disputadas nos últimos dois anos, todas elas foram diante de equipes sul-americanas – exceção feita às duas particas contra a seleção canadense na última edição do Torneio Internacional da Cidade de São Paulo. Assim, a seleção chega a Alemanha sem ter passado por grandes testes desde a decisão da Olimpíada, em 2008, contra os Estados Unidos. Além dos campeonatos, a seleção se preparou para a disputa desse Mundial fazendo dois amistosos nos últimos meses em Alagoas. Elas viajam para a Alemanha hoje, nesta sexta-feira, dia 24 e estrearão na competição no dia 29, quarta-feira, contra o selecionado da Austrália. Também em busca da afirmação definitiva do futebol feminino no Brasil, onde tem muitas garotas de talento para a arte da bola mas pouca estrutura para a profissionalização deste esporte. Esta história poderá mudar no Brasil (o país do futebol) a partir agora de julho na Alemanha. (Padinha)

Fontes: www.estadao.com.br
                ESPN.com.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. A qualidade das atuais jogadoras de futebol no Brasil é muito alta, isso se pode constatar em várias das cidades brasileiras, onde em geral, com o apoio de Prefeituras ou de algumas empresas de visão de futuro, as meninas boleiras estão começando a mostrar a sua arte de jogar. Ao invés de pensar em política eleitoral, o país deveria é estruturar melhor o futebol feminino, que tem um grande potencial de sucesso esportivo e social. Além do mais, o esporte é um dos principais fatores hoje em dia do Desenvolvimento Sustentável, já que também faz parte da ecologia da vida.

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  2. Comentário de Antônio de Pádua Padinha
    Desde que virei vegetariano e ecologista de vez (isso já tem mais de duas décadas), indo à luta, também tenho me dedicado cada vez mais ao esporte, tanto no dia a dia de minha vida pessoal, como na minha luta cultural: assim também, aqui na RedePV e onde que eu esteja tenho divulgado os lances do esporte, como um fator de ecodesenvolvimento. O esporte em si mesmo é beleza da vida, porém, cada vez mais está acercado do maior comercialismo. Por exemplo, pegou mal na fase final da LIbertadores a presença ostensiva do Santander, patrocinador desta copa sulamericana de futebol, que contratou como garoto propaganda Pelé, ícone do Santos, por sinal, campeão deste torneio...É o que reclamam os uruguaios do Peñarol, que entre outros problemas mais, teve gol legítimo anulado no 1º jogo em Montevidéu, que poderia ter mudado a história da competição. è preciso uma nova estrutura para o futebol feminino no Brasil, mas com uma visão ou gestão sustentável, para que não ocorra o excesso de comercialismo, que - Caetano - ergue e destrói coisas belas.

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  3. No principal campeonato feminino de futebol do mundo, o que mais desperta a atenção não é a bola

    Começa hoje, na Alemanha, a 6ª Copa do Mundo de mulheres. São 16 seleções lutando pelo topo de uma categoria que há 20 anos tenta cativar os amantes do futebol.

    Mas que se vê envolta por pinceladas de amadorismo, alguns escândalos, uma "Playboy" de alemãs monopolizando as atenções e uma seleção africana formada por uma base de brasileiras.

    Seria difícil, por exemplo, ver na Copa masculina atletas sem clube. Neste Mundial feminino, são quase 30 jogadoras de diversos países --inclusive do Brasil-- que não jogam por um clube.

    A cerca de um mês do início da Copa, o fato a respeito do Mundial que mais circulava o mundo era o ensaio sensual de jogadoras alemãs.

    Michael Probst/Associated Press

    Jogadoras nigerianas treinam de olho na estreia contra a França

    Aos poucos, outras histórias passaram a chamar a atenção. Por exemplo, a treinadora da Nigéria, Eucharia Uche, declarou guerra à homossexualidade na equipe.

    Mas vem da africana Guiné Equatorial, terceira adversária da seleção brasileira na primeira fase, as histórias mais curiosas e polêmicas.

    Três atletas do time foram acusadas por Nigéria e Gana de serem homens. Coincidência ou não, a Fifa avisou que exigiria testes para comprovar o gênero antes do Mundial. E a Guiné cortou duas dessas jogadoras suspeitas às vésperas da Copa.

    Além disso, a Guiné é chamada pela delegação brasileira de "o time da ONU". Na equipe titular, seis atletas são brasileiras. Há ainda camaronesas, nigerianas e jogadoras de Burkina Fasso.

    O técnico, Marcelo Frigério, também é brasileiro.

    A mistura de nacionalidades da Guiné é um retrato dos traços mambembes do futebol feminino no Brasil.

    Pela internet, Frigério, 40, falou com a Folha. Econômico nas palavras, contou que foi procurado porque a federação da Guiné buscava um brasileiro --o idioma facilitaria o convívio com as atletas.

    "Algumas brasileiras que estão aqui falaram de mim." As primeiras jogadoras conterrâneas chegaram em 2010.

    "Ganharam US$ 15 mil para se naturalizarem. É uma pena, são talentos do Brasil que não poderão mais servir a nossa seleção", disse Ademar Fonseca Jr., ex-técnico da seleção brasileira.

    Frigério conta que toda a Guiné Equatorial, com seus pouco mais de 600 mil habitantes, está mobilizada e deve parar para assistir seu time enfrentar Marta e cia.

    "O Brasil não precisa se preocupar com a Guiné. Aliás, quero que o Brasil vença a Alemanha, que está muito absoluta", disse Frigério.

    Procuradas pela reportagem, as jogadoras brasileiras da Guiné informaram que não estão autorizadas a dar entrevistas --só pessoalmente, na sala de imprensa.

    Com tamanha falta de marketing, apelo internacional e, no caso do Brasil, desinteresse total, por que assistir ao Mundial feminino?

    "É futebol bonito, bem jogado, competitivo", responde Marta, cinco vezes melhor do mundo e grande estrela da Copa da Alemanha.

    O slogan do Mundial, por sinal, corrobora a tese dela: "O lado bonito de 2011". Que a beleza do futebol seja o principal assunto da Copa.

    NA TV
    Alemanha x Canadá
    13h
    Esporte Interativo, Sportv e Sportv HD

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