quarta-feira, 22 de junho de 2011

MINISTRA FALA EM VETO CASO SENADO NÃO MUDE CÓDIGO FLORESTAL

Izabella Teixeira já definiu a sua posição

A ministra do Meio Ambiente  afirmou nesta terça-feira (21) que vai sugerir à Presidente Dilma Rousseff que vete alguns artigos do Código Florestal caso a lei seja aprovada com o texto atual que foi feito sob inspiração dos ruralistas: “Se for aprovado o mesmo texto do senador Aldo Rebelo, eu vou recomendar o veto de vários artigos”, afirmou Izabella, que participou da abertura do 12º Congresso de Agribusiness, realizado na Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro.
O Código Florestal foi aprovado na Câmara no fim de maio com alguns pontos polêmicos, como anistia a multas concedidas até 2008 para quem desmatou, caso o produtor participe de programa ambiental, e a emenda 164, que estende aos estados o poder de decidir sobre atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs).

Ministra quer equilíbrio entre meio ambiente e produção rural

O Governo foi contra alguns itens do texto-base aprovado e promete batalhar por alterações no Senado, onde o projeto já está em discussão. Caso haja mudança em relação ao texto aprovado na Câmara, os deputados voltam a analisar o texto do novo Código Florestal. Depois, o código vai à sanção da presidente, que tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente.
“Eu não concordo com a ocupação de áreas de preservação permanente (APPs) com anistia a desmatadores e com qualquer artigo que evite a recomposição de áreas degradadas”, enfatizou a ministra.
“Nós somos absolutamente contrários a qualquer texto que sinalize com a perspectiva de novos desmatamentos ilegais”, afirmou a ministra. “O Brasil tem 44 milhões de hectares de áreas degradadas. A agricultura e o meio ambiente brasileiros não precisam disso”, frisou.
Izabella Teixeira deixou clara a necessidade de o Brasil continuar crescendo na produção agropecuária, mas de forma sustentável e preservando o meio ambiente.
“O Brasil não precisa experimentar práticas que são retrocessos nas políticas de meio ambiente e de agricultura”, observou a ministra.
“Temos que contribuir para expandir as fronteiras agrícolas no Brasil, e dar sustentabilidade ao agronegócio e à agricultura familiar, com toda a segurança jurídica”, complementou.
Produtores rurais ‘confiantes, mas preocupados’ – Na abertura do congresso, o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antônio Mello Alvarenga, disse que os produtores rurais estão “confiantes, mas preocupados”, em uma referência ao Código Florestal.
“Não podemos permitir que impeçam o nosso progresso por conta de argumentos pseudo-preservacionistas”,
Ministra fala em equilíbrio de ruralistas e ecologistas – A Ministra contemporizou a o embate, afirmando que, “equivocadamente, existe uma linha de debate que cria uma vilania em quem produz alimentos e em quem defende o meio ambiente”. Segundo Izabella Teixeira, é “inaceitável a politização pobre” da agenda ambiental. “Não cabe no desenvolvimento do país, nem no desenvolvimento do agronegócio”, afirmou: “Temos que repensar o patamar da agricultura brasileira, uma agricultura de baixa emissão de carbono. No futuro, o Brasil vai desempenhar um papel estratégico na produção de alimentos e também de bens ambientais”, finalizou a ministra.

 Fontes: www.ambientebrasil.com.br
            Bernardo Tabak - G1
            http://folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Felizmente, a Ministra de Meio Ambiente mostra bom senso e intenção de pelo menos cumprir pela obrigação de sua pasta, já é um avanço em termos de gestão pública no Brasil.

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  2. Com esta posição de Izabella Teixeira e também as recentes declarações públicas da Presidenta Dilma (o que for contra o interesse nacional, aí se incluindo os recursos naturais e o desenvolvimento racional dos agronegócios), isso serve de parâmetro para as votações no Senado: agora as perspectivas para os ambientalistas melhoraram em relação à situação da Câmara dos Deputados, onde houve um predomínio e muita pressão dos ruralistas.

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