terça-feira, 28 de junho de 2011

SEGUNDO A VEJA MARINA E OUTROS VERDES VÃO SE DESFILIAR


 Marina e aliados vão mesmo se desfiliar do PV segundo a Veja

 

Repórteres Cristiane Agostine e Lula Marques estão informando que desfiliação deve acontecer na próxima semana com a criação de um movimento chamado "Verdes e Cidadania" (e Fábio  Feldmann já se afastou da política partidária)

 

Acompanhe a seguir a matéria: a causa, como já é conhecida, é a dissidência em relação ao Presidente e parte da Executiva Nacional do PV, os "rebeldes" querem mais democracia, mais ética e cidadania, convenção nacional já. "A ex-senadora Marina Silva e seus aliados devem deixar o PV na próxima semana e se agruparão em um movimento político denominado "Verdes e Cidadania". A desfiliação está prevista para ser anunciada em uma plenária na quarta-feira, dia 06. O grupo ligado à ex-candidata presidencial do partido planeja criar um novo partido só em 2013. A causa, como já é conhecida, é a dissidência em relação ao Presidente e parte da Executiva Nacional do PV, os "rebeldes" querem mais democracia, mais ética e cidadania, convenção nacional já. Na plenária, Marina deve registrar seu desligamento do partido ao lado do grupo que migrou junto com ela para o PV, como os empresários Ricardo Young e Guilherme Leal, o ambientalista João Paulo Capobianco e o ex-deputado Luciano Zica. Também devem deixar a legenda outros militantes de peso como Maurício Brusadin e Fábio Feldman. O deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), vice-presidente do PV, disse que pretende deixar a legenda, mas estuda formas jurídicas de não perder seu mandato. Fernando Gabeira, um dos fundadores do PV, pode adiar sua saída para poder disputar a eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012. "Um grupo sairá junto com Marina. Outro pretende se afastar, mas ainda estuda mecanismos de proteção jurídica para não ser prejudicado e não perder o mandato. Há ainda os que vão disputar 2012 e não podem deixar o partido neste momento", reforçou o deputado Sirkis. "Sou absolutamente solidário com Marina e vou acompanhá-la", disse isso, embora ainda busque uma forma de reestruturar o PV para que ela e seu grupo não precisem se afastar do Partido Verde.
O grupo liderado por Marina marcou uma série de conversas e reuniões até a próxima semana, para preparar o desligamento. A ex-senadora viajou para a Alemanha e deve conversar com o PV internacional sobre os problemas enfrentados em seu partido. Serão consultados intelectuais e integrantes do "Movimento Marina Silva", que apoiou a então candidata presidencial em 2010, até o dia da plenária. "Queremos caracterizar de quem é a responsabilidade por sairmos", disse Sirkis. "Depois, é bola para frente".
O Movimento dos Verdes e Cidadania - nome provisório- tentará se articular nacionalmente e ganhar capilaridade antes de ser transformado em um partido. Segundo Sirkis, entre 20 e 30 deputados, de diferentes partidos, já manifestaram desejo de ingressar na nova legenda a ser criada pelos aliados de Marina, depois das eleições municipais de 2012. "Não haveria tempo hábil para criar o partido para a próxima eleição", comentou o atual dirigente do PV.
O ex-presidente do diretório paulista
, destituído do cargo por ação de Penna, Maurício Brusadin disse que a situação é insustentável. "Penna expurgou todo mundo que era a favor da Marina. Fez isso no Ceará, no Mato Grosso, no Pará e em São Paulo. Ele rodou o Brasil falando que Marina não ajudou o PV nas eleições, que ela não fez com que a bancada na Câmara aumentasse", reclamou Brusadin. "Ele [Penna] transformou o partido em um condomínio pemedebista e quer estar presente em todos os governos. O PV, que sempre esteve na vanguarda, agora está na vanguarda do atraso", atacou.
Procurado, Penna não quis se manifestar. Informou, via assessoria, não ter sido comunicado oficialmente da intenção do grupo de Marina de deixar o PV".

(Cá entre nós, todos estes personagens e mais você também que está lendo agora esta matéria, todos deveríamos participar da reunião online da RedePV como última chance de mudanças e aguardar o resultado deste evento que pode até ter a força de um plebiscito e de um encontro nacional, influindo nas decisões finais de cada um e de todos nós, uima chance a mais para a vida do PV, Padinha, Folha Verde News)

Marina ainda não deu ela mesmo explicitamente sua posição

Maurício Brusadin abriu guerra com Penna

José Luiz Penna poderá mudar seu posicionamento?

Feldmann está optando por uma atuação suprapartidária


Alfredo Sirkis ainda busca consenso PV com Marina
Fernando Gabeira ainda pondera sobre a situação do PV


Fontes: Veja
             http://folhaverdenews.blogspot.com

 Feldmann se afasta da política partidária e segue como ambientalista


“Hoje, depois de 24 anos de militância exercida também no PSDB, desfilio-me do meu último reduto partidário, o PV; atuarei suprapartidariamente
Cheguei ao Congresso Nacional em 1987, como deputado constituinte pelo PMDB, aos 31 anos. Hoje, após 24 anos de militância exercida também no PSDB, desfilio-me do meu último reduto partidário, o Partido Verde, que imaginei pudesse vir a ser o endereço da inovação e da coragem de mudar a política brasileira para alinhá-la com o futuro, com a luta por um desenvolvimento justo e sustentável. Não posso deixar de reconhecer no presente a energia social e política vivida durante a elaboração da Constituição de 88, quando o país reencontrou-se com a democracia por meio de um novo pacto político.
Foi um marco insuperável, porque dava enorme esperança -talvez um tanto irrealista- de que a política, a partir dali, disporia de seus recém-conquistados instrumentos para ser o lócus da construção de um país aberto ao clamor por valorização da diversidade, combate aos preconceitos e desigualdades, participação social no processo de tomada de decisões e concretização de propostas econômicas, políticas e sociais que então emergiam do novo conhecimento sobre as consequências da degradação ambiental no planeta.
A sociedade brasileira compreendeu progressivamente a transição histórica que já se anunciava naquela época. Mas o sistema político, não. Demos passos importantes:
estabilidade econômica e política, liberdade de manifestação, ampliação dos direitos sociais e reconhecimento de novos direitos, entre os quais o de um meio ambiente sadio para as presentes e as futuras gerações.
Estive na linha de frente da elaboração de parte da legislação brasileira: artigo 225 da Constituição Federal, Lei da Mata Atlântica, Política Nacional de Educação Ambiental, Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei de Acesso à Informação, Lei de Defesa da Concorrência, Política Nacional de Resíduos Sólidos. Participei de um período em que a política partidária estava associada a conteúdo e a causas tangíveis nas suas propostas.
Mesmo sem mandato legislativo, continuei a atuar em instâncias públicas importantes, como o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rio+10, o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, e na elaboração de diversas legislações, como a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
Ao mesmo tempo, assisti ao gradual descolamento do sistema partidário da sociedade, transformando-se em espaço prioritário de conquista e manutenção de poder, de administração de butins eleitorais, ao largo das demandas, dos sonhos e da criatividade que vêm da sociedade. Ou seja, os partidos estão parados, fechados e deslocados dos temas que hoje entendo como os mais importantes para a sociedade.
Sempre procurei ser uma ponte para a intervenção da sociedade civil com os governos e Parlamentos, por acreditar que qualquer coisa que se faça à revelia dela não é consistente nem legítima. É por onde pretendo prosseguir.
Colaborar para desobstruir o caminho de uma agenda para o século 21, que liberte o país das visões ultrapassadas pelos fatos e pelas novas configurações sociais. Não desisti da política.
Quero atuar suprapartidariamente com os novos movimentos, que buscam cidadania planetária e discussão mais profunda sobre as alternativas do Brasil e do planeta.
Continuo na estrada, mas desço definitivamente do ônibus do sistema partidário. Que, aliás, está parado à beira do caminho, quebrado, vazando óleo, com os pneus carecas, poluindo o ar. E seus dirigentes não percebem que, cada vez mais, os passageiros descem e se juntam numa caminhada, à sua revelia".

Fábio Feldmann, 56, é ambientalista, foi deputado federal por três mandatos e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PV, foi também o redator do Capítulo do Meio Ambiente da Constituição Brasileira (1988), sendo um pacifista, crítico de primeira hora da Usina Nuclear de Angra dos Reis


Fontes: folha.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. De repente, deste caos pode (re)nascer um caminho de avanço para os Verdes e a Nação. Carece é um diálogo nacional entre todos nós, todos, em busca de uma tentativa a mais de avançar o PV e o país.

    ResponderExcluir

Translation

translation