quarta-feira, 6 de julho de 2011

MAURÍCIO BRUSADIN SE AFASTA DO PV-SP MAS CONTINUA VERDE


Um momento difícil e de reciclagem na vida no Partido Verde

"Não foi fácil e nada aconteceu como alguns estão informando, mas vamos lá, estou indo à luta verde mesmo me desfiliando do PV agora", falou Maurício Brusadin. Amanhã, acontece o encontro pela Nova Política com Marina Silva em São Paulo e então mais informações que posicionarão também você que em sua luta, dentro do partido ou do movimento socioambiental que nos levam ao Desenvolvimento Sustentável do país e até à criação do futuro da vida no Brasil, no planeta. A seguir na íntegra, o texto de Maurício, confira e vamos à luta pela ética e pela cidadania pata também mudar a forma de se fazer política. (Padinha)


Maurício Brusadin lidera a Transição Democrática
Novos Caminhos, Novos Horizontes

" Um poder que se serve ao invés de servir, é um poder que não serve" Mário Sérgio Cortella


"Acabo de entregar minha desfiliação do Partido Verde após 18 anos de trabalho incessante, recheado de muitas alegrias, angústias e algumas tristezas. É uma decisão que jamais pensei um dia tomar. Nesse momento, não posso dizer que é esse o desfecho com o qual sonhava, mas quando minha alma perde o desejo de continuar, é inútil o corpo permanecer lutando. Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira atitude que tomei logo após pegar meu Título de eleitor: filiar-me ao PV. Daquele momento em diante acho que não teve um dia sequer de minha vida que não tenha pensado, falado ou discutido sobre a Política e o Partido, todas as minhas energias sempre estiveram voltadas para fazer de minha luta política uma trincheira do PV. Nele fiz meus melhores amigos, vivi minhas maiores alegrias, vivenciei minhas mais deliciosas vitórias e as mais tristes derrotas. Muitos devem estar pensando que esta atitude se deve, em especial, às atitudes autoritárias tomadas pelo Presidente Nacional. É evidente que estas mesmas se tornaram uma variável importante para esta decisão, afinal onde não se tem liberdade para expressar o que se pensa, realmente as condições de convivência se tornam insuportáveis, mas somado a este fato, o que me força a tomar tal decisão está ligado à Crise de Intermediação por que passam os Partidos Políticos. A crise no PV se insere no processo mais geral de declínio da importância dos partidos políticos os quais deixaram de ser mecanismos vivos, eficientes e legítimos de intermediação política. O pano de fundo deste debate é um processo de despolitização da política que acarreta uma crise de representação. Uma política despolitizada, que se galvanizou num conjunto de pequenos arranjos, negociatas e com os militantes dos partidos à margem desse processo, é um mecanismo que funciona a serviço da conquista e da preservação de posições de poder. Esta “crise da democracia” é visível quando avaliamos o declínio das relações de identificação entre representantes e representados que acredito culminará na mudança para um novo modelo político. Deixaremos o velho modelo intermediado pelos Partidos, para a democracia das mídias sociais. Os partidos já perderam o monopólio da Intermediação, não é por acaso que todas as recentes marchas (Liberdade, mulheres, gente diferenciada) aconteceram sem que nenhum partido as mobilizasse, elas foram espontâneas. Se olharmos a fundo as praças da Espanha, da Grécia, do Egito e de todos os outros movimentos que nasceram recentemente, perceberemos que o que os diferencia é o fato de não aceitarem "atravessadores" de suas demandas, eles querem se comunicar direto, sem intermediários, e isso nos mostra que os partidos deixaram de ser instrumentos para a canalização das principais demandas da humanidade.
Isso acontece principalmente porque os partidos se transformaram em "escritórios eleitorais" . Um pequeno grupo de burocrata comanda todos os filiados, a mobilização partidária só existe durante os períodos eleitorais, de preferência somente no dia da eleição, como já foi dito. Temos partidos sem participantes, onde quem manda é o cacique, o dono da legenda, o comandante que decide o rumo coletivo baseado nos seus interesses pessoais. As bandeiras, a ideologia, o programa, nesse contexto, viraram instrumentos de "marketing", e o que se propõe para a sociedade não se exercita internamente, a isso chamamos de fraude.
Nesses últimos meses, juntos com Marina fizemos um esforço descomunal para acelerar as mudanças internas de que o PV tanto precisa, pois é inadmissível um Partido com a plataforma para o século XXI ter instrumentos internos do século passado. Acreditávamos que poderíamos ser a ferramenta nas mãos destas novas demandas, mas infelizmente interesses menores estão à frente destes desejos. Imaginar em plena revolução digital, quando os jovens opinam sobre tudo, que os filiados do PV não têm direito a voto, é um obscurantismo total e, para piorar o quadro, aqueles que colocam a cabeça para fora e manifestam sua opinião são expurgados. Vivemos internamente uma cultura do medo, muitos pensam e desejam essas mudanças, porém a caneta opressora silencia as vozes de muita gente que quer e sonha com um Partido mais democrático, protagonista que não fica refém de qualquer governo, que não é um satélite que gravita em torno dos grandes partidos para ter acesso aos fundos públicos. Sei que muitos continuarão lutando e respeito a estratégia adotada, pois precisamos ser compreensivos com aqueles que, criticamente, irão permanecer sonhando que o PV um dia deixe de ser uma legenda e passe a ser um Partido. Para todos estes desejo boa sorte e tenho a certeza de que no futuro estaremos juntos novamente.
Quanto aos novos caminhos, gostaria de convidar a todos que ainda acreditam em utopias para participarem deste novo movimento que emergirá deste processo. O debate permanece aberto: o código florestal, as cidades sustentáveis, o perverso sistema eleitoral, a desigualdade social, a falta de investimento em capital humano e todos os dilemas que, apesar do avanço dos últimos dezesseis anos, ainda afligem boa parte dos cidadãos brasileiros. Nesta semana voltei a ler "Os donos do Poder", de Raymundo Faoro e, a cada página, percebia a sua atualidade, pois em nosso País uma minoria determina as peças orçamentárias, os percentuais de corrupção que tanto assolam as licitações e colocam em funcionamento as velhas máquinas partidárias que ainda funcionam a vapor e, conscientemente, trocaram os sonhos da militância pelo "doce" sabor do capital. Todos aqueles que desejam reaproximar a vida real desse Universo paralelo em que se tornou o mundo da política com o famoso toma lá da cá, tão desideologizado, participem, embarquem nessa grande nave movida à energia solar, plugada numa organização em rede, navegando nas ondas líquidas da era digital, onde o respeito, a diversidade, a pluralidade e a generosidade são valores inegociáveis. Novas perguntas exigem novas respostas, seguiremos com o olhar no horizonte e com o desejo voltado ao sentimento de que ainda precisamos democratizar a democracia.Um forte abraço". Maurício Brusadin.
PVSP elege Mroz presidente da Executiva Estadual

Mroz preside a FVHD e agora também o PV-SP
A seguir, a nota oficial do PVSP: "Após 15 dias inativa, a Executiva Estadual do PV de São Paulo foi renomeada novamente  e com validade até novembro de 2011. A nova comissão provisória foi protocolada no dia 1 de julho, tendo o dirigente Marco Antonio Mroz na presidência, no lugar de Maurício Brusadin, que se afastou do cargo em razão de divergências internas.  Nenhuma outra alteração foi feita na executiva e todos os demais membros permanecem na direção estadual, inclusive o próprio Brusadin. (Neste ponto, controvérsias que geraram uma polêmica no Facebook).  O nome de Marco Antonio Mroz foi indicado pela maioria dos votos dos dirigentes paulistas com o apoio dos deputados estaduais e federais do Partido Verde e homologado pela direção nacional. O novo presidente assume com o compromisso de manter a estabilidade partidária e de dar continuidade aos projetos já iniciados nos municípios e aprovados pelas coordenações regionais.
Em carta aberta a todos os Verdes, Marco Antonio Mroz se compromete a lutar pela democracia interna a fim de “contribuir para que o PV se efetive no cenário nacional como o caminho para a nova forma de fazer política”. Marco Antonio Mroz é administrador de empresas e dirigente nacional do PV.  Foi vereador e Secretário de Meio Ambiente de Ilhabela e Secretário de Meio Ambiente de Diadema. Atualmente desempenha as funções de Secretário Nacional de Relações Internacionais do Partido Verde, presidente da Fundação Verde Herbert Daniel – FVHD e coordenador  da pasta de Energias Renováveis na Secretaria de Energia do Estado de São Paulo.

Fontes: www.pvsp.org.br
             Transição Democrática
              http://;folhaverdenew.blogspot.com

3 comentários:

  1. Estamos passando realmente por um processo de reciclagem, o objetivo maior a ser atingido por todos nós é que o PV nem nossa luta socioamnbiental não virem cinza e sim, Verdes de Verdade. Se conseguirmos uns e outros, por diferentes caminhos ou rumos, nossas lutas pelo Desenvolvimento Sustentável e nova realidade no país terão um grande avanço.
    Maurício Brusadin sai do PV provisoriamente mas continua como líder verde e Mroz, que é também fundador do partido, assume a estadual paulista como um novo desafio.
    O que perturba e desequilibra no momento é a estrutura partidária e política no Brasil, que também precisa de uma grande reciclagem, uma reforma que por enquanto no Congresso em Brasília ainda não se efetivou. Esta é também uma luta de todos nós, do PV e do movimento Transição Democrática.

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  2. Concordo plenamente como Brussadin, porque entrei no PV com esta esperança ou ilusão e me decepcionei muito com a conduta do partido. Na verdade as pessoas que dirigem o mesmo. Em 2010 fui pré-candidato à deputado federal, mas desisti do pleito ao não concordar com critérios de candidatura dentro do partido. Continuo filiado, mas pesquisando um outro partido que vá de encontro as minhas expectativas e ideologias em que acredito para contribuir por um Brasil melhor.

    VALDEMIR RIBEIRO

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    1. Minhas saudações!

      Não vejo qualquer organização partidária que venha de encontro a sociedade e o cuidado com o planeta, se o PV- Partido Verde não segue seus ideias e está a beira da falência ideologia, como, no geral, o que nos resta é fazer parte dos que acreditam, vaculhar no Brasil um partido puro, nem se ele for criado agora, pois a questão não é o partido, e sim os membros que infiltram para tirar proveito do local que não tinha sido infequitado.
      Eu não vou sair por causa desta infequiçao, acredito em minha ideias e onde eu quero fazer a diferença.

      Tudo isso e lamentável, mas vida continua e o Brasil não será um barraco para o desmando.
      "Ordem e Progresso, O Brasil é Nosso".

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