terça-feira, 5 de julho de 2011

VERDES NÃO PODEM SE ESQUECER DESTA LUTA PRIORITÁRIA

Devastação da nossa natureza

O jornalista de ecologia, Randáu Marques, nos manda de São Paulo este texto de Rubem Azevedo Lima, direto de Brasília, publicado inicialmente no jornal Correio Braziliense: nesta hora de revalorização dos ideais, das lutas e das propostas Verdes não pode ser omitida esta prioridade em ecodesenvolvimento.
"Apesar das advertências de ambientalistas, com argumentos científicos, a devastação da natureza prossegue, no Brasil e no mundo, alimentada pela ignorância de muitos, pela ganância especulativa ou pela cegueira política. Há dias, sem referir-se às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, que inundará mais de 500km² da floresta amazônica, uma emissora de tevê mostrou a invasão do mar que destrói, cada vez mais, ano a ano, as casas numa praia de Fortaleza, no Ceará. Obviamente, os moradores das habitações praieiras, pescadores pobres ou gente rica, têm noção de que seus dramas não diferem muito dos que afligem a população de Belo Monte.
A ignorância, a ganância e a cegueira mencionadas acima devem chocar cearenses e paraenses. Imagine só, leitor: em 1755, Portugal e o mundo civilizado lamentaram o terremoto de Lisboa, considerando-o castigo divino ao comportamento pecaminoso dos portugueses. Emanuel Kant, alemão de Koenigsberg, estudioso de teologia e ciências, além de grande filósofo, fulminou essa conclusão.
Sobre o ocorrido em Lisboa, ele disse: "Recuso-me a reconhecer as regras da perfeição da natureza, globalmente perspectivada, considerando que tudo tem de estar disposto em função de nossas conveniências. O ser humano tem de aprender a adaptar-se à natureza e não pretender que ela se adapte a ele". Noutras palavras: o homem não pode desnaturar a natureza.
Mas a Alemanha desse homem notável ignorou, até hoje, sua lição. Só passados 255 anos do maremoto que destruiu Lisboa, outro fenômeno igual, nos mares do Japão, atingiu usinas nucleares neste país e acordou os alemães, que decidiram acabar com todas as suas usinas.
Já o Brasil constrói uma terceira usina, em Angra dos Reis, cidade à beira-mar, praticamente a um pulo do Rio de Janeiro, situada, em linha reta, a menos de 150km dela. A emissão radioativa das usinas de Fukushima, afetadas pelo maremoto, de março último, atingiu Tóquio, a 240km de distância. Que risco para o Rio e seu povo, às voltas com obras para o mundial de futebol em 2014 e olimpíadas de 2016. Que o sábio Kant ilumine o governo, políticos, empresários e cientistas, para livrar-nos dessa desgraça".

Em vez de priorizar energias como a Eólica e a Solar...

...todos que amamos a ecologia temos que ficar alertas...

...Edson Lobão quer 60 Angras dos Reis no Brasil...

...há interessados demais nas megausinas hidrelétricas (como aqui no Xingu), termelétricas e nucleares

Fontes: Correio Braziliense
             http://folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. Superoportuno este texto de Rubem Lima, nesta hora em que os Verdes estamos resolvendo grandes problemas internos não podemos, nem o partido nem o movimento socioambiental, nos descuidarmos porque está previsto para o Brasil uma rede de megausinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares que devastarão o que resta da ecologia brasileira, enquanto cientistas continuam a clamar por energias renováveis, mais ecológicas e mais econômicas, superabundantes no país: não podemos permitir este megacrime ambiental e nem desperdiçar o potencial extraordinário dos recursos naturais brasileiros por exemplo para estações Solares e Eólicas.

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