sábado, 13 de agosto de 2011

30 ANOS DEPOIS E MAIS PERTO DO FUTURO AGORA


Ednardo (Pavão Mysterioso) volta com novo trabalho, renova o velho da MPB mais uma vez
 
Lauro Lisboa Garcia - O Estado de S.Paulo - fez uma reportagem completa sobre isso, você pode conferir no site ou no jornal impresso e nas bancas hoje em todo país: aqui em nosso blog de ecologia, cultura da vida e da não-violência, criação duma nova realidade, comemoramos com alegria esta notícia e resumimos alguns trechos para você desta informação. Ednardo sumiu mas não morreu e 30 anos depois do meteoro que foram suas músicas, o poeta, cantor e compositor cearense está de volta...ao futuro. Eu me lembro do primeiro show dele, como se fosse hoje, isso revela a atualidade do seu trabalho de criação. (Padinha)
Há nove anos Ednardo está ausente dos palcos de São Paulo. Autor de clássicos como Terral, Pavão Mysteriozo, Enquanto Engoma a Calça, Carneiro e A Manga Rosa, ele faz show único hoje em Sampa no Sesc Belenzinho, com essas e outras canções do mesmo período, dentro do projeto Arquivo. É a oportunidade para trazer ao público paulistano parte da história de um movimento importante para a música cearense, do qual ele fez parte na virada da década de 1970 para a de 80: Masssafeira.

Sérgio Almeida/Divulgação
Sérgio Almeida fotografou Ednardo agora de volta...ao futuro, seu lugar

Música de resistência que recomeça seu avanço
 
Ednardo organizou em livro um significativo acervo de reportagens, entrevistas, ensaios, análises, fotos, desenhos e outros registros que formam um amplo painel sobre o movimento. Acompanha o livro um CD duplo, réplica quase integral do LP (também duplo) lançado em 1980. Só falta a canção Frio da Serra (Petrúcio Maia/Brandão), que ele cantava com Fagner e Marta Lopes, "por exigência exclusiva" da herdeira de Petrúcio, que chegou a solicitar "valor absurdo" para a liberar a gravação. Ednardo, Fagner e Belchior já estavam bem encaminhados nas carreiras individuais quando participaram da Massafeira. Mas o movimento, que foi reprimido pela Ditadura Militar, considerado "subversivo", deu certa visibilidade para artistas locais, novos e veteranos de várias modalidades artísticas além da música. É o caso do poeta Patativa do Assaré, que Fagner levou para gravar discos quando se tornou diretor artístico da gravadora CBS (hoje Sony).
Só que Ednardo e Fagner - como fica claro em entrevistas publicadas no livro - divergem sobre a importância do movimento, uma espécie de Tropicália do Ceará, que foi lançado com um grande show no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, em 1979.
Neste movimento, além de Belchior, Ednardo e Fagner, a Massafeira lançou outros nomes que foram importantes ali, mas não decolaram no mercado brasileiro, como Stélio Valle, Mona Gadelha, Lúcio Ricardo, Ângela Linhares, Vicente Lopes e vários outros. Rodger e Teti gravaram um belo disco com Ednardo (que tinha Terral) e ficaram conhecidos como o Pessoal do Ceará.
Alguns desses artistas, segundo Ednardo, moram em Fortaleza, onde "continuam realizando seus trabalhos artísticos", outros "foram pelo mundo", alguns "já se foram para outros planos, mas seus trabalhos artísticos são perenes e merecem permanecer", diz Ednardo. O próprio Fagner fez sucesso com canções de vários integrantes do movimento. Segundo Ednardo, a importância dos artistas e pensadores que fizeram a Massafeira não se mede por "sucessos discográficos em gravadoras". Um dos motivos principais da Massafeira foi justamente não "rezar pela cartilha" de gravadoras e meios de comunicação. "Abrimos de forma libertária e sem apoio logístico na época, uma possibilidade muito grande, para diversas tendências e formas de expressões. É desta forma que Massafeira foi e até hoje é, um manancial abraçado por novas gerações."
E agora, retomando a sua luta em nível nacional Ednardo e outros guerreiros cults voltam: como assinala Padinha, contemporâneo deste trabalho, na época estava em São Paulo fazendo Globo Repórter, "ele e outros massafeiros voltam para reconquistar atualidade e invadir o futuro, destino de todo poeta da liberdade como Ednardo é".
Uma boa nova, não é somente música de mercado a MPB de agora.
Ednardo conta que tem feito músicas e shows por várias cidades brasileiras, produz, por meio de seu selo e editora, CDs com trilhas musicais para cinema, shows. Ele também tem um vasto material de vídeo "que deverá gerar DVDs no tempo certo, com registros que envolvem mais de 30 anos de atividades artísticas."
MASSAFEIRA 30 ANOS
(Aura Edições Musicais, 312 págs., acompanha CD duplo. R$ 100
Show de lançamento hoje às 21 h, no Sesc Belenzinho em SP, R$ 32)


Fontes: www.estadao.com.br
              htto://folhaverdenews.blogspot.com 
 

2 comentários:

  1. Hoje existe uma liberdade cultural muito maior do que nos anos 70 e 80 quando foi lançado com idealismo, visão e talento este movimento para então renovar com criatividade a MPB. Ednardo ressurge com a mesma proposta, mesmo porque o valor de sua iniciativa continua válido, agora sem censua e com jovens compositores, músicos e poetas do nordeste e de todos os lugares que se interessem, pode de repente conquistar um novo avanço para a Música Popular Brasileira.

    ResponderExcluir
  2. A ressurreissão de um trabalho de ousadia e independência na MPB. Ednardo talvez tenha sido o primeiro dos independentes. Agora retoma o seu trabalho, liderando os rebeldes do mercado musical.

    ResponderExcluir

Translation

translation