domingo, 14 de agosto de 2011

A CENSURA AMEAÇA DE NOVO E AGORA ATÉ NO PRIMEIRO MUNDO

Londres ameaça um direito humano, o acesso à Internet: Alexandre Matias sobre webliberdade

O que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online

Revoluções árabes no Facebook, o Twitter incomodando o Irã, a China invadindo e-mails do Google. O universo digital vem andando de mãos dadas com a cena política mundial desde que as redes sociais se tornaram parte da rotina. Houve um tempo em que era comum querer saber qual era a utilidade desse tipo de serviço. Esse tempo passou.
Hoje, as redes sociais fazem parte da comunicação da maior parte dos moradores das grandes cidades. Popularizaram-se tanto quanto os telefones celulares. E por mais que tenham tentado rotular os levantes em Londres como “a revolta BBM” – em referência ao programa de bate-papo dos celulares BlackBerry, que foram usados pelos manifestantes para organizar ataques e fugir da polícia -, o que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online.
Como ocorreu antes nos países árabes, na Espanha, no Chile e até no Brasil (não dá para dissociar o Churrascão da Gente Diferenciada ou as marchas que tomaram a Avenida Paulista este ano de suas intenções políticas), as mídias digitais foram utilizadas por ser populares. Se não fossem os celulares e as redes sociais, outras formas de comunicação os substituiriam. Ninguém chamou a Revolução Iraniana, de 1979, de “o levante das fitas cassetes”, ainda que essa mídia tivesse sido usada para mobilizar os cidadãos daquele país.
A tentativa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de banir manifestantes das redes sociais para tentar conter os tumultos não condiz com a tradição democrática daquele país e lembra mais atos de Estados ditatoriais. É censura e controle. Primeiro, tira-se as redes sociais, depois, proíbe-se o uso de celulares e, em pouco tempo, confina-se todos em um gueto. Já vimos essa história.
Numa época em que o acesso à internet é defendido como um direito humano pela própria ONU, tal decisão soa autoritária e drástica. Uma vergonha para a tradição do país.

Fontes: www.estadao.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Abrimos espaço a este texto de Alexandre Matias, pela importância que é a luta agora pela liberdade da informação e da expressão, na Internet, uma das últimas fronteiras do jornalismo independente.

    ResponderExcluir
  2. A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, O BEM MAIS VALIOSO, A CENSURA, O MAL MAIS ODIOSO NA INTERNET E EM TODOSOS SETORES DA VIDA.

    ResponderExcluir

Translation

translation