quinta-feira, 1 de setembro de 2011

VEM AÍ A CHUVA ARTIFICIAL

Cientistas usam laser para criar chuva

Para pesquisadores, eficácia dos métodos usados até hoje ainda é discutível, cientistas afirmam que seria melhor investir no reequilíbrio ambiental da natureza para evitar secas ou chuvas excessivas, bem como, corrigir variadas formas de poluição, desmatamentos, chuvas ácidas ou prejuízos para a agricultura, saúde humana e qualidade de vida. Porém, em caos extremos, a alternativa de chuva artificial a laser começa a ser planejada: pesquisadores suíços e alemães dizem ter descoberto uma maneira de utilizar feixes de raio laser para induzir chuvas.Em um experimento realizado entre 2009 e 2010, eles já haviam demonstrado a utilização do laser para promover a formação de gotículas de água e evitar que elas tornassem a evaporar.

Secas ou inundações mostram falta de condições naturais para chuvas: reequilibrio ambiental ou chuva artifical?...

Desmatamentos, agrotóxicos, poluição favorecem irregularidade das chuvas

Chuvas combatem secas e também surtos de fome e doenças

A pesquisa, publicada pela revista científica online Nature Communications, afirma que o laser poderia ser usado como alternativa melhor que outros métodos testados nos últimos 70 anos, como o bombardeamento de partículas de gelo seco ou de sais na atmosfera. Os pesquisadores observam, porém, que a eficiência dos métodos usados até hoje "ainda são objeto de debate, espera-se um avanço definitivo com o laser, mas a melhor opção é mesmo investir na preservação ou na recuperação da ecologia".

Umidade alta ou seja, condições naturais


Segundo os autores do estudo, os feixes de laser podem ser usados para induzir a condensação e o crescimento das goticulas de água na atmosfera desde que a umidade relativa do ar seja superior a 70%. Ou seja, é preciso haver condições naturais mínimas para que se provoque a chuva artificial.
O estudo foi realizado em um local às margens do rio Reno, perto de Genebra, para se beneficiar, segundo os pesquisadores, do fluxo de ar mais quente proveniente do lago Genebra para gerar as condições ideais para a pesquisa. Os autores afirmam que o laser ajudou a criar no ar partículas de ácido nítrico, que atuaram como uma espécie de agregador das partículas de água para gerar gotículas microscópicas, com tamanho de algumas micras de diâmetro (cada micra é equivalente a 0,001 milímetro).
Na experiência, realizada ao longo de 133 horas em um ambiente fechado, as gotículas de água geradas ainda não foram suficientemente grandes para se precipitarem em forma de chuva, mas os autores do estudo acreditam que seria possível intensificar a irradiação dos feixes de laser para aumentar ainda mais o tamanho das gotículas, desde que a área sofrendo seca tenha também uma certa recuperação em seu meio ambiente.

Fontes: BBC
              http://folhaverdenews.blogspot.com


3 comentários:

  1. Nas entrelinhas desta informação científica da revista Nature e do site da BBC está a seguinte condição: mais do que laser ou outro artifício para se "criar chuva", o mais urgente será de toda forma recriar as condições naturais que fazem chover. Ou seja, para criar o futuro não basta só tecnologia de ponta e sim também, recuperar a ecologia do meio ambiente para garantir a vida em condição de equilíbrio.

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  2. Furacões, tsunamis, tragédias ambientais, inundações, chuvas ácidas, surtos prolongados de seca e de fome: além de se investir em opções tipo high tech para solucionar emergências, nosso país e todo o planeta precisam reicentivar a preservação ou a recuperação do equilíbrio do meio ambiente natural. E já se sabe, a recuperação é muito mais cara do que a preservação. Vai daí que uma gestão sustentável precisa por no mesmo grau de importância para o desenvolvimento, a economia e a ecologia. E isso ainda não acontece em praticamente nenhum lugar da Terra, apesar de alguns avanços nesse sentido. No sentido da criação do futuro da vida.

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  3. Na década de 90 houve uma seca de mais de 3 meses na região de Franca e em todo nordeste paulista e sudoeste mineiro. Indios Xavantes, inclusive um pajé de quase 100 anos (vindos aqui da aldeia de Namunkurá, MT) fizeram na matinha da Escola Agrícola um ritual para provocar chuva. E ainda que rapidamente choveu, uma garoa forte e mágica. Os cientistas também precisam aprender com os povos da floresta e as culturas mais originais outras alternativas para a solução de problemas como a seca.

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