sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

VENTOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO BRASIL

Um 'boom' da energia eólica no Brasil?

Neste momento em que a pauta do movimento socioambientalista prioriza questões como Belo Monte e outras megausinas hidrelétricas perigosamente planejadas para a Amazônia, ben como, limites e erros do Código Florestal (pré-aprovado na Câmara e no Senado), isso além das termelétricas e de um projeto defasado de novas nucleares, a boa notícia vem da Bahia: o Brasil, com gigantescos recursos fósseis e hidroelétricos, segundo Gérard Aziakou pode atravessar a partir de agora um boom de energia eólica, graças a seus menores preços de produção, somados aos incentivos que o Governo começa a fazer, que atraem a um número crescente de empresas estrangeiras. "Será, oh meu Deus, que nosso país está finalmente acordando para os extraordinários recursos da nossa natureza para energias limpas com a dos ventos e do sol?" A pergunta é do repórter e ecologista Padinha, editor do Folha Verde News, pautando a discussão deste tema, para estimular uma mudança de rota rumo ao Desenvolvimento Sustentável, "sem o que não há chance de futuro para nenhum país, não podemos mais os brasileiros desperdiçar estes recursos e sim, priorizar as energias Eólica e Solar".

Finalmente, o Brasil começa a despertar projetos de Eólicas no litoral...

...e no interior, onde há todas as condições naturais...

...para este avanço de energia sustentável, salvando também nossas florestas

O setor de energia solar está ainda próximo ao ponto zero, mas a eólica do país possui uma capacidade atual de 1.400 MW, e a projeção é de que esta cifra se multiplique por oito até 2014, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeolica). Um estudo do Instituto de Investigação sobre Energia Emergente aponta que o Brasil, principal mercado de energia eólica da América Latina, terá 31,6 gigawatts (um gigawatt equivale a 1.000 MW) de capacidade instalada para 2025. Um leilão energético organizado em agosto passado pelo governo, que detém 44 fazendas de vento no Brasil, ofereceu 39% da capacidade total, vendendo pela primeira vez um preço médio de 99,58 reais (62,91 dólares) por megawatt-hora, abaixo do preço médio dos projetos de gás (103,26 reais) e de um projeto hidroelétrico (102 reais).
Menores preços de produção, incentivos governamentais e a crescente demanda energética do Brasil têm atraído um número significativo de empresas estrangeiras. A Wobben Windpower, subsidiário do grupo alemão Enercon, instalou a primeira fábrica de turbinas eólicas nos anos '90 e espera completar 22 fazendas de vento instaladas, responsáveis por um total de 554 MW, até o final de 2012. A alemã foi seguida pela espanhola Gamesa, a argentina Impsa, a também alemã Siemens, a dinamarquesa Vestas - a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo -, GE Wind (braço da GE Energy, subsidiária da americana General Electric) e da indiana Suzlon. A última a somar-se ao grupo de investidores foi a gigante francesa da engenharia, Alstom, que ainda nesta semana inaugurou uma planta de construção de turbinas eólicas na Bahía (nordeste), sua primeira na América Latina, matéria destaque da AFP e do site Uol, repórter Gérard Aziakou. A planta, localizada no complexo industrial de Camaçari, próximo a Salvador, a capital da Bahia, terá uma capacidade de produção de 300 MW para atender aos mercados doméstico e de exportação. A Alstom diz que sua ambição é alcançar no setor eólico sua atual cota de 40% no setor de hidroelétricas no Brasil.
"Não conseguiremos isso amanhã, mas entre 10 a 15 anos podemos conseguir. Somos muito ambiciosos neste setor (eólico), não só no Brasil, mas no resto da América Latina", disse à AFP, Philippe Delleur, presidente da unidade brasileira da Alstom, na cerimônia de inauguração. "Esperamos que os preços se estabilizem em torno de cifras que correspondam à rentabilidade de nossos investimentos".
Empresas nacionais como Desenvix, Dobreve, Renova e CPFL também estão ativas e, segundo fontes industriais, MPX, a divisão energética das empresas do multimilionário Eike Batista, também investirá grandes somas no setor de energia eólica.
O maior potencial está no nordeste do país, sobretudo nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, devido às altas velocidades dos ventos e a baixa incidência de turbulências como tornados ou furacões, Grandes áreas do interior do Brasil estão dentro deste perfil e desta possibilidade. É o caso também da Serra da Canastra, na nascente do Rio São Francisco: melhor usinas ecológicas do que extração de ouro e diamante, como discutimos aqui também neste blog há 10 dias.


Fontes: AFP
              Uol
              folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Praticamente dependente de um veto da Presidente Dilma, no momento da promulgação do novo Código Florestal, os pontos mais ruralistas, mais retrógrados e menos avançados acabam despertando no Brasil um boom de energias alternativas e mais ecológicas, que cada vez mais, quanto mais forem sendo implantadas, mais serão economicamente viáveis, viabilizando também o futuro da Nação.

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  2. Além de priorizar parques de energia Eólica uma gestão pública sustentável, que é exigida cada vez mais pelas circunstâncias históricas, políticas e econômicas, no Brasil, o país da natureza, é urgentíssimo tirar do zero as usinas de energia Solar, não há em todo planeta melhores condições objetivas do que por aqui para esta alternativa de futuro. Desde já.

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  3. Acreditamos que, paralela e simultaneamente à discussão e crítica de problemas como Belo Monte e Código Florestal, a mídia e as lideranças do movimento socioambiental precisam divulgar mais nosso potencial de criação do futuro via as energias sustentáveis Eólica e Solar.

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