sábado, 11 de fevereiro de 2012

ENERGIA EÓLICA AUMENTARÁ TAMBÉM A QUALIDADE DE VIDA NO BRASIL

Brasil precisa investir em energia eólica

O petróleo e outros minerais têm sido há anos nossa principal fonte de energia. São combustíveis fósseis que, além de poluírem o meio ambiente, não são renováveis. Para alcançarmos as metas globais de redução na emissão de poluentes e para que tenhamos energia nos anos futuros é necessário investir na produção de energia limpa. A energia eólica, adquirida através da força dos ventos, é uma das mais promissoras e o Brasil possui condições geográficas favoráveis a esse tipo de produção, mais ainda entre os meses de junho e dezembro. Nosso país já investe em energia eólica onshore, que funciona através de turbinas instaladas em “terra firme”. A produção brasileira atinge 606 megawatts, esse número representa 0,38% de toda a energia eólica produzida no mundo. O número ainda é pequeno, mas a tendência é aumentar.  A energia eólica também pode ser produzida no formato offshore, em que as turbinas são instaladas em alto mar. Esse tipo de produção é mais eficiente, pelo fato de que em alto mar não existem obstáculos que limitam a força dos ventos. O Brasil ainda não possui investimentos nesse tipo de energia. Porém, diversos estudos foram feitos e avaliaram que a capacidade brasileira é muito grande.  O primeiro pesquisador a estudar a capacidade de produção na costa brasileira foi Felipe Pimenta, que elaborou seu estudo através da Universidade de Delaware, nos EUA. Através de um período grande avaliando imagens produzidas por satélites americanos, Pimenta conseguiu estabelecer uma projeção de qual seria a capacidade brasileira em energia eólica offshore. Segundo ele, seria possível produzir 102 Gigawatts, o suficiente para suprir a necessidade energética de todo o Brasil, que consiste em cerca de 100 Gigawatts. Mesmo tendo somente a energia onshore, a América Latina tem expandido consideravelmente o seu potencial eólico. No último ano, o continente alcançou um aumento de 95% em relação ao ano anterior. Com os investimentos feitos no Brasil, México, Chile e Costa Rica, a tendência é aumentar a cada ano a quantidade de energia limpa produzida em solo americano. “Devemos melhorar nossos estudos de potencial eólico em áreas marítimas, podemos com nossas divisas marinhas exportar o nosso excedente de energia para o Mercosul. Seria o pulo do gato para o Brasil” conclui Fernando Ximenes, da empresa Gram-eóllic.

Finalmente, aumenta o uso da energia dos ventos no Brasil

Assim como a Energia Eólica, a Solar é uma alternativa sustentável para o desenvolvimento
Energia eólica no Brasil cresce 62% em 2011
A capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011. No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW. China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro
A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas nesta semana. Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes. Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW. “Apesar do estado de crise da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável”, falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012. O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW. Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele. No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, já há dois anos têm sido realizados leilões de energia eólica no país. "Um dos ângulos que devemos considerar é que energias limpas, sem sequelas sociais e ambientais, como é o caso da Eólica e da Solar também, aumentarão a qualidade de vida da população, com um estímulo muito grande à produção econômica sem desequilibrar a ecologia, que hoje é o fator nº 1 em termos de chance de futuro e de vida de qualquer nação", comentou o ecologista Padinha, editor do blog Folha Verde News: "O Brasil está perdendo tempo, dinheiro e saúde ambiental com os investimentos em megausinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, defasado tecnologicamente e desperdiçando o potencial fora do comum no nosso pais da natureza para uso sustentável das energias dos ventos e do sol".
Com certeza, uma nova estrutura energética é capaz de revolucionar positivamente a realidade brasileira daqui para frente e esta cobrança precisa ser feita também pelo movimento de cidadania, para avançar o potencial de criação do nosso futuro.


Fontes: www.ecodebate.com.br
              www.ciclovivo.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Repetimos aqui pela importância do argumento a afirmação do ecologista Antônio de Pádua, o nosso editor Padinha: "O Brasil está perdendo tempo, dinheiro e saúde ambiental com os investimentos em megausinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, defasado tecnologicamente e desperdiçando o potencial fora do comum no nosso pais da natureza para uso sustentável das energias dos ventos e do sol".

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  2. Aqui também, pelo mesmo motivo (importância do conteúdo) o replay da conclusão desta matéria do nosso blog: com certeza, uma nova estrutura energética é capaz de revolucionar positivamente a realidade brasileira daqui para frente e esta cobrança precisa ser feita também pelo movimento de cidadania, para avançar o potencial de criação do nosso futuro.

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  3. Todas as pesquisas científicas e universitárias que vêm sendo feitas no país e em todo o planeta, aqui no Brasil, o esforço da mídia mais responsável e independente dos lobbies do petróleo e das megausinas, que são os sites e blogs de jornalismo e ecologia na Internet, todo este volume de informação precisa ser considerado pelo Governo para radicalizar uma mudança na estrutura da energia e não perder uma chance de avançar a Nação, além de preservar a ecologia, que virá a ser decisiva para a liderança mundial brasileira.

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  4. Sem dúvida, estes argumentos e informações estarão presentes na Rio+20, a Conferência Mundial da ONU no Brasil em junho próximo, sobre o Desenvolvimento Sustentável. Se não da parte do Governo e de representantes oficiais dos países, pelo menos, por enquanto, por conta das lideranças científicas, ecológicas e de cidadania, que buscam acelerar as condições objetivas para a criação do futuro, antes que seja tarde.

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