terça-feira, 20 de março de 2012

ATRASA A EDUCAÇÃO E O PAÍS O POUCO APOIO A PESQUISADORES

Usando o Facebook e outras ferramentas da Internet movimento mobiliza gente de todo o país

A Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal de Viçosa (MG) realizou um protesto nas redes sociais para chamar a atenção para o fato de que, há quatro anos, as principais bolsas brasileiras de fomento à pesquisa estão sem reajuste, acumulando uma perda estimada de 40%. (No lugar de apito ou nariz de palhaço, um bolo com quatro velas, quatro anos sem nenhum reajuste...). A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) mantém uma campanha permanente que expõe a necessidade de um reajuste entre 36 a 39%. As informações estão nos sites Vermelho, do jornal Estado de Minas e aqui no blog Folha Verde News, apoiando assim a luta dos pesquisadores do Brasil, necessitando urgente de um reajuste dos pagamentos à bolsa de estudos. O apoio governamental a pesquisadores garante um avanço da Educação e do próprio país, comentou o editor deste blog, Antônio de Pádua, o ecologista Padinha.

O pouco apoio a posgraduandos, doutrandos e pesquisadores em geral prejudica toda a Educação

E o prejuízo é também do avanço de todo o país

A pesquisa é um dos trabalhos mais difíceis...

...pesquisadores ajudam en vários setores a criação do futuro do Brasil

Bolsas de mestrado e doutorado entram no quarto ano sem reajustes e com pouco apoio

Com dedicação exclusiva à universidade e longe de sua cidade natal na maior parte dos casos, pesquisadores precisam sobreviver com bolsas defasadas e ainda responder à pressão (e os gastos!) da vida acadêmica, publicando e viajando para participar de congressos e seminários


Começaram em Viçosa, na Zona da Mata mineira, os preparativos para o movimento que atinge todos os alunos de pós-graduação do país, especialmente mestrandos e doutorandos. As associações de pós-graduandos (APG's) trazem um  tom crítico à pauta do Brasil nestes dias, já são quatro anos sem reajuste nas duas principais bolsas brasileiras de fomento à pesquisa, a do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), acumulando, ao longo desse período, uma perda estimada de 40% em seu valor. O último aumento (foto) foi realizado no dia 06 de junho de 2008, por resolução do então presidente do CNPq, o cientista Marco Antonio Zago.
A ação organizada pela APG da Universidade Federal de Viçosa (UFV) utilizou o Facebook como ferramenta: "Os futuros professores e pesquisadores deste país devem ser tratados com mais dignidade para um casamento de sucesso entre educação e ciência de qualidade", diz parte do manifesto publicado na rede social. O presidente da APG/UFV, André Ricardo e Silva, atualmente no pós-doutorado em Medicina Veterinária, recorre ao educador Paulo Freire para explicar a ideia do protesto. "É preciso ajudar a formar esse poder crítico sobre a situação para que os pós-graduandos tenham a consciência necessária para mudá-la", pontuou. A mobilização organizada na Zona da Mata foi a primeira de uma série de ações nacionais previstas para os próximos três meses, como forma de pressionar órgãos fomentadores e governo. Elisangela Lizardo, doutoranda em Educação pela PUC-SP e presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), conta que existe uma campanha permanente em todo Brasil pelo aumento. "Pedimos um reajuste de 36 a 39%. É preciso lembrar que o pós-graduando já está na fase adulta, tem família, precisa se manter e também ir a congressos internacionais, publicar, comprar livros, o que não consegue fazer com este valor", lembra Lizardo. "Hoje um mestrando recebe uma ajuda menor que dois salários mínimos", exemplifica a doutoranda.
Atualmente, CNPq e CAPES oferecem bolsas para o mestrado e doutorado de R$ 1200 e R$ 1800, respectivamente. O valor é considerado baixo pela ANPG, já que na maioria das vezes a quantia é a única fonte de renda dos pós-graduandos. "É importante lembrar que a bolsa não é um salário, mas ainda assim é uma concorrência desleal com o mercado de trabalho, já que muitos acabam se sentindo mais atraídos pelos valores altos que algumas profissões oferecem no início da carreira", pontua Lizardo. Uma portaria recente da CAPES e do CNPq permitiu o acúmulo de bolsas com atividades remuneradas, desde que relacionadas à sua área de atuação e de "interesse para sua formação acadêmica, científica e tecnológica". Para receber a complementação financeira ou atuar como docente, o bolsista deve obter autorização, concedida por seu orientador. Apesar de facilitar, a portaria não é o ideal, como pontua a doutoranda em Bioquímica e Imunologia da UFMG, Juliana Barbosa. "Apesar dessa possibilidade, sempre um dos lados vai ficar prejudicado, já que as atividades do doutorado em minha área exigem muita dedicação", opina a pesquisadora que tem paixão por este seu trabalho cultural, senão já teria se rendido a ofertas do mercado profissional: "Pesquisadores são idealistas e sem eles, o país não avançará, eles dão a base para se mudar a realidade e se criar o futuro", comenta ainda o editor do blog Folha Verde News.

Fontes:
www.em.com.br
             www.vermelho.org.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Trata-se de um principais problemas da Educação no país, neste momento em que se mobiliza por uma melhor estrutura no setor. O pouco apoi a posgraduandos, doutorandos e pesquisadores em geral acaba repercutindo negativamente em todo o processo e em todos os níveis da Educação, tendo também um efeito direto na busca de alternativas de solução para a realidade de agora e para a criação do futuro da Nação.

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  2. O pouco apoio à pesquisa, como em geral o desestímulo à vida cultural em variados setores, é também um problema de gravidade em termos de cidadania porque atrasa o processo de avanço do ser humano e do próprio país.

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  3. Está acontecendo em todas as regiões brasileiras neste instante um movimento para a revalçorização dos professores e da própria Educação, neste contexto, lembramos aqui a necessidade de um maior apoio a pesquisadores, começa pelo reajuste já defasado em 4 anos do pagamento das bolsas de estudo mas não somente isso: é preciso que o Governo apoie fortemente à pesquisa para que o país encontre solução para os seus problemas, algo que é uma questão de inteligência e cultura.

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