sábado, 31 de março de 2012

CIENTISTAS COBRAM UMA PAUTA AMBIENTAL DE VERDADE NA RIO+20

Manifesto de cientistas daqui e de vários países divulgado num grande evento em Londres

Cientistas participantes da conferência “Planeta sob pressão”, conforme reporta Eduardo Carvalho, da Globo Natureza, conferência realizada em Londres, assinaram ao final do encontro uma declaração que em síntese cobra de Governos do Brasil e dos outros países mais atenção à ciência, todas autoridades que estarão na Rio+ 20 (a Conferência Mundial da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) todos enfim precisam desde já dar mais espaço aos pontos de vista científicos dos problemas mundiais e de cada região do planeta, também alerta que a humanidade tenha que assumir  grandes riscos caso nada seja feito por um novo equilíbrio sustentável entre economia e ecologia na Terra. Com o título “Declaração do Estado do Planeta: novos conhecimentos em direção a uma solução”, cerca de 3 mil especialistas em desenvolvimento e meio ambiente querem levar à mesa de negociações da Rio+20 soluções para reduzir os impactos do crescimento e a cobrança de participação da ciência na formulação de políticas públicas. De acordo com a declaração, os atuais mecanismos de governança e acordos internacionais existentes não funcionam com a rapidez  necessária para atender os desafios globais, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, fome, violência, desequilíbrios socioambientais.
Os cientistas pedem mais investimentos em pesquisa voltadas à área -- financiamentos de governos e da iniciativa privada -- e sugerem a criação de Metas de Sustentabilidade para vários temas. Eles querem ainda uma melhor cooperação entre instituições de todo o planeta (cooperação Norte-Sul).

Planeta sob pressão (Foto: Reprodução) 
Reprodução da capa da "Declaração do Estado do Planeta", lançado na conferência "Planeta sob pressão" 
 
 
Conferência da ONU no Rio de Janeiro em junho
 
Sobre a Rio+20, a declaração afirma que é uma oportunidade histórica em um momento crucial para o mundo: "Os países precisam superar as barreiras do progresso e se deslocarem para um sistema de governança global eficaz, com uma política eficaz nos pilares social, ambiental e econômico", diz o documento. De acordo com o professor Carlos Joly, que coordena o programa Biota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também participou do encontro Planeta Sob Pressão, a declaração será encaminhada à comissão das Nações Unidas que negocia os temas da Rio+20.
O trâmite será feito pelo Conselho Internacional para a Ciência (ICSU, na sigla em inglês), considerado representante da comunidade científica na ONU: “O documento será levado para aqueles que trabalham na segunda versao do ‘Rascunho Zero’, bem como será encaminhado à mesa da reunião do Rio de Janeiro”.
As negociações da segunda versão do "Rascunho Zero" da Rio+20 se encerraram nesta semana, em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com o assessor do Ministério do Meio Ambiente, Fernando Lyrio, o documento final da conferência "avançou", mas ainda existem entraves quando o dinheiro se torna o principal ponto do debate. Lyrio afirma que já existe consenso entre países sobre a necessidade de mais ambição no documento, porém, divergências continuam quando o dinheiro – de onde virá e onde será aplicado - e isso se torna o tema ou o problema principal. "Como sempre, em tudo", comenta o repórter e ecologista Padinha, editor do blog Folha Verde News, abrindo espaço para um avanço temático da Conferência Mundial a ser realizada em breve no Brasil, "questões de dinheiro precisam ser superadas mesmo porque o evento da ONU no Rio pode definir uma base para a criação do próprio futuro da vida no planeta, ameaçado".
A Rio+20 será realizada em duas etapas em junho, no Brasil. De 13 a 15, ocorre a última rodada de negociações informais, enquanto que de 20 a 22 acontece o Segmento de Alto Nível, que deve reunir os Chefes de Estado para assinar o acordo final da conferência. Esperam os cientistas, também os ecologistas e todos os que lutam pelo Desenvolvimento Sustentável e pela criação do futuro (sobrevivência da vida na terra) que o acordo seja um documento bem avançado e mais ainda, que seja cumprido, em tempo.

Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             Globo Natureza
             http://folhaverdenews.blogspot.com


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3 comentários:

  1. Neste evento em Londres os cientistas se comportaram como verdadeiros "anjos da guarda" do planeta: é fundamental que este documento final do encontro Planeta Sob Pressão seja divulgado por toda a mídia e discutido de forma intensa porque representa uma base para um avanço de Desenvolvimento Sustentável de verdade.

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  2. Além do mais, como o editor do nosso blog argumentou no post, em nome de toda a nossa equipe e do movimento ecológico, de cidadania, se a Rio+20 não for avançada em seus temas e acordos, isso representará um grande risco até mesmo para a sobrevivência do planeta.

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  3. Encontrar os pontos essenciais e construir uma base para se avançar um Desenvolvimento Sustentável de verdade em todos os páises, dentro das características e dos problemas de cada um, é a tarefa maior da Rio+20: esta confer~encia mundial da ONU chegará a seu objetivo, ouvindo os argumentos dos cientistas, as necessidades e os alertas da ciência, superando os limites econômicos para avançar a ecologia da Terra.

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