segunda-feira, 19 de março de 2012

CIENTISTAS QUEREM DIREITOS HUMANOS PARA GOLFINHOS E BALEIAS

ONG prendeu humanos e os obrigou fazerem apresentações em piscina como os cetáceos...



Giuliana Miranda  fez reportagem sobre o parque aquático Sea World, nos EUA,  que foi processado por confinar cinco membros de sua equipe em um espaço diminuto e obrigá-los a fazer rotineiramente apresentações para o público. As autoras da ação? Um grupo de cinco orcas...Elas foram representadas por uma ONG de direitos dos animais, que entrou com o pedido. Embora o juiz tenha optado por não levar o caso adiante, essa foi a primeira vez que um tribunal federal americano chegou a analisar algo do tipo direitos humanos para animais. Nos Estados Unidos e em outros países, também por aqui no Brasil, é cada vez maior a quantidade de cientistas e organizações ecológicas ou de cidadania e de não-violência que se mobilizam pelos direitos dos cetáceos, o grupo de mamíferos marinhos que inclui os golfinhos e as baleias.Ao fazer suas reivindicações, eles se apoiam em pesquisas que comprovam que esses animais são, de fato, muito especiais.
Assim como os humanos, os golfinhos fazem parte do seleto grupo de espécies que conseguem reconhecer o próprio reflexo no espelho. Eles também têm um cérebro grande e complexo, com capacidade de raciocínio comparável à dos chimpanzés, considerados os nossos parentes mais próximos. Além disso, golfinhos costumam se esforçar para ajudar os indivíduos feridos do grupo. E até ferramentas eles conseguem manejar.




"A ciência já mostrou que individualidade e autopercepção não são propriedades apenas humanas. E isso traz todo tipo de desafios", diz Thomas White, especialista em ética da Universidade Loyola Marymount, nos EUA.O cientista é um dos principais articuladores para a edição de uma espécie de tratado de direitos humanos para os cetáceos. Segundo os especialistas, os golfinhos são tão avançados que devem ser considerados "pessoas não humanas" e ter seu direito à vida e à liberdade garantidos em documento internacional.




Carolina Daffara/Editoria de Arte folha.com
Em 2010, em um congresso em Helsinki, na Finlândia, foram decididos os pontos principais desse documento. Agora, White e outros cientistas viajam o mundo tentando difundi-lo. No mês passado, eles foram a um dos maiores eventos científicos do mundo, a reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência) em Vancouver, no Canadá, tentando engajar os cientistas e a opinião pública em favor da causa dos cetáceos. Os cientistas se dizem otimistas com o futuro do projeto. Mas, até mesmo no evento, não faltaram vozes críticas à declaração.Uma das principais questões levantadas é: em um planeta com 7 bilhões de pessoas, muitas sofrendo com guerra, fome e epidemias, vale a pena se preocupar tanto com direitos específicos desses animais?...Na opinião de Thomas White e muitos ecologistas, sim.
"Algumas pessoas podem se perguntar se isso nos levará a uma sociedade em que pisar numa formiga será crime e poderá levar alguém para a cadeia. Não é assim", diz Lori Marino, cientista da Universidade Emory que também participou da conferência. "O que nós queremos é que os direitos básicos desses animais sejam compatíveis com as suas necessidades."
Se fosse ratificado internacionalmente, esse projeto inviabilizaria parques como o Sea World, além de punir a caça a baleias e mesmo a captura acidental de golfinhos. "Este é o ponto, onde se chocam amor e interesses comerciais", comenta por sua vez o ecologista Padinha, aqui do blog Folha Verde News, "uma visão de não-violência precisa nos levar a um respeito maior a todas as espécies de vida, ainda mais no caso de seres tão especiais como os cetáceos, que têm muito a ver com os humanos".

Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             folha.com
             www.noticiasrss.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Com tantos problemas de grande gravidade no mundo, os cientistas e ecologistas sficam preocupados com golfinhos e baleias?...A esta pergunta, a resposta é que se conseguirmos implantar a não-violência no dia a dia de nossa realidade (como nesse caso com os animais), a maior parte dos problemas serão resolvidos ou pelo menos, ficarão menos graves.

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  2. O nosso blog ligado direto na ecologia, na cidadania e na busca da não-violência, estimulando uma realidade mais feliz, abre espaço com entusiasmo para este movimento de cientistas e de ecologistas que se dedicam ao estudo dos cetáceos e à luta pelo respeito aos animais.

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  3. Faz parte do desenvolvimento sustentável uma relação não violenta entre homens e animais. Uma nova realidade inclui esta ecologia, os interesses econômicos precisam se submeter a estes ideais de vida.

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