segunda-feira, 5 de março de 2012

CLIMA E DESASTRES AMBIENTAIS REÚNE POVO DA NATUREZA NA BAHIA

Representantes de cinco biomas se reúnem para discutir mudanças climáticas e desastres ambientais em Salvador

Conforme informa Bianca Pyl, no site Ecodebate, vindos das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, indígenas, pescadores, quilombolas e agricultores familiares se reunirão em Salvador (BA) hoje para discutir o tema das mudanças climáticas. Durante o seminário Mudanças Climáticas e Desastres  – analisando riscos e preparando alternativas locais integrantes de comunidades tradicionais e rurais, ligados a dezenove organizações brasileiras, terão a oportunidade de discutir metodologias para trabalhar o tema das mudanças climáticas e pensar formas de mitigar as consequências já sentidas no cotidiano destas populações. Os participantes vivem em cinco biomas diferentes, a Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Zona Costeira. O evento é uma ação do Programa Direito à Terra, Água e Território (DTAT), apoiado pela Agência Holandesa ICCO e ocorrerá até o dia 7 de março. A organização do seminário é da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP). Na programação está prevista uma atualização sobre a Rio + 20 (a Conferência Mundial da ONU sobre meio Ambiente e Desenvolvimentyo Sustentável no Rio de janeiro em junho) e as negociações internacionais sobre o Clima, além da apresentação da metodologia de Avaliação de Riscos Climáticos (CLID). “Especificamente iremos apresentar uma metodologia, que propõem uma abordagem bastante detalhada para informar as comunidades sobre o tema, avaliar os riscos a que poderão ser submetidas e planejar alternativas de enfrentamento”, explica Augusto Santiago, da CESE.
A metodologia CLID foi desenvolvida por duas agências de Cooperação Suíças – Heks e Pão Para Todos, a partir de trabalhos de CARE e outros, já tendo sido aplicada em países de todo o mundo. Ela é dividida em sete módulos: avaliação do modelo de desenvolvimento predominante na região em que a comunidades está inserida, apresentação do tema; busca das percepções que cada comunidade tem acerca dele; os impactos das mudanças climáticas; os riscos inerentes a região e que poderão ou não ser potencializados pelo modelo predominante; planejamento de estratégias de enfrentamento; e estratégias de mudanças. "São muitas as siglas citadas nesta reportagem completa de Bianca Pyl sobre este debate superimportante desta segunda em Salvador, mas por trás destas siglas, uma luta só, fundamental para o reequilíbrio do meio ambiente no Brasil, para possibilitar melhor condição de vida para a população, em todas as regiões e biomas, bem como, ampliar a chance de vida no futuro da Nação", comentou Antônio de Pádua, o ecologista Padinha, ao editar estas informações consideradas prioridade hoje por ele no blog Folha Verde News.

Os povos da floresta realmente precisam ser ouvidos porque sentem mais as alterações na natureza

Pessoas de 19 regiões analisarão o momento ambiental em 5 biomas diferentes...

...entre eles, o Cerrado (aqui, Serra da Canastra)

O problema dos agrotóxicos e as energias Eólica e Solar devem ser também debatidos


Após o seminário, a metodologia deverá ser aplicada em várias comunidades para subsidiar avaliações, que serão sistematizadas e apresentadas em um segundo seminário. “A idéia é trabalhar para que possamos desenvolvê-la de forma que o método não seja mais importante que o aprendizado e percepções que cada pessoa e comunidade tem do problema. Nosso foco está no processo e no aprendizado do grupo. Estamos adaptando essa metodologia a nossa realidade socioambiental”, finaliza Augusto Santiago, CESE.
Durante o seminário, o professor Guarani Osmar Veríssimo irá apresentar a Cartilha Mudanças Climáticas e o Povo Guarani, elaborada por professores da aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros, São Paulo. A cartilha, lançada em dezembro do ano passado, é resultado das capacitações anteriores realizadas nas oficinas sobre Mudanças Climáticas do Programa DTAT.  Para o professor estadual Osmar Veríssimo, que participou da elaboração da Cartilha, é importante que a comunidade reflita sobre as mudanças que estão ocorrendo na natureza. “Hoje existem mudanças é importante pra comunidade entender o porquê disso”, conta. O professor explica que o cotidiano Guarani é baseado na natureza e as mudanças são sentidas no dia-a-dia. “Agora temos o material para explicar para as crianças sobre o tema, com linguagem bem simples”, disse Osmar durante o lançamento. A publicação foi escrita em Português e Guarani para aproximar o tema das comunidades indígenas. Este é o primeiro material feito pelos professores indígenas da Aldeia Tenonde Porã. A cartilha foi realizada pela Comissão Pró-Índio de São Paulo com apoio de DKA-Áustria, CAFOD, além do Programa DTAT/ICCO. 
A cartilha pode ser acessada em: http://www.cpisp.org.br/pdf/Cartilha_MudancasClimaticas.pdf

Representantes de cinco biomas se reúnem para discutir mudanças climáticas

Fontes: www.ecodebate.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. No mesmo dia em que o Brasil está tristemente abalado pela notícia de que os megadesmatadores serão anistiados pelo novo Código Florestal (caso ele não seja amanhã rejeitado na Câmara ou não venha a ser vetado pela Presidente Dilma), ao mesmo tempo, a informação sobre este evento na Bahia é razão de esperança de uma nova realidade em formação no Brasil.

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  2. A luta pelo reequilíbrio do meio ambiente em todas as regiões do país, nos 5 biomas diferentes da nossa natureza, é uma prioridade para os que realmente amam a ecologia e querem a implantação de uma gestão de Desenvolvimento Sustentável, que garanta a vida no futuro da Nação (e por extenção, da Terra, dada a importância da natureza do Brasil para o planeta).

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  3. Tantas siglas, tantas entidades socioambientais, científicas, culturais, de diferentes países, tudo isso se explica pela dimensão dos problemas a serem discutidos nesya segunda-feira em Salvador, dando um primeiro passo para mudar a realidade e criar o futuro da nossa vida.

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