terça-feira, 17 de abril de 2012

ECOLOGISTAS LANÇAM HOJE MANIFESTO AMBIENTALISTA EM SÃO PAULO

Contra um ambientalismo importado e a favor da sobrevivência da nossa natureza
Andrea Vialli, do site do jornal Folha de São Paulo registra um trechoa do manifesto a ser lançado nesta manhã: "A sociedade deve devorar e traduzir os impactos que lhe são impostos. Queremos a consciência e a real sobrevivência. Para o Planeta. Mas somos contra os importadores de consciência ambiental enlatada."
Ela explica que, homenageando Oswald de Andrade e o movimento modernista de 1922, um grupo de entidades e movimentos sociais lança hoje, em São Paulo, o "Manifesto Modernista Ambientalista", como forma de chamar a atenção para as lacunas da pauta da Rio+20. A principal crítica das ONGs é que a pauta central da Rio+20 coloca no mesmo patamar de discussão as questões sociais, ambientais e econômicos, num momento em que o chamado pilar ambiental se mostra mais fragilizado: "Somos pela vida! Somos os amigos da floresta, dos jabutis, do veado campeiro. Somos amigos da onça. Somos pela real e verdadeira sustentabilidade: a sobrevivência!",continua o manifesto, que se refere à Rio+20 como "um desfile do Jet Set do poder, da mesmice para a insustentabilidade".
Para o editor do nosso blog Folha Verde News, o movimento está ecologicamente correto, porém, ele mudaria a expressão modernista do manifesto: "Creio que traduz melhor a realidade desta questão atualíssima hoje em dia seria usar a expressão contemporânea, manifesto ambientalista contemporâneo, usando alguns dos conteúdos da filosofia modernista, ainda válida atualmente, esta pequena e sutil mudança poderia atualizar a discussão, sem prejudicar o seu enfoque principal, que tem tudo a ver. Mas isso é um detalhe, esse movimento independente de ambientalistas contará com o nosso apoio aqui no blog de ecologia e de cidadania, também em busca de um avanço necessário mesmo da Conferência da ONU no Rio em junho", comentou o ecologista Padinha, que defende propostas da Não-Violência na Rio+20.
A ideia de redigir o "Manifesto Modernista Ambientalista" partiu de Carlos Bocuhy, ativista veterano das questões ambientais urbanas em São Paulo. A ideia central da peça, que faz eco às idéias modernistas, é incitar que o Brasil, como anfitrião da Rio+20, assuma posturas mais arrojadas na conferência, levando em conta a importância do patrimônio natural do país e dos povos nativos: "O que está sendo proposto é a mesmice, é domesticar a economia para que ela pareça verde", diz Bocuhy. Sua percepção é de que, no depender das propostas trazidas pelo "rascunho zero" (levantamento governamental brasileiro que deve dar origem ao documento final da Conferência Mundial da ONU), o resultado da Rio+20 será inócuo:  "O nosso objetivo com este manifesto é deixar o rei nu e pautar, quem sabe, as discussões da Rio+30 ou Rio+40", diz, em alusão a futuras conferências sobre meio ambiente. Nesse ponto, Bocuhy mostra que sua visão é contemporânea, "o importante é que o objetivo desse manifesto coincide essencialmente com as propostas de todo o movimento ecológico e de cidadania, temos que divulgar e apoiar a iniciativa", conclui Padinha, aqui do webespaço Folha Verde News, dedicado ao desenvolvimento sustentável e à criação do futuro.

O manifesto fala em modernismo para expressar a realidade contemporânea

O que importa mais é o objetivo do manifesto,bem atual, valorizar a ecologia na Rio+20...

...estimulando de verdade o desenvolvimento sustentável a bem da natureza e da população
O ambientalista Carlos Bocuhy, que dirige o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) e o Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo, organizou um evento, no auditório da Procuradoria Regional da República, em São Paulo, para fazer ecoar o manifesto. A apresentação está marcada para hoje de manhã. Procuradores dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, cientistas, lideranças indígenas e veteranos da legislação ambiental brasileira participam do encontro, que tem como objetivo final levar contribuições de movimentos sociais e ambientais para a Rio+20, a Conferência Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da ONU agendada para junho no Rio de Janeiro.

Fontes: folha.com
             folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Este tipo de manifestação e de cobrança mostra a importância socioambiental que pode vir a ter um evento como a Rio+20 (a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, no Brasil, em breve), desde que valham as propostas ecológicas de verdade e não somente um marketing político dos países...

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  2. Depois do fracasso de conteúdo ambiental e político da conferência climática da ONU em Copenhague, tem a maior validade a cobrança e a crítica dos ambientalistas, exigindo de antemão uma posição mais avançada do Brasil e da ONU no que se refere a uma mudança na realidade em todo o planeta, priorizando uma gestão de desenvolvimento sustentável, para que exista nosso futuro.

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  3. Além dos erros e dos limites da proposta governamental brasileira, expressos no documento Rascunho Zero para o evento da ONU no Rio em junho, há outros problemas e equívocos nesta questão: por exemplo, a Alemanha e outros países da Europa defendem na Rio+20 a criação de uma agência da ONU especial para o Meio Ambiente, agilizando as mudanças no setor, e o Brasil ao invés de se aliar a esta frente de avanço, está previamente aliado aos Estados Unidos, atrelado às multinacionais do petróleo e um dos países mais retrógrados quando se trata de mudanças estruturais na atual sociedade de consumo, que não tem espaço para a ecologia e a sustentabilidade.

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