segunda-feira, 9 de abril de 2012

PAUTA DA REUNIÃO BARACK OBAMA-DILMA ROUSSEF GERA DÚVIDAS

Presidente Dilma pedirá mais força a produtos brasileiros mas...

Nesta manhã, enquanto aguardavam o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, analistas lá e cá questionavam a pauta do diálogo entre Barack Obama e Dilma Rousseff: ela pedirá mais espaço no mercado norteamericano a produtos brasileiros, porém, o que se pergunta é, a quem preço? O que será dado em troca?...Os Estados Unidos esperam um apoio à campanha eleitoral de Obama, à negativa de participação de Cuba na Cúpula das Américas neste final de semana na Colômbia, entre outros temas indigestos, conforme acredita aqui no blog Folha Verde News nosso editor Padinha: "Infelizmente, na área ambiental não se espera um avanço depois da postura meio que recuada (para não dizer retrógrada) da Presidente do Brasil no Forum do Clima". Dilma Rousseff se reúnehoje logo mais por volta das 12h de Brasília com o presidente dos Estados Unidos, na Casa Branca, em Washington, capital norte-americana. Em discussão, pelo menos dez acordos de cooperação bilateral, nas áreas de ciência, tecnologia, energia e cultura, além de temas como a crise econômica internacional, a Conferência Mundioal da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 e, é claro, de questões sobre direitos humanos. Obama e Dilma farão uma declaração à imprensa ao fim do encontro. Obama oferecerá um almoço para Dilma  - apesar dos temas indigestos da pauta política e econômica - e, em seguida, ela se reunirá com os empresários do grupo Estados Unidos-Brasil, no Eisenhower Executive Office Building. No fim da tarde, a presidenta participa do seminário Brasil-Estados Unidos: Parceria para o Século 21, na Câmara de Comércio. E amanhã, Dilma Rousseff segue para Boston, onde fará duas palestras, uma pauta superintensa.
Há 24 mecanismos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, alguns deles considerados prioritários, como o Diálogo de Parceria Global, o Diálogo Econômico e Financeiro e o Diálogo Estratégico sobre Energia. Um dos temas em discussão entre Dilma e Obama é a questão da concessão de vistos. Os Estados Unidos passaram a facilitar a concessão a partir deste ano e a expectativa é acabar com a obrigatoriedade do documento. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, reiterou que a decisão é definida pelo governo norte-americano, pois a questão migratória faz parte dos temas de política interna dos países. No ano passado, o Brasil foi o sexto país que mais enviou visitantes para os Estados Unidos – atrás do Canadá, México, Japão, Reino Unido e da Alemanha. Depois da Argentina, os Estados Unidos são os que mais enviam turistas ao Brasil. A expectativa é que também durante a visita de Dilma sejam definidas parcerias para o programa Ciência sem Fronteiras. Atualmente, dos cerca de 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades de destaque. Também deve ser firmado um acordo entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Smithsonian Institution para treinamento de profissionais nessa área. Dilma aproveitará a oportunidade para presentear Obama com uma obra de arte brasileira. Paralelamente, assuntos menos leves, temas da política internacional devem ser mencionados na reunião entre os dois presidentes. Assim como o Brasil, os Estados Unidos apoiam a missão do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, à Síria. Porém, o governo brasileiro insiste na defesa da busca pelo diálogo e da negociação pacífica na região, dentro da tradição brasileira para aquela região do planeta, algo que difere muito da postura norteamericana...Dilma vai reiterar o convite para que Obama participe da Conferência Rio+20, em junho e na ocasião, Obama estará a cinco meses das eleições presidenciais, nas quais tentará a reeleição (com certeza, enfrentando duras críticas dos adversários politicos, além do desafio da crise econômica internacional). A crise econômica também é tema que deve predominar na Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, na Colômbia, nos próximos dias 14 e 15. A cúpula virou assunto polêmico, pois alguns presidentes sul-americanos, como Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), ameaçaram boicotar a reunião devido à ausência de Cuba, por pressão norte-americana. A posição do Brasil é que esta deve ser conciliadora, com a tese que esta será a última cúpula sem Cuba...

A Presidente Dilma Rousseff vai pedir apoio para a ampliação de negócios e parcerias econômicas. A lista de demandas é variada e envolve carnes, suco de laranja, cachaça, calçados, aviões, enfim um conjunto de produtos onde há problemas de negociação entre os dois países. Um assunto complicado...E paralelamente ao encontro entre os dois Presidentes, haverá uma reunião entre dirigentes das maiores empresas dos Estados Unidos e do Brasil para o fechamento de negócios e novos investimentos ou projetos. Na visão do governo brasileiro, o encontro de hoje poderá significar um início de uma presença mais importante do Brasil na agenda econômica internacional. Não perce ser esta a intenção dos Estados Unidos.

Fontes: www.correiodopovo.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Uma pauta superintensa e muito indigesta, incluindo um almoço e a tentativa de acordo ou digamos, conchavo, em assuntos prá lá de complicados, alguns amargos.

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  2. Pelo visto, os dois Presidentes não está muito preocupados com o tema essencial, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, nem para a Conferência da ONU que será em junho no Brasil nem para avançar um pouco a política da criação duma nova realidade nos Estados Unidos.

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  3. O que se percebe é que os dois dirigentes querem ganhar mais espaço, tanto pessoal como para seus países, mas pela pauta o risco maior é de um furo n'água para não dizer de derrota para os ambos os lados: é difícil haver empate quando se trata de Brasil e Estados Unidos...

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