segunda-feira, 21 de maio de 2012

EDITOR DO NOSSO BLOG FALA NA IMPERADOR AM SOBRE VETO AO CÓDIGO

Ádamo Alves entrevista Padinha sobre Código Florestal em horário de grande audiência


Um dos momentos de informação e debate sobre erros e limites do Código Florestal

A Rádio Imperador da Franca AM tem alcance regional, além de grande audiência na cidade, e nesta emissora o programa do comunicador Ádamo Alves antecede a entrada no ar do Padre Marcelo Rossi, compondo as duas horas da programação com maior índice de comunicação: foi dentro deste pico de audiência, que o editor desre blog de ecologia e de cidadania, Antônio de Pádua, o ecologista Padinha foi entrevistado por Ádamo ao vivo nesta segunda-feira sobre a situação de momento do Código Florestal, bem como sobre um eventual veto da Presidente Dilma a esta legislação, aprovada recentremente no Congresso Nacional.
Ádamo: Ainda ontem em São Paulo houve nova manifestação, parece que há um clamor pelo veto presidencial, você acredita que ele acontecerá? E se acontecer, será parcial ou total ao projeto aprovado recentemente na Câmara?
Padinha: Nós do movimento ecológico, científico e de cidadania estamos propondo um veto total ao Código Florestal que foi aprovado com o lobbie dos ruralistas, pode ser que seja vetado apenas nos pontos mais polêmicos ou retrógrados, mas creio que a Presidente Dilma vai vetar. A Ministra do Meio Ambiente (Izabella Teixeira) já falou sobre isso, ainda ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho também deixou a entender que o veto acontecerá, pelo menos nos artigos e parágrafos mais inadequados da lei do uso da terra, considerada um retrocesso pelos especialistas em legislação ambiental.
Este foi um dos momentos da entrevista, que teve uma duração de cerca de 5 minutos, no ar da emissora com maior audiência em Franca e na macrorregião (nordeste paulista e sudoeste mineiro): Ádamo Alves perguntou sobre os efeitos do Código Florestal na região e sobre as diferenças entre os ambientalistas e ruralistas. Padinha disse que tem feito muitas postagens aqui no Folha Verde News ao longo de mais de um ano em que se debate esta questão, ressaltando que os recursos naturais podem ser preservados sem que isso prejudique o avanço da economia rural, ao contrário, argumentou que com terra e água de boa qualidade os agricultores e o agronegócio serão também favorecidos na sua produção. Em termos regionais, citou as encostas de morro (onde há também plantio de café) e enfatizou que, independente de proibição de se plantar nestes lugares, os cafeicultores precisam usar com mais moderação ou até substituir os agrotóxicos por alternativas menos agressivas ao solo, para não contaminar o lençol freático, as águas subterrâneas, nem poluir as nascentes.
Sobre o agronegócio, o ecologista entrevistado por Ádamo Alves citou o que acontece agora nos Estados Unidos: "Nos States, houve agora a conclusão técnica que a agroecologia é o futuro do agronegócio e não a agressão ambiental no meio rural: 2 milhões de agricultores já estão procurando uma diretriz ecológica para a gricultura,para valorizar seus produtos e proteger os recursos naturais, fugindo também do veneno dos agrotóxicos, que prejudica a saúde da terra, dos alimentos, dos consumidores. E os Estados Unidos já precisam hoje de 38 milhões de agricultores para levar adiante o potencial de sua agroecologia, abrindo muitos empregos e avançando um desenvolvimento sustentável no país. Isso também precisa acontecer noi Brasil, a produção de maior qualidade, produtos orgânicos, sem veneno, aumento de empregos no meio rural, uma agricultura sustentável é uma das alternativas para superar o superpoder das transnacionais ou multinacionais do setor, ela e as novas alternativas energéticas vão ajudar a reequilibrar a ecologia, o que também é do interesse da economia rural".
Ádamo Alves e Padinha trocaram informações rapidamente também sobre a Rio+20 da ONU em junho no Brasil e sobre o relatório da WWF e da Nasa (PLaneta Vivo) - que teve a colaboração do astronauta holandês André Kuipers, diretamente da Estação Espacial Internacional - e que concluiu que a pressão do consumo e as agressões ao meio ambiente já exigem hoje 1,5 Terras, para suportar o excesso são necessários já um planeta e meio, o que dimensiona o volume do problema ambiental e a necessidade urgente de um desenvolvimento sustentável (equilibrando ecologia e economia) para evitar o declínio na saúde das pessoas, das florestas, rios, nascentes, oceanos, o que está destruindo a condição de vida planetária. Toda a luta é pela criação do futuro, uma nova maneira de viver que não seja a sociedade de consumo da atualidade, que chegou a uma situação-limite.


A troca de informações entre o ecoloigsta e o comunicador foi um avanço cultural
Fontes: Rádio Imperador AM
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

4 comentários:

  1. O programa teve boa audiência na manhã desta segunda-feira, inclusive, duas escolas estaduais vão usar a gravação da entrevista para informar os estudantes de 2º Grau, que estão fazendo pesquisa sobre este assunto de momento.

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  2. Foi teambém colocado no programa de Ádamo Alves pelo Padinha que estepossível veto da Presidente Dilma talvez aconteça antes mesmo de sexta-feira, 25, que o prazo máximo para a sanção presidencial.

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  3. Por e-mail, o internauta José Aparecido dos Reis, de Ituverava, comentou a entrevista e a considerou um marco de comunicação de problemas ambientais da atualidade: "Os programas de rádio e os jornais também, as TVs, precisam ampliar a discussão de temas de atualidade, ainda mais sobre ecologia, sobre economia, foi muito bom".

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  4. Acaba de sair uma previsão bem próxima do que será a decisão da Presidenta Dilma, no site da Folha de SP: O ex-ministro e atual secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff irá vetar entre 12 e 14 artigos do Código Florestal aprovado pelo Congresso. Segundo ele, que garantiu conversar frequentemente com Dilma sobre o tema, o veto não será total porque a decisão precisa ter "sustentabilidade política": "Não adianta a Presidenta fazer bonito, vetar tudo e o veto ser derrubado", explicou, ou seja, ela quer vetar, ganhar esta parada e avançar a legislação ambiental e o desenvolvimento sustentável no Brasil, a bem de todos os setores da Nação e em especial, dos nossos recursos naturais, base para o futuro do Brasil.

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