quinta-feira, 3 de maio de 2012

PRIMEIRO GOVERNADOR A ASSINAR DESMATAMENTO ZERO

Um avanço histórico na luta para mudar a realidade e criar o futuro
 
A bordo do navio Rainbow Warrior, do Greenpeace, que promove a campanha, as principais autoridades do Amapá, estado da Amazônia, exemplarmente assinaram a petição pela lei que pretende zerar a devastação florestal: claro que este avanço histórico para a luta pela ecologia do meio ambiente e pelo desenvolvimento sustentável só vai se concretizar com outros avanços, conforme comenta o editor do nosso blog Folha Verde News, o ecologista Padinha: "Se esta atitude exemplar é histórica, ela se tornará mais maravilhosa ainda com o potencial que terá a realidade brasileira de avançar, após um possível Veto da Presidente Dilma ao Código Florestal, tal qual foi aprovado na Câmara dos Deputados, bem como com bons resultados da Conferência da ONU em junho no Brasil, que é a luta da Cúpula dos Povos para a Rio+20. Estes avanços caso aconteçam mudarão a história contemporânea do país e até do planeta, mas exigem ainda muita e muita luta, de toda forma, o Desmatamento Zero, do Greenpeace, esta lei de iniciativa popular e da cidadania já sinaliza que a guerra pela vida começou, já foi dado um grande primeiro passo pela criação do nosso futuro agora neste ano que já se mostra realmente histórico para a ecologia". 
 

Um momento histórico para a ecologia
Confira a seguir na íntegra o post do site do Greenpeace

Ainda há esperança para as florestas após o escândalo do Código Florestal no Congresso Nacional. A lei de iniciativa popular pelo Desmatamento Zero no Brasil é uma alternativa para os brasileiros que, ao contrário do Congresso, acreditam ser fundamental preservar as florestas do país. Representando o estado mais preservado da Amazônia – e do Brasil, Carlos Camilo Capiberibe, do Amapá, foi o primeiro governador a assinar a petição, declarando seu apoio a esta iniciativa de cidadania. A bordo do navio Rainbow Warrior, o Greenpeace reuniu personalidades da política estadual e municipal na cidade de Macapá, além de técnicos do ICMBio, responsáveis pela conservação dos Parques Nacionais, para receber o apoio à iniciativa que visa acabar com a destruição das matas nativas brasileiras. Além do governador do estado, estavam presentes também os senadores João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que igualmente assinaram a petição pela lei do Desmatamento Zero. “O novo Código Florestal atenta contra o estado do Amapá. É um retrocesso e uma derrota ao meio ambiente. Nosso estado é um enorme laboratório de desenvolvimentosustentável. Uma das tragédias para as florestas é a produção de ferro gusa. O Haiti não tem mais floresta por conta do ferro gusa, e tentaram fazer isso aqui no Amapá. Por esses motivos, eu coloco a minha assinatura nesse projeto de lei com enorme satisfação”, afirmou o senador João Capiberibe. O governador Camilo Capiberibe afirmou que a lei do Desmatamento Zero não representa uma ameaça ao desenvolvimento, pois preserva o direito das minorias, como a agricultura familiar, os quilombolas e os povos indígenas. “Essa é uma lei de contraponto ao Código ruralista. O povo da Amazônia quer o PAC das florestas. E é por isso que eu assino, muito tranquilo e com senso de responsabilidade.” O governo do Amapá foi também o primeiro a revelar ao Brasil os danos do novo Código Florestal a um estado que aposta na economia sustentável. A Secretaria Estadualde Meio Ambiente do Estado (SEMA) divulgou dados preliminares do estudo que mostra os impactos do Código aprovado pelos ruralistas no desmatamento do Amapá.


Segundo a pesquisa, o estado possui apenas 1,2% de seu território desmatado. Com as brechas abertas pelo novo Código, em apenas dois anos esse número quadruplicaria, chegando a 5%. Isso porque o novo texto permite que estados que possuam mais de 65% de seu território em áreas protegidas – caso do Amapá, cujos 72% do território estão divididos entre Terras Indígenas e Unidades de Conservação –, possam ter suas Reservas Legais reduzidas em 50%.
“Com mais de 95% de seu território preservado, o Amapá é um grande exemplo da feliz união entre desenvolvimento econômico e conservação florestal. Estamos aqui para mostrar a Amazônia que prospera com projetos baseados na floresta. A lei do Desmatamento Zero vem como uma alternativa ao desastroso Código Florestal aprovado no Congresso, que impacta diretamente esse estado.  E enquanto o Congresso faz uma lei pelo desmatamento, nós ecologistas fazemos uma outra pelas florestas”, disse Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace.

Fontes: www.greenpeace.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Durante a Ditadura Militar (entre 1964 e 1986) Chico Buarque falava que se a censura cortava uma música a gente criava outra: agora,esta lei de iniciativa popular e de cidadania diz, que se a legislação dos políticos ajuda o desmatamento, a kuta dos ecologistas cria outra, outra lei e outra realidade.

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  2. O comentário do editor deste blog resume muito bem na abertura da matéria do Greenpeace o potencial de todas as lutas dos socioambientais pelo desenvolvimento sustentável que o Brasil está podendo vivenciar neste ano de 2012. Mas se houver a promulgação do código dos ruralistas ou se a Rio+20 não seguir em nada as diretrizes da Cúpula dos Povos, o fracasso também será histórico, para toda a geração dos que amam a vida na atualidade.

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  3. Pensando com otimismo, esta lei de iniciativa popular e de cidadania, do Greenpeace, pode inspirar uma série de avanços que marcarão a história do Século 21, no país e no planeta, rumo a um desenvolvimento sustentável, aumentando a chance de criarmos todos juntos, países e ecologistas, o futuro da Terra.

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  4. Caso contrário, por exemplo, promulgação do Código Florestal ruralista e depois fracasso da Conferência da ONU no Rio, isso será um fracasso megahistórico, comprometendo toda nossa geração e o futuro da vida no país e no planeta.

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