domingo, 20 de maio de 2012

SERES HUMANOS TAMBÉM AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

A violência com que os humanos destroem a ecologia será a mesma que destruirá a espécie?

‘Os humanos serão responsáveis por sua própria extinção’, afirma Nick Bostrom, professor da Universidade de Oxford, em entrevista à revista Galileu, que está sendo postada na íntegra no site Eco Debates, aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, algumas das principais informações deste questionamento crítico da nossa espécie. Para o professor de filosofia da Universidade de Oxford, Nick Bostrom, não são apenas os desastres naturais, provocados por desquilíbrios na ecologia do meio ambiente ou por variadas formas de poluição na Terra que vão acabar com a espécie humana: para ele o próprio ser humano trama a sua autodestruição e levanta também a questão, a autodestruição faz parte da própria estrutura de vida da natureza?...O professor Bostrom acredita que, ainda neste século, precisamos encontrar ‘equilíbrio tecnológico’, o fator capaz segundo ele de salvar a vida do planeta e da humanidade.
A causa da extinção da humanidade? Os próprios humanos. Pelo menos é nisso que acredita o filósofo de Oxford e diretor do Instituto do Futuro da Humanidade. Ele argumenta que, por termos um longo histórico de sobrevivência em relação a desastres naturais, o perigo no momento (e no futuro) para a nossa espécie é antropogênico, ou seja, gerado por nós mesmos – para Bostron, na forma de nossas novas tecnologias. Agora, em um momento de mudanças climáticas, essa ideia parece fazer sentido na visão de muitos cientistas contemporâneos. A entrevista com Bostrom serve para entender de que forma estamos nos colocando em perigo com o padrão atual de desenvolvimento da humanidade. Isso é necessário para a continuidade da espécie?... Como a autodestruição humana poderia acontecer?...


A falta de pesquisa e de informações poderá ser uma das causas da extinção?

A poluição, os desastres ambientais, o desequilíbrio do ambiente e do...homem


O desenvolvimento tecnológico poderá salvar a vida na Terra?


O que acontecer com a natureza, acontecerá com a humanidade?...













Uma nova forma de viver, mais tecnologia e um novo equilíbrio de toda a vida na Terra?... 

Nick Bostrom: "Acredito que os maiores riscos estão ligados aos avanços tecnológicos, principalmente os que dão aos humanos maiores poderes na hora de alterar o funcionamento natural do mundo, a biologia, por exemplo. Quanto mais poderes temos, maiores as conseqüências. As mudanças climáticas são o exemplo mais atual. Mas também acredito que há grande risco nas formas mais avançadas de biologia sintética, em armas que usam nanotecnologia e, sim, na superinteligência de máquinas que ainda serão desenvolvidas neste século. Modificar o nosso próprio corpo, nossa capacidade, também é perigoso. E, claro, também existe a categoria de perigos que ainda não foram descobertos, tecnologias e mudanças que nem sonhamos, por enquanto, que possam ainda vir a existir. Quanto às mudanças do clima, este é não o nosso maior perigo, as maiores ameaças virão mesmo no fim deste século 21. Mas é de extrema importância que comecemos a pensar em medidas preventivas ou, então, em como contornar os possíveis desastres depois que eles aconteçam desde já. Para isso, o momento é agora. Podemos fazer muito, tanto como indivíduos ou como sociedade. Mas, como esses riscos são subestimados, ainda há poucos estudos que nos apontem um caminho certo. Uma coisa que já poderia estar sendo feita é a construção de um grande bunker, para que um contingente de humanos pudesse sobreviver a catástrofes nucleares, colapsos de nossa produção alimentar ou de riscos desconhecidos, com suprimentos para agüentar uma década. Mesmo assim, acho que a maneira mais efetiva de reduzir esses riscos é pesquisá-los mais, temos poucas informações sobre as ameaças à sobrevivência de nossa espécie. A história é cheia de prognósticos falsos de um apocalipse iminente. E até hoje esses profetas nunca apontaram a humanidade como a causa direta do fim do mundo. Ok, estamos falando de superstição e ciência, coisas distintas. Mas essas profecias fazem com que os riscos de extinção de agora acabem parecendo improváveis ou distantes, deixando as pessoas indiferentes a eles. A solução é separar a ciência da superstição, mas isso não é tão simples. Nem a ciência consegue dizer ao certo o que pode acontecer com a gente, entende? A ciência não pode fazer previsões mas, ao mesmo tempo, é cientificamente errôneo ignorar o que pode, ou não, acontecer conosco dentro do atual sistema de vida dos homens. Muitos dos riscos existentes para os humanos estão ligados à tecnologia, mas ao mesmo tempo não dá para ser contra o desenvolvimento tecnológico, com certeza. Afinal, novas tecnologias vão ajudar a reduzir essas ameaças. E, afinal, se pararmos nossa evolução científica, cultural, tecnológica, isso, por si só, será a causa de nossa extinção. Não podemos parar “no tempo”. Sim, encontrar esse equilíbrio é complicado, tanto quanto reencontrar o equilíbrio ecológico no ambiente.Ao mesmo tempo, existem tecnologias que, obviamente, são perigosas para nós, como armas biológicas. De toda forma, o perigo maior não vem da natureza que estamos destruindo mas de nós mesmos, de nossa própria violência ou desinformação".


Fontes: http://www.ecodebates.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

4 comentários:

  1. O filósofo de Oxford analisa a destruição dos seres humanos sem citar profecias religiosas, como o Apocalípse ou as setes verdades dos Maias e outras teses de fim do mundo. Ele concentra sua advertência tendo como foto a falta de informação e de um desenvolvimento de verdade, em especial, da tecnologia.

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  2. Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, não analisa em profundidade a violência da realidade atual nas sociedades de consumo nem considera os desequilíbrios causados pelo excesso de população, de consumo e de agressões ao equilíbrio ecológico do meio ambiente: ele foca a sua visão de uma autodestruição da humanidade na desinformação, na falta de pesquisa científica e de um atraso na tecnologia, que poderia avançar mais a chance de sobrevivência e a condição humana de vida, segundo ele.

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  3. Trata-se de um novo ou pelo menos, menos usual, ângulo sobre a ameaça de destruição da vida do planeta e da nossa prórpia espécie, que pode alimentar por mais um caminho um desenvolvimento sustentável, para a criação do futuro.

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  4. Houve também, recentemente, uma outra entrevista sobre este assunto, feita com Peter Ward e publicada no Brasil pela revistra Veja: A mãe natureza é cruel para este
    paleontólogo americano, que diz que é inútil e perigoso para a humanidade, a esta altura da civilização, tentar se reconciliar com a natureza retornando a um estilo mais primitivo ou natural de vida, como os índios ou os hippies.
    Na mitologia grega, Medeia é a rainha que mata os próprios filhos como forma de vingança contra o marido infiel, o herói Jasão. Segundo o paleontólogo Peter Ward, da Nasa e da Universidade de Washington, a natureza é dotada desse mesmo instinto assassino, condenando todos os seres vivos à extinção a longo prazo. A natureza conspira para tornar a Terra um planeta estéril. A tese central de Ward de que a vida é inimiga da própria vida colide frontalmente com algumas das ideias mais estabelecidas da ciência e do movimento ambientalista. Em seu livro The Medea Hypothesis (A Hipótese Medeia), Ward desmonta a "hipótese Gaia", aventada pelo cientista inglês James Lovelock há cerca de quarenta anos, segundo a qual a natureza teria compromisso com a manutenção da vida sobre a Terra tendendo para a harmonia, situação que teria a ação humana como única ameaça séria de desequilíbrio. Diz Ward: "É falsa a ideia de que a natureza se salvará se nos conciliarmos com ela. A chance de manutenção da vida humana no planeta está no aprimoramento da ciência e da tecnologia". Nesse ponto, a visão do paleontólogo Ward coincide com a do filósofo Bostron. Serve como um estímulo à inteligência do ser humano para descobrir uma alternativa à violência e a destruição da vida?...Com a palavra, a nossa geração.

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