quarta-feira, 16 de maio de 2012

TERMINA COM VITÓRIA GREVE DE FOME DE PALESTINOS

Dois mil presos políticos em Israel ficaram em jejum por 78 dias usando a arma da Não-Violência

Terminou a greve de fome de 78 dias dos presos políticos palestinos em Israel, que a partir de hoje começam a ter seus direitos humanos e de cidadania resgatados, o acordo, mediado pelo Egito, encerra um jejum de dois mil presos palestinos, após mais de dois meses: a notícia se manteve praticamente em segredo na mídia por ação das autoridades e policiais israelenses, mas já há quinze dias agências internacionais já estavam tentando confirmar esta iniciativa não-violenta, que afinal nesta semana se confirmou e terminou com vitória para estes prisioneiros políticos que lutam pela Palestina e pelos seus direitos mais fundamentais. Baby Siqueira Abrão, correspondente no Oriente Médio do site Brasil de Fato passa detalhes da informação, relatando que um acordo entre autoridades de segurança de Israel e representantes dos presos políticos palestinos foi assinado na segunda-feira, depois formalizado por ambas as partes na terça e hoje começa a ser finalmente executado: o acordo, que contou com a mediação de autoridades egípcias, obteve o sinal verde de todas as facções e partidos da Palestina. Mesmo assim, os prisioneiros levaram um dia inteiro discutindo os detalhes do documento antes de aceitá-lo. Parentes dos líderes desta ação não-violenta, Bilal Diab e Thaer Halahleh, há 78 dias em greve de fome, informaram ter recebido telefonemas de ambos, confirmando o fim do jejum político deles e dos outros prisioneiros políticos palestinos na mesa prisão em Israel.  "Mais uma vez, esta arma do jejum, consagrada historicamente por Gandhi na libertação da Índia, mostra a sua eficiência em casos extremos de luta pela justiça e pela cidadania ou pela liberdade e pela vida", comentou o editor do blog Folha Verde News, o ecologista Padinha, argumentando ainda que "o acordo não anula e sim confirma e alerta sobre a violência no Oriente Médio e ela vigora não apenas no Oriente Médio"...

A ação de não-violência de prisioneiros palestinos só agora quebra a censura de Israel

Familiares dos presos políticos também ficaram em vigília e oração

Cerca de dois mil palestinos participaram do movimernto












Pelo acordo, os mais de 2 mil grevistas têm 72 horas para voltar a ingerir alimentos, mesmo prazo que as autoridades sionistas têm para implementar as mudanças prometidas. Em relação aos detidos sem acusação e sem direito a defesa, o compromisso é instaurar processo, nos casos em que houver acusação real, ou libertá-los assim que terminar o atual período da detenção administrativa. Israel não renovará esse período indefinidamente, como costuma fazer. Isso significa que grande parte dos detidos voltará para casa até agosto de 2012. Os seis homens em greve há mais tempo, e em risco de morte imimente – Bilal Diab (77 dias sem comer em 14 de maio), Thaer Halahla (77 dias), Jaafar Izz Addin (54 dias), Omar Shalal (69), Hasan Safadi (71) e Mahmoud Sirsik (54) –, serão encaminhados a um hospital civil israelense, para recuperação da saúde. Israel se comprometeu a tirar das solitárias os presos em confinamento, a suspender o “decreto Shalit”, que tornou mais duras as regras prisionais após a captura do soldado Gilad Shalit pelo Hamas. Shalit foi libertado em outubro de 2011, mas as autoridades israelenses mantiveram o “decreto”, apesar das promessas de revogá-lo. Pelo acordo de agora, os prisioneiros poderão voltar a ler e a estudar, e os originários de Gaza receberão visitas de familiares e assistência de advogados, até isso estava proibido pelas autoridades israelenses, que violentavam as leis mais fundamentais do Direito.

Fontes: http://www.brasildefato.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/



5 comentários:

  1. Em casos extremos de violação dos direitos mais fundamentais, risco de vida, injustiças e graves ameaças, a ação da Não-Violência tem se mostrado eficiente arma para reverter, com muito sacrificio dos que jejuam, a situação, como aconteceu agora neste conflito entre Palestinos e o Governo de Israel.

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  2. Como diz, no contexto deste post aqui no blog de ecologia, o nosso editor, esta vitória parcial dos dois mil prisioneiros palestinos (que fizerem jejum político por 78 dias) deve ser comemorada, porém criticamente, pois é uma situação que mais uma vez denuncia a Violência, que tem prevalecido em várias regiões do planeta sobre o Direito, não somente no Oriente Médio.

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  3. Um dos princípios da ação cultural deste blog de ecologia e de cidadania é a Não-Violência, ideal de vida de muitos ecologistas, sendo a greve de fome ou o jejum político, a principal arma deste movimento, usada em casos de extrema necessidade, quando não há possibilidades de resgate dos direitos ou da Justiça.

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  4. Estes presos políticos palestinos (algumas informações falam que são mil e seissentos, outras, 2 mil, outras ainda, 2 mil e quinhentos) marcam assim na história contemporânea mais uma vitória do movimento da Não-Violência, iniciado com Gandhi no século passado na Índia, mas que tem uma tradição de milhares de anos em todo o Oriente, também como forma de oração. Uma das "táticas" da Não-Violência é pensar com amor nos adversários ou inimigos durante o jejum ou greve de fome, conforme a sabedoria oriental, divulgada no Ocidente por Mahatma Gandhi. Hoje, uma forma de luta muito usada em todo o planeta.

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  5. Cada vez que alguém faz um jejum ou uma greve de fome é sinal de que a violência está naquele lugar prevalecendo sobre o bom senso, o direito, a justiça.

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