quarta-feira, 20 de junho de 2012

CADA VEZ MAIS ECOLOGISTAS E JORNALISTAS AMEAÇADOS E ATÉ MORTOS

Mais de 700 ambientalistas mortos nesta década (metade no Brasil) e cerca de 100 jornalistas estão hoje ameaçados

Preparando um relato sobre censura, ameaças à liberdade de informação. bem como, à segurança e à vida dos profissionais de comunicação nos variados países na atualidade, a equipe do nosso blog de ecologia e de cidadania levantou rapidamente quase 100 ocorrências nos últimos 2 anos: o relatório será ainda encaminhado à Cúpula dos Povos e à coordenação da Rio+20, bem como à Unic, órgão de imprensa da ONU. Por sua vez, conforme reportagem de Bruno Calixto para a edição online da revista brasileira Época, a ONG Global Witness divulga na Rio+20, um relatório preocupante: 711 ativistas ambientais foram assassinados na última década, uma média de mais de um assassinato por semana. Além disso, a quantidade de mortes aumentou no período 2009-2011, o que indica que os conflitos e disputas por terras e florestas estão aumentando em várias partes do mundo. O Brasil é o país mais problemático. Foram 365 ativistas ambientais assassinados, mais da metade de todos as mortes relatadas. No entanto, é importante lembrar que, em muitos países, as informações são fragmentadas e é difícil saber com exatidão todos os casos. Jornalistas e ecologistas acreditam que o número de mortes deve ser bem maior do que o reportado, muitos crimes ocorrem sigilosamente.



Um dos casos brasileiros relatados é o de Nísio Gomes, líder do povo indígena Guarani-Kaiowá. Nisío desapareceu após um ataque de pistoleiros em um acampamento indígena no Mato Grosso do Sul, e nunca mais foi encontrado. ÉPOCA já mostrou a história dos guaranis de Mato Grosso do Sul, uma tragédia indígena comparada a de países em guerra. Outro caso recente foi o assassinato José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito, no Pará. O casal de extrativistas denunciavam criminosos que invadiam uma reserva para explorar madeira. Outros países amazônicos, como Peru e Colômbia, também apresentaram grande quantidade de assassinatos de ativistas. Segundo a Global Witness, uma “cultura de impunidade” faz com que os culpados não sejam condenados, contribuindo para o alto índice de crimes. A falta de liberdade ou os limites ao trabalho dos comunicadores também contribui para que não se mude a atual realidade, também no sentido socioambiental, atrasando o processo de implantação de um desenvolvimento sustentável em todos os cantos da Terra, "onde só existirá futuro em nossa vida com um equilíbrio entre economia e ecologia, que precisa ser implantado, mesmo que isso contrarie grandes interesses", comentou o nosso editor Antônio de Pádua, ecologista Padinha, ativista da Não-Violência.

Fontes: UNIC
             BBC
             Época
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Ameaçados e mortos, cada vez mais ativistas socioambientais enfrentam este desafio no seu dia a dia, esta forma de violência atinge também jornalistas: só por estes dados
    levantados pela Gobal Witness a questão da violência deveria estar na pauta da Rio+20.

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  2. Assim como a questão da saúde pública, a da violência da atualidade também não entrou na pauta oficial da Rio+20 da ONU, um erro lamentável. Até na Cúpula dos Povos, o tema não recebeu o espaço necessário de discussão. Agora, este levantamento da Global Witness resgata o valor destes conteúdos.

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  3. Politicagem, outros interesses, manipulação dos movimentos sociais e das informações, muitos ecologistas, cientistas e jornalistas de vários países, nos bastidores da Rio+20, da Cúpula dos Povos e de todos os eventos de agora no Rio e no Brasil, paralelos à Conferência Mundial da ONU, estão criticando a omissão de temas tão importantes e fundamentais como saúde e violência na pauta oficial, mas com certeza, temas constantes dos contatos em off.

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