terça-feira, 5 de junho de 2012

SAÚDE E NÃO-VIOLÊNCIA ESSENCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Especialistas cobram a inclusão dos temas relacionados à saúde nas discussões da Rio+20


Segundo matéria sendo postada hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, no portal Eco Debate, pesquisadores brasileiros ficaram decepcionados com a falta de menção à saúde no documento da ONU que será debatido durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável que será realizada, de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro,com a participação já confirmada de representantes de 186 países. As informações são de Paula de Castro, que atua também para a Agência Brasil e o ecologista Antônio de Pádua, o editor de nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, Padinha comenta que "nao dá para se entender o equívoco dos técnicos ambientais que assessoram a Organização das Nações Unidas com estra exclusão dos problemas ligados à saúde pública, algo que com certeza é fundamental para se obter uma gestão sustentável de qualquer país e de todo o planeta".
A informação na íntegra e mais comentários você pode acessar em gravação de reportagem radiofônica no Eco Debate. De toda forma, esta notícia, exatamente nesta data oficial da ONU sobre o meio ambiente, repercute muito mal, "mostrando autoridades governamentais despreparadas para a sua função, isso pode significar muitos erros e limites nas gestões públicas das nações, em prejuízo da qualidade de vida", completa Padinha.
Ele aproveita o gancho desta omissão no documento de debates dos chefes de Estado na Rio+20  para criticar também outra falha, do mesmo grau de importância e gravidade. 

Não-Violência não pode ficar fora dos debates na Rio+20 nem da Cúpula dos Povos

Assim como a saúde, outro fator essencial para o equilíbrio entre economia e ecologia, na implantação do desenvolvimento sustentável, é o combate aos índices cada vez mais alarmantes de violência nas atuais sociedades de consumo que prevalecem como modelo ou sistema em toda a Terra. E neste sentido, o ecologista e repórter Padinha, argumenta que "diante da injustiça ou do sofrimento de tanta gente e dos casos cada vez mais constantes e rotineiros das mais variadas formas de violência em todos os lugares do mundo na atualidade, não se entende a falta de discussão das autoridades governamentais dos países sobre a principal arma para combater este mal pela raíz, que é a cultura da vida". Ele considera que "combater a realidade violenta apenas com repressão só gera maiores índices de situações violentas, sendo pelo contrário, que através das comunicações, da informação, da arte, da educação e da cultura, pode-se criar uma alternativa a esta situação, este é o caminho da Não-Violência".
O editor do nosso blog inclusive lamenta também a omissão na programação até agora publicada de atividades na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, organizado por movimentos sociais, populares, sindicatos e entidades de classe, de debates sobre a Não-Violência: "Atualmente, sem esta cultura que prioriza o uso da inteligência e não da força ou das armas ou somente da repressão policial como uma estratégia eficiente para combater a violência de todos os tipos, isso não pode ficar de fora dos debates ou da busca de opções reais para se implantar a sustentabilidade ambiental, social, política, econômica na gestão pública de qualquer cidade, estado ou país, não sei se é por falta de informação ou se existem outros interesses para explicar esta omissão: como dizia Gandhi há mais de meio século atrás, a política do olho por olho vai levar o ser humano à cegueira cultural, referindo-se ao combate à violência com medidas igualmente violentas".
Por outro lado é um fato que agora neste século 21 cada vez mais a Não-Violência, por exemplo através de greves de fome e jejuns, tem sido usada como uma arma de cidadania para se lutar pela liberdade ou por direitos violados, justiça social, diminuição de situações de crueldade e mudança da realidade atual comum a vários países: a cultura da vida, originada no Oriente, desde pioneiros como o poeta chinês Lao-Tsé, hoje é utilizada como prática ou atitude nos mais diferentes lugares do mundo, na própria Índia, no Paquistão, na Bulgária, na luta dos monges budistas pela liberdade cultural, religiosa e política do Tibet, nos conflitos envolvendo os Palestinos, agora recentemente por ativistas do Greenpeace, da fedesa dos animais no Japão e em outros países, até na inovadora forma de luta das garotas do Grupo Femen na Ucrânia e na Polônia seminuas para denunciar a indústria da prostituição na Eurocopa, nas prisões brasileiras tem sido feitas muitas greves de fome, também índios brasileiros e ecologistas tem se utilizado desta tática para enfrentar adversários mais poderosos, enfim, não dá para se omitir das discussões da procura de uma melhor qualidade de vida, justiça social e ambiental, bem como de desenvolvimento sustentável, a Não-Violência como uma alternativa para mudar e avançar a realidade. Vários dos contemplados com o Prêmio Nobel da Paz ultimamente usaram estratégias não-violentas e só mais um caso ícone deste fato ou tendência, é o da vida da índia brasileira Joênia Batista de Carvalho, a sua luta. Seus deveres vão muito além do que se esperaria de uma mulher da tribo Wapixana, em Rorâima, onde ela nasceu. Joênia, cuja língua materna é o aruák, é a primeira advogada indígena do sexo feminino do país. Joênia  há 8 anos foi condercorada com o Prêmio Reebok , que premia anualmente os grandes ativistas de Direitos Humanos no mundo, sendo entregue na sede da Nações Unidas, em Nova York. Até hoje não teve destaque na grande mídia do Brasil, a não ser em sites de ecologia e de cidadania ou da cultura alternativa, mesmo com a cada vez maior incidência de vítimas da violência no campo (especialmente no norte do país), que chega a atingir também profissionais de comunicação mais independentes. Este será aliás um tema que precisa constar do Fórum das Mídias Livres, agora na Cúpula dos Povos, bem como no encontro internacional dos jornalistas verdes no Global Greens, ambos paralelos e simultâneos à Rio+20 da ONU no Rio de Janeiro semana que vem. E hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, poucos se dão conta que a Não-Violência é fundamental para a ecologia humana transformar a realidade atual.

Há mais de meio século Gandhi advertia sobre a cegueira de combater a violência com a violência

Atualmente, as garotas do grupo Femen usam a cultura da vida na cidadania

Prisioneiros palestinos fizeram recentemente grave de fome

Vários humildes enfrentam poderosos com as armas da....

.... não-violência, como os indígenas brasileiros e líderes rurais ameaçados pela violência

Fontes: http://www.ecodebate.com.br/
             Agência Brasil
             BBC
             Centro Knight
             http://folhaverdenews,blogspot.com/


3 comentários:

  1. Menos do que comentários ou vastas argumentações basta apenas observar os fatos e as tendências da atualidade para se perceber a importância fundamental tanto dos problemas da saúde como das questões da violência para se mudar ou avançar a realidade antiecológica de hoje.

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  2. Com cerca de 2 anos de atuação, este blog de ecologia e de cidadania tem procurado destacar as lutas pela liberdade de informação, não somente na Internet, como as causas da ecologia, inclusive também da cultura da vida, que é o caminho mais rápido para se buscar uma alternativa de vida com condição humana, sem o que, não existe sustentabilidade.

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  3. Inclusive, uma equipe do Folha Verde News estará no contexto da Rio+20 da ONU agora nos próximos dias captando imagens e opiniões sobre este tema, no documentário "Não-Violência X Fim do Mundo".

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