sexta-feira, 13 de julho de 2012

ATO PÚBLICO PELA CIDADANIA DIANTE DA VIOLÊNCIA DE AGORA

Manifestação no Masp pede fim de genocídio contra população negra e pobre de São Paulo 


Entidades denunciam extermínio e alertam para intensificação da violência na periferia em função de instabilidade na polícia, de preconceitos e da crise dos valores humanos na realidade de hoje

Gisele Brito, da Rede Brasil Atual, resumiu assim ao vivo no local o ato público em São Paulo, que o blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News reproduz pela importância ou gravidade deste tema a seguir, aqui, agora: manifestantes protestaram contra onda de violência que atinge jovens negros e pobres na periferia de São Paulo. Um grupo de cerca de 400 pessoas protestou no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista em São Paulo, pelo fim da violência contra a juventude pobre e negra em ato organizado por 39 entidades. Os manifestantes denunciam que um “genocídio” estaria ocorrendo na periferia de São Paulo e que isso foi intensificado nos últimos dias por causa de um suposto revide da Polícia Militar à morte de seis agentes públicos. Desde o dia 13 de junho, há um mês pelo menos 127 pessoas morreram em situações com sinais de extermínio na Grande São Paulo e também no interior do estado. Para Danilo Dara, do coletivo Mães de Maio, a onda de assassinatos expõe a fragilidade da política de segurança na região mais rica do país. “Qualquer instabilidade, quem paga o preço é a população pobre e negra moradora dos bairros periféricos. Assim como aconteceu em maio de 2006, em abril de 2010, está acontecendo agora, o que até configura um estado de exceção”.  “Nós sabemos a cor da pele das pessoas que eles enquadram, atiram, matam. Isso não vem acontecendo só agora, acontece há 400 anos. Apenas está sendo exacerbado nas últimas semanas”, afirma José Henrique Viegas, professor e membro do comitê organizador do ato.
Segundo dados do Mapa da Violência no Brasil, enquanto o número de homicídios entre a população branca diminuiu entre 2002 e 2010, passando de 18.852 para 13.668, aumentou entre pretos e pardos, subindo de 26.952 para 33.264 no mesmo período. O estudo também revela que em 2011, o número de negros mortos foi, proporcionalmente, 139% maior do que de não-negros.
“Nós vivemos em um estado policial que se dá o direito de ter medidas totalmente autoritárias, totalitárias que lembram o fascismo. Isso acontece porque o governo paulista promove a própria violência  como política de estado. Estamos aqui exatamente para denunciar esse tipo de perseguição à população negra e pobre também”, explicou Wilson Honório da Silva, do Quilombo Raça e Classe, um dos grupos que organizaram a manifestação, a favor de maior segurança, justiça e paz na periferia da Grande São Paulo.

Setores da periferia e da população negra de São Paulo organizaram...

o ato público que desde a tarde já agitava a região do MASP da capital

...protestando contra condições de insegurança pública nos bairros


A manifestação se alongou até altas horas e reuniu centenas de jovens...

...um deles pedia liberdade e não-violência na periferia para toda a população


Fontes: http://www.brasildefato.com.br/
             http://www.redebrasilatual.com.br/
             http://folhaverdenews,blogspot.com/

5 comentários:

  1. Ainda que não tenha tido uma cobertura que merece este tipo de ato público de cidadania, a manifestação desta semana no Masp em São Paulo dimensiona o aumento sem igual nos últimos meses dos índices de violência na capital e em todo estado paulista.

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  2. Até comemorações ligadas a times de futebol têm gerado violência, não só entre torcidas diferentes, como também entre policiais e torcedores: isso é mais um sinal do aumento do clima violento, a dano da qualidade de vida de toda a população, em especial dos menos poderosos, dos que moram em regiões com maior insegurança.

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  3. Vários tipos de preconceitos e tabus também colaboram para tornar mais graves estes acontecimentos e mais oportuna esta manifestação sa sociedade civil paulistana, por sinal, pacífica, sem violência.

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  4. A questão da falta de uma maior liberdade de informações também gera este tipo de situação-limite, atos públicos pacíficos servem de alerta e podem criar uma atmosfera favorável à não-violência, à busca de alternativas de solução na periferia e em todo o universo da população paulista e brasileira.

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  5. Quase ao mesmo tempo que acontecia esta manifestação em São Paulo, no Mato Grosso ocorreu uma outra, denunciando violência contra os índios Kaiowá-Guarani. Mais um alerta de que no campo e no meio urbano os índices de violência estão aumentando na atualidade e em todas as regiões do país, mesmo que em São Paulo haja no momento a explosão de um foco.

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