quarta-feira, 18 de julho de 2012

BANDA LARGA EM DISCUSSÃO NA ONU (E NO BRASIL)

Em pauta, a universalização da banda larga nas Américas, ainda mal resolvida no Brasil


Para promover a implementação da conectividade de banda larga na região, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) está realizando a Cúpula Conectar as Américas  e o debate vai até amanhã,  quinta-feira (19): Chefes de Estado e Governo, Ministros, Chefes-Executivos da indústria das tecnologias de informação e comunicação (TIC), funcionários das Nações Unidas, instituições financeiras, acadêmicos e a mídia buscam alternativas para o setor, segundo informa o site da ONU. "No Brasil, a banda larga ainda é problemática, menos ampla mais cara e mais lenta do que na maior parte dos países do mesmo porte", avalia o editor do blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News. Uma reunião ministerial, segundo noticia a ONU, finalizará hoje o rascunho de um documento, enquanto um grupo de interessados de diversas áreas revisará os acordos de projetos e parcerias com base nas necessidades do conjunto das Américas.A proposta sem resumo é mobilizar os recursos necessários para disseminação da infraestrutura de banda larga nas Américas do Norte. Central e do Sul, criando oportunidades de atrair um compromisso de investimentos em recursos humanos, financeiros e técnicos. "Além do lado econômico, tecnológico e social, um avanço da banda larga significa diretamente avançar a qualidade e todo o universo da vida cultural da população em toda esta região do planeta, também por aqui no Brasil", comentou ainda o ecologista Padinha ao postar esta iniciativa da Organização das Nações Unidas, vista como muito positiva.
 
Brasil tem a banda larga mais cara do mundo



O Brasil tem a banda larga - fixa e móvel - mais cara do mundo e com custo muito acima do praticado em países emergentes e até mesmo com economias menos desenvolvidas, informa a repórter Ana Lobo, ao revelar estudo da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas), isso há cerca de 3 meses atrás. De acordo com este estudo, divulgado no país pelo Comitê Gestor da Internet, o custo do mbps móvel está em US$ 51, enquanto no Quênia fica em US$ 4 e na Turquia, US$3. Na banda larga fixa brasileira, o custo do megabit está estimado em US$ 61.Segundo os mesmos dados, mesmo que o Brasil desonerasse o serviço de banda larga - uma reivindicação antiga das operadoras - o custo do megabit móvel - US$ 51 (cerca de R$ 90,00 com o dólar a R$ 1,75) - ficaria muito acima do cobrado em países com situações econômicas inferiores a nossa. Panorama semelhante na banda larga fixa - US$ 61. "Entre as oito maiores economias, o Brasil é o mais caro disparado. Precisamos rever muitas questões em telecomunicações. Podemos garantir que a Telefonia, e a banda larga entra nessa questão porque são serviço das teles, é a grande vilã para o desenvolvimento das TICs no país", diz Carlos Afonso.

Há apenas 5,8 conexões para cada 100 brasileiros; operadoras cobram preços 24 vezes mais caros do que nos EUA

Conforme o jornalista especializado Fausto Salvadori, para 65,2% da população brasileira acima de dez anos, enviar um e-mail ou fazer uma pesquisa no Google são práticas tão distantes como passear de helicóptero ou dirigir uma Ferrari: 104,7 milhões de brasileiros não acessam a Internet, segundo o IBGE. Isto é ruim? Na verdade, é péssimo: segundo a pesquisa Barômetro Cisco (pesquisa que mede a evolução da adoção das tecnologias de acesso à Internet em banda larga no país), existem apenas 5,8 conexões fixas de banda larga para cada 100 brasileiros. A grande maioria ainda é obrigada a navegar aos trancos e barrancos da conexão discada, aquela que às vezes pega, às vezes não pega, que ocupa a linha do telefone e obriga o usuário a navegar de olho no relógio, já que é cobrada por hora.
Mas por que o Brasil, que aparece decolando na capa da revista inglesa “Economist”, a potência em ascensão que sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ainda não conseguiu trazer a maioria dos seus habitantes para o século 21?...Ainda hoje, em menos da metade das cidades brasdileiras, funciona a banda larga. A banda larga ainda não pegou no Brasil porque é cara e ruim. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado ao governo federal) apontou que a assinatura do serviço no país custa, em média, R$ 162 por mês, o equivalente a 31,8% do salário mínimo. Quando se compara o preço mínimo da banda larga com a renda da população, o Ipea conclui que as operadoras brasileiras cobram preços 24 vezes mais caros do que nos EUA.

Os altos impostos têm só uma parte da culpa pelos preços altos: segundo o Ipea, mesmo o serviço de “banda larga popular” de São Paulo, que é isento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), ainda é 18 vezes mais caro do que a banda larga norte-americana. “O Brasil tem um dos serviços de acesso à banda larga mais caros do mundo porque os preços são deixados à mercê do mercado, sem nenhuma garantia ao consumidor, num cenário em que várias municípios estão sujeitos a um monopólio das companhias telefônicas”, afirma Carolina Ribeiro, coordenadora da ONG Intervozes. Uma realidade a ser mudada urgentemente no caso do Brasil e de outros países do continente, daí, a importância deste evento que está acontecendo agora na União Internacional de Telecomunicações, na ONU, em Washingto, nos Estados Unidos. O Brasil precisa se ligar e influenciar a decisão da UIT a bem da qualidade de vida da população e de todo o seu futuro, conclui esta edição da Folha Verde News. 

A solução do problema da banda larga no Brasil passa também pela tecnologia de satélites...

...e envolve diretamente a democracia, a cidadania e a qualidade de vida da população

Fontes: www.onu.org.br
             convergenciadigital.uol.com.br
             revistagalileu.globo.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Pelas informações e comentários neste post do blog Folha Verde News, a partir da reunião acontecendo agora na ONU, a conclusão é que o problema não é só tecnólogico nem apenas político ou econômico, enfim, algo bastante complexo para ser resolvido.

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  2. Diante da complexidade do problema é que a ONU e a UIT estão discutindo internacionalmente esta pauta, com a perspectiva de avançar o setor nas Américas, no caso, também no Brasil, onde a banda largar deveria ser uma solução de comunicação e de tecnologia, mas ainda é uma dificuldade.

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  3. Nosso blog discute esta pauta e busca levantar mais informações sobre a banda larga, sabendo que uma das soluções buscadas no país é um avanço na tecnologia e implantação de satélites nacionais de telecomunicação. Não basta isso, se não houver a gestão econômica, cultural de um problema tão complexo e universal, como argumenta o site da ONU.

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  4. Estamos abertos à contribuição que você ou sua entidade de pesquisa ou de tecnologia possa dar neste tema, envie sua colaboração, crítica ou comentário para o site dop nosso editor navepad@netsite.com.br para agilizar o debate, que se faz necessário também em nosso país.

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