segunda-feira, 30 de julho de 2012

EM SÃO PAULO PROTESTO DO FEMEN E EM MINAS AUMENTA A TENDÊNCIA


Grupo Femen pede partos em casa e em Minas Gerais esta é uma tendência já crescente

Júnia Oliveira e Valquíria Lopes fizeram reportagem para o site do jornal Estado de Minas, mostrando que cresce em BH e em todo aquele estado a opção por partos em casa, enquanto isso, também neste fim de semana, em São Paulo, ativistas da versão brasileira do Grupo Femen (movimento internacional de cidadania que usa a nudez do corpo das mulheres em manifestações feministas ou femininas) deu as caras em um prostesto no Museu de Arte São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, defendendo este tipo de parto como prioridade e liberdade da mulhwer hoje em dia, quando planos de saúde e hospitais indicam ter interesse em fazer cirurgias tipo cesarianas para o nascimento de crianças. "Realmente, há interesse financeiro nesta questão, planos de saúde, SUS e maternidades preferem partos com cirurgia, enquanto a cultura atual tem como tendência o parto natural e feito em casa, com asistência média", comenta o editor do blog de ecologia e de cidadania, Padinha, ao editar hoje o Folha Verde News: "Este é um assunto que as próprias mulhares precisam ter a liberdade e a autonomia para decidir sem pressão, sendo válidos os prostestos do grupo brasileiro Femen e a nova prática que se estabelece em BH".  


Protesto Femen em São Paulo

Grávidas de BH fazem opção preferencial por parto natural em casa

Nudez feminina como arma de cidadania já tem força na Europa



A lógica de realização de partos em Belo Horizonte tem privilegiado a prática de cesarianas e mostrado que o parto natural vem sendo já a segunda opção entre gestantes nas maternidades da capital, informam Júnia Oliveira e Valquíria Lopes, repórteres do EM. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mostram que este ano, até o dia 12, 11.357 crianças vieram ao mundo por meio de intervenção cirúrgica, o que representa 51,3% do total de nascimentos, enquanto os partos normais somaram 10.756 (48,7%). Os números de 2012 seguem tendência da alta de 2011, quando pela primeira vez nos últimos seis anos a cesariana superou, com o mesmo percentual (51,3%), os nascimentos naturais na capital mineira. Por trás de quantidades absolutas e de porcentagens, especialistas reconhecem a pressão dos planos de saúde e interesses financeiros pela intervenção cirúrgica. Por outro lado, debatem, do ponto de vista ideológico e do estilo de vida de muitas mulheres, o desejo pela realização do parto em casa, instaurado em todo o país. Na pauta das discussões, federação médica e conselhos regionais discutem a permissão de os médicos poderem dar assistência nesse tipo de procedimento. Minas Gerais já se decidiu e optou, oficialmente nesta semana, por não impedir a participação de médicos nos partos em domicílio. Também deixou a critério do profissional a presença das doulas – mulheres que dão suporte físico e emocional às gestantes. No Rio de Janeiro ficou definido, no dia 19, que médicos não podem participar de partos domiciliares e que doulas e parteiras ficam proibidas de atuar no procedimento em ambientes hospitalares. É uma nova realidade em discussão e em formação na vida do povo e em especial, das mulheres de hoje, elas que têm o direito de fazerem livremente a sua opção, sendo que o sistema de saúde precisa acolher esta tendência e não somente levar em conta o interesse financeiro ou o costume já arraigado de partos à cesariana. Há ainda vertentes especiais, como o parto na água, desenvolvido na França, de toda forma, uma questão da maior importância, que tem a ver com a ecologia, porque envolve a vida das futuras gerações e a cidadania das futuras mamães. Nosso blog abre espaço para esta discussão e nova realidade.

Fontes: www.em.com.br
             www.uol.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Já ao final da década de setenta, fazendo parte das equipes do Globo Repórter e Fantástico, a gente discutia nestes programas de TV esta questão, inclusive, mostrando as alternativas existentes e em pratica em outros países, como na França (parto natural na água). Demorou mas o tema entra em pauta.

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  2. Acima de quaisquer interesses, deve estar a vida, a segurança e o equilíbrio dos bebês e das mamães, o direito à vida e a liberdade de opção. A Medicina tem mesmo que acompanhar e se adequar às tendências culturais de cada época, no momento, dentro do avanço da cultura da vida, da ecologia, a tendência é o parto natural e uma de suas principais conquistas, aquele feito em casa com acompanhamento de médico do sistema de saúde.

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  3. Este não deixa de ser um assunto tabu e claro há interesses outros na questão, além do direito à vida e cidadania das mulheres, neste mundo bastante comercial de sistemas de saúde e hospitais, que preferem o parto com cirurgia, a famosa cesariana.

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  4. Importantes, tanto a matéria feita em BH pelas duas jornalistas mineiras, como o ato público do Grupo Femen à brasileira: depois de virar uma onda na Europa, o uso do corpo ou da nudez como uma arma em protestos, invade cada vez o Brasil e neste universo (parto) tem tudo a ver com a luta das mulheres, lutas femininas e feministas, que precisam mesmo mobilizar a mídia e através dela, a opinião pública.

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  5. Mobilizar e informar a opinião pública com liberdade e independência é um dos melhores caminhos para mudar e avançar a realidade em todos os setores da vida. Esta é a visão da equipe do nosso blog de ecologia e de cidadania.

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