quarta-feira, 11 de julho de 2012

JOGADOR DA PALESTINA E DA NÃO-VIOLÊNCIA LIBERTADO EM ISRAEL

Após três anos na prisão sem acusação formal e pós-jejum de 92 dias ele sai como herói palestino‎


Mahmoud Sarsak, meia da seleção de futebol da Palestina, ficou detido por três anos sem nenhuma acusação e apenas por suspeitas, agora sob pressão internacional Israel soltou finalmente o jogador de futebol da Seleção Palestina, detido durante três anos sem nenhuma acusação formal da Justiça israelense, Mahmoud Sarsak, de 25 anos, foi recebido com muita emoção por familiares e centenas de palestinos na cidade de Beit Hanoun, no norte de Gaza. O jogador tornou-se um símbolo da luta pela libertação da Palestina por ter jejuado por 92 dias em protesto contra sua prisão e para pressionar o governo israelense. Sarsak faz parte do grupo de centenas de prisioneiros palestinos que utilizam a greve de fome, arma da Não-Violência, como forma de protesto e resistência à ocupação israelense, privação da liberdade e denúncias de tortura contra presos políticos. Desde 20 de julho, o jogador, que corria risco de morte, voltou a se alimentar sob a supervisão de médicos em um hospital para prisioneiros em Ramla. Apesar da grave condição de saúde de Sarsak, o IPS (Serviço de Prisão de Israel, sigla em inglês) negou o acesso de médicos independentes ao prisioneiro até o mês de junho, quando completou 80 dias de greve de fome. Na época, a associação de direitos humanos e de apoio aos prisioneiros palestinos Addameer reportou que Mahmoud tinha dificuldade para falar e sofria constantemente de lapsos de consciência. Segundo médicos da PHR-Israel (Médicos para os Direitos Humanos de Israel, sigla em inglês), o jogador havia perdido 33% da massa corporal (25 quilos) chegando a pesar 51 quilos.
Sarsak fora preso arbitrariamente por forças israelenses há três anos quando realizava a travessia de Erez na fronteira da Faixa de Gaza com Israel. Foi acusado de ser um combatente da Jihad Islâmica, o jogador acabou sendo denunciado na lei israelense de “combatentes infiéis” e nunca chegou a ser julgado ou denunciado formalmente por Israel. Seu caso não comoveu apenas palestinos e ativistas israelenses, mas ativistas pelos direitos humanos e da Não-Violência de todo o mundo. Em Londres e Paris, dezenas foram às ruas pedindo sua libertação e o boicote ao campeonato europeu de futebol sub-21, que será realizado em Israel ainda em 2012. Milhares de internautas aderiram a uma campanha em solidariedade de Mahmoud em redes sociais, compartilhando o cartaz de sua campanha. Até a Fifa se pronunciou sobre o caso, pedindo a intervenção humanitária da federação de futebol de Israel. Uma vitória de Mahmoud Sarsak, da causa da libertação palestina e do movimento da Não-Violência.


Palestinos comemoram nas ruas vitória do jogador da Não-Violência


Familiares de Mahmoud Sarsak estão aliviados agora

Dezenas de prisioneiros palestinos praticam a Não-Violência

O jogador se tornou um símbolo da luta desarmada....

Mahmoud Sarsak diz que continuará lutando via a Não-Violência













Fontes: Associated Press
             Opera Mundi
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

3 comentários:

  1. Finalmente, neste mundo cada vez mais violento no dia a dia (e não só no Oriente Médio...)uma vitória expressiva da Não-Violência, com a mesma alegria dos grandes momentos do futebol e da Justiça.

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  2. Aumenta cada vez mais a adesão (e não só entre os prisioneiros da Palestina) à filosofia de ação e de luta da Não-Violência, que usa eventualmente o jejum ou a greve de fome como arma, buscando valorizar a inteligência e não a força, a busca da verdade e não da armas, que só aumentam o circuito da violência, sacrificando especialmente os mais fracos, pobres e oprimidos, sem nem condições de se armarem para os conflitos.

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  3. A intervenção da ONU, da Anistia Internacional, de entidades de direitos humanos e em especial, a pressão da mídia e da população, diante do que acontecia com o atleta da Seleção Palestina nos porões das prisões políticas de Israel são um marco da busca da justiça e do movimento da Não-Violência, no caso, no conflito entre israelenses e palestinos. Até mesmo israelenses já pediam pela liberdade de Mahmoud Sarsak.

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