sábado, 28 de julho de 2012

MARINA SILVA NA OLIMPÍADA EM NOME DA LUTA PELA ECOLOGIA

Marina ajuda a carregar a bandeira olímpica

A vencedora do prêmio Nobel da Paz Leymah Gbowee também esteve entre os nove homenageados para entrar com a bandeira

Getty Images
Marina Silva carrega bandeira nas Olimpíadas
A ecologista Marina Silva num dos momentos maiores da Olimpíada de Londres valorizou a luta pela paz na Terra

A bandeira olímpica entrou no Estádio Olímpico  durante a cerimônia de abertura ontem à noite dos Jogos deste ano, carregada por nove personalidades que representam ''nossa vontade de ser melhores'', como o locutor do estádio informou:  entre os que tiveram a honra de introduzir o estandarte símbolo das Olimpíadas, o ex-boxeador Muhammad Ali (Cassius Clay) e a ex-candidata presidencial brasileira Marina Silva foram os maiores destaques, como assinalaram a agência de notícias Efe e o site Exame (Abril). Além dos dois, fez parte deste grupo de honra o diretor argentino Daniel Barenboim, ligado à não-violência, fundador da israelense-palestina West-Eastern Divan Orquestra; a vencedora do prêmio Nobel da Paz liberiana Leymah Gbowee; o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; o ex-fundista etíope Haile Gebrselassie, embaixador do programa de solidariedade de Londres 2012; e as defensoras dos direitos civis britânicas Sally Becker, Doreen Lawrence e Shami Chakrabati também estiveram entre os escolhidos para levar a bandeira antes do acendimento da tocha, que são parte dos momentos finais e mais esperados da abertura de jogos olímpicos. "De muita importância para a luta pela ecologia e desenvolvimento sustentável a participação de surpresa de Marina Silva nesta cerimônia mundial, foi uma medalha de ouro antecipada e ideológica para o avanço do Brasil e claro do planeta, ali representado por personalidades de valor, como o próprio secretário geral da ONU", comentou Padinha, o editor do nosso blog Folha Verde News: "Marina também foi feliz ao se manifestar, dizendo que carregar a bandeira olímpica simbolizou lutrar pela paz entre os povos da Terra".

Cerimônia de abertura teve grandes momentos e outros ridículos

O cineasta responsável por toda a abertura da Olimpíada de Londres, o britânico Danny Boyle (vencedor do Oscar em 2009) fez tudo em rítmo de cinema, procurou valorizar os ícones da cultura inglesa, como na música, por exemplo, Rolling Stones, Beatles, Queens, Sex Pistols, New Order e até Amy Whinehouse, falecida há um ano.O ápice disso foi o encerramento da festa, o ex-Beatles Paul McCartney cantou Hey Jude e regeu milhares de pessoas no Estádio Olímpico e milhões diante de TVs em todo o mundo cantarem juntas, a emoção da música deu uma atmosfera final de grandeza ao evento. O difícil era aguentar os comentários de Galvão Bueno no Sportv. Na Record, que tem a exclusividade em TV aberta no Brasil para a transmissão dos jogos de Londres, estava indo muito bem, até se confundir e chamar a Record de Globo, fato que virou piada no Twitter. A entrada das delegações foi muito demorada e repititiva, Milton Leite, também do Sportv, tem razão ao pedir que daqui 4 anos se faça algo mnais ágil e divertido nas Olimpíadas no Brasil. O realce de mais valor foi mesmo a pira olímpica, acionada por tecnologia e um grupo de jovens atletas, como também, a introdução da bandeira olímpica com a presença de personalidades que lutam no planeta para mudar esta realidade, nada olímpica, com pouca esportividade e cheia de violência, que assola a qualidade de vida em todos os países na atualidade. (Padinha)
 Fontes: EFE
             www.exame.abril.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. O melhor desta festa esportiva mundial foi a lembrança dos conteúdos mais puros do esporte, como a luta pela não-violência (Mahatma Gandhi foi citado e mostrada a música de que ela mais gostava), a sua ligação com a ecologia e a luta pela paz.

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  2. Os políticos e a mídia mais à direita na Inglaterra criticaram bastante a cerimônia de abertura, criada e realizada pelo cineasta Danny Boylle, acusando este produtor cultural de muito talento de "esquerdista". Por sua vez, personalidades mais avançadas e jornalistas em geral elogiaram muito as conotações mais cults na festa do esporte mundial em Londres.

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  3. Na verdade, o dia a dia da vida anda nada olímpico atualmente, desta forma, a festa de abertura da Olimpíada tinha mesmo que sair um pouco da rotina e da realidade de agora para alcançar um nível de informação e de comunicação da energia pura do esporte, que assim como a ecologia, a cultura, mobilizam o ser humano para avançar, em todas as épocas, como também na violência da atualidade.

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  4. O momento mais ridículo da cerimônias foi sem dúvida a parceria impossível entre o atual James Bond e a Rainda Elizabeth II, em especial, quando se sugeriu com imagens sutis que ela estaria descendo no Estádio Olímpico de paraquedas...Haja humor inglês...

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  5. A amiga Gisele de São Paulo nos envia de SP a seguinte matéria que está postada agora na Agência Estado.
    - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.
    Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.
    A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"
    Seria melhor, ele ter ficado em silêncio...

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  6. Em entrevista ao Estado de SP, ainda em Londres, Marina Silva disse que o governo brasileiro tentou "apequenar" a sua participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2012, ontem, "em uma disputa política". A ex-ministra chorou ao saber sobre a reação da presidente Dilma Rousseff e de ministros e disse que a equipe de Dilma "não sabe separar as coisas."
    "Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece", disse Marina, no Hotel Corinthia, onde está hospedada a convite do Locog, na capital londrina. A ex-ministra disse que esperava apoio da comitiva brasileira e, principalmente, da presidente Dilma para a sua participação. "Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva. Porque eu tenho tanto respeito pelo Brasil pela nossa história e a presidente Dilma sabe como, na minha divergência, eu sou leal. As pessoas com quem eu convivi durante 30 anos não são meus inimigos. Do mesmo jeito que eu fico feliz de ver as autoridades brasileiras cumprindo seu papel num evento dessa magnitude, eu imaginava que, nesse momento, eles não misturariam as coisas. Eu estou aqui em nome de uma causa que na história do Brasil é de todos nós. Começou lá atrás com o Chico Mendes e o presidente Lula, como companheiro do Chico Mendes, tem participação nisso."
    Uma posição de inteligência e de cidadania.

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