terça-feira, 31 de julho de 2012

QUAL SERÁ A COMIDA DE TODO DIA DAQUI 20 ANOS?

A BBC faz levantamento sobre alimentação e tendências e algumas são muito chocantes
 
Uma pesquisa jornalística de Denise Wintermann para a BBC mostra que o consumo de carne e o modelo atual de alimentação da maioria das pessoas na Terra estão chegando a uma situação-limite: há uma necessidade de mudar o padrão, os hábitos. Os vegetariano, como é o caso do editor do nosso blog Folha Verde News, o ecologista Padinha, já encontraram uma alternativa, menos chocante: "Comer insetos ou carne transgênica  ou de laboratório e alimentos industrializados que a gente nem sabe o que é, o que contém, é algo de que os vegetarianos já estão livres, há vários tipos de vegetarianismo, pratico um que extrai a proteina do molho natural da soja, o shoyu, desenvolvido há mais de 5 mil anos pelos hindus e que pode vir a ser na minha opinião, o alimento do futuro". Mas, vegetarianos, como o editor do nosso blog de ecologia, são minoria. E a pesquisa da BBC analisa o problema da alimentação futura buscando outras alternativas que mesmo para os que têm uma dieta normal, carnívera, com certeza ficarão chocados com a radicalidade das alternativas, algumas delas, desenvolvidas por cientistas em bromatologia na Holanda. Confira.
 
Insetos/Getty
No Ocidente, muitos resistem à ideia de comer insetos, hábito comum na África...

Projeções de especialistas indicam que o aumento populacional, dos preços dos alimentos e a limitação na disponibilidade de recursos vão mudar os hábitos alimentares humanos nas próximas décadas. Alguns analistas calculam que o preço dos alimentos deve dobrar nos próximos cinco a sete anos, tornando itens hoje comuns, como carne, em artigo de luxo ou raro, somente para dias de festa.Veja a seguir algumas alternativas que, embora estranhas à primeira vista, são apontadas como caminhos prováveis para resolver lacunas na demanda por alimentos por estes pesquisadores da Europa.
O governo holandês já investiu um milhão de euros em pesquisa sobre como inserir carne de insetos nas dietas de seus cidadãos e preparar leis para regulamentar sua criação. Insetos fornecem tanto valor nutricional quanto carne de mamíferos, mas custam e poluem muito menos. Cerca de 1, 4 mil espécies poderiam ser consumidas pelo homem, compondo salsichas ou hambúrgueres. Boa parte da humanidade já come insetos, especialmente na Ásia e África. Mas os mercados ocidentais devem resistir à ideia e vão ser necessárias grandes campanha de marketing para tornar aceitável ideia de incluir insetos como gafanhotos, formigas e lagartas no cardápio.
Já é bem conhecida a influência que aparência e cheiro podem ter sobre o que comemos, mas uma área em expansão que pode render descobertas interessantes é a dos estudos sobre o incrível efeito do som sobre o paladar. Um estudo da Universidade de Oxford descobriu que é possível ajustar o gosto der determinados alimentos através da música que se ouve ao fundo.A música pode, por exemplo, fazer uma comida parecer mais doce do que ela é. Esse recurso pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar.
Outro exemplo: Sons graves de instrumentos de sopro de metal (como saxofones ou tubas) acentuariam o gosto amargo de alimentos. Empresas podem passar a recomendar listas de músicas para melhorar a "experiência" do consumo de seus produtos.
Cientistas holandeses criaram carne em laboratório usando células-tronco de vaca e esperam desenvolver o primeiro "hambúrguer de proveta" até o fim agora de 2012. A produção de carne artificial poderia trazer grandes benefícios ao meio ambiente, pela redução no número de cabeças de gado - grandes emissores de CO2 - e nas áreas de floresta desmatada para a criação de pastos. A carne de laboratório poderia ser manipulada para ter níveis bem mais saudáveis de gordura e nutrientes. Os pesquisadores holandeses dizem que a meta é fazer a carne in vitro ter o mesmo gosto que a tradicional - coisa que ainda está longe de ter.
Elas podem alimentar homens e animais, oferecer uma alternativa em graves crises alimentícias e ainda abrem mão do gasto de terra ou água potável para seu cultivo. Cientistas ainda apontam para o potencial de algas como fontes de biocombustíveis - o que reduziria a dependência dos combustíveis fósseis.
Alguns especialistas preveem que fazendas de algas poderiam se tornar a mais promissora forma de agricultura intensiva.Elas já existem em países asiáticos como o Japão. Como os insetos, elas poderiam ser introduzidas em nossas dietas sem que soubéssemos. Cientistas na Grã-Bretanha estudam a substituição de sal marinho por algas em pães e outros alimentos industrializados. Grãos têm um forte sabor, mas com baixo índice de sal, sendo portanto, mais saudáveis. Esta seria uma quarta alternativa, se bem que menos chocante ou mais adaptável aos costumes predominantes no Ocidente quanto ao alimento de todos os dias.
 A outra alternativa, mais harmoniosa e dentro da atual realidade, é a alimentação vegetariana, que substitui a proteina da carne por castanhas, combinação de legumes, raízes, frutas, vegetais e em especial , soja, usada também em forma de molho, o shoyu que é uma tradição bem sucedida no Oriente.

Menos chocante e mais provável a limentação vegetariana cresce muito atualmente
 Fontes: BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com 

4 comentários:

  1. Há mais de 20 anos, o nosso editor, o ecologista Padinha se tornou vegetariano por influência do médico Dr. Ajax Silveira, líder da comunidade adventista de São Paulo e que está chegando aos 100 anos com muita saúde. Ela defende e pratica esssa alimentação, ainda alternativa, de uma minoria no Brasil e no planeta. Mas que de repente, diante de outras alternativas...

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  2. Esta pesquisa de bromatologistas da Holanda e da Gran Bretanha, focalizada pelo site da BBC, radicaliza a questão, mas com certeza sinaliza a necessidade de uma mudança radical no atual comportamento do ser humano quanto à sua alimentação, diante da situação-limite de crescimento populacional e do consumo, invibializando o costume de se comer carne, por exemplo, como é habitual hoje em dia.

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  3. Estes cientistas de alimentação não se referem a um futuro vago, distante no tempo e no espaço, mas debatem a questão na Europa daqui 20 anos. Ou seja, é mesmo necessário a atual geração de humanos buscar informações e novas alternativas de alimentação.

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  4. Algumas alternativas da pesquisa da BBC nos chocam por questão cultural mas há várias outras, como os alimentos vegetarianos, macrobióticos, que são mais possíveis de serem aceitos pela maioria das pessoas na atualidade. De toda forma,a mudança terá que ser feita, segundo também comenta o especialista da Univceridade de Oxford, citado na reportagem da BBC.

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