quinta-feira, 12 de julho de 2012

UMA NOVA ALTERNATIVA NA TV PARA CRIANÇAS E ADULTOS?

Coisa ou Conversa de Gente Grande  - CGG - é a estréia da Band e pode ser um oásis

Marcelo Tas, que se celebrizou com o CQC na Rede Bandeirantes de TV, depois de personificar o repórter crítico Ernesto Varela, passar pela TV Cultura (Rá Tim Bum) e até também por um movimento de produtores independentes de vídeo, quando bem jovem, na época da produtora Olha Eletrônico, agora apresentará a nova opção para os domingos na televisão brasileira, o CGG, conversa ou coisa de gente grande: esta nova sigla é o programa que estreia neste domingo, às 20h, é um programa para a família com crianças. Isso já foi amplamente divulgado, mas, segundo Tass ainda assim, os pais procuram o canal para apresentar os filhos que dançam, cantam e atuam muito bem. "É um programa jornalístico com temas diversos, voltado para a família. Não é show de talentos. Estamos num horário 'novo', de alma aberta e sem grandes expectativas. Queremos fazer um produto bom", disse ele. Bom produto, na sua opinião, é ver criança  perguntando e se manifestando sobre os temas da realidade, fazendo entrevistas sobre drogas, TPM, redes sociais, adultério e outros assuntos adultos: "São temas fortes e elas nos surpreendem com a forma com a qual abordam e discutem o assunto", explicou Marcelo Tass.
O programa tem vários quadros e uma plateia de cerca de 20 pessoas. Ele não terá um elenco fixo e sim crianças que participam eventualmente da atração. Na estreia, o entrevistado será Pelé. "Não queríamos ter crianças fixas justamente para evitar que ficasse tudo muito ensaiado, mecânico", completou Tas. Os pais não participam (ainda bem), mas a produção ajuda a equipe de 'monstrinhos', como diz Marcelo, a discutir os temas. "A produção ordena o conteúdo. Não temos uma reunião de pauta estabelecida. Nos reunimos para falar sobre os convidados e gravamos algumas conversas". A idéia não parece ser a de dar ênfase para aquelas crianças que parecem adultos. Pelo exibido durante a coletiva na manhã desta quarta-feira, não parece ser essa a ideia da atração, o que é bom prá começo de conversa. O novo programa pode não ser uma revolução na TV brasileira, mas mesmo assim poderá vir a ser um oásis diante da programação comum dos domingos, esperamos que sim, valorizando a espontaneidade, a beleza das crianças, o diálogo, mas quem sabe talvez também questionando os caminhos da nossa realidade de agora, algo que carece ser feito na mídia de hoje a bem das crianças, dos adultos, de toda a população, a bem do futuro que juntos todos podemos criar. (Padinha)

"A gente espera que o espírito da coisa seja positivo para a garotada e todos nós", comenta Padinha
Fontes: http://www.band.com.br/
             http://www.yahoo.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

4 comentários:

  1. O editor do nosso blog de ecologia Padinha explica porque tem uma expaetativa positiva sobre o CGG: "Eu já participei em TV de programas tipo sérios como Globo Repórter, já fui censurado na época ditatorial, mas também fiz coisas para crianças como Vila Sésamo, na Globo, Curumim na Cultura. É algo difícil criar e realizar TV para crianças sem ser infantil no mau sentido mas pelo perfil do Tass, acho que ele vencerá o desafio".

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  2. As crianças de hoje, que muitos chamam de "monstrinhos", por terem um nível grande de informações, facilidade com o uso das weferramentas, das novas tecnologias, também na comunicação, na verdade é um setor da população que merece mais atenção por parte da mídia, levando em conta as carências culturais da atual realidade, no país, no planeta, as sociedades de consumo, onde por (mau) exemplo, vigora uma violência cada vez maior.

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  3. Este novo programa de domingo é válido´, a princípio só por ser algo diferente da rotina televisiva e global, isso, se o CGG tiver a cara do Marcelo Tass como pessoa e como comunicador, se ele fazer fazer o seu estilo, poderemos ter um avanço de comunicação no pais, via a Band.

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  4. Um programa para crianças não pode ser infantilóide, levando-se em conta a condição e a necessidade cultural da garotada de hoje, o ideal seria fazer com uma outra linguagem, outra estrutura, claro, o que Charles Chaplin conseguiu nos seus filmes, que se comunicavam com pessoas de todas as idades, a partir das crianças, universal. Mas isso é algo complicado de se conseguir hoje em dia.

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