sexta-feira, 27 de julho de 2012

VIOLÊNCIA POLICIAL EM SÃO PAULO LEVA MP A CRITICAR ESTADO

Fala-se em polícia não-militarizada como saída

Na última edição do site de assuntos judiciais, Última Instância, o repórter Paulo Cézar Pastor Monteiro relata em sua matéria críticas de representates do Ministério Público Federal à onda de violência policial: durante uma audiência pública realizada no MPF, a defensora pública, Daniela Skromov de Albuquerque, afirmou que São Paulo vive um “absoluto descontrole” da violência praticada pela Polícia Militar do Estado. Esta postura reforça a posição de cidadania e de não-violência que vem sendo defendida pelo nosso blog Folha Verde News, não só diante dos acontecimentos na capital paulista. E hoje abrimos nosso webespaço a esta discussão do encontro em São Paulo que abordou alguns índices relacionados à violência no Estado. Entre as informações apresentadas, a defensora disse que em São Paulo cerca de 20% dos assassinatos são de responsabilidade dos policiais. De acordo com os padrões internacionais, o percentual ‘aceitável’ seria de 3%. Também presente ao encontro, o procurador da República Matheus Baraldi anunciou que, caso o governo estadual não dê sinais claros que haverá uma mudança na forma da polícia atuar, ele pretende apresentar, nos próximo dias, uma ação civil pública pedindo a troca do comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo: “É oportuno o momento para se questionar a troca do comando da PM, mas não só a troca, também a luta pela mudança da estrutura ideológica porque essa apologia ao uso da violência excessiva do estado faz com que tenhamos praças excessivamente desequilibrados”, salienta Baraldi.
Além disso, Baraldi afirma que também pretende solicitar que o procurador-geral da República fiscalize, durante um ano, os trabalhos da segurança pública de São Paulo.
Entre os exemplos do excesso de violência da polícia, Daniela Skromov de Albuquerque comenta que na Ditadura Militar foram mortos oficialmente 475 pessoas por motivo políticos, enquanto isso, em São Paulo, a polícia mata, por ano, mais de 500 pessoas. “Tem se visto um crescimento da polícia repressiva e um decréscimo da Polícia Civil. A única polícia possível em um Estado democrático de Direito é a unificada e não militarizada", afirmou na presença de diversas entidades da sociedade civil, o encontro foi marcado por uma série de relatos acusando polícias militares de agirem de maneira indiscriminada contra a população e de, em diversos casos, praticarem execuções sumárias.
Porém, o Major Olímpio Gomes, deputado estadual pelo PDT, discordou que a polícia militar seja violenta. “Em uma organização onde se tem quase 100 mil homens, seria bizonho, você dizer que não há indivíduos que ser desvirtuam e se tornam criminosos”. Ele salienta a necessidade de considerar o número de polícias mortos. Segundo o deputado, só em 2012, foram mortos mais de 50 polícias. De acordo com o Major há uma “guerra” em curso e o Governo do Estado não admite isso por interesses políticos.
Isso mostra mais um ângulo da gravidade do contexto em São Paulo, algo que avilta a condição humana de vida e a insegurança da população, em sua maioria em busca de trabalho e de paz, sofrendo com esta situação-limite.O editor de nosso blog sempre aberto aos temas da cidadania, o ecologista Padinha, comenta tudo isso com somente uma pergunta: "Algo será feito para mudar esta realiadade de violência?".

A insegurança pública na capital e no interior de São Paulo recebe críticas de vários setores...

...caricatura de Carta Maior extravasa esta situação-limite e não poupa o Governador Alckminn


Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de São Paulo, que chegou a ter sua foto confundida com a do repórter André Caramante, lamenta o equívoco, se solidariza com o repórter do seu jornal, criticado em sua matéria sobre um Coronel da PM , mas não endossa o tom exagerado de comentários que sairam depois em redes sociais

Fontes: www.ultimainstancia.uol.com.br
             http://folhavcerdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. E o pior é que o descontrole policial e a insegurança pública não são a única forma de violência sofrida pela população de São Paulo, cada vez mais prejudicada em sua qualidade de vida neste contexto.

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  2. Alternativas como polícia não-militarizada vem sendo debatidas mas na situação-limite em que se encontra a capital paulista somente uma ação mais objetiva do Ministério Público e do próprio Governo Federal poderá mudar este contexto que penaliza a condição humana de vida da maioria da população por conta de descontrole poplicial e erros de uma minoria.

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  3. Todas as formas de agressão à qualidade de vida ou à condição humana e à cidadania precisam ser vistas com prioridade, para preservar o estado de direito, a dignidade da população, a paz socia e até a não-violência, conceitos longínquos da realidade que se estabelece em São Paulo agora.

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  4. Só com muita inteligência esta situação-limite poderá ser resolvida em São Paulo.

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  5. Para vc ter uma idéia do que é esssa situação em SP a seguir a postagem agora do site do jornal Estado de SP:
    Em apenas quatro horas, das 21h30 de quarta-feira à 1h30 de ontem, sete pessoas foram assassinadas em três locais da zona norte, em um raio de 1,5 km, na região do Jaçanã. O primeiro caso foi uma chacina com quatro mortos. O local do crime, a Rua do Morro do Livramento, na Vila Nova Galvão, fica a menos de 200 metros do lugar onde um soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi baleado com três tiros de fuzil dois dias antes.
    A chacina aconteceu depois que quatro homens encapuzados entraram atirando no Lava-Rápido do Césinha, no momento em que um grupo jogava baralho. O local, que funciona há pelo menos sete anos, é usado como estacionamento para funcionários do posto de saúde vizinho. O dono do estabelecimento, César Conceição Lopes, de 44 anos, seu funcionário Isaque Pereira Lima, de 20, e Leonardo Pereira Oliveira, de 17, que morava perto do local do crime, morreram na hora. O comerciante Dercy Guilhermino Marques, que vendia batatas fritas nas ruas do bairro, morreu ontem. Carros da PM socorreram Isaque e Leonardo. Os demais foram levados pelos vizinhos para hospitais. Nenhum dos quatro tinha antecedentes criminais.
    Na terça e na quarta-feira, segundo moradores, pelo menos seis viaturas da Rota circularam pela área pedindo informações sobre o atentado ao soldado Anderson Andrade de Sales na segunda-feira. O policial sobreviveu.
    Moradora há 50 anos da Vila Nova Galvão, uma senhora, que pediu para não ser identificada, contou que até mulheres foram abordadas para passar informações a respeito dos autores do atentado. Nas abordagens, segundo um jovem revistado pelos policiais, moradores eram informados de que não deveriam ficar na rua depois das 20 horas.
    Vizinhos do estacionamento disseram que viaturas da Rota estiveram duas vezes no local antes da chacina. "Os tiros foram durante a novela (das 21h). Tivemos de pular no chão para não ser atingidos dentro de casa. Há anos não ouvíamos notícia de violência no bairro", disse uma vizinha. No segundo caso, por volta da 1 hora, Daniel Silva de Melo, de 21 anos, morreu em uma viela com dois tiros. Ele estava na Rua Águas de Chapecó e tinha antecedente criminal por tráfico. Segundo o PM que depôs na delegacia, o lugar era uma "biqueira" que vendia drogas.
    No terceiro caso, 30 minutos depois, novamente duas motos com dois homens mascarados atingiram mais dois jovens: Igor Góes, que era órfão e havia se mudado para o bairro para morar com os avós, e Lucas, que não teve o sobrenome revelado e no bairro era conhecido como Aliado. Eles não tinham passagem pela polícia e morreram na hora.

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