segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ATIVISTA PELA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO CRIA POLÊMICA INTERNACIONAL

Assange agradece Equador e Brasil no discurso

O discurso de 10 minutos foi uma grande performance pela liberdade de informação na Internet também
 Ativista pela liberdade da informação, o fundador e portavoz do site Wikileaks, Julian Assange conseguiu grande repercussão internacional no discurso feito ainda no domingo da janela da Embaixada do Equador em Londres: ele até aceita responder acusações de crime sexual na Suécia (que considera falsas) mas não ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia correr até risco de vida, devido à publicação de documentos secretos relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, que são o foco do atrito com os norteamericanos. Em sua primeira aparição pública desde que se refugiou na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange agradeceu o apoio de seus partidários, ativistas da liberdade de expressão e direitos humanos. Diante de centenas de pessoas, entre militantes e curiosos, o fundador do site WikiLeaks felicitou o Equador, um país que “se ergueu pela justiça”. Ele também enumerou a lista dos países do continente americano que teriam apoiado a atitude de Quito no episódio, como “Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Peru e Venezuela”.
O Equador concedeu asilo ao australiano essa semana, criando um verdadeiro imbróglio diplomático entre Quito e Londres. Procurado pela justiça britânica, Assange pode ser preso a qualquer momento, mas como a embaixada é considerada território equatoriano, ele não pode ser detido. O Reino Unido chegou a cogitar uma invasão do local, baseado em uma lei local da década de 80, que possibilitaria a retirada da proteção diplomática do prédio. Além de pedir mais liberdade para a imprensa, o breve discurso também foi marcado por críticas aos Estados Unidos. Segundo ele, Washington deve “parar com a caça às bruxas contra WikiLeaks”. O pronunciamento foi feito na janela da representação diplomática de Quito, a poucos metros dos policiais britânicos que esperam para poder capturar o australiano. Julian Assange se refugiou no dia 19 de junho na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde é procurado por quatro delitos de agressão sexual, crimes que nega ter cometido e pelos quais não foi acusado formalmente. O australiano se considera vítima de uma perseguição política depois de ter divulgado, via seu site WikiLeaks, milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, país para onde teme ser extraditado e condenado à morte por espionagem.

Unasul decide apoiar Equador e Assange

Os chanceleres de Argentina, Equador e Peru se reuniram com o secretário-geral da Unasul, Alí Rodriguez, Os chanceleres da Argentina, Peru e Equador e o secretário-geral da Unasul, Alí Rodriguez , em reunião da entidade realizada hoje, em Guayaquil. A decisão foi de total amparo ao país andino diante da "ameaça de violação do local e sua missão diplomática".
A declaração também reforçou o direito soberano do Estado de conceder o asilo e o princípio fundamental da inviolabilidade dos locais de missões diplomáticas.O advogado de Julian Assange, do Wikileaks e com problemas judiciais na Inglaterra e na Suécia, declarou que ele está disposto a responder pelas acusações, porém com garantias de que não seja extraditado se deixar a embaixada do Equador em Londres. O ativista está no local há cerca de dois meses e virou uma polêmica de Direito Internacional.

Fontes: RFI
             Reuters
             jbonline
             folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Há 3 semanas atrás nosso blog de cidadania e de ecologia já havia publicado um post resumindo a situação de Julian Assange, a luta do Wikileaks e o momento político deste atrito com os Estados Unidos, que coloca o Direito Internacional nas manchetes de todo o planeta.

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  2. Além dos princípios éticos e do Direito Internacional, bem como das garantias de proteção a todo ser humano, consagradas na legislação atual de todos os países, a luta de Julian Assange e do site Wikileaks destaca a importância da liberdade de informação na Internet, a principal força desta mídia.

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  3. Nós que temos nos solidarizado com ele e com todas as vítimas de perseguição política ou de censura, mais uma vez abrimos espaço para esta luta, na esperança de que se encontre uma solução legal e ética, a bem da liberdade de expressão e do avanço das comunicações.

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  4. Conforme últimas infornações da BBC, este jornalista para ir para o Equador (que lhe concedeu asilo político) tem que ter um salvo-conduto das autoridades inglesas para sair da embaixada equatoriana (onde está há 3 meses) e viajar para Guaiaquil. E mais (como está no blog Folha Verde News) governo inglês pode usar lei de 25 anos atrás e invadir a embaixada do Equador, prender Assange e extraditá-lo para a Suécia e depois para os Estados Unidos, jogando por terra o direito internacional e a liberdade de expressão.

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  5. Julian Assange reafirma à BBC que as acusações de crime sexual na Suécia são apenas mais um pretexto para impedii-lo de divulgar certas informações sobre os Estados Unidos.

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