quinta-feira, 2 de agosto de 2012

POLÊMICA: PELO FIM DA VIOLÊNCIA PEDEM O FIM DA PM

Já há até petição pelo fim da Polícia Militar

Após atingir mil assinaturas, a petição será encaminhada à Presidência da República, ao Congresso e ao STF, informa o jornalista José Francisco Neto, do site Brasil de Fato: nós que desde o início do nosso blog de ecologia e cidadania, Folha Verde News, abrimos espaço a este assunto polêmico, mas que é fundamental ser discutido na atualidade, "faz parte da busca de alternativas para diminuir índices e clima de violência no Brasil, tudo tem que ser pensado, medido, ponderado com calma e intelçigência para se encontrar a melhor saída, interesse de todos os brasileiros e brasileiras", comenta por sua vez nosso editor, o ecologista Padinha, ao postar esta informação para estimular o debate e a mudança da atual realidade. A Rede Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência do Estado lançou uma petição pública pela desmilitarização das polícias do Brasil. Após atingir mil assinaturas, esta Rede encaminhará a petição à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido é uma reivindicação histórica de um conjunto de movimentos e a campanha é um desdobramento de uma audiência pública em que entidades de direitos humanos, movimentos sociais e membros do Ministério Público Federal exigiram o fim da Polícia Militar e apoiaram o pedido do Procurador Federal da República, Matheus Baraldi, de afastamento do comando da corporação do Estado de São Paulo. Recentemente, o Conselho de Direitos Humanos da ONU também recomendou explicitamente que o Brasil trate de “combater a atividade dos ‘esquadrões da morte’ e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais”.
Dentro deste contexto, o movimento Mães de Maio junto com a mesma Rede Nacional Vítimas da Violência protocolou em Brasília, uma carta à Presidenta Dilma Rousseff, cobrando 15 medidas que, há seis anos, não saem do papel, dentre elas o acompanhamento federal jurídico e político do crescimento da violência no Estado. Também pedem um parecer sobre a federalização dos crimes de maio de 2006, abolição dos registros de casos de "resistência seguida de morte" nos inquéritos policiais, tidos como inconstitucionais, e a criação de uma Comissão da Verdade para crimes policiais praticados na democracia.
Em nota, o movimento diz que aguarda a confirmação da Presidência da República sobre a data para o movimento de cidadania do país discutir uma política nacional para os familiares de vítimas do Estado, para que ele venha a ser efetivamente democrático.
Líderes deste movimento citam que pela quarta vez consecutiva, os homicídios aumentaram em São Paulo, contradizendo o governador Geraldo Alckmin que disse em entrevista coletiva que os indicadores da criminalidade “iriam cair”. De acordo com as estatísticas divulgadas nesta semana pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período de 2011. Com uma média de 14 mortes por dia, junho foi o período mais violento nos últimos 18 meses, com 134 mortes – aumento de 47% - contra 90 em junho do ano passado. Segundo a Ouvidoria da Polícia Militar, só a Rota – Ronda Ostensiva Tobias Aguiar - matou 48 pessoas apenas no primeiro semestre na capital paulista. Em comparação com o mesmo período em 2010, os homicídios subiram mais de 100%.  Ao longo dos últimos 30 anos, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país. No período “democrático” brasileiro houve um aumento de 127% no número de homicídios anuais, dos quais as vítimas, em sua maioria, são jovens pobres e negros, conforme demonstram as estatísticas do Mapa da Violência 2012.

Tudo precisa ser discutido para diminuir índices e clima de violência no Brasil
 Fontes: www.brasildefato.com.br
             BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Com certeza, não existe apenas a violência do Estado (ou até da PM) e sim variadas formas em que ela vem se manifestando na atualidade do país (e do planeta): tudo precisa ser discutido para se encontrar uma alternativa de mudança e avanço da realidade.

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  2. Na sua estrutura, a própria sociedade de consumo contém estímulos à cultura ou à realidade da violência, os casos de corrupção política, os erros e limites de autoridades e agentes policiais, o aumento da crueldade dos marginais e da quantidade de ocorrências, casos de extermínio e de descontrole na segurança pública, as injustiças ou disparidades sociais no Brasil, por mau exemplo, são componentes também deste debate.

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  3. Para debater todo o contexto da atualidade no país, a nossa equipe do Folha Verde News, a partir da Conferência Mundial da ONU no Rio, recentemente, iniciou a realização de um documentário, "Não Violência X Fim do Mundo", questionando a realidade e buscando solução neste setor vital para a qualidade e até mesmo a condição humana de vida no país agora.

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  4. Este documentário ainda terá mais cerca de 40% de filmagens ou gravações, em outros lugares do país, devendo depois ser editado, finalizado: há o interesse de uma rede nacional de T e a consulta de uma emissora da Itália, interessados em exibir "Não-Violência X Fim do Mundo". E em 2013 este documentário poderá integrar a programação nacional de 3h dia que as TVs a Cabo do Brasil deverão apresentar, ajudando assim os brasileiros a debaterem o Brasil.

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  5. Todas as iniciativas, as radicais ou as mais culturais, devem mesmo ser debatidas pelos variados setores da cidadania e da Nação, no sentido de avançar a realidade brasileira e se projetar um futuro Brasil.

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  6. Com certeza, o fato de os marginais e grupos de criminosos estarem cada vez armados complica a situação da PM e da própria segurança pública também, porém, uma mudança de estrutura poderá provocar o começo duma nova realidade: a pergunta é, como mudar a estrutura da realidade cada vez mais violenta?...

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